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Copy of Educação a Distância

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by

Magalhães Norberto

on 25 November 2016

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Transcript of Copy of Educação a Distância

Educação a Distância
Ambiente Virtual de Aprendizagem
Muitas plataformas ou ambientes educativos foram criados para promover o aprendizado com o uso do computador conectado à internet.
Esses ambientes favorecem o acesso às tecnologias educacionais.

Sistemas de EaD
Planejamento e Organização
Processo de Tutoria

Teoria e Prática no Acompanhamento do Aluno
Produção de Material Didático
Marco teórico legal da EaD no Brasil

Conceitos da EaD
Potencialidades, limites e desafios
Evolução Histórica da Ead

Modalidades da Educação
Ensino a Distância ou Educação a Distância?
Ensino a distância
, a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância).
Educação
.... o termo é mais abrangente.
Nenhuma é perfeitamente adequada!
Educação presencial
Semi-presencial (parte presencial /parte virtual)
Educação a distância (virtual) - pode ou não ter momentos presenciais
EaD está “na moda”
A EaD está "na moda" graças à percepção da importância da educação para o desenvolvimento do país.

A EaD em pauta faz com que passe da falta de credibilidade à franca expansão.

Sinônimos de EaD
Ensino a distância;
Formação continuada;
Educação aberta;
Auto-ensino ou auto-instrução;
Aprendizagem durante toda a vida;
Educação flexível;
Tele-educação;
Estudo on-line;
Ensino virtual;
E-learning; M-learnig; B-learning,...

Como educadores, devemos focar o nosso olhar e as nossas práticas no
potencial
dessa modalidade.

Para começar:
o que é
e
o que pode vir a ser
o campo da educação a distância???

Decreto 2.492 de 1998
Segundo o MEC a EaD seria "uma forma de
ensino
que possibilita a
auto-aprendizagem
,
com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados [...]”.



“educação”, “ensino” e “aprendizagem”

(termos equivalentes)



Possuem as três palavras o mesmo significado?


José Manuel Moran (2000)
A EaD é o processo de ensino e aprendizagem
mediado
por
tecnologias
, no qual professores e alunos
estão
separados espacial e/ou temporalmente
.

Decreto nº 5.622 de 2005
Art. 1º [...] caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem
ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação
, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas
em lugares ou tempos diversos.



ABED 2013
Educação a Distância (EaD) é a modalidade de educação em que as atividades de ensino-aprendizagem são desenvolvidas
majoritariamente
(e em bom número de casos exclusivamente)
sem que alunos e professores estejam presentes
no mesmo lugar à mesma hora.
Distinção dos Termos
Instrução
Ensino
Educação
Instrução
Instrução está ligada ao
treinamento
, à capacitação
operacional, ao ensinar a fazer.
Por isso muitos acreditam que é plenamente possível organizarmos treinamentos a distância.
Basta mostrar de forma clara o que deve ser feito, em cada situação, e está pronta a instrução.

Instrução Programada
Ensinar qualquer coisa para qualquer
pessoa, desde que se planeje muito bem como a instrução ocorrerá.
A proposta da instrução programada, de Skinner, gerou muitos projetos educacionais na modalidade a distância e mesmo hoje, sob outros nomes e vestes, ainda está por trás de várias iniciativas nesse campo.
São os Módulos sequenciais.

Ensino
Atuação do professor e aos processos de seleção, de organização e
de transmissão de conteúdos, bem como às medidas da retenção
das informações transmitidas.

O ensino
enfoca o conhecimento em si
, a transmissão de verdades
estabelecidas, o aprender a conhecer.

Se partirmos dessa premissa, podemos considerar que o ensino
fornecido a distância é plenamente possível, uma vez que a
transmissão de verdades e conhecimentos não exige maiores
trocas comunicativas e valorativas entre o professor
e o aluno. CORRETO??

Educação
O termo educação = formação integral do ser humano,
não se restringe ao procedimental/operacional

Também abrange
aspectos atitudinais
,
comportamentais, éticos, valorativos.

Encerra, além do “saber fazer” e do “saber conhecer”,
o “saber conviver” e o “saber ser”.


Há educadores que defendem a idéia de que,
sendo a educação fruto do diálogo, da colaboração, da troca ampla e contínua de idéias e experiências, e sendo tal interação plenamente possibilitada – e até potencializada - pelos meios tecnológicos, a educação a distância não é somente possível, mas desejável, viável e eficaz.

Mudança de
Paradigma

A EaD implica em inovações técnicas
e sociais em diferentes setores universitários:
Mudança no papel docente
com a incorporação de outros profissionais envolvidos indiretamente na ação pedagógica

Mudança na gestão acadêmica e logística do curso
devido à necessidade de organizar provas presenciais,
envio de materiais didáticos,
acompanhamento da aprendizagem mediada por tutores,
constituição de complexos
ágeis sistemas de avaliação.

Percebe-se, portanto, que, para além da introdução de tecnologias
na mediação pedagógica, a EaD significa mudanças mais profundas nas relações sociais estabelecidas no interior da escola e representa, dentre outras coisas, a constituição de novos agentes pedagógicos, novos papéis para o professor e, por que não, a constituição de um novo docente, com atribuições e ações bem distintas da educação dita "convencional”.

(ARRUDA, 2011, p.17)


e ensino.

Além do professor a equipe de instrutores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem:
designers,
programadores,
diretores de TV,
redatores,
revisores
...
Outro papel fundamental é
a existência de uma instituição de ensino.

A instituição

Modalidade avessa à improvisação, exigindo muito esforço por parte da instituição, dos professores e dos demais envolvidos no planejamento das técnicas de ensino e no desenvolvimento dos materiais didáticos

Minucioso planejamento – garantia que a aprendizagem seja realizada plenamente.

A aprendizagem autônoma
Há pessoas que afirmam ser o aspecto mais marcante da EAD a questão da aprendizagem e da formação integral do indivíduo pela modalidade a distância.

A educação a distância é assim caracterizada pelo relativo grau de autonomia que concede ao aluno no processo de aprendizagem, tornando-o responsável pela aquisição do conhecimento.

Não se trata de auto-instrução ou de ensino individualizante, mas de uma nova relação professor/aluno mais adequada às propostas pedagógicas contemporâneas, centradas no aluno e na aprendizagem e não apenas no ensino e no professor.


Distâncias
e
Presenças

A idéia de distância é um dos aspectos mais
importantes para a caracterização da conceituação clássica de EAD.

O que significa distância?
“a medida da separação de dois pontos e que assim é sempre uma medida positiva” Wikipedia

“um espaço muito grande que separa dois seres, dois lugares ou dois objetos” Houaiss

Contudo, existem tipos diferentes de distância, que mesmo não sendo considerados pelos dicionários, possuem sua respectiva importância para a ação educacional.

Distância geográfica = separação espacial entre dois ou mais agentes educacionais.

Há projetos de EaD que visam atingir este público, o aluno que vive e trabalha em locais geograficamente distantes de onde os professores ministram o curso ou de onde são geradas as aulas.

Distância Geográfica
Distância Econômica
Dificuldade de transporte e de deslocamento
geradas por barreiras topográficas ou climáticas e por
vários outros fatores.



Os gastos com o transporte, com a alimentação e com
outras condições necessárias à vida do estudante
fora do orçamento doméstico, torna a educação
mais distante da realidade dos filhos de
muitas famílias brasileiras.


Distância Transacional
Distância de relacionamento ou da distância transacional, entre o professor e seus alunos.

Esse tipo de distância pode ser mais comumente observado em grandes turmas que seguem modelos de ensino como os cursos preparatórios para vestibulares e concursos.
Neles, o aluno é apenas mais um membro da platéia a desempenhar o simples papel de receptor passivo das informações que o professor envia.

Distância Temporal
Existem também as distâncias temporais. Alunos e professores estão separados
no tempo.

Na escrita, estamos separados temporalmente.
Por meio da escrita, podemos ler autores que viveram há centenas ou milhares de anos antes de nós.
Na EaD tem que levar em consideração fatores temporais como: idade dos alunos (que às vezes os impedem de frequentar cursos presenciais),
as datas fixas e horários rígidos dos calendários escolares/universitários,
a época do ano em que são ofertados os cursos,
o momento de vida das pessoas .

Muitas outras distâncias merecem
nossa atenção, como as:
comunicativas,
culturais,
sociais,
políticas,
filosóficas,
religiosas e muitas outras.

Presença
Não se pode estar presente, quando se está ausente.
A presença não exclui distâncias, vejamos por que:

Física
- duas pessoas (coisas, seres ou objetos) não podem ocupar o mesmo lugar no espaço.
Se tivermos uma sala com vários alunos presentes, suas respectivas presenças ainda estarão distantes entre si e distantes do professor, cada qual ocupando seu lugar.
Ou seja: toda presença pressupõe distâncias

E para que uma distância possa ser percebida, é preciso que pelo menos duas coisas ou pessoas estejam em algum lugar determinado, ou melhor, lugares.

Portanto, toda distância comporta presenças: assim,
distância e presença não são conceitos excludentes, mas complementares.

Como estar presente,
mesmo estando distante.
Utilizando de forma correta as tecnologias de informação e
comunicação, o professor pode – e deve – estar presente, mesmo estando distante.

Vivemos em uma época na qual convivem meios impressos, audiovisuais, digitais e multimidiáticos.

Para onde nos dirigimos?

Será que o ensino presencial está com os dias contados?
A EAD é apenas um modismo, que logo será substituído por outra novidade consumista?

Haverá um “caminho do meio”, um ponto de equilíbrio?Vamos olhar para o ontem para melhor vislumbrar o amanhã.


A EAD surgiu da necessidade do preparo profissional
e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam frequentar um estabelecimento de ensino presencial e vem evoluindo, ao longo do tempo, com as tecnologias disponíveis, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade.

Na antiguidade já podemos considerar, tanto as cartas de Platão, como as Epístolas de São Paulo, como formas de educação a distância. Cada um atendendo a seus objetivos específicos e a seus propósitos de formação do cidadão grego, para um; e de catequização, para outro.



A EaD avançou com a invenção da Imprensa no século XV,
em que os livros impressos eram lidos e
transmitidos aos alunos.

No entanto, a difusão da EAD só ocorreu,
de fato, nos séculos XIX e XX, em vários
países europeus, como Suécia, França,
Espanha, Inglaterra e também nos Estados Unidos.

O início da EaD em Cuba foi em 1979, com a Faculdade de Ensino Dirigido da Universidade de Havana.

Contando com o apoio de mais 15 instituições em todo o país, seu
programa curricular é o mesmo oferecido no presencial.

