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"As pessoas Sensíveis"

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by

Paulo Santos

on 16 March 2015

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Transcript of "As pessoas Sensíveis"

Biografia
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto, e morreu a  2 de julho de 2004, em Lisboa ;
foi escritora e tradutora de inúmeras obras;
recebeu diversos prémios literários.
O Poema
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas


O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra


Porque cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada.
Porque não tinham outra

Denúncia da hipocrisia humana, sobretudo daqueles que esquecem os ideais religiosos quando o objetivo é explorar os outros; destaque do ser e do parecer ao nível social, político e religioso.

A escolha deste poema
Escolhi este poema dado que já li alguns livros da Sophia de Mello Breyner Andresen e gostei dos mesmos. Por isso, senti curiosidade e pesquisei a bibliografia desta escritora.
"As Pessoas Sensíveis"
de Sophia Mello Breyner Andreson

Os sentimentos que o sujeito poético defende ao longo do poema são a justiça, a igualdade de direitos e o respeito.
1ª estrofe

Introduz o problema da duplicidade das “pessoas sensíveis” [ironia]
É denunciada a exploração humana exercida por quem tem o poder social e económico (metáfora)
São denunciados os falsos cristãos que se deixam levar pelos interesses materiais, pelo “proveito” das suas práticas [apóstrofe; ironia]

Opinião sobre o poema

O que mais apreciei no poema foi a frontalidade do sujeito poético ao denunciar alguns aspetos condenáveis na sociedade; são destacados dois grandes grupos: os poderosos exploradores e os fracos explorados. Pior do que isto, é verificar que o ser humano nem sempre parece o que é; usa máscaras de acordo com o “proveito” que quer retirar de uma dada situação; é hipócrita, falso, fingido…
Este poema leva-nos a refletir sobre a sociedade atual (e, talvez de sempre): será que conhecemos as pessoas com quem convivemos? Será que “ser sensível” tem apenas um sentido?

Paulo Santos, 10º E
4ª estrofe
Bibliografia
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão"


Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito


Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem

( Sophia de Mello B. Andersen- Livro Sexto (1962)

Análise Formal
Este poema é constituído por seis estrófes, com um número variável de versos e nao segue um esquema rimático regular.
Na primeira quadra o tipo de rima é cruzada. Na segunda e quarta quadras o tipo de rima e misturada e na terceira, emparelhada. Na quintilha o tipo de rima é cruzada, ficando "c" excluido deste tipo de rima. No dístico final o tipo de rima é também misturado. "a", "b", "c", "d", "e", "g" são rimas do tipo pobre, perfeita e grave; "h" é aguda, perfeita e rica;
"f", "i"," j", "k","l", "m" e "n" são graves.
No que diz respeito à estrutura métrica, predomina o verso decassilábico.
Análise das estrofes
2ª e 3ª estrofe
5ª estrofe
É apontada a contradição desse comportamento com o que está escrito na Bíblia; a citação do texto sagrado dá mais força expressiva ao poema.
Tema
6ª estrofe
É concluído o poema com um apelo dirigido a Cristo, citando o episódio bíblico da crucificação de Cristo, mas afirmando que “eles sabem o que fazem”; [apóstrofe; ironia]

Assunto
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