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História do cinema

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Carlos Rocha UFPR

on 5 September 2016

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História do cinema
1826 ou 1827 - Primeira fotografia feita por Niépce
Marie-Georges-Jean-Méliès (8 de dezembro de 1861 — 21 de janeiro de 1938) foi um ilusionista, pintor, caricaturista de jornal e um dos precursores do cinema, que usava inventivos efeitos fotográficos para criar mundos fantásticos.
"Pai dos efeitos especiais", fez mais de 500 filmes, a partir de 1896, e construiu o primeiro estúdio cinematográfico da Europa. Também foi o primeiro cineasta a usar desenhos de produção e storyboards para projetar suas cenas. Sua prática como mágico acabou influenciando a produção de truques cinematográficos e a usar o drama (a ficção) em seus filmes. Assim, o cinema passou a ser efetivamente um entretenimento. Filmava como um espectador assiste uma peça, com a câmera fixa.
O castelo do Diabo (1896)
David Griffith (1875-1948): norte-americano, é considerado o grande inventor da montagem.
Começou sua carreira como ator e tornou-se diretor de cinema em 1908. Mostrou que o cinema podia explorar um universo maior que os limites do plano geral do palco. Realizou principalmente películas que relatavam fatos da história.
Seu filme O Nascimento de uma nação, de 1915, foi o primeiro longa-metragem da história do cinema e utilizou diversos recursos de linguagem desenvolvidos nos anos anteriores, por outro realizadores.
Para valorizar o estado emocional dos personagens, Griffith usava mais que o plano geral. Ele colocou a presença de primeiro plano, e também usava o retrospecto ou flashback.
Sua contribuição maior é a ação paralela.
O filme foi um sucesso de bilheteria, mas recebeu também muitas críticas pelo conteúdo racista.
Intolerance: Love's Struggle Throughout the Ages (Intolerância) - 1916.

O épico de três horas e meia de duração apresenta quatro linhas narrativas emaranhadas ao longo de um período de 2 500 anos: a primeira é um 'melodrama contemporâneo' envolvendo crime e redenção; a segunda é uma 'história bíblico-galiléia' mostrando a missão de Jesus e a sua morte; a terceira é uma 'história renascentista francesa' com eventos antecedendo o massacre da noite de São Bartolomeu em 1572;
As cenas são ligadas por imagens de uma mulher a balançar um berço, representando a 'maternidade eterna'.
a quarta é uma 'história babilônica' à época da queda do Império babilônico perante os Persas em 539 a.C., na batalha de Opis.
Na França, os cineastas entre 1919 e 1929 começaram um estilo chamado de Cinema Impressionista Francês ou cinema de vanguarda (avant garde em francês). Se destacaram nesta época o cineasta Abel Gance com seu filme épico "Napoleon" e "J’Accuse" e Jean Epstein com seu filme "A queda da casa de Usher" de 1929, ainda se destaca Germaine Dulac de "La Souriante Madame Beudet". Ainda temos nesse movimento "A Moça da Água", de Jean Renoir, que mais tarde ajudaria a construir outra escola de cinema:Realismo Poético Francês.
Upadek domu Usherów 1928 Jean Epstein
Impressionismo francês (1919-1929)
Robert Wiene (1873- 1938): Alemão

O Gabinete do Dr. Caligari – 1920

Um dos maiores marcos do cinema mudo
expressionista e talvez o grande ícone do
cinema mudo alemão, este primeiro filme
de Robert Wiene é até hoje um referencial e influência para muitos filmes. Considerado um dos primeiros filmes de suspense e ainda um dos melhores sobre psiquiatria, O Gabinete do Dr. Caligari mostra a dualidade do ser humano. Bem e mal, real e irreal, luz e sombras se misturam e mostram que todas nossas certezas podem vir por terra, pois nossas mentes e nossos sentidos nos enganam. O clima sombrio e macabro do filme é criado pela magistral direção de Wiene que não se prende ao convencional e cria ângulos de câmera e cenários inusitados. Trabalha muito bem o jogo de luz e sombras, ressaltando a idéia da dualidade da alma humana. A cenografia do filme é um destaque a parte e é o que faz o filme ser caracterizado como expressionista.

Friedrich Wilhelm Murnau (1888-1931),
foi um dos mais importantes realizadores
do cinema mudo, do cinema expressio-
nista alemão e do movimento
Kammerspiel: filmes com estética mais
realista, roteiros com poucos diálogos.
Ao contrário do caligarismo, privilegia
cenários mais realistas, mas sem abando-
nar aspéctos subjetivos em sua concep-
ção, ilumninação sofisticada e movimen-
tação de câmera mais rebuscada.
Nosferatu, Uma Sinfonia de Horrores
(1922), uma adaptação pessoal da novela
Dracula, de Bram Stoker, é o filme mais conhecido da sua obra juntamente com A última gargalhada (1924) e Fausto (1926). Em 1926 emigrou para Hollywood onde realizou Aurora (1927) e Tabu (1931), seu último filme, filmado nos mares do sul, longe dos grandes estúdios e estreado postumamente. É considerado hoje em dia um filme de culto e marca uma quebra com a estética dos seus filmes anteriores.
Charlie Chaplin estreia no cinema em 1914, mas é um capítulo à parte.
Fritz Lang (1890-1976): austro-americano, fez mais de 30 filmes na Alemanha e nos EUA.

Sua formação em artes e arquitetura se faz evidente na concepção visual de suas obras. Ele desenvolveu as narrativas e criou as atmosferas de seus filmes utilizando símbolos expressionistas e jogos de luz, e através da edição. Assim como as linhas e formas convencionais eram distorcidas no Expressionismo Alemão, sua cidade futurísticas é um retrato disforme.
Dirigiu o primeiro filme de ficção científica, com o primeiro robô da história do cinema. Metrópolis foi lançado em 1927. Foi convidado a fazer filmes para o partido nazista, por Joseph Goebbels, depois de Hitler ter visto Metrópolis. Sua esposa, Thea Von Harbou, roteirista, aceita o convite, mas Lang foge para Paris.
Antes de Metrópolis, já tinha realizado 12 filmes, incluindo Dr Mabuse, uma obra construída sob a influência das descobertas da psicanálise e dos estudos da esquizofrenia.
Encerrou a carreira em 1960, com 44 obras na sua filmografia. Em M. - O Vampiro de Dusseldorf (1931), utilizou o som no cinema como recurso narrativo e de linguagem audiovisual.

O Vampiro – 1932
Baseado em contos rurais, com uma história simples, mas com complexos efeitos visuais.

A paixão de Joana d'Arc – 1929 Baseado em crônicas autênticas do processo, o filme retrata um único dia, desde a prisão até o julgamento de Joana D'arc.

Carl Dreyer (1889-1968): dinamarquês Este jornalista e roteirista fez um cinema introspectivo e filosófico. Os filmes que dirigiu são quase um estudo da alma humana. Uma precisão natural o levou a um estilo próprio, focado no indivíduo.

O anjo azul - 1930
Revelou a atriz Marlene Dietrich. Uma sensual e perversa cantora enlouquece um severo professor de literatura, levando-o às mais cruéis humilhações.
Referência obrigatória do Expressionismo Alemão, destaca-se pelo perfil psicológico dos personagens.
Josef von Sternberg (1894-1969): austro-americano: Roteirista