Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Necessidades Educativas Especiais: Pós-graduação

Aula Virtual
by

EAD Anima Educação

on 5 December 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Necessidades Educativas Especiais: Pós-graduação

As Necessidades Educativas Especiais e a Educação Especial: conceitos e histórico Da Educação Especial ao Especial na Educação: princípios da educação inclusiva Seja bem-vindo(a)! Unidade 1 Unidade 2 Unidade 3 Unidade 4 Unidade 5 Olá!

É um prazer tê-lo(a) conosco nesta disciplina. Se o seu desejo é compreender a realidade dos portadores de necessidades especiais, você está no lugar certo! Aqui, você conhecerá a história da educação especial no Brasil, aspectos práticos e legais, materiais que podem ser utilizados com esse público especial, entre outros assuntos. Você entenderá a importância que o educador tem no processo de inclusão dessas pessoas.


Explore ao máximo todo o material que lhe é disponibilizado, afinal, seu sucesso também depende de você.

Bons estudos! Iguais ou diferentes? Vamos começar com uma reflexão? Homens e Mulheres Jovens e Idosos Brancos e Negros Orientais e Ocidentais Crianças Todos nós temos características que nos aproximam e que nos distinguem uns dos outros. Vamos ver quais são elas? Outras características físicas não são usadas para justificar preconceitos: a preferência por um alimento ou por um time de futebol, por exemplo. o tamanho do pé ou o formato da unha, por exemplo. Algumas características são consideradas meramente como gosto pessoal: No entanto, há características que são usadas pelos grupos sociais para justificar a exclusão de algumas pessoas: Características físicas também servem como fundamento para discriminações e estereótipos: Veja como o preconceito acontece na prática: Gregos: educação restrita aos homens livres; escravos, mulheres, pobres e deficientes não tinham acesso a ela. Idade Média: educação restrita aos nobres e ao clero. Idade Moderna: início da discussão da escola para todos. Século XX: massificação e universalização do ensino. A história humana é marcada por uma série de exclusões e, na educação, isso não é diferente. Acompanhe na linha do tempo: Na Idade Média, os deficientes eram enviados para manicômios ou asilos, onde ficavam isolados da sociedade e sem acesso à educação.
Somente no século XX começam experiências mais sistemáticas, que se desenvolviam à margem do sistema regular: início da educação especial, pensada como um sistema segregado e segregador.
Houve, nesse período e no que o seguiu, experiências isoladas de educação dos deficientes. Por um lado, há posturas inadequadas, tais como: Por outro lado, devemos buscar uma postura ideal, entendida como: Diante da diferença, as pessoas podem assumir diversas posturas. Observe: Posturas de tolerância: aceitação da existência do outro desde que ele não incomode ou reivindique algum direito social. convivência, na qual se garante o direito do outro de ser igual quando a diferença o inferioriza e o direito de ser diferente quando a igualdade o descaracteriza. Mazotta (2006) divide a história da educação especial no Brasil em dois momentos: 1º momento 2º momento Experiências pontuais e privadas para a educação dos deficientes (dos anos 1600 até 1950). Iniciativas oficiais para atender aos/às deficientes em todo o País (1950 até a atualidade). H
i
s
t
ó
r
i
a d
a E
d
u
c
a
ç
ã
o E
s
p
e
c
i
a
l n
o B
r
a
s
i