Dentre mais de uma centena de importantes universidades e instituições de nível superior e médio e programas de capacitação profissional, podem-se destacar:
Pensilvânia State University – oferece cursos por correspondência desde 1892, chegando a marca de 18.137 estudantes inscritos em seus cursos a distância no ano de 1995.
Stanford University – com cursos por correspondência desde 1969.
University of Utah – atuante nesta modalidade desde 1916;
Ohio University – desde 1924.

Além das faculdades e universidades, também há consórcios de escolas e universidades que ministram cursos à distância.

1973 a Athabasca University foi criada com ideia de um
campus
organizado com uma rede de telecomunicações
. Tendo como base um eficiente sistema de tutoria e de interação
através do telefone
, constituindo em 1976 um modelo próprio, evoluindo-se e desenvolvendo-se a partir de então, tendo como paradigma a sociedade da informação.

Na Austrália, há dezenas de programas de EaD, que vão do
Ensino Fundamental ao Universitário,
sendo todos de excelente qualidade e tratados com igualdade no que se refere ao credenciamento e suporte orçamentário do ensino presencial.

Dentre este programa destacam-se algumas Instituições, das quais seguem alguns exemplos:
Universidade de Qeensland, St. Lúcia – Centre for University Extention, 1910;
University of Western, 1911;
School of the Air, 1956;
Open Learning Institute (Charles Sturt University), 1971;
Victorian Tafe off-Campus Network, 1975;
Curtin University of Technology (Perth) 1972.


Austrália
Bangladesh
Em 1985 a EaD foi implementada como
pós-graduação
em educação como parte de um programa do governo de capacitação de professores, pelo National Institute of Educational Media and Technology (NIEMT) que no início da
década de 90 passou a ser mantido pelo Instituto de Educação a Distância de Bangladesh com 3 mil alunos.

China
A República Popular da China mantém projetos de educação a distância desde a década de
1950
. Um ano depois foi instituído o
Departamento de Educação por correspondência
da Universidade do Povo.
Entre 1955 e 60 foram organizados
cursos por rádio
(Beijing e Tiajing), seguida pelas primeiras
televisões universitárias
(Beijing, Tiajing, Xangai, Sheiang, Harbing) que foi um importante meio de EaD até a Revolução Cultural, ficando desativada até a década de 80.

Na atualidade funciona o Sistema Chinês de
Universidade pela Televisão (Dianda)
que possui um grande número de alunos já formados e um grande número de inscritos. Estudos mostram que em torno de 77% da população que se graduou nesta modalidade conseguiram seu espaço no mercado de trabalho, mais especificamente em sua área de atuação.



Seguem algumas Instituições que se destacam nesta modalidade na China:
School of Professional and Continuing Education – funciona em Hong Kong desde 1956;
Departament of Extra-Mural Studies – instituído em 1965 com cursos técnicos, de extensão, de graduação e de pós-graduação;
School of Continuing Education – desde 1975 oferece graduação, pós-graduação e cursos técnicos em Hong Kong.
East Ásia Open Institute – desde 1982
em Macau com filial em Hong Kong.
Open Learning Institute of Hong Kong foi criado em 1989 com cursos na área de administração, computação, eletrônica, engenharia mecânica e meio ambiente;

A Índia teve grande êxito em seu projeto piloto de Educação a Distância Universitário iniciado em Delhi em 1962, tendo como fase experimental até 1970 envolvendo ainda as universidades de Punjabi, Patiala, Meerut e Mysone, o projeto logo entrou numa segunda fase de rápida expansão que até a década de 80 abrangeu várias outras universidades particulares e ainda
cursos de pós-graduação
.
Com a consolidação da EaD, com níveis de qualidade satisfatórios, em 1982 foi instituída a primeira universidade a distância da Índia, a
Andhra Pradesh Open University
.
Nos anos seguintes mais instituições com a mesma metodologia de ensino foram criadas e, em 1990 já era superior a
35 o número de universidades ofertando a Educação a Distância.


Índia
Indonésia
Com sua alta densidade demográfica, a Indonésia iniciou começou em
1950
a oferecer a educação a distância, visando o
aperfeiçoamento de professores
, através do National Teachers Distance Education Upgranding Course Development Centre.

Em 1979 o Centre for Educational Communication Tecnology foi criada pelo ministério da Cultura e da Educação,
abrangendo o ensino secundário
.
Cinco anos mais tarde, estes mesmos ministérios intermediaram junto ao governo nacional que instituiu a Universitas Terbuka (The Open University of Indonésia) atuando nas áreas de
educação, economia, administração, matemática, estatística, administração pública,
entre outros.

MEC 2013
Educação a distância é a modalidade educacional na qual
alunos e professores estão separados, física ou temporalmente
e,
por isso
,
faz-se necessária
a utilização de
meios e tecnologias de informação e comunicação
. Essa modalidade é regulada por uma legislação específica e pode ser implantada na
educação básica
(educação de jovens e adultos, educação profissional técnica de nível médio) e na
educação superior
.
A educação que desejamos novos desafios e como chegar lá. Papirus, 2007.
Cuba
Estados Unidos
Canadá
Japão
Apesar de haverem relatos de
cursos por correspondência
desde o fim do século XIX, foi em 1930 que houve uma grande propagação de cursos informais sendo disponibilizados pelo correio.

Em 1938 foi criada a Escola Kawasaki para profissionais de saúde.

As leis a cerca da
educação fundamental e educação escolar
em 1947 foram um incentivo para educação a distância e, a partir deste ano várias instituições foram criadas com este método ou adotaram este método à sua grade convencional, como:
1948 a Universidade do Chuo,
1948 a Universidade Hosei
1948 a Universidade de Tóquio

Surgiu em
1922
com a The New Zealand Correspondece School para suprir uma lacuna existente na
educação fundamental e básica
, visando abranger, por
correspondência
, crianças com dificuldade física, geográfica ou que não residiam permanentemente no país.
O material era enviado pelo correio e as crianças possuíam a possibilidade da tutoria presencial.
Em 1946 a EaD expandiu-se para o
ensino médio, profissionalizante
e educação continuada com a The Open Polytechnic of New Zeland.
A nova Zelândia conta ainda com
ensino superior
a distância em instituições como: Palmerston North College of Education, Massey University, University of Otago.

Nova Zelândia
Rússia
Enquanto centro da antiga União Soviética, a Rússia, deu início a EaD
1930
e abriu grandes oportunidades para sua população, e até mesmo para seus líderes políticos que se graduaram pela primeira ou segunda vez através do ensino a distância.
Em 1996 a
relevância do ensino a distância tem para reconstrução da Rússia
e de sua sociedade foi destacada em 1996 na II Conferência Internacional de Educação a Distância da Rússia.

A Universidade Aberta de Portugal que foi criada em 1988, mas só se tornou autônoma em 1994, possui centros de apoio espalhados pelo país, oferecendo cursos de
graduação e pós-graduação
nas áreas: História, Língua Portuguesa, Gestão, matemática aplicada, estudos europeus, ciências sociais, literatura, informática e, ainda,
cursos não formais
visando a qualificação para o trabalho.
Universidade, na área de especialização, oferta também uma grande variedade de cursos de
Mestrado
.

Portugal
A Uned – Universidade a distância, foi criada em 1972 por um ato do Parlamento, possui
15 centros
de estudos que com a possibilidade de estudar em paralelo ao trabalho, 83% de seu corpo discente é trabalhador. Entretanto possuem os mesmos direitos e deveres dos estudantes da modalidade presencial.

Em seu método de ensino está presente o material impresso, a radiodifusão, a televisão, a videoconferência e outros meios audiovisuais.


Espanha
Venezuela
Em 1976, um grupo de pesquisadores sob o comando do professor Miguel Casas Armengol, com uma idéia de criar uma universidade inovadora, flexível, centralizadora de desenvolvimento propôs ao governo a criação da Universidade Nacional Aberta da Venezuela com o intuito utilizá-la no processo de desenvolvimento do país,
seus cursos eram voltados às necessidades da sociedade
naquele momento e, também de facilitar a entrada no mercado de trabalho de seus egressos.

Costa Rica
A Costa Rica teve seu início na EaD em meados de
1980
com o Programa Diversificado a Distância do Seminário Bíblico Latino-americano que com apoio de entidades não-governamentais tinha seu foco em
educação pastoral
que, mais tarde, em 1988 gerou o cursos de Educação Pastoral com materiais impressos e técnicas de atividade grupal

Em 1978 foi criada a Universidade Estatal a Distância (Uned) de Costa Rica que está presente em
29 centros
espalhados pelo país. Seus cursos se utilizam de materiais impressos, vídeoas, fitas cassete e fazem também o uso de programas radiofônicos para difundir cursos, principalmente para a comunidade agrícola e para a educação de adultos com programas de saúde e cidadania.
Inglaterra
A
Open University
do Reino Unido, referência em EaD foi criada em 1969 e passou a oferecer cursos em 1971. Sua metodologia utiliza os mais variados recursos como: impressos, vídeos, kits, fitas de áudio, softwares, jogos e internet o que contribuiu para sua marca de
200 mil alunos na atualidade
. Os cursos de extensão e de conhecimentos gerais são oferecidos por diversos meios e em vários idiomas.
A Open University foi projetada em um momento em que se acreditava que a TV seria a grande responsável pelas mudanças educacionais.
Na atualidade, além dos cursos de graduação e pós-graduação a Open University oferece cursos de capacitação profissional e, se aliando a International Extension College, que prioriza uma metodologia de fácil acesso e a baixo custo, oferece cursos de especialização voltado para países em desenvolvimento, e ainda o mestrado.



HOJE
Amplamente utilizada, em todos os níveis, na educação formal e não formal, a Educação a Distância já está presente nos 5 Continentes, em mais de 80 países, beneficiando milhões de estudantes, proporcionando ainda, aperfeiçoamento à professores.

Além disto, várias Empresas investem nesta modalidade para treinamento de Recursos Humanos, como exemplo, a Europa que consegue com estes treinamentos maior produtividade e redução de custos.

Evolução Tecnológica
Evolução Tecnológica
O desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação provocou mudanças na evolução da
EAD. Essa evolução tecnológica da qual a EAD faz parte pode ser dividida em fases cronológicas.

1ª ocorreu até a década de 1960;
Geração textual
- utilizava somente textos impressos enviados pelos Correios.

2ª ocorreu entre as décadas de 1960 e 1980 -
Geração analógica
- utilizou como suporte em textos impressos complementados por RECURSOS TECNOLÓGICOS AUDIOVISUAIS.

3ª, e atual, é a
geração digital
;
Utiliza o suporte de recursos tecnológicos modernos, tais como as tecnologias de informação e comunicação e de fácil acesso às grandes redes de computadores, bem como à internet.

