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Teoria de Wallon

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by

luiza lago

on 18 December 2014

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Transcript of Teoria de Wallon

Preocupado em afirmar a especifidade da psicologia, como ciência, Wallon buscar explicitar seus fundamentos epistemológicos, objetivos e métodos;
Uma Psicogênese da Pessoa Completa
Conflitos Eu-outro e a construção da Pessoa
O recém-nascido não se percebe como indivíduo diferenciado. Num estado de simbiose afetiva com o meio, parece misturar-se à sensibilidade ambiente e, a todo instante repercutir em suas reações, as de seu meio;
As Emoções entre o Orgânico e Psíquico
Ao dirigir o foco de sua análise para a criança, Wallon revela que é na ação sobre o meio humano, e não sobre o meio físico, que deve ser buscado o significado das emoções.
A complexa Dinâmica do Desenvolvimento Infantil
A psicogenêtica Walloniana contrapõe-se às concepções que veem no desenvolvimento uma linearidade, e o encaram como simples adição de sistemas progressivamente mais complexos que resultariam da reorganização de elementos presentes desde o início. Para Wallon, a passagem de um a outro estágio não é uma simples ampliação, mas uma reformulação.
Psicologia do Desenvolvimento da Criança
Profa. Juliana Prates

Teoria de Wallon
Dimensões do Movimento
Pensamento, Linguagem e Conhecimento
Opõe-se as concepçãos reducionista que limitam a compreensão do psiquismo humano;
Critica a psicologia da introspecção, consequentemente a teoria de Bergson que, elege a intuição como única via de acesso ao real;
Wallon adimite o organismo como condição primeira do pensamento, afinal toda função psíquica supõe um funcionamento orgânico. Adverte, contudo, que não lhe constitui uma razão suficiente já que o objeto da ação mental vem do exterior, isto é, do grupo ou ambiente no qual o indivíduo se insere.
Uma Psicogênese da Pessoa Completa
Constante intenção de tentar superar as dicotomias e análises reducionistas;
Para constitui-se como ciência, a psicologia precisa dar um passo decisivo de unir o espírito e a matéria, o organismo e o psíquico;
Wallon adota o materialismo dialético como método de análise e fundamento epistemológico de sua teoria psicológica, uma psicologia dialética;
Uma Psicogênese da Pessoa Completa
O papel da análise genética e do recurso a comparações múltiplas:
- A análise genética é, para Wallon, o único procedimento que não dissolve em elementos estanques e abstratos a totalidade da vida psíquica;
- Wallon propõe o estudo integrado do desenvolvimento, ou seja, que este abarque os vários campos funcionais nos quais se distribui a atividade infantil (afetividade, motricidade, inteligência);
- Para a compreensão do desenvolvimento infantil não bastam os dados fornecidos pela psicologia genética, é preciso recorrer a dados de outros campos de conhecimento;
-
"concreto multidimensional",
segundo Tran Thong é o estudo da criança como uma realidade viva e total no conjunto de sua atividade.
- Neurologia, psicopatologia, antropologia e a psicologia animal foram os campos de comparação privilegiados por Wallon;
"Wallon pretendia realizar uma psicogênese da pessoa e Piaget uma psicogênese da inteligência";
"Elege a observação como o instrumento privilegiado da psicologia genética";
"Propõe que se estude o desenvolvimento infantil tomando a própria criança como ponto de partida".
O desenvolvimento infantil é pontuado por rupturas, leis e conflitos de origem exógena e endógena;
A descrição que Wallon faz dos estágios é descontínua e assistemática;
Estágios
O autor vê o desenvolvimento da pessoa como uma construção progressiva em que se sucedem fases com predominância alternadamente afetiva e cognitiva;
1° Estágio: impulsivo-emocional (1° ano de vida)
A predominância da afetividade orienta as primeiras reações do bebê às pessoas, as quais intermediam sua relação com o mundo físico;
Impulsividade motora;
Atividade monopolizada pelas necessidades fisiológicas;
A impulsividade vai se transformando em expressividade e forma de comunicação com o outro;
Estabelecimento de relações entre suas manifestações e as reações do meio humano;
Emoção como instrumento de reação.
Estágios
Estágios
Estágios
Estágios
A aquisão da marcha e da preensão dão à criança maior autonomia na manipulação de objetos e na exploração dos espaços. Ocorre o desenvolvimento da função simbólica e da linguagem.
2° Estágio: Sensório-motor e Projetivo (vai até os 3 anos)
3° Estágio: Personalidade (dos 3 anos aos 6 anos)
Desenvolve-se a construção da consciência de si mediante as interações sociais, reorientando o interesse das crianças pelas pessoas;
Construção da consciência de si pela interação social;

Necessidade de manifestação expressiva;

A criança já se denomina "eu";

Marcada por três fases:
Oposição: A criança precisa se opor ao outro para demarcar seu espaço;
Sedução: necessidade de ser admirada;
Imitação: incorporação do outro, através da imitação.
4° Estágio: Categorial (6-11/12 anos) cognitivo - construção do real
Os progressos intelectuais dirigem o interesse da criança para as coisas, para o conhecimento e conquista do exterior;
Pensamento pré-catagorial até os 9-10 anos;
Superação gradual do sincretismo do pensamento;
Atenção;
Inteligência discursiva (inteligência por pares);
A formação de categorias intelectuais;
Aquisição da capacidade conceitual.
5° Estágio: Predominância Funcional: adolescência (11-12 anos) afetivo - construção de si
Modificações fisiológicas;

Necessidade de reorganização do esquema corporal;

Contornos da personalidade;

Questõs pessoais, morais e existenciais.
Processo de socialização - é de crescente individuação, opõe-se a concepção piagetiana;
O EU CORPORAL:
o recém-nascido não se diferencia do outro nem mesmo no plano corporal. Situações comuns ao bebê, como aquela em que, surpreso, grita de dor após morder o próprio braço, ilustram o inacabamento do recorte corporal. O bebê ainda não diferencia os seu corpo das superfíces exteriores. Essa diferenciação entre o espaço objetivo e subjetivo ocorre no primeiro ano de vida.