l 1600: é criada em São Paulo pelos jesuítas a primeira instituição para atender deficientes de diferentes tipos. 1857: criação do Instituto dos Surdos-Mudos, também no Rio de Janeiro. Hoje, ele tem o nome de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). 1932: reformas educacionais preveem o “ensino emendativo”, que se destinava a "anormais do físico" ('débeis, cegos e surdos-mudos'); "anormais de conduta", isto é, menores 'delinquentes, perversos, viciados’ e "anormais de inteligência". Atendimento marcado por preconceitos. Movimentos internacionais para garantir a educação dos deficientes. Por volta de 1960: campanhas de educação para surdos e cegos promovidas pelo governo brasileiro. Lei nº 4.024/1961: primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

Criou a Educação dos Excepcionais, que deveria integrá-los à sociedade. Esses movimentos argumentam que a inclusão dos deficientes é importante, pois: trata-se de um sistema vantajoso tanto para a criança deficiente, que pode participar de um ambiente de aprendizagem mais rico, quanto para a criança não deficiente, que aprende a conviver com a diferença; a educação segregada praticada até então era pouco eficaz para a educação das pessoas com deficiência. todas as pessoas com deficiência têm o direito inalienável de participar de todos os programas e atividades às quais as crianças sem deficiência têm direito; Todos esses argumentos que você acabou de conhecer vão justificar a mudança na nomenclatura que se refere a essas pessoas. Veja: Com essa nova nomenclatura, houve mudança no foco: Não são mais as pessoas com necessidades educativas especiais que devem se adaptar à escola, mas a escola é que deve se adaptar às necessidades desses sujeitos. Deficientes Pessoas com necessidades educativas especiais Esse grupo inclui não apenas os deficientes, mas todos aqueles que, por suas especificidades, necessitarem de um atendimento diferenciado. 1854: criação do Instituto para Meninos Cegos, no Rio de Janeiro. O instituto existe ainda hoje, com o nome Instituto Benjamim Constant, e é referência no ensino para cegos, embora em seu início tenha tido caráter assistencial. Lei nº 5.692/1971: determina o tratamento especial para os deficientes.
Justifica a educação especial realizada em instituições específicas.
Caráter clínico e terapêutico. A partir dos anos 1970, em países desenvolvidos, iniciam-se movimentos sociais contra a segregação em instituições específicas. Você chegou ao final desta unidade. Realize todas as atividades propostas antes de avançar. A
n
t
e
s A
t
u
a
l
m
e
n
t
e Posturas de respeito: essencializar a deficiência do outro e respeitá-la, mas sem considerar que ele(a) também pode contribuir do ponto de vista social. Postura de normalização: tentar eliminar a diferença, tornando-a igual ao padrão normal. Nesta unidade falaremos sobre os
princípios da educação inclusiva. Portanto, é importante que você conheça os termos que a regulamentam. Década de 1990: demanda pela escola para todos. Conferência de Jomtien (Tailândia, 1990) Declaração de Salamanca (1994): estabelece diretrizes para o atendimento a pessoas com necessidades educativas especiais. No Brasil, isso se corporifica na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996). O conceito de
"Necessidades Educativas Especiais" deve ser bem compreendido para facilitar seu entendimento sobre o universo das "pessoas especiais". Vamos retomá-lo? Necessidades Educativas Especiais Dificuldades ou elevadas capacidades, permanentes ou circunstanciais, manifestas em relação ao processo de aprendizagem de qualquer ser humano, em algum momento de sua vida. Refere-se a todos aqueles que precisam – em algum momento e por variados motivos – de um trabalho diferenciado que atenda sua necessidade específica. TODOS crianças brancas? negras? De diferentes credos religiosos? Obesos? Imigrantes Seringueiros? Ricos? Cegos? Baixinhos? Afinal, quem cabe no
meu "todos"?