História da EaD no Brasil
1910
Edgard Roquette Pinto, diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, cria a
filmoteca
do museu de caráter científico e pedagógico.

1916-1918
Venerando da Graça realiza experiências com
cinema educativo
e publica artigos na revista A escola primária.

1922
Prontel
- coordenação e apoio a teleducação no Brasil (MEC).

1922-1925
Rádio Sociedade Brasileira.

1923
Fundação Roquette Pinto -
radiodifusão.

1926
Na revista Electron, da rádio Rio de Janeiro, Roquette Pinto publica o primeiro
plano nacional de rádio educativo.

1934
Anísio Teixeira confia a Roquette Pinto, no Rio de Janeiro, a instalação e o funcionamento de uma
estação de rádio exclusivamente educativa
destinada, em especial, ao professor primário - a estação do Instituto de Pesquisas Educacionais, PRD-5.

1936
Doação da Rádio Roquette Pinto ao MEC.

1936
Instituto Rádio Técnico Monitor com programas
dirigidos ao ramo da eletrônica
.

1939
Cursos por correspondência -
Marinha e Exército

1941
Surge no Rio de Janeiro a
Universidade do Ar
que durou dois anos e era destinada ao preparo do professorado leigo por intermédio de emissões radiofônicas.

1941
Instituto Universal Brasileiro
, formação profissional de nível elementar e médio utilizando mídia postal e material impresso.

1950
Curso de alfabetização pelo rádio,
emissora ZYM-7
, em Marquês de Valença, estado do Rio de Janeiro, dirigido por Geraldo Januzzi.

1959
MEB
- A preocupação básica era alfabetizar e este projeto foi desmantelado pela ação do governo pós-1964.

1960
São ministrados os primeiros cursos sobre análise experimental do comportamento e condicionamento operante, por Fred S. Keller, difundindo assim a
instrução programada.

1969
TVE do Maranhão
- cursos de 5ª série e 8ª série, com material televisivo, impresso e monitores.

1970
Criação do projeto
MINERVA
para atender as necessidades de programação radiofônica educativa requeridas pela Portaria 408/70.

1974
Projeto
Satélite Avançado de Comunicações Interdisciplinares
(Saci) no formato de telenovela atendia as quatro primeiras séries do 1º grau e associada ao Inpe tinha material derádio e impressão para o treinamento de professores e o ensino fundamental.

1976
Senac
- Sistema nacional de teleducação, cursos por meio de material instrucional.

1979
Centro Educacional de Niterói - módulos instrucionais com tutoria e momentos presenciais, cursos
de1º e 2º graus para jovens e adultos
, qualificação de técnicos.

1979
Colégio Anglo Americano(RJ) - atua em 28 países, com cursos de
correspondência para brasileiros
, em nível de 1º e 2º graus.

1979
UnB -
Cursos veiculados por jornais e revistas em 1989
se transformam no CEAD e lança o Brasil EAD.

1991
Fundação Roquette Pinto -
programa Um salto para o Futuro
, para a formação continuada de professores do ensino fundamental.

1992
UFMT/FAE/Nead
- programa em nível de licenciatura em educação para o exercício do magistério no ensino fundamental.

1992
Projeto Acesso da PETROBRAS
suplementação de 1º e 2º graus no próprio ambiente de trabalho.

1993
Senai/RJ - centro de EAD desenvolve cursos de noções básicas em Qualidade Total, Elaboração de material didático impresso (16 mil alunos),
cursos a distância para empresas na Argentina e Venezuela
.

1993
Implantação de
programas de capacitação de docentes do ensino fundamental e médio
das escolas públicas do estado de MG, pela Universidade Federal de Uberlândia.

1995
Multi-Rio (RJ oferece cursos em
nível de 5ª a 8ª séries, por intermédio de programas televisivos e material impresso
).

1995
Programa TV Escola.

1995
Laboratório de Ensaio a distância do
Programa de pós-graduação em Engenharia de Produção
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

1996
Projeto de Educação Continuada e a distância em Medicina e saúde
, DIM / LAMPADA, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) com Home Page.

1998
UNIVIR-CO (Rede Universidade Virtual do Centro-oeste que pretende
capacitar professores para atuar em EAD.

2000
Projeto VEREDAS
que foi iniciativa da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais com IEs públicas, comunitárias e privadas, com o objetivo de formar professores leigos para atuar no ensino fundamental.

2000
Cederj - Consórcio que reúne universidades estaduais e federais. Conta com apoio e recursos do governo estadual para a instalação de unidades de apoio e de infraestrutura adequada de tutoria e equipamentos para o oferecimento de
cursos e programas na área de licenciatura em pedagogia, ciências biológicas, matemática, física.

2001
RICESU
- Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior (CVA - RICESU) que pretende organizar e implementar produtos em EAD, com foco na interação entre os agentes de aprendizagem e em busca de inovação educacional.


Decretos
Decreto Nº. 5.622, de 19 de dezembro de 2005, regualmenta o
art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB).
Decreto N.º 5.773, de 09 de maio de 2006, dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino.
Decreto N.º 6.303, de 12 de dezembro de 2007, altera dispositivos dos Decretos nos 5.622, de 19 de dezembro de 2005, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 5.773, de 9 de maio de 2006, que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino.
Lei nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996

Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

Art. 80.
O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.
§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições
especificamente credenciadas
pela União.
§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância.
§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.
§ 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá:
I -
custos de transmissão reduzidos
em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
I - c
ustos de transmissão reduzidos
em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação que sejam explorados mediante autorização, concessão ou permissão do poder público;
II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;
III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários de canais comerciais.


Portaria nº 10, de 02 julho de 2009

Portarias
Portaria nº 1, de 10 de janeiro de 2007.
Portaria nº 2 (revogada), de 10 de janeiro de 2007.
Portaria nº 40, de 12 de dezembro de 2007.
Políticas Públicas na EaD no Brasil
Para colocar em prática as ações e as políticas em EAD, existe, no Ministério da Educação (MEC), a
Secretaria de Educação a Distância (SEED).

Os avanços tecnológicos no sistema educacional têm incentivado o poder público a desenvolver políticas públicas voltadas para programas de educação a distância.

Isso pelo fato de que as tecnologias criam novas condições de produção e recepção de conhecimentos em que a presença física do professor pode ser dispensável.

Programa de Formação Inicial para Professores do Ensino Fundamental e Médio, o PRÓ-LICENCIATURA, que é um curso do MEC destinado a professores que não possuem a habilitação mínima legalmente exigida, mas encontram-se lecionando no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio;
Projetos envolvendo a produção de conteúdos educacionais digitais multimídia nas áreas de Matemática, Língua Portuguesa, Física, Química e Biologia do Ensino Médio e incentivando o uso de novas tecnologias nas escolas;
Projeto Universidade Aberta do Brasil – UAB, objetivando expandir a oferta de educação superior a distância;

O Proinfo, que promove o uso pedagógico das diversas MÍDIAS ELETRÔNICAS nas escolas públicas de todo o Brasil, equipando-as com tecnologias da informação e capacitando professores para fazer uso adequado dos recursos nas aulas;
Em 2007, o Projeto Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil), com o objetivo de democratizar o acesso ao ensino técnico público por meio de uma rede nacional de escolas de ensino profissionalizante na modalidade a distância.

Se adequadamente aplicadas, as políticas públicas voltadas para a EAD vão contribuir, por exemplo, para:
– a expansão do ensino em todos os níveis (fundamental, médio e superior);
– a inclusão social (por meio do acesso, da permanência e da qualidade da aprendizagem para a população menos favorecida economicamente);
– a qualificação de professores por meio de programas de aperfeiçoamento;
– a oferta de ensino de qualidade em todos os cantos do país.

A EaD na Sociedade Atual
No Brasil, através de indicadores do MEC, a
qualidade da EaD já foi comprovada
, e inclusive alguns cursos EaD tiveram notas maiores do que na modalidade presencial.

Atualmente não tem como se falar em EaD sem abordar alguns tópicos como:
design instrucional,
a produção de conteúdo adequado para EaD,
objetos de aprendizagem,
ambiente virtual de aprendizagem
novas tecnologias midiáticas.

A educação a distância avançou em termos quantitativos e qualitativos no cenário mundial, e as experiências brasileiras, atualmente, tem tido continuidade e indicadores de sucesso, o que torna essa modalidade de ensino uma alternativa viável para atender a um país de grandes distâncias geográficas, onde muitas pessoas não têm acesso à informação.

Na sociedade contemporânea, vive-se em um mundo envolto por constantes transformações, pela rapidez com que as informações se propagam e pelas diferentes formas de acesso a elas.

Nesse cenário, a Educação a Distância, atualmente, ministrada em uma “rede de alcance mundial”, provoca uma mudança de paradigma, impulsionada pelo poder de comunicação e conexão de informações que a internet proporciona, fazendo-a emergir, cada fez mais, para atender instituições de ensino, organizações da sociedade civil e empresas que objetivam alcançar diversos públicos e favorecer a melhoria das condições de ensino-aprendizagem presentes em diferentes contextos.

Nesse cenário, a Educação a Distância, atualmente, ministrada em uma “rede de alcance mundial”, provoca uma mudança de paradigma, impulsionada pelo poder de comunicação e conexão de informações que a internet proporciona, fazendo-a emergir, cada fez mais, para atender instituições de ensino, organizações da sociedade civil e empresas que objetivam alcançar diversos públicos e favorecer a melhoria das condições de ensino-aprendizagem presentes em diferentes contextos.

Na concepção e implementação de um curso a distância tem-se envolvidos diversos profissionais e até mesmo equipes, cada qual responsável por determinada função;
Uma equipe de Design Instrucional - responsável pelo planejamento do curso,
uma equipe de professores conteudistas - responsável pela produção do material didático específico,
outra equipe responsável pela tutoria e assim por diante.

Mesmo com equipes separadas, é necessário possuir uma visão global dos processos que envolvem o planejamento e a construção de um curso na modalidade a distância.

Atualmente observa-se que a Educação a Distância é uma área em franco crescimento. Com a popularização das tecnologias e principalmente do computador pessoal, o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) tornou-se um dos principais pilares de qualquer curso na modalidade a distância. Veremos mais adiante o que vem a ser este ambiente.