A segunda etapa corresponde a integração do corpo das sensações ao corpo visual, isto é, a junção do corpo tal como sentido pelo próprio sujeito à sua imagem tal como vista pelos outros.
Conflitos Eu-outro e a construção da Pessoa
O EU PSÍQUICO:
Indiferenciada, a criança prcebe-se como que fundida nos objetos ou nas situações familiares, mistura a sua personalidade à dos outros, e a destes entre si;

Outro indício da indiferenciação do eu psíquico é o fato de a criança referir-se a sua pessoa mais frequentemente pelo próprio nome na 3° pessoa do que pelo próprio "eu";

Identifica-se alternadamente com ela própria e com um interlocutor imaginário, sem ter clareza quanto à distinção dela e do personagem;

O terceiro ano de vida dá uma reviravolta nas condutas da criança e nas sua relações com o meio:
- Torna-se mais frequente o emprego do pronome "eu";
- Adota um ponto de vista exclusivo e unilateral.

Esta fase é marcada pelos conflitos interpessoais, a criança opõe-se sistematicamente ao que distingue como sendo diferente dela, o não-eu: combate qualquer ordem, convite ou sugestão que venha do outro, buscando, com o confronto, testar a independência de sua personalidade recém-desdobrada, expulsar do eu o não-eu.
A crise de oposição dá lugar a uma fase de personalismo mais positivo, a qual se apresenta em dois momentos:

"Idade da graça" e "imitação".

O conflito eu-outro não é uma vivência exclusiva do estágio personalista. Na adolescência, instala-se uma nova fase de oposição.

Para Wallon, "o outro é um parceiro perpétuo do eu na vida psíquica".
Conflitos Eu-outro e a construção da Pessoa
As Emoções entre o Orgânico e Psíquico
O Primeiro ano de vida: papel das emoções nas interações como meio social:

- Desenvolve-se entre o bebê e o adulto que lhe cuida, uma intensa comunicação afetiva, um diálogo baseado em componentes corporais e expressivos;



O substrato corporal das emoções:

- No bebê, os estados afetivos são, invariavelmente, vividos como sensações corporais, e expressos sob a forma de emoções;
- Wallon mostra que todas as emoções podem ser vinculadas à maneira como o tônus se forma, se conserva ou se consome;
- No recém-nascido, permanentemente submetido as bruscas variaçãoes no grau de tensão muscular, é muito comum que estados emocionais tenha suas causas no plano corporal;
"As emoções podem ser consideradas, sem dúvida, como a origem da consciência, visto que exprimem e fixam para o outro sujeito, através do jogo de atitudes determinadas, certas disposições específicas de sua sensibilidade. Porém elas só serão o ponto de partida da consciência pessoal do sujeito por intermédio do grupo, no qual elas começam por fundi-lo e do qual receberá as fórmulas diferenciadas de ação e os instrumento intelectuais, sem os quais lhe seria impossível efetuar as distinções e as classificações ao conhecimento das das coisas e de si mesmo".
Referências
As Emoções entre o Orgânico e Psíquico
Grupo social e atividade intlectual:

- A emoção nutre-se do efeito que causa no outro, isto é, as reações que as emoções suscitam no ambiente funcionam como uma espécie de combustível para a sua manifestação;

- As emoções explica o estado de simbiose com o meio em que a criança se encontra no início do desenvolvimento;

- Tanto para o recém-nascido como para as sociedades, as emoções aparecem como uma forma primeira de adaptação ao meio e tendem a ser suplantadas por outras formas de atividade psíquica;

- A relação entre emoção e razão é de filiação.

Além do seu papel na relação com o mundo físico (motricidade de realização), o movimento tem um papel fundamental na afetividade e também na cognição;
As regulações tônicas são as responsáveis pela estabilidade dos gestos e pelo equilíbrio do corpo;
A função postural está ligada também à atividade intelectual. As variaçãoes tônicas refletem o curso do pensamento;
Os progressos da atividade cognitiva fazem com que o movimento se integre a inteligência;
O desenvolvimento da dimensão cognitiva do movimento torna a criança mais autônoma para agir sobre a realidade exterior;
Wallon chama de disciplinas mentais a capacidade de controle do sujeito sobre suas próprias ações.
Galvão, I. (2011) Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Vozes, 20ª edição. Cap. 02-07, p. 27-87.
Para Wallon, a linguagem é o instrumento e o suporte indispensável para o pensamento;
A aquisição da linguagem representa uma mudança radical na forma de a criança se relacionar com o mundo;
Pensamento Sincrético:
- Wallon identifica o sincretismo como a principal característica do pensamento infantil;
- No pensamento sincrético encontram-se mistutados aspectos fundamentais, como o sujeito e o objeto pensado, os objetos entre si, noções e processos fundamentais de cuja diferenciação dependem os progressos de inteligência.

Fabulação, contradição, tautologia e elisão são alguns dos fenômenos do pensamento sincrético.
Pensamento, Linguagem e Conhecimento
Pensamento Categorial:

- É no estágio categorial que se intensifica a realização das diferenciações necessárias à redução do sincretismo do pensamento;

- Diferenciação eu-outro no plano do conhecimento;

- Capacidade de formar categorias, ou seja, de organizar o real em séries, classes apoiadas sobre um fundo simbólico estável;

- Supõe a separação entre qualidade e coisa;

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