Será que eu tenho isso bem definido? ? Na proposta de educação inclusiva, espera-se que a escola esteja preparada para receber todos esses grupos e muitos outros que vierem a reivindicar direito à escola. Funkeiros? Surdos? Homossexuais? Políticos? Como se dá esse processo? No contexto das necessidades educativas especiais, há diferentes modos de lidar com a diferença na escola. Vamos ver quais são? Educação Especial Segregadora Integração Inclusão O processo de educação dos "diferentes" se dá em escolas separadas, nas quais eles só convivem com pessoas que têm a mesma marca diferenciadora. Qual é o argumento utilizado para os que defendem esse modelo de educação? Dizem que nesse espaço há profissionais preparados para lidar com as especificidades dos deficientes. Há um porém... Esse processo vai ser questionado porque exclui as pessoas com necessidades especiais da convivência com outras pessoas. Sua diferença é transformada em desigualdade. Como funciona esse modelo? Inclui desde a inserção de crianças com necessidades educativas especiais na escola até sua separação em escolas e classes especiais. Entenda esse modelo por meio da metáfora do rio... A escola segue seu rumo normal. O aluno inserido é como um barco colocado nesse "rio". Cabe a ele se adaptar ao rumo ou correrá o risco de naufragar. Qual o objetivo desse modelo? Normalizar o indivíduo para que ele seja inserido nas práticas escolares. Não se busca a alteração da lógica escolar. Pretende-se que o aluno aprenda a lidar com a escola. Por isso, há a seleção dos alunos que poderão frequentar o espaço escolar. Há quatro modalidades de integração. Veja: Ocorre quando crianças deficientes e não deficientes ocupam o mesmo espaço. Física Alunos com deficiência e sem deficiência compartilham o mesmo espaço e recursos escolares. Funcional Quando um aluno com necessidades educativas especiais está em uma sala de aula regular, compartilhando dos mesmos livros, do mesmo currículo e das mesmas práticas avaliativas, pode-se dizer que há integração funcional. Social Transcende o espaço escolar e o aluno continua integrado à sociedade e à comunidade durante a vida adulta. Comunitária Escola Como funciona a inclusão na escola? Nesse modelo, há uma mudança de perspectiva educacional: nenhum aluno deve deixar de aprender na escola. Para entender melhor esse modelo, imagine um caleidoscópio... A cada olhar, o caleidoscópio se modifica, e ele precisa de todos os seus elementos para funcionar. A escola inclusiva também precisa de todos os seus alunos para formar suas imagens. Conheça os fundamentos da escola inclusiva: Adaptação escolar
A instituição escolar precisa da diversidade para existir.
A escola deve adaptar-se aos alunos com necessidades especiais para atender às suas especificidades. Combate ao fracasso escolar O fracasso escolar atinge grandes grupos de alunos brasileiros, sobretudo os do sexo masculino, de baixo poder aquisitivo, negros e deficientes. Para combatê-lo, é preciso repensar o modelo de escola que se tem. A lógica inclusiva dá subsídios para reestruturar o trabalho pedagógico. Questão Ética A escola inclusiva permite o contato entre diferentes; favorece a construção da cidadania e da convivência compartilhada; compreende a diversidade como riqueza humana, que deve ser promovida. Não é a perspectiva do respeito ou da tolerância, mas da troca efetiva e da construção do conhecimento. Outras propostas Romper com a lógica meritocrática e competitiva da instituição escolar. Valorizar outras formas de saber além do saber científico. Escola como único espaço que, para muitos alunos, dá acesso ao conhecimento. Negá-la a
um grupo de alunos é um contrassenso
do ponto de vista ético. Pedro, assim como seus colegas, é "aluno de inclusão", e não um estudante atendido plenamente em suas necessidades. Você acaba de concluir esta unidade. Caso haja alguma dúvida, entre em contato com a tutoria. As diferenças mais marcadas por preconceitos e estereótipos são as deficiências físicas, sensoriais ou cognitivas/mentais. Esses preconceitos se expressam pela recusa em manter contato com pessoas deficientes, por posturas de piedade em relação a elas e também pelo desconhecimento de seus direitos sociais. O Atendimento às Necessidades Educativas Especiais no Brasil: aspectos práticos e legais Veremos nesta unidade o contexto atual, os aspectos legais e práticos das necessidades educativas especiais no Brasil. Fique atento(a) às informações, pois elas lhe serão muito importantes para a compreensão da educação especial em nosso país e em sua atuação profissional. Você considera que a educação brasileira inclui todas as pessoas? Para discutir essa questão, sugerimos que você assista a um vídeo que mostra o longo processo de exclusão vivido na sociedade brasileira. Clique neste link: O contexto atual da educação no Brasil pode ser percebido por meio de alguns dados, como os da tabela: Você acabou de conhecer os modelos da escola inclusiva. Mas quando uma escola não é inclusiva? Esta é Luísa, a professora da turma de inclusão. Em sua classe, todas as crianças apresentam alguma necessidade educativa especial. Todas as crianças com deficiência são incluídas em sua turma, pois ela é considerada a professora adequada para lidar com elas. Porém, não há um grupo especializado na escola para garantir a aprendizagem de todos, o que faz dela a única responsável por esse processo. Nesta classe estão todos os alunos deficientes. Eles não convivem com os outros alunos ditos "normais". Este é José. Ele passa um pequeno período do dia na sala regular e depois retorna para a sala de aula em que todos têm necessidades especiais. Todas essas características fazem parte das escolas que não são inclusivas. O que esses dados evidenciam? Os dados sobre o analfabetismo que você acabou de ver evidenciam que: O acesso à educação ainda não é para todos. Há um déficit histórico no Brasil com relação à alfabetização que, apesar de estar avançando nos últimos anos, ainda é bastante grande. Grupos diferentes ainda têm acesso diferenciado à educação. No que se refere à educação dos deficientes, a situação é ainda pior, já que, por muito tempo, eles não tiveram acesso à escola. Agora, analise os dados desta tabela: Ainda há um grande contingente fora das escolas. O atendimento ainda é prioritário no ensino fundamental, o que revela a falta de continuidade nos estudos. Muitos afirmam que a inclusão no Brasil só ocorre porque a Lei assim exige. Vamos conhecer um pouco do que a
legislação determina a respeito da inclusão? Fique atento(a) aos aspectos legais! Extraído de: "Mapa do analfabetismo no Brasil". MEC/INEP, 2008.