Características
e
Elementos da EaD
Características e Elementos da EaD

Abertura:
uma diversidade e amplitude de oferta de cursos, com a eliminação do maior número de barreiras e requisitos de acesso, atendendo a uma população numerosa e dispersa, com níveis e estilos de aprendizagem diferenciados, para atender à complexidade da sociedade moderna;

Flexibilidade:
de espaço, de assistência e de tempo, de ritmos de aprendizagem, com distintos itinerários formativos que permitam diferentes entradas e saídas e a combinação trabalho/estudo/família, favorecendo, assim, a permanência em seu entorno familiar e laboral;
Adaptação:
atendendo às características psicopedagógicas de alunos que são adultos; (andragogia)
Eficácia:
o estudante, estimulado a se tornar sujeito de sua aprendizagem, a aplicar o que está apreendendo e a se autoavaliar, recebe um suporte pedagógico, administrativo, cognitivo e afetivo, por meio da integração dos meios e uma comunicação bidirecional;
Formação permanente:
há uma grande demanda, no campo profissional e pessoal, para dar continuidade à formação recebida “formalmente” e adquirir novas atitudes, valores, interesses etc.
Economia:
evita o deslocamento, o abandono do local de trabalho, a formação de pequenas turmas e permite uma economia de escala.




Experiências do Brasil na EaD
A tecnologia não resolve todos os problemas da educação, mas pode reduzir as distâncias entre educador e educando.

Possibilidades
Autonomia do aprendizado:
aluno aprender no seu ritmo, podendo rever ou acelerar o conteúdo abordado
flexibilidade para estudar no tempo, local e da forma que deseja.

Nessa metodologia de ensino, podemos combinar soluções pedagógicas de acordo com cada publico, necessidade de cada projeto e para isso disponibiliza-se de inúmeros  recursos tecnológicos que propiciam o aprendizado, desde um simples blog/redes socias aos programas e softwares mais avançados que uma vez utilizados adequadamente podem se tornar um meio para desenvolver a educação à distância.

Popularização do computador
utiliza micro computadores no trabalho,
escola,
lan house,
cyber café
Residências

Mas ainda poucos usam o computador para
ESTUDAR.



Receio quanto a educação virtual

Preocupados com a segurança de seus dados, como tudo que aparentemente é novo causa espanto algumas pessoas tem receio de sair do estado de acomodação,

Com o passar dos dias, vivenciando boas experiências na pratica desta modalidade EAD, é que aprendem, ter clareza e confiança no uso das ferramentas. A EaD potencializa a ação e profissionalização docente, sugerindo novos hábitos e atitudes para o desenvolvimento de destreza tecnológico-pedagógica, tão necessária em tempos da sociedade da informação e comunicação.

Necessidade de enxergar a EaD como uma grande aliada no processo de mudança a que estamos submetidos, favorecendo a ampliação de espaços de aprendizagem virtual que se integram em redes, criando assim, novas oportunidades para a sociedade complexa em que vivemos

Limites
Resistência de conhecer o novo
um exemplo disso são os educadores que já possuem uma metodologia de ensino e não se propõe em mudar para atrair e motivar os alunos

Para esses alunos desmotivados, diante da passividade e tradicionalismo da sala de aula, um ambiente informático torna-se motivador e promissor de uma aprendizagem significativa. 

Mesmo com todas liberdades no ambiente virtual de aprendizagem, há preocupações dos responsáveis pelos cursos em blindar os envolvidos contra os excessos e prováveis termos chulos ou inapropriados.

Tais limites tem a função de ensinar o educando o que é, e o que não é permitido no processo do curso.
Sobretudo, tem também a função de dar proteção e segurança a todos os envolvidos, estes devem ter a clareza de que o contato virtual e/ou digital deve gerar uma reciprocidade de responsabilidades

Talvez aqui residam os limites do EAD:
de um lado as concepções acadêmicas que defendem a modalidade
de outro, as demandas do mundo do trabalho que analisam e avaliam com cuidado e desconfiança essa modalidade.

Conhecimento que compreende as duas extremidades do processo de ensino e aprendizagem:
a co-responsabilidade entre professores e estudantes de um lado,
e o desejo de uma formação acadêmica e não de um simples Diploma, do outro.

A necessidade da interação entre estudante e professor.

É necessário pensar a prática do EAD em conjunto com a inclusão digital, sua popularização, pois nem todos que possuem computadores desejam dominar as ferramentas que norteiam os procedimentos metodológicos dessa modalidade.

Até pouco tempo, o computador era visto como lazer, como prazer, no sentido do descobrir o novo, de desvelar o desconhecido.
É importante ter noção da amplitude do espaço à sua volta, o mesmo que é ocupado por várias pessoas ao mesmo tempo.
Saber conviver neste espaço, ocupando-o mesmo onde seu corpo não vai; ocupando-o com seu olhar, com sua atenção, com a projeção de sua presença.

É isto. Reconhecer o espaço equivale a criar uma presença, uma marca. Dessa forma, você e seu aluno não fazem tão-somente parte de uma massa. São indivíduos.

Observando a sua trajetória e resultados, em especial no Brasil, percebe-se que em contrapartida aos avanços e possibilidades, a EaD pode ser limitadora ou massificadora, quando a sua concepção e prática apresentam-se longe da realidade e dos contextos dos seus alunos e professores, não atingindo as classes sociais menos favorecidas e não respeitando os princípios éticos e de formação para a vida e para a convivência em sociedade.

Compreender a extensão e a sua complexidade tem sido o grande desafio de educadores e especialistas que enxergam na EaD um caminho sem volta.
Mas que precisa ser encarada como um sistema educacional bem planejado e gerenciado com competência e sabedoria, afim de não provocar consequências imprevisíveis para a educação, para a sociedade e para o cidadão brasileiro, principal sujeito desse novo modo de ensinar e aprender.

A internet é um recurso potencialmente fomentador de aprendizagens, pois promove a integração das comunidades oferecendo informações de qualidade, troca de experiências entre os participantes das redes virtuais, e porque não dizer, inclui sujeitos e grupos anteriormente excluídos da “alfabetização” tecnológica.

Porém, o seu uso no ensino e na aprendizagem sem um mediador que oriente seus alunos pode provocar mais cisão e discriminação do que interação entre os pares, já que o contato é desprovido do calor humano.

A internet tem um caráter mediador quando nos referimos a EaD, entretanto, para sua utilização eficiente e eficaz, não basta aos professores e tutores dominarem os recursos técnicos.
É preciso ter senso crítico elaborado para não correr o risco da extrema didatização do ensino.

Vantagens
De acordo com dados recentes do INEP, entre 2007 e 2008, o número de alunos matriculados em cursos superiores a distância cresceu 96,9% .
Isso demonstra que uma parcela significativa da população tem aderido aos cursos por diversas vantagens, que dentre elas:
Eliminação ou redução de custos com deslocamentos tanto de alunos quanto de professores, podendo assim atender a um grande número de estudantes ao mesmo tempo.

Oferta de cursos variados. Diversas são as áreas as quais já são possíveis cursar a distância, por exemplo, a área de formação de profissionais da educação, da administração, etc..
Flexibilidade de tempo para aqueles que não podem, não querem ou não puderam, não quiseram freqüentar o ensino presencial, já que a organização do tempo de estudo não depende da instituição que o oferece, mas sim do próprio estudante, de acordo com suas possibilidades.
O aluno é o centro da aprendizagem e o professor e os tutores, os mediadores. Além de ser considerado sujeito da própria aprendizagem, cada um pode aprender no seu ritmo.

Conteúdos elaborados por especialistas e recursos multimídia que facilitam a interatividade, aqui, em especial, a internet e seus recursos, geralmente de fácil manuseio.

A possibilidade de contribuir e receber muito mais contribuições a partir das interações em fóruns, chats, etc.

Planejamento dos Sistemas EaD

Os Elementos do Sistema EaD
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM EAD (TICS)
Tecnologias e Midias
As bases de implantação da EAD O PDI e o PP
Avaliação da
Aprendizagem
Monitorar o processo de
ensino-aprendizagem

O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) é o elemento primordial para a implantação da educação, seja na modalidade presencial ou a distância, pois é ele que define os princípios da instituição no que se refere às suas ações de educação.

Na elaboração de um Projeto Pedagógico (PP), que faz parte do PDI, é necessário considerar os seguintes aspectos, que vão compor a estrutura operacional do sistema de EAD:

Projeto Pedagógico
identificação das necessidades específicas do curso;
definição dos objetivos a alcançar;
seleção e organização dos conteúdos;
elaboração dos materiais didáticos;
definição dos sistemas de comunicação;
definição da infra-estrutura de suporte;
orientação e tutoria;
organização das condições de aprendizagem, tanto por parte do professor quanto do estudante;
gestão pedagógica, tecnológica e administrativa;
avaliação da aprendizagem;
custos.


Planejamento do Sistema EaD
A EAD é uma modalidade educativa que vai além do simples oferecimento de informações, seja por meio de material impresso, seja pelas “PÁGINAS” atraentes de um AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM.

Não basta criar condições de acesso à informação, é preciso que os conteúdos da disciplina ou do curso como um todo sejam bem elaborados, de maneira que seja possível desenvolver interações dos alunos com os conteúdos para a construção do aprendizado.


O planejamento
O planejamento do sistema de EAD pode iniciar com uma proposta pedagógica bem elaborada, com definição clara:
dos objetivos;
do público-alvo;
dos mecanismos de avaliação;
dos demais aspectos envolvidos, como:
produção de material didático, tutoria, secretaria, que são fundamentais para o bom andamento de qualquer curso na modalidade a distância.

O curso deve ser estruturado a partir das necessidades do aluno. Nada melhor do que fazer o diagnóstico da realidade do público-alvo do curso para:
selecionar e organizar os conteúdos de aprendizagem;
escolher os meios e as atividades mais adequadas;
definir como avaliar o ensino.


Formas de planejar e
organizar um sistema de EAD
Articulação entre áreas:
comunicação e educação
As práticas educativas em EAD demandam processos comunicativos.
Para isso, as tecnologias de informação e comunicação favorecem esse processo, mas não são por si só educativas.

Dependem da prática pedagógica, e tanto o professor quanto o aluno precisam saber utilizar as TICs para que o ensino e a aprendizagem aconteçam na prática educativa.
É muito importante que o professor tenha a capacidade de humanizar a relação com seus alunos, independentemente da tecnologia que está sendo adotada.

Essa humanização acontece com a interação/comunicação do professor com os alunos, por meio de recursos tecnológicos usados para a transmissão do conhecimento, motivando a aprendizagem e evitando a sensação de isolamento.


Motivação dos envolvidos
Um desafio para o gestor e para toda a equipe de trabalho
(coordenadores, professores e tutores) é o uso de TECNOLOGIAS MULTIMÍDIAS.



Toda a equipe deverá estar motivada a fazer uso das tecnologias na sua prática educativa, desenvolvendo a atitude crítica quanto ao seu uso, pois o valor da tecnologia não está em si mesmo, mas depende do uso que o professor vai fazer dela.


