Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Um olhar geográfico sobre a obra "Vidas Secas".

No description
by

Clícia Carvalho

on 23 August 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Um olhar geográfico sobre a obra "Vidas Secas".

Clícia Carvalho e Jacque Aguiar
Um olhar geográfico sobre a obra literária "Vidas Secas".
Literatura: fontes para a geografia.

Ambiente geográfico x difusão natural da obra literária.

Objetividade x Subjetividade

Vidas Secas: leitura alegórica, autor-época, espacialidade, temporalidade, contextualização.
Discurso e a invenção do Nordeste
Caatinga:
-maiores constrastes sociais, econômicos, culturais e ecológicos.
-tendência à desertificação (condições naturais + antropização).

Nordeste
: "O nordeste é uma produção imagética discursiva formada a partir de uma sensibilidade cada vez mais específica desastada historicamente em relação a uma dada área do país. (refere-se ao Sul)
Vidas Secas
Vidas Secas é mais que denúncia; é acima de tudo decifração / revelação do drama das vidas sertanejas pobres - despossuídas até mesmo de si enquanto seres humanos - dominadas, espoliadas, marginalizadas, descarnadas, sangradas, embrutecidas, e dessa forma, sofrendo os rigores da natureza. Mas no seu interior revelam sonhos, esperanças de ressurreição, projetos de uma vida digna que naquelas condições, não podem realizar.
Teatralização Política
Literatura Regionalista
A literatura regionalista, por centrar a atenção no percurso e nos dramas vivenciados pelos retirantes em direção a terras desconhecidas, constitui-se como uma importante
fonte
para o estudo dos processos migratórios decorrentes da região do Semi-árido.

-Visão: determinismo geográfico.
O Sertão em Graciliano Ramos
Natureza
: Ciclo natural como opressor da condição humana, quase uma impossibilidade; paisagem árida, solo pedregoso; arbustos retorcidos e com espinhos; períodos de grandes estiagens, porém, cíclico; a impotência do homem diante dos desígnios da natureza,inadaptabilidade da condição humana ao ambiente por falta de recursos;

Família
: Papéis definidos tradicionalmente, incomunicabilidade verbal, pouca demonstração de afetividade, animalização, indignidade;

Poder
: A marginalização e exploração do sertanejo, a submissão, a incomunicabilidade
com os opressores; humilhação; ciclo social e da cultura como elemento opressor.

Religião
: Catolicismo subjacente; desalento; quase ceticismo; a incapacidade de
compreensão do mundo; há, porém, a consciência do existir e de se entender na
percepção de si mesmos e de seus destinos, analogias ao inferno.
Ser e o espaço
-Fabiano oscila entre o 'ser homem' e 'ser bicho'.
-Fabiano age como um bicho, porque assim sendo pode defender-se no mundo bruto em que vive.
-O espaço fundamental de “Vidas Secas “, da realidade da população sertaneja é o lugar social.
-Viventes que tentam se integrar à realidade do sertão nordestino, num fluxo desfavorável do pulsar da natureza ( seca / cheia ) e das injustiças sociais ( agregação à terra alheia ) .

Ser geográfico
-Fabiano: Um homem de lugar nenhum. Na sua dureza, o homem do Sertão se assemelha às pedras, cardos e espinhos como o mandacaru -agressivo, eriçado de espinhos.
-Numa terra pobre, esquecida, o indivíduo já nasce lutando contra os rigores do infortúnio, relegado à fome, ao analfabetismo, à verminose, que são os seus mais cruéis inimigos, no contexto do latifúndio e dos coronéis.
Literatura & Geografia
- Indústria da Seca.

-Nordeste: seca, espinho....

- Nordestino : flagelado, pobre, miserável, ameaça à ordem e à higiene.
- Centralização dos recursos hídricos.
- Má-gestão dos recursos.
- Esquecimento e desprezo.

-Políticas Públicas e a Corrupção: Sudene e Dnocs

Migração do Nordestino
-Não apenas para fugir da seca e da natureza hostil, mas do sistema que marginalizava os homens pobres.
-Migrar é se opor ao latifúndio, à mão-de- obra escrava, não se conformar com a situação.
Natureza + fatores sociais + fatores históricos inflenciam a escolha.
Busca pela cidade imaginária para resgatar a dignidade.

Fugir da seca para sobreviver.

Raízes afetivas pelo Sertão. (Telurismo)
"Só há vida porque há o desejo de viver"
Produção Imagético-discursiva

Apropriação e produção da regionalização; legitimação de identidades.

"Esteriótipos" - Rural, rústico, atrasado.

Reprodução através do determinismo geográfico: imposição do clima e do solo.

TV como instrumento de reprodução imagética.

Tragédia social e econômica como RECURSO IDEOLÓGICO.

Identidade legitimadora

Instituições dominantes e elites políticas.

Identidade de resistência

Modos de convivência e sobrevivência frente aos obstáculos.
Indústria da seca

Concentração do saber, da terra e da água.

Seca como problema ambiental:
- Não se pode combater a natureza. "Técnicas de convivência com o semiárido".

Seca como problema social:
- Políticas públicas, capacitação e investimentos para os pequenos produdores, crédito agricola, posse da terra.

Divisão do nordeste
Polígono das secas
Polígono das secas

Polígono das secas

Transposição do São Francisco
"Não falta água no semiárido, falta justiça."

"O problema do semiárido não é a seca, são as cercas."
Projeção de uma imagem do sertão para todo o Brasil representando o Nordeste.
Combinação entre atraso e ivovação

Modernização e Conservação
(técnicas de convivência)

Produção baseado Capital +tecnologia
no agronegócio (comercialização)

E cadê o espaço de sobrevivência do pequeno produtor?


Terra pra trabalho x Terra pra negócio
Cooperativas, banco de sementes, crédito rural, capacitação técnica, posse do território, produção e distribuição, complementação da renda...
Capital privado e estatal, Transposição S.F. como benefício, cadeia agroindustrial para exportação, maquinário.
Full transcript