Disponível em:<http://www.publicacoes.inep.gov.br/arquivos/%7B3d805070-d9d0-42dc-97ac-5524e567fc02%7D_mapa%20do%20analfabetismo%20no%20brasil.pdf>.
Acesso em: 27/09/2012. Fonte: MEC/SEESP, 2007. Nesta linha do tempo, você conhecerá as leis que regulamentam a educação para os portadores de necessidades especiais. 1971 1988 1990 1996 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 5.692) – Define o tratamento especializado para deficientes, o que dá bases para um sistema segregado. Constituição Federal – A carta magna do País determina que a educação é direito de todos e que o atendimento educacional especializado para deficientes seja feito, preferencialmente, na rede regular. Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Família e Estado têm obrigação de matricular as crianças na rede regular de ensino. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394):

Transforma a educação especial em modalidade de ensino.
Determina que a educação seja oferecida preferencialmente na rede regular de ensino.
Define a necessidade de organizar a escola para atender às necessidades dos educandos.
Assegura terminalidade específica e aceleração de estudos conforme as necessidades dos alunos. Agora que você já sabe sobre o contexto atual da educação dos portadores de necessidades especiais e conhece a legislação referente a esse tema, é o momento de conhecer os aspectos práticos. Acompanhe. Observe as imagens e reflita: qual delas demonstra a postura mais adequada à demanda pela inclusão escolar? E agora, você já consegue responder? É notável que o modelo da inclusão necessita de uma reorganização da escola! Este modelo se refere à Escola Tradicional, que não permite a manifestação da diferença nem das especificidades de cada aluno. Para mudar essa realidade, é preciso: Recriar o modelo educativo Reorganizar o tempo Reorganizar o currículo Há um ditado que diz que não se deve
“colocar pano novo em vestido velho”. É preciso respeitar os tempos de aprendizagem de cada estudante, sem definir rigidamente o tempo que cada um necessita para aprender. Valorizar outras formas de conhecimento além do acadêmico. O tempo escolar organizado em pequenas fatias é um dos responsáveis pelo fracasso escolar. Essa ideia se aplica à educação inclusiva, já que não é possível encaixar a inclusão no modelo atual de escola. É necessário dar condições para todos aprenderem e se formarem como cidadãos críticos, capazes de entender as potencialidades e limites do outro. É preciso acabar com a lógica meritocrática (por merecimento), já que nem todos os alunos estão em condições de cumprir a trajetória curricular da mesma forma. A lógica da inclusão vale também para incluir outros saberes. Fazer adaptações curriculares para crianças com deficiência:

Não se trata de empobrecer o currículo, mas de lidar com a especificidade de cada um, para produzir conhecimentos com cada aluno.