Aprimoramento da comunicação
entre os envolvidos no sistema
(professores e alunos)

Democratização de saberes:

os conhecimentos devem ser compartilhados entre professores e alunos.

Essa troca só é possível se a comunicação entre os envolvidos estiver acontecendo de maneira adequada,
Os elementos dos Sistemas de EaD

Elementos e principais características da EaD
São três os elementos principais da EAD:

os aprendizes (alunos)
o conteúdo
professor.


Vejamos cada um deles:

Os Aprendizes
Alunos de cursos a distância têm a possibilidade de estar em locais distintos, ou seja, geograficamente dispersos uns dos outros e da instituição que oferece o curso.
O lugar que o aluno escolhe para estudar o material do curso e promover o seu aprendizado é diferente de aluno para aluno.
Cada local exerce impacto sobre a eficácia do controle da instituição no seu sistema de EAD.
Lembremos que esse ambiente de aprendizagem pode ser o local de trabalho, a casa, uma sala de aula, um hotel... e, por que não, um avião?
Lembramos, ainda, que para a EAD acontecer não há limites de espaço geográfico.
O importante para esse aluno são as possibilidades de escolha para realizar os estudos, pois, no caso da EAD, é o aluno quem determina o seu melhor horário e o local preferido onde poderá estudar à vontade.
Nesse caso, se quisermos que os estudantes adotem uma postura de aprendizagem ativa, é necessário ajudá-los a desenvolver sua consciência sobre o aprender, uma vez que tal postura irá influenciar o aprendizado de cada um em relação ao outro durante o curso.


O conteúdo
E como os professores podem ajudar esses alunos que estudam sozinhos?

Os professores podem ajudar quando elaboram o conteúdo do curso de tal forma que os alunos sejam capazes de realizar seus estudos e não se sintam sozinhos e perdidos.

Uma maneira de promover esse diálogo:
é quando o professor, ao longo da aula, introduz questionamentos que levem o aprendiz a refletir sobre determinado conceito, a buscar solução para determinado problema quando propõe atividades que façam o aluno utilizar as informações abordadas naquela aula.

O material didático para EAD deve favorecer a aprendizagem e necessariamente deve ser:
auto-explicativo;
motivador, incentivando e estimulando o estudo;
e variado, para ser adequado aos diversos ESTILOS DE APRENDIZAGEM.

Os cursos de EAD devem favorecer a igualdade entre alunos com estilos diferentes de aprendizagem.
Portanto, eles podem refletir sobre o que estão lendo, decidir o que perguntar ou comentar em um fórum de discussão, realizar as atividades, tudo isso respeitando o seu próprio tempo.
No entanto, para que a aprendizagem de fato aconteça são necessários a autodisciplina do aluno e o acompanhamento dos professores.

O conteúdo do curso deverá estar bem estruturado em materiais para leitura.
O material de estudo deverá conter, além do conteúdo do curso, atividades para os alunos.
O conteúdo pode estar em materiais impressos, na internet, na
forma de áudio ou vídeo.
Os materiais do curso precisam ser elaborados pelos professores (que determinam o conteúdo) com especialistas que saibam como fazer o melhor uso de cada MÍDIA disponível

O conteúdo para EAD deve ser interativo, isto é, permitir ao aluno um papel ativo, participativo, proporcionando-lhe a construção do seu aprendizado com níveis de sensibilização diferenciados;
deve apresentar praticidade, isto é, possibilitar ao aluno encontrar com facilidade as informações necessárias ao estudo;
deve facilitar o estudo de forma autônoma, isto é, permitir que o aprendiz tenha acesso livre ao material das aulas;
deve ser consistente, isto é, apresentar-se coerente com as metas propostas para o curso

O professor é quem conhece e vai determinar o que ensinar. Isso quer dizer que é ele quem planeja quais são os conteúdos que devem ser ensinados no curso.
Para tanto, ele deverá escrever sua aula com base em seus conhecimentos, sempre fazendo vasta pesquisa bibliográfica sobre o assunto e buscando apresentar o panorama mais atual sobre a área em que atua.
O material didático deve ser formulado de forma que possibilite a interação do aluno com os saberes ensinados. Isso quer dizer que o texto deve estar escrito de forma clara e estimulante para que o aluno tenha compreensão rápida do conteúdo que está sendo abordado.

A equipe
O professor em EAD não trabalha sozinho, desenvolvendo isoladamente o curso.
Para desenvolver um curso de qualidade é melhor que cada responsabilidade seja assumida por especialistas capacitados para cada função específica.
É necessária uma equipe composta de pelo menos três profissionais:
Aquele que conhece e propõe o conteúdo (professores conteudistas ou especialistas da educação);

Quem conhece a mídia (técnicos em designer, produção, imagens; programadores; redatores; especialistas no uso e gerenciamento das plataformas ou ambientes de aprendizagem);

O que conhece a metodologia da EAD (professores, profissionais da educação especializados em EAD).


Subsistemas em um sistema de EaD–
interdependência entre os elementos
A escolha da tecnologia ou da combinação de tecnologias deve ser determinada por três itens:
pelo conteúdo a ser ensinado,
a quem deve ser ensinado
onde acontecerá o ensino.
A mídia que será utilizada para instrução durante o curso depende:
do conteúdo,
da tecnologia para disponibilizar o conteúdo,
do tipo de interação que se deseja durante todo o curso
do ambiente (local) que o aluno utiliza para o aprendizado.

Exemplo: se a tecnologia utilizada for a impressa, então o texto será a mídia empregada no curso, podendo assumir várias formas: livros didáticos, manuais, guias de estudos, apostilas.
O ideal é que a instituição que vai oferecer cursos a distância adote uma técnica comum na modelagem de sistemas, que é considerar as ENTRADAS e SAÍDAS.

Essa técnica permite examinar as inter-relações entre os componentes do sistema. Fatores considerados como entradas afetam de alguma maneira a variável de saída.

Por exemplo, as características dos alunos afetam diversas variáveis de saída, e os índices de finalização do curso pelos alunos constituem uma fusão de muitos dos fatores de entrada.



Resultados
Podem ser consideradas os resultados. São elas:

Índices de satisfação do aluno: permanência no curso do início ao fim.
Resultados apresentados pelos alunos: indicador de intervenções e correções de falhas.
Índice de finalização do curso: aprovações e reprovações.
Número total de matrículas: demandas, corpo discente.
Avaliações de qualidade: expansão de acesso e melhorias de qualidade no ensino.
Resultados de certificação: certificados ou diplomas
Mensalidades escolares e outras receitas: renda obtida pelo curso.
Reputação e rotatividade de professores e colaboradores: estrutura administrativa, corpo docente.

Critérios básicos a serem observados
Facilidade de acesso.
Clareza: a linguagem, a estrutura da informação e a apresentação visual devem prover uma orientação explícita
Eficiência: o foco deve ser colocado no aprendizado do conteúdo.
Consistência: deve haver identidade visual do material educacional, com as funções apresentadas de modo uniforme.
Flexibilidade: a estrutura do material deve ser adaptável às mudanças e aos diferentes públicos.

Tecnologia
É importante saber que nenhuma tecnologia isoladamente é a melhor solução para a veiculação de todo tipo de informação contida no curso, a todos os participantes, em todos os lugares.

É sempre desejável ter pelo menos uma tecnologia usando mídia impressa ou gravada para a transmissão do conteúdo e outra compatível com a interação entre alunos e professor.

Exemplo: se o curso for disponibilizado em um ambiente de aprendizado pela internet, é importante que todo o material também esteja em forma impressa para atender aos alunos que não têm a possibilidade de se conectar durante todo o curso.
Com o material impresso o aluno não fica dependendo somente da internet, podendo acessar o conteúdo quando e onde quiser.


A comunicação entre os indivíduos
A comunicação entre os indivíduos
Você já parou para pensar qual a forma
que você usa para se comunicar com as pessoas?

Existe diferença na sua forma de comunicação com uma pessoa que está próxima a você, por exemplo dentro da sua casa e aquela que está distante?

E quando a pessoa está na mesma cidade, só que em bairro diferente?

E quando está em uma cidade distante ou mesmo em um país distante?
Provavelmente, você respondeu que usaria a forma oral ou a escrita, dependendo da distância em que a pessoa com a qual você irá se comunicar se encontra.

Talvez você usasse o telefone para que a sua voz pudesse chegar à outra pessoa. Poderia usar um fax, uma carta, um e-mail, para se comunicar por meio da fala escrita. Bem, em qualquer uma das situações o que importa é que você precisaria utilizar alguma tecnologia para promover a comunicação com a pessoa do seu interesse quando ela não estivesse tão próxima de você.



A comunicação e o ato comunicativo
Muitos pesquisadores afirmam que só há ato educativo quando há o ato comunicativo.
Na prática educativa, o ato comunicativo se torna ainda mais relevante quando se trata da EAD. Por isso, é importante adequar as estratégias comunicativas unidirecionais e bidirecionais para a EAD.
Se a comunicação será mediada somente por meio dos conteúdos, teremos uma comunicação unidirecional, via material impresso.

Mas quando a comunicação é mediada prevendo a relação professor/aluno e aluno/aluno, teremos comunicação bidirecional, que pode ser via chat, e-mail, telefone, videoconferência e outros.
Por isso, a escolha do meio mais adequado a cada situação num sistema de EAD deve priorizar a interação bilateral, ou seja, de mão dupla, pois não basta colocar materiais instrucionais à disposição do aluno; é necessário oferecer assistência, acompanhamento e suporte para facilitar a comunicação entre os envolvidos no sistema, sejam alunos, professores e secretaria do curso.

Tecnologias e mídias
Algumas perguntas podem ser feitas quando pensamos em tecnologias e mídias que serão usadas na EAD.
Quais as características das diferentes TICs que podem ser usadas na EAD?
Quais as melhores tecnologias de comunicação e mídias para uma determinada disciplina, curso ou grupo de alunos?

De que maneira as tecnologias e mídias podem ser combinadas para se obter eficiência máxima na sua utilização?
Na EAD, as TICs podem ser adotadas com o objetivo de facilitar o processo de ensino-aprendizagem, seja para construir o material educativo seja para estimular a colaboração e interação entre os participantes de um curso, facilitando a construção coletiva de conhecimentos.


As principais tecnologias utilizadas em EAD
Mídia impressa: texto impresso,
caderno de estudos, jornais e boletins, notas de aulas, livros didáticos, apostilas etc.
Mídia sob a forma de áudio e vídeo: fitas gravadas, CD-ROM e outros.
Rádio e televisão: programas ao vivo e gravados:
Com o surgimento da internet tornou-se possível uma nova forma de disseminação por vídeo, denominada vídeo transmissível, ou seja, vídeo no formato digital que permite que as pessoas façam DOWNLOAD na forma compacta, direto de um servidor da WEB.

Tecnologia de telecomunicação interativa

,que pode ser via áudio, audiografia (agrega imagens visuais ao áudio), vídeo e computador.
Audioconferência: os participantes são conectados por linhas telefônicas.
Audiográfico: tecnologia que agrega imagens visuais, o áudio e também é transmitida por linhas telefônicas.
Videoconferência: permite a transmissão nos dois sentidos de imagens televisivas via satélite ou a cabo. Outros tipos de equipamento, como monitores de televisão, gravadores/aparelhos de videocassete, microfone, câmeras e computadores também são usados.
Aprendizado com o uso do computador: programas de estudo autogerenciado que o aluno usa sozinho no computador.
O programa educacional pode ser disponibilizado em CD-ROM ou conectado à internet para ter acesso ao hipertexto (conteúdo, página ou texto de internet) e hipermídia (permite ao usuário a interatividade de acesso pelas “ligações” existentes no conteúdo ou página ou documentos da internet).



Ferramentas construídas para possibilitar formação ética, criativa, autônoma e cooperativa, uma vez que possibilitam aos professores criarem situações de ensino privilegiando as habilidades e as competências dos alunos, rompendo com o tradicionalismo do ensino presencial.

Pode-se dizer que o AVA é um software desenvolvido sobre uma metodologia pedagógica para auxiliar a promoção de ensino e aprendizagem virtual ou semi-presencial.


O Ambiente Virtual de Aprendizagem
também pode ser conhecido por outros nomes, como:

Learning Management System – LMS
Course Management System – CMS
Sistema de Gestão da Aprendizagem – SGA

Principais AVAs disponíveis no mercado
Existe uma série de Ambientes Virtuais
de Aprendizagem disponíveis no mercado.
Todos com o objetivo de facilitar o ensino e aprendizagem a distância ou mesmo atuar como um apoio à educação presencial.
Porém, cada ferramenta terá algumas características ou funcionalidades próprias.

O Ava
A maioria são softwares gratuitos, mas há também AVAS licenciados, no qual o cliente paga pelo software e pela manutenção mensal.



Tipos de Ava
AVAS mais conhecidos
PVA Net
Amadeus LMS
Blackboard
Ilang
MOODLE
TelEduc

Muitas plataformas ou ambientes
educativos foram criados para promover o aprendizado com o uso do computador conectado à internet.
Esses ambientes favorecem o acesso às tecnologias educacionais.

PVANet
Ambiente virtual de aprendizagem, desenvolvido na Universidade Federal de Viçosa/MG para cursos na modalidade a distância.
Esse ambiente permite criar, manter e administrar cursos baseados na internet.
Amadeus LMS
Agentes Micromundos e Análise do Desenvolvimento no Uso de Instrumentos. Amadeus é um software livre, de apoio à aprendizagem,
Os recursos disponíveis são:
Materiais (distribuição e entrega)
Avaliação do Curso
Variadas formas de avaliação da aprendizagem
Chat
Fórum
Pesquisa de Opinião
Questionário
SCORM
Tarefa e Trabalho com Revisão

Principais diferenciais
o uso de código aberto, que, além de reduzir drasticamente os custos de aquisição e implantação, também contribui, a médio e longo prazos, para a constante atualização da ferramenta, assim como para a sua fácil personalização e a incorporação contínua de novos recursos;
o uso de uma ampla gama de mídias, que inclui desde os tradicionais chats até conferência em vídeo;
um projeto de interface usuário-máquina simplificado e intuitivo, que ainda faz uso de tecnologias mais recentes, como por exemplo Java e Ajax;
a disponibilização de formas de interação alternativas, como por exemplo através de jogos (por meio de um servidor específico para essa finalidade), do uso de telefones celulares e PDAs ou ainda de
experimentos de laboratório que podem ser realizados e analisados de forma remota.


Backboard
Blackboard é um Sistema de Gestão da Aprendizagem desenvolvido pela Blackboard Inc, em 1997.
É um software baseado na web, com arquitetura aberta personalizável e design escalável, que permite a integração com sistemas de informação de estudantes e protocolos de autenticação.

Ele pode ser instalado em servidores locais ou hospedado pela Blackboard ASP Solutions.
Seus principais objetivos são a adição de elementos online para cursos tradicionalmente presenciais, e desenvolver cursos totalmente online, com poucas ou nenhuma aula presencial, construindo melhor experiência educacional.

Essa é uma ferramenta licenciada, mais de 2.600 instituições, em mais de 72 países, utilizam o Blackboard para promover soluções de e-Educação e aprendizagem a distância.

Teleduc
Ambiente desenvolvido por pesquisadores do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da UNICAMP.
Seu objetivo era a produção, participação e administração de cursos na internet. Hoje em dia essa plataforma de ensino é livre, para uso de qualquer instituição de ensino para cursos na modalidade a distância.
Moodle
Ambiente desenvolvido na década de 1990, pela Curtin University of Tecnology, na Austrália. Possui ferramentas que permitem a criação e integração de conteúdos. Na versão em português, é muito utilizado para projetos educacionais a distância, inclusive pelo MEC
Ferramentas de Comunicação
e interação
O Moodle é um Course Management System (CMS), também conhecido como Learning Management System (LMS) ou Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

Ele é um aplicativo web gratuito que os educadores podem utilizam na criação de sites de aprendizado eficazes.

Modular Object Oriented Dynamic Learning Environment, ou
Ambiente de Aprendizagem Dinâmico Modular Orientado a Objeto.
Tornou-se muito popular entre os educadores de todo o mundo como uma ferramenta para criar sites dinâmicos para seus alunos.

Principais características e vantagens:

É Opensource, gratuito

Flexibilidade do sistema (funcionalidades podem ser adicionadas facilmente através de módulos)

Tradução em várias línguas (mais de 70),

Portabilidade (funciona em vários SOs e SGBDs).


Universidades brasileiras que utilizam o Moodle:



UNB, Mackenzie, Metodista, Unicamp, UNIBES, Mauá, PUC-MINAS,
PUC-RIO, UNIBAN, UNICENTRO, UNOPAR, FEI, SENAC, UFSC, UNIFESP, UFSCAR, UFRGS, UFRJ, UFMG, UNESP...

Todas as Universidades Federais e a UAB (Universidade Aberta do Brasil), entre outras.

TelEduc é um ambiente para a criação, participação e administração de cursos na Web. Ele foi concebido tendo como alvo o processo de formação de professores para informática educativa, baseado na metodologia de formação contextualizada desenvolvida por pesquisadores do Nied (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) da Unicamp.
O TelEduc foi desenvolvido de forma participativa, ou seja, todas as suas ferramentas foram idealizadas, projetadas e depuradas segundo necessidades relatadas por seus usuários.
Com isso, ele apresenta características que o diferenciam dos demais ambientes para educação a distância disponíveis no mercado, como a facilidade de uso por pessoas não especialistas em computação, a flexibilidade quanto a como usá-lo, e um conjunto enxuto de funcionalidades.



O que ensinamos está mesmo ficando claro?
O que oferecemos, em termos de ferramentas para favorecer a aprendizagem, está mesmo sendo eficaz?

É necessário algum instrumento que nos possibilite monitorar todo esse processo.

É aqui que entra a avaliação.

Avaliação – uma questão polêmica
Provas escritas e, com freqüência, recheadas de questões
elaboradas de forma a não exigir análise e raciocínio por parte do aluno, mas sim memorização, “decoreba”.

E, na modalidade de educação a distância, isso é diferente? As provas devem ser escritas, presenciais, mesmo que as aulas não o sejam?

Na verdade, a avaliação da aprendizagem tem sido um dos aspectos mais polêmicos quando se trata de EAD. Para muitos educadores, é importante que a avaliação seja feita presencialmente. Isso para evitar .

Ministério da Educação solicita, de diversas instituições que oferecem cursos a distância, que haja avaliações presenciais, como acontece nos cursos presenciais.

Mas é necessário oferecer, dentre outros elementos, métodos de avaliação ao longo do curso que permitam que o aluno possa desenvolver a sua capacidade de análise. Isso lhe possibilitará ter confiança na realização de atividades e avaliações, inclusive nas avaliações presenciais.



Tipo de Avaliação
Avaliação Diagnóstica:
Esse tipo de avaliação permite ao professor verificar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto da aula, bem como identificar possíveis dificuldades de aprendizagem.
Avaliação Formativa:
Esse tipo de avaliação pode acontecer periodicamente durante o curso. Serve para analisar o processo de aprendizagem de cada aluno, identificando possíveis dificuldades, e, a partir daí, orientar o aluno sobre o que ele aprendeu e o que ainda precisa aprender sobre determinado conteúdo.
Avaliação Somativa:
Permite verificar o nível de aprendizado que o aluno alcançou, por meio da atribuição de notas. A atribuição de notas favorece a comparação de resultados obtidos entre os alunos, permitindo fazer uma classificação dos alunos por notas, ao final do curso.


Bases da Avaliação
da Aprendizagem em EAD
Aulas, dinâmicas, atividades práticas e todo tipo de estratégia que possibilite ao aluno aprender melhor são bem-vindas, seguidas, é claro, de um processo de avaliação que revele se essas estratégias estão sendo bem-sucedidas. A avaliação, portanto, é uma das etapas que compõem os processos educacionais.

Para estruturá-la, é necessário levar em consideração tudo aquilo que foi oferecido ao aluno para, a partir disso, elaborar essa avaliação. Mas o que é esse “tudo”?

Objetivos de aprendizagem
Os objetivos são os pontos do conteúdo que o professor que a escreveu elegeu como principais.
Eles são um excelente norteador para seu estudo, não só porque sinalizam o que é mais importante numa aula, mas porque mostram também o que o professor pode cobrar em uma prova ou trabalho.
Assim, antes de tudo, numa avaliação é importante saber se os objetivos propostos nas aulas estão sendo alcançados. Isso pode ser feito ao longo de todo o processo (de toda aula ou de toda disciplina) por meio de diferentes atividades:

no material didático;
na plataforma ou ambiente virtual de aprendizagem;
no pólo (local indicado para os encontros presenciais nos cursos a distância).

Com isso, quando o aluno chega à avaliação presencial, sente segurança para responder às perguntas propostas. Dessa forma, a avaliação não fica restrita somente ao final de cada unidade de ensino, mas passa a fazer parte do processo de ensino-aprendizagem.


O processo de aprendizagem
A teoria sobre tipos de avaliação nos diz que uma possibilidade de avaliação é avaliar o processo de aprendizagem, e não só o resultado final, numa prova, por exemplo.

É importante avaliar o quanto o aluno se esforçou, o quanto o aluno caminhou do ponto em que ele estava ao ponto a que chegou. Mas como fazer isso?
A que devemos estar atentos para avaliar um processo, e não só um resultado final?

Aspectos que devem e podem ser levados em consideração no processo de avaliação da aprendizagem são:
a pesquisa realizada durante a realização de uma atividade – e não apenas a atividade pronta, entregue ao professor;
a criatividade e organização na elaboração dos trabalhos;
a facilidade com que o aluno faz conexões e relações entre temas diferentes, autores e diferentes áreas de conhecimento.

Por exemplo, imagine que um professor proponha o desenvolvimento de um projeto, uma pesquisa sobre temas de interesse ou próximos à vida desse aluno.
O uso de ferramentas como fórum ou chat para cursos que utilizam ambientes virtuais educativos pode servir de guia no desenvolvimento de projetos, desde que bem conduzidos e orientados pelo professor.
Além de auxiliar os alunos, o uso dessas ferramentas possibilita que o professor monitore o andamento dos alunos no desenvolvimento do projeto.

Avaliação Além do Aluno
O processo de avaliação não deve estar concentrado somente no aluno, mas deve se estender ao sistema como um todo – essas são as avaliações institucionais.
Isso é importante porque a aprendizagem sofre influência de diversos fatores.:
Material disponível no prazo, impressão de qualidade, textos claros, propostas de atividades contextualizadas, tudo isso influencia a aprendizagem dos alunos.
Portanto, o projeto de curso, os conteúdos, a metodologia, os professores e os tutores precisam também ser avaliados, tanto quanto os alunos.
O seu material didático também deve ser avaliado.

Mas o que o material didático tem a ver com isso? Tudo!

Os conteúdos e módulos de um curso em EAD devem ser estruturados de forma a facilitar a aprendizagem de um aluno que não está diante do professor.

Para isso, algumas características didáticas são importantes. Elas podem estar relacionadas com os seguintes aspectos:



Características Didáticas
Conteúdos –
seleção adequada dos conteúdos, contextualizados à realidade do aprendiz e às necessidades dele no curso que está fazendo.
Motivação do aluno –
o conteúdo deve provocar e manter o interesse do aluno, durante todo o curso. Isso pode ser feito por meio de uma linguagem mais leve, em tom de conversa e usando imagens, por exemplo.

Relação com outros conhecimentos –
o processo de aprendizagem deve ser significativo para o aluno. A apresentação do conteúdo deve levar em consideração saberes que o aluno detém a partir da sua experiência de vida.
Objetivos – em cada aula, o aluno deverá ter conhecimento de quais são:
os pontos principais do conteúdo;
o que o professor espera que ele saiba depois do estudo da aula/disciplina;
o que pode ser cobrado em uma avaliação.
Métodos –
a didática a ser adotada está coerente com o tipo de curso?
Cursos técnicos, por exemplo, precisam de uma carga de aula prática maior do que, em geral, precisam os cursos de graduação.
Conexão com outros conteúdos e mídias – o material deve ser rico em sugestões e indicações de:
sites;
livros;
uso de animações, simulações;
vídeos.
Isso possibilita que o aluno expanda seu conhecimento para além do material didático; a partir da busca desses novos conteúdos e recursos, o aluno enriquece sua aprendizagem e desenvolve sua autonomia.

Atividades –
exercícios propostos, com respostas automáticas ou estudos de caso, baseados em problemas ou projetos, colaborativos, individuais etc.

E agora...

Você acha que só uma prova ou um teste dão conta de avaliar tudo o que comentamos? Claro que não, não é?

Veremos um pouco sobre objetos que podem ser utilizados para realizar avaliações.

Formas de Avaliar
As avaliações podem ser realizadas por meio de alguns instrumentos, tais como:
auto-avaliação;
teste objetivo;
exercícios;
monografia;
estudo dirigido;
projeto;
prova presencial ou supervisionada, dependendo da característica de cada curso.

Tipo de avaliação
Auto-avaliação –
O aluno realiza a auto-avaliação
com o objetivo de avaliar até que ponto ele avançou a sua aprendizagem em determinado assunto de uma aula, bem como outros fatores que podem interferir no seu “rendimento”, tanto positiva quanto negativamente.

Testes objetivos – No ambiente de aprendizagem é possível que o sistema processe as respostas automaticamente. Nesse caso, o trabalho do professor é apenas cadastrar as respostas corretas para a atividade, no ambiente do curso.
Estudo dirigido – Pode ser utilizado para avaliar se os alunos são capazes de expor seus conhecimentos após estudar um determinado assunto.

Provas presenciais ou supervisionadas
– As avaliações presenciais em sistema de EAD são obrigatórias, de acordo com a legislação vigente. Podem ser utilizadas para verificar o nível de preparo do aluno presencialmente para responder sobre determinado conteúdo exposto ao longo do curso.

A data, o local e a hora para aplicação da prova presencial são pré-definidos;
essas avaliações acontecem sob a supervisão de professores, tutores ou coordenadores do curso.

Dependendo do tipo de curso, outras formas de avaliações podem ser necessárias, como:
provas práticas em oficinas;
demonstrações em laboratórios;
estudos de casos.
Essas podem ocorrer nos pólos presenciais ou, dependendo das aulas práticas, podem ser bem detalhadas no material impresso, com a descrição de como fazer a prática passo a passo, com ilustrações.

Dependendo do tipo de avaliação a ser “aplicado”, as ferramentas do ambiente virtual de aprendizagem podem ser muito funcionais para auxiliar os professores.






Aprendizagem a distância
Nos momentos de dúvidas,
quem você procura?
Deseja que um professor esteja ali perto para esclarecer suas dúvidas?

Estamos acostumados e fomos moldados desde nossos primeiros anos de escola a ter o professor à nossa frente para tirar nossas dúvidas. Só que na EAD a metodologia é outra!
Por isso, muitos cursos utilizam diferentes meios para auxiliar a adaptação do aluno à modalidade a distância e, principalmente, para ajudá-lo na solução de problemas.

Você pode estar se perguntando: de que forma se dá esse auxílio no curso que eu faço? O material impresso que eu tenho em mãos me proporciona a solução de minhas dúvidas?

Se as aulas de um curso não fossem elaboradas em um formato por meio do qual você se sentisse realmente em uma aula e também que soubesse que há um professor do outro lado do material preocupado em ensinar-lhe o conteúdo, provavelmente você teria muito mais dúvidas?
Mas a nossa preocupação, enquanto preparamos a aula impressa, é justamente “ir” junto com ela. Justamente para poder acompanhar, dar as explicações que achamos que você precisa, enxergar você, mesmo que distante, por meio das explicações nos boxes, nas atividades, nos questionamentos, nos exemplos, nas imagens, na disposição do conteúdo em tópicos etc.
Apesar de todo esse cuidado, por vezes o aluno necessita, além da aula impressa, de um outro apoio aos seus estudos. Precisa de alguém que o oriente, que o ajude a esclarecer suas dúvidas, que o incentive e estimule, que o acompanhe durante o seu processo de aprendizagem.
Para suprir essa necessidade, o aluno pode contar em muitos cursos de EAD com o acompanhamento da tutoria.

E o que é a tutoria? Como acontece esse acompanhamento?


Teoria e Prática do Sistema de
Acompanhamento em EAD
A tutoria é o método mais utilizado na EAD para dar apoio ao aluno, e é de grande importância na avaliação dos alunos e do curso.

Na tutoria, alguns profissionais de áreas específicas atuam no acompanhamento e na avaliação dos alunos. Por isso, usamos o termo Sistema de Acompanhamento. Esses profissionais são chamados tutores.

Tutor é o profissional que: atua como mediador da aprendizagem; planeja os passos da aprendizagem para a apropriação dos conteúdos das disciplinas, aconselhando e orientando os alunos quanto aos métodos de estudo;

Tutoria
Ajuda a montar o percurso da formação acadêmica do aluno;
favorece a comunicação entre aluno e professor, entre aluno e instituição, entre aluno e aluno;
organiza os grupos de trabalho (ou estudo), incentivando a aprendizagem colaborativa;
promove e acompanha as interações entre os alunos e o material didático;
responde às questões individuais e/ou coletivas.
escreve o conteúdo que será estudado pelo aluno.

Não podemos nos esquecer de que o professor também exerce a função de orientação. Existem cursos de EAD em que o mesmo professor que escreveu o conteúdo vai atuar como tutor, nesse caso denominado professor-tutor.

O tutor atuará juntamente com o professor no processo de acompanhamento dos alunos. O professor e o tutor terão pela frente muitos desafios, e um deles é demonstrar empatia e capacidade para entender seus alunos.

Os alunos precisam ser orientados e incentivados para que se envolvam ativamente no conteúdo das aulas, nas atividades etc.
Nesse caso, quando o curso é bem elaborado, oferecerá ao tutor muitas oportunidades para envolver os alunos em debates, na elaboração das tarefas e, por fim, na construção do conhecimento.
A tutoria em EAD diz respeito à orientação acadêmica, ao acompanhamento pedagógico e à avaliação contínua da aprendizagem dos alunos.



Por que é tão importante o apoio tutorial na EAD?
A modalidade de ensino a distância gera, para muitos alunos, certa insegurança, pois a relação face a face entre professor e aluno não é contínua.

Os procedimentos a serem tomados no decorrer do curso, especialmente quanto a quem recorrer na hora de tirar dúvidas, podem gerar nos alunos um sentimento de isolamento.
Portanto, o papel do tutor é de fundamental importância, uma vez que o aluno vai perceber que o tutor está do “outro lado” pronto para orientá-lo, estimulá-lo e não deixar que ele se sinta abandonado.




Em muitos cursos a distância, o aluno pode contar com o tutor, que acompanhará o seu progresso e o auxiliará em suas dificuldades. O apoio do tutor em todo o decorrer do curso será muito importante para o sucesso de cada aluno.

O trabalho do tutor é também de grande importância para a coordenação do curso. Com a tutoria, é possível a obtenção de dados e questões para a melhoria do processo ensino-aprendizagem, a identificação de problemas individuais e coletivos e uma maior agilidade na solução de problemas, com maior implicação da equipe de ensino.


A tutoria é necessária para orientar, dirigir e supervisionar o ensino-aprendizagem.
Ao estabelecer o contato com o aluno, o tutor complementa sua tarefa docente transmitida através do material didático, dos grupos de discussão, listas, correio-eletrônico, chats e de outros mecanismos de comunicação.
Assim, torna-se possível traçar um perfil completo do aluno: por via do trabalho que ele desenvolve, do seu interesse pelo curso e da aplicação do conhecimento pós-curso.

O apoio tutorial realiza, portanto, a intercomunicação dos elementos (professor-tutor-aluno) que intervêm no sistema e os reúne em uma função tríplice:
orientação,
Docência
avaliação.

Funções do aluno, professor e tutor no sistema EAD
O aluno que opta por fazer um curso a distância deve atender a alguns requisitos básicos visando o bom aproveitamento durante o curso:
Antes de se matricular num curso a distância, buscar informações sobre o seu funcionamento.
“Ter tempo para se dedicar aos estudos e saber se precisa ou não fazer atividades presenciais, bem como se terá condições econômicas e físicas para ir até o local, no caso de todas as atividades não serem a distância.
Aproveitar ao máximo suas próprias capacidades intelectuais

Aluno
Buscar toda a ajuda necessária para conseguir o aprendizado.
Apontar os objetivos que se propõe a alcançar durante o curso com realismo e clareza.
Descobrir os procedimentos mais IDÔNEOS para realizar as tarefas de estudo.
Dominar os conceitos e os dados básicos para a ampliação dos conhecimentos posteriores.
Organizar as idéias, coerentemente, para conseguir uma melhor assimilação e posterior aplicação na prática”
Buscar local e horário adequados para o estudo, sem interferências que possam desviar a atenção e concentração.
Estabelecer contato com os colegas de curso para troca de experiências, realização de atividades etc.
Realizar todas as atividades propostas durante o curso.
Realizar as avaliações e avaliar seus próprios erros e acertos.
Procurar compreender os materiais do curso por meio de discussões e explicações com colegas, tutor e professor, se for o caso.
Buscar esclarecimento para dúvidas sobre os conteúdos do curso quando necessário.


O professor
O professor é o responsável pela elaboração do conteúdo do curso.

Ao pensar o conteúdo do curso, ele não pode ignorar os diferentes contextos de atuação dos alunos que vão fazer tal curso.
Por isso, o preparo de um conteúdo para uma aula, seja ela presencial ou a distância, deve ser pensado de forma a atender os diferentes contextos vividos pelos alunos.

Para isso, o professor deve estar apto para fazer uso das tecnologias disponíveis que podem auxiliá-lo na elaboração das aulas, seja para o ensino presencial ou a distância.
Algumas das funções do professor no atual contexto educativo da EAD são:
Elaborar o conteúdo do curso.
Supervisionar os projetos individuais dos alunos do tutor

O tutor
Para exercer a tutoria são necessárias habilidades e competências inerentes a essa função, tais como:
capacidade para motivar o aluno para o estudo,
facilitar a compreensão de conteúdos,
esclarecer dúvidas, ter bom conhecimento das TICs e saber utilizá-las.

Atividades do tutor
Dar nota às tarefas e proporcionar feedback sobre
o progresso do aluno.
Manter os registros dos alunos.
Ajudar os alunos a gerenciar seu estudo.
Motivar os alunos.
Responder ou encaminhar questões administrativas.
Responder ou encaminhar questões técnicas.
Responder ou encaminhar questões de aconselhamento.
Representar os alunos perante a administração do curso.
Avaliar a eficácia do curso.


favorecem a habilidade de trabalhar em grupo;
promovem a cooperação entre os alunos;
estimulam a interação entre os grupos, com o objetivo de incentivar os alunos a enfrentarem as dificuldades presentes nessa modalidade de ensino;
possibilitam a obtenção de crescimento intelectual e a autonomia dos alunos;
incentivam o respeito a objetivos comuns.

Nota-se que o tutor tem uma atuação bastante diversificada, atuando algumas vezes como assessor, orientador e muitas outras como professor, animador, facilitador da aprendizagem.

Dependendo do projeto pedagógico do curso, muitas funções que são desempenhadas pelo professor (aquele que define qual conteúdo vai ser desenvolvido durante o curso) são também desempenhadas pelo tutor. Outras vezes ficam somente a cargo do tutor.

O tutor deve planejar de forma sistemática e personalizada
o atendimento a cada cursista,
preparar os encontros individuais,
as reuniões de grupo,
promover a orientação a distância,
supervisionar a prática pedagógica dos cursistas,
além de ajudá-los a superar as dificuldades de redação do memorial,
produção da monografia
incentivar a permanência dos cursistas até a conclusão do curso

Estabelecer contato com os alunos desanimados, com atividades pendentes e reprovados, proporcionando sugestões particulares sobre as dificuldades apresentadas.
Elaborar relatório sobre as dificuldades surgidas durante o curso.
Corrigir as avaliações e comentar sobre erros e acertos como incentivo para o aluno.
Ajudar os alunos a compreenderem os materiais do curso por meio das discussões e explicações.
Responder às questões sobre a instituição ou encaminhá-las a quem souber responder.

Orientar os grupos de estudo.
Saber lidar com os portadores de
necessidades especiais que estejam fazendo o curso, facilitando seu aprendizado.
Disponibilizar telefone, e-mail e todos os meios de comunicação que facilitem o contato entre tutor e aluno.
Acompanhar trabalhos práticos e projetos.
Avaliar o progresso dos estudantes.
Fornecer feedback (resposta, informação) aos coordenadores sobre os materiais dos cursos e as dificuldades dos estudantes.
Manter o foco da discussão quando necessário.
Esclarecer dúvidas dos materiais de curso quando necessário.
Mostrar interesse pela melhoria do processo ensino-aprendizagem.
Estar disponível para o contato com o aluno: o tutor deve ter, de fato, a disponibilidade e facilitar ao aluno ser encontrado quando necessário.
Manter um contato regular com os alunos durante todo o curso.
Incentivar os alunos a desenvolverem sistematicamente a sua auto-avaliação.
Desenvolver e promover a comunicação dentro do grupo.
Incentivar e reconhecer as contribuições dos alunos.
Demonstrar interesse pelo desenvolvimento de cada aluno e do grupo como um todo
Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada aluno, orientando na resolução de questões que possam impedir o respectivo progresso dos alunos no curso.


SEJA UM TUTOR MESMO SENDO PROFESSOR....

A educação tem os seguintes caracteres:

É fato histórico, pois se realiza no tempo;
É um processo que se preocupa com a formação do homem em sua plenitude;
Busca a integração dos membros de uma sociedade ao modelo social vigente;
Simultaneamente, busca a transformação da sociedade em beneficio de seus membros;
É um fenômeno cultural, pois transmite a cultura de um contexto de forma global;
Direciona o educando para a autoconsciência;
É ao mesmo tempo, conservadora e inovadora.
Vamos ver alguns deles...
Levantamento realizado pelo CensoEAD.br, na qual é possível verificar a porcentagem de utilização entre AVAS, gratuitos, licenciados ou mesmo desenvolvidos pela própria instituição.
Cada plataforma e/ou ambiente possui características próprias, mas, no geral, todos eles apresentam ferramentas para promover a comunicação em tempo real (síncrona) ou não (assíncrona), que podem ser denominadas conforme cada ambiente virtual de aprendizagem.

Uma ferramenta de comunicação assíncrona permite a interação dos participantes sem que estes estejam necessariamente conectados ao mesmo tempo.
Já a comunicação síncrona permite a comunicação de forma mais interativa e dinâmica.
Dentre as ferramentas de comunicação e gerenciamento encontradas nas plataformas e/ou ambientes de ensino em EAD, pode-mos citar:

Correio eletrônico ou e-mail:
esta é uma das ferramentas de comunicação assíncrona muito utilizada em cursos a distância.
E, como tal, permite a interação dos participantes sem a necessidade de estarem conectados ao mesmo tempo. Indicado para enviar e receber arquivos anexados às mensagens, esclarecer dúvidas, dar sugestões etc.
Chat ou bate-papo:
é uma ferramenta que permite a comunicação em tempo real, ou seja, de forma síncrona.
Com essa ferramenta, é possível que o professor e os alunos encontrem-se virtualmente para esclarecimentos de dúvidas e grupos de alunos encontrem-se para debater sobre trabalhos em equipes.
Para que o sistema funcione, porém, é indispensável que os participantes do chat estejam conectados simultaneamente no ambiente virtual do curso.
Fórum:
esta é uma das ferramentas de comunicação assíncrona muito utilizada em cursos de EAD no desenvolvimento de debates.
Permite o debate de temas com a inclusão de opiniões em qualquer tempo. Não é necessário que todos os participantes estejam conectados ao mesmo instante para interagir, como na comunicação síncrona.
O fórum é organizado de acordo com a postagem dos assuntos, mantendo a relação entre o tópico lançado, respostas e respostas das respostas
Mural:
é uma ferramenta que pode ser utilizada pelo professor e alunos para colocar avisos, informações de interesse coletivo da turma, registros de aulas práticas, resultados e notas de atividades etc.
A comunicação através dessa ferramenta pode acontecer em qualquer tempo, não sendo necessário os participantes estarem conectados ao mesmo tempo.

Perguntas e Respostas/FAQ:
é uma ferramenta utilizada para facilitar o envio de dúvidas pelos alunos, ao mesmo tempo em que permite que o professor envie respostas às perguntas mais freqüentes.
Propicia economia de tempo para o estudante, já que ele pode consultar essa ferramenta para verificar se já existe uma resposta para sua dúvida disponibilizada no ambiente virtual da aula.

Relatórios:
os relatórios gerados a partir dos fóruns de discussão são ferramentas de gerenciamento.
Essa ferramenta geralmente apresenta informações que auxiliam o acompanhamento do estudante pelo professor, assim como o auto-acompanhamento por parte do estudante.
Os relatórios apresentam informações relativas ao histórico de acesso ao ambiente de aprendizagem pelos estudantes, bem como notas, freqüência de acesso, histórico dos artigos lidos e mensagens postadas para o fórum e correio, participação em sessões de chat e mapas de interação entre os professores e estudantes.

Avaliação on-line:
ferramenta de gerenciamento/comunicação.
Essa ferramenta envolve as avaliações que devem ser feitas pelos estudantes e os recursos on-line para que o professor corrija as avaliações.
Do mesmo modo, fornece informações a respeito das notas, o registro das avaliações que foram feitas pelos estudantes, tempo gasto para resposta etc.

Recomenda-se, no entanto, para os cursos de EAD, a utilização de mais de uma tecnologia e várias mídias para promover a comunicação e disponibilizar os conteúdos do curso.
O objetivo maior é atingir todos os estudantes, não excluindo aqueles que porventura tenham dificuldades de acesso às tecnologias de comunicação e informação mais recentes, como, por exemplo, internet e o computador.

Obrigado.



Por: Prof. Norberto Magalhães
DEAD / UFVJM
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