Na perspectiva inclusiva, é preciso tecer uma rede de conhecimentos. É preciso romper com a lógica conteudista da escola. Como? Repensar a avaliação Qual a função da avaliação escolar para você? Outros a veem como um instrumento de punição do professor. Há aqueles que a consideram apenas como um empecilho para passar de ano. Na perspectiva inclusiva, avalia-se com três finalidades. Avaliação Diagnóstica Avaliação Mediadora Avaliação Somativa Tem por objetivo conhecer o que o aluno já sabe sobre o tema. Seu objetivo é verificar se o processo está se dando de maneira correta e redirecionar as práticas. Ela serve para compreender como se deu o processo de aprendizagem, não para punir, mas para repensar o que deve ser feito a partir dos resultados apresentados. A avaliação somativa deve ser feita em relação ao próprio aluno e não em relação a um ideal. Deve-se verificar: o que ele sabia no início e o que aprendeu durante o processo educativo. Muito bem! Você chegou ao final desta unidade. Não deixe de fazer as atividades propostas. Afinal, seu sucesso depende de você também. Quais recursos podem ser utilizados na alfabetização dos portadores de necessidades especiais? Olá! Você saberia responder a estas perguntas? Como está a alfabetização hoje? Qual o conceito de alfabetização e letramento? Como é feito o Atendimento Educacional Especializado? De que forma a deficiência física é tratada na escola? Nesta unidade discutiremos esses assuntos. Vamos lá? Observe a imagem a seguir e reflita sobre o contexto da alfabetização no Brasil hoje. O que é alfabetização? Esse conceito mudou historicamente, mas veja a seguir o que atualmente se entende por alfabetização. Chamamos de alfabetização o ensino e o aprendizado de uma tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica. O domínio dessa tecnologia envolve um conjunto de conhecimentos e procedimentos relacionados tanto ao funcionamento desse sistema de representação quanto às capacidades motoras e cognitivas. Procedimentos relacionados ao funcionamento do sistema de escrita: o aluno precisa aprender que a língua escrita representa os sons da fala e não o objeto representado. Capacidades motoras: manipulação dos objetos e instrumentos para ler e escrever. Muitos confundem alfabetização e letramento. Para você compreender o conceito de Letramento, conheça o Carlos: Ele sabe ler e escrever, mas não entende o que foi lido. O que ele faz é decodificar, ou seja, interpretar as palavras e frases apenas, sem analisar criticamente o que lê. Pessoas como Carlos são chamadas de analfabetos funcionais. Para se entender esse fenômeno, cunhou-se o conceito de letramento, que se refere às práticas sociais de leitura e escrita. É consenso hoje que as escolas precisam alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a tecnologia da escrita e também os usos sociais que se faz dela. Escrita: casa Desenho: Alfabeltização Hoje Como é alfabetizar letrando? Agora que você já sabe o que é alfabetização e letramento, conheça como esses processos acontecem com os portadores de necessidades especiais. Para isso, reflita sobre as
seguintes situações: Como um surdo faz para compreender que na língua escrita nós representamos o som da fala, se ele não ouve esses sons? Como um cego faz para visualizar as letras, aprender suas formas e saber quando utilizá-las, se ele não consegue vê-las? Como um deficiente físico que tenha tetraplegia poderá manipular livros e jornais? Então, o que fazer para lidar
com essa situação? Para auxiliar no processo de aprendizagem das pessoas com deficiências, a legislação aponta o Atendimento Educacional Especializado como estratégia mais adequada. Esse atendimento deve ser realizado preferencialmente na escola regular e tem como função auxiliar os alunos em suas necessidades especiais. Para isso foi criado o Atendimento Educacional Especializado. Veja a seguir como é esse atendimento. É importante não confundir Atendimento Educacional Especializado com educação especial, segregação ou aulas de reforço. Fique atento(a)! Para compreender melhor o Atendimento Educacional Especializado, veja quais são suas funções. Apoio e enriquecimento curricular aos superdotados. Ensino de linguagens e de códigos específicos de comunicação e sinalização (Libras) e do sistema Braille, por exemplo. Provimento de tecnologia assistiva que auxilie o aluno em suas necessidades. Produção e adequação de material didático, considerando as necessidades de cada aluno. Para realizar o Atendimento Educacional Especializado, é preciso conhecer a realidade da deficiência física na escola. Observe. Há múltiplas causas para as deficiências físicas, relacionadas ao comprometimento do aparelho locomotor, que compreende os sistemas osteoarticular, muscular e nervoso. Em alguns casos, as deficiências podem ser progressivas e, em outros, estáveis. São exemplos de deficiências físicas: a tetraplegia (paralisia de membros superiores e inferiores), a paraplegia (paralisia de membros inferiores), a hemiplegia (paralisia de um lado do corpo), distrofias musculares, paralisia cerebral, amputação, entre outros. Não há, necessariamente, comprometimento cognitivo nos casos de deficiência física.
Isso só ocorre quando há outras deficiências associadas a ela, as chamadas deficiências múltiplas. Cabe ao Atendimento Educacional Especializado garantir meios para que o deficiente físico tenha suas necessidades atendidas. O que é possível fazer na prática para que essas pessoas sejam atendidas? Conheça os recursos que podem ser utilizados na educação das pessoas que apresentam necessidades especiais. Comunicação alternativa e aumentativa Para os casos em que a deficiência impede a comunicação usual do aluno. Nesse caso, podem ser usados recursos tecnológicos. Materiais didático-pedagógicos adaptados Recursos Tecnológicos Você acaba de concluir esta unidade. Antes de avançar, esclareça todas as suas dúvidas e, se necessário, entre em contato com a tutoria. S* du*s l*tr*s j* f*z*m t*nt*
f*lt*, im*gin*m tod*s. Um número significativo de estudantes não aprende a ler e a escrever na escola hoje, e isso produz um grande contingente de analfabetos e analfabetos funcionais. Alfabetização/Letramento e Necessidades Educativas Especiais Atendimento Educacional Especializado e Alfabetização Que bom! Você chegou na última unidade dessa disciplina. Nesse momento abordaremos os três tipos de deficiências mais comuns: a cegueira, a surdez e a deficiência mental/intelectual, além do atendimento especializado para cada uma delas. Vamos iniciar falando sobre a cegueira. Vivemos num mundo cercado de imagens: cinema, televisão, publicidade, vitrines, entre outras. Imagine como seria viver vendo as coisas mais ou menos desta forma: As pessoas cegas ou com baixa visão não têm a mesma percepção do mundo imagético que as pessoas que enxergam. Isso não pode nos conduzir à atitude de pena em relação a elas, já que outros sentidos são mais apurados para auxiliar na percepção do mundo. Nesse tipo de deficiência há duas definições cabíveis que você precisa conhecer: a cegueira e a baixa visão. Veja a seguir esses conceitos. Cegueira: alteração grave ou total em uma ou mais funções elementares da visão, que afeta de forma irremediável a capacidade de perceber cor, tamanho, distância, forma, posição ou movimento. Baixa visão: caracteriza-se pela instabilidade e pelas oscilações entre ver e não ver, devido à interferência de múltiplos fatores - orgânicos, emocionais e ambientais. Agora você já conhece a definição de cegueira e baixa visão. Mas como identificar esses problemas? A professora Márcia sabe que muitos problemas
são ocasionados quando a criança tem dificuldade de enxergar. Então, ela fica atenta às crianças que apresentam atitudes que podem indicar esse tipo de problema. Márcia diz que o professor deve estar atento às crianças que: esfregam o olho constantemente;
fecham e cobrem um dos olhos ou balançam a cabeça para ver algo;
levantam para ler o que está no quadro;
piscam mais que o habitual, choram com frequência;
mantêm livros ou objetos próximos ao olho;
mostram desconforto ou intolerância à claridade. Se eu identificar algum problema de visão em meus alunos, como devo proceder? Já que a escola centra suas práticas na visualização de conteúdos, sobretudo escritos, é necessário pensar em estratégias e materiais diferenciados. Se a escola centra suas práticas nesses materiais visuais, as pessoas cegas terão dificuldade em acompanhar os trabalhos escolares. O que fazer para esses alunos não serem prejudicados? Para que os alunos com deficiência visual não sejam excluídos, existe o AEE (Atendimento Educacional Especializado), que é feito por meio de alguns materiais específicos. Conheça-os a seguir. Para pessoas com baixa visão Para pessoas cegas Recursos ópticos Recursos não-ópticos Lupas de diferentes tipos Óculos Letras e números ampliados Letras móveis para serem manipuladas Para as pessoas cegas, é preciso que o AEE garanta o aprendizado do Sistema Braille, bem como utilize outros recursos pedagógicos: Áudio-livro Literatura infantil feita em alto relevo Sistema Braille na máquina de escrever Os alunos que possuem baixa visão ou cegueira
podem ser atendidos no ambiente escolar sem serem prejudicados, devido aos materiais que foram elaborados para esse público especial. Vale lembrar que o professor deve criar estratégias para facilitar a aprendizagem desses alunos e cuidar para que se sintam parte importante da turma. Agora, você conhecerá o AEE (Atendimento Educacional Especializado) para pessoas com deficiência auditiva e surdez. Primeiramente, você precisa entender que há uma disputa no campo da surdez. Deficiência auditiva x Surdez Veja a seguir o conceito dessas deficiências. Deficiência auditiva Surdez Foca na falta, na deficiência, em características biológicas. Os tratamentos geralmente indicam o uso de aparelhos para diminuir o grau da deficiência, dependendo do tipo de surdez (leve, moderada, severa ou profunda). A ausência da audição cria uma cultura particular, marcada por uma linguagem própria (Libras - Língua Brasileira de Sinais), com características específicas. No entanto, não basta sabermos os conceitos, é preciso conhecer como funciona o Atendimento Educacional Especializado para os deficientes auditivos e surdos. O AEE se divide em três momentos. Veja: 1 2 3 Momento de Atendimento Educacional Especializado em Libras na Escola Comum: é importante que o aluno aprenda os conteúdos escolares em Libras e que haja vários recursos imagéticos nessa situação. Momento do Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras: para aqueles que não sabem Libras, o AEE deve garantir esse aprendizado. Inclui também a criação de sinais para explicar conteúdos escolares. Momento do Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa: situação em que os alunos vão aprender a estrutura e a gramática da Língua Portuguesa. Não se trata de aprender a falar (oralização), mas de entender a estrutura da língua, sobretudo para a escrita. Chegou o momento de conhecer a deficiência mental/intelectual. Vamos refletir sobre essa deficiência, saber como identificá-la e como garantir a educação das pessoas que sofrem com ela. Fique atento(a)! Desafio Como identificá-la? Deficiência mental/intelectual Educação Nenhuma necessidade especial desafia tanto a escola quanto a deficiência mental/intelectual. Surgem alguns questionamentos: Trata-se de uma tarefa impossível, já que essa escola excludente trabalha com médias, e os deficientes intelectuais/mentais desafiam essa média? Como torná-la possível? Como ensinar aqueles que aprendem em ritmo diferente dos outros, no modelo de escola que se tem hoje? Há uma dificuldade em definir esse tipo de deficiência,
mas há duas formas de identificá-la. Medicina: por meio de testes de QI (Quociente de Inteligência) definem-se os níveis de deficiência. Psicologia: utiliza-se um conceito ampliado de inteligência. Consideram-se também outras habilidades desenvolvidas pelo sujeito: habilidades sociais, de autocuidado, de interação, entre outras. Para garantir a educação das pessoas que sofrem com essa deficiência, é preciso: estimular constantemente a criança a se desenvolver;
criar padrões distintos de aprendizagem, sem homogeneizar ou comparar os alunos;
garantir sua inserção nas práticas de socialização;
efetivar o aprendizado de conteúdos específicos, sem o estabelecimento de uma regra absoluta, ou seja, ter flexibilidade. Independentemente da deficiência, todos os alunos devem ser respeitados em seus potenciais e limitações. Envolver a todos nas práticas, respeitando suas individualidades, é o que caracteriza a educação inclusiva. "Temos direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza e direito de ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza."
(Boaventura de Souza Santos) Você chegou ao final da Unidade 5, a última desta disciplina. Esperamos que todo o conteúdo estudado seja um diferencial em sua prática profissional. Realize todas as atividades propostas e, caso haja dúvidas, entre em contato com a tutoria. Sucesso! Já este modelo ilustra uma escola mais construtivista, na qual o professor se atenta às necessidades específicas de cada aluno e mantém uma relação mais próxima com os educandos. E como é a alfabetização dessas pessoas especiais? Muitos associam a avaliação a um bicho de sete cabeças. http://www.youtube.com/watch?v=zHQqpl 522M
Full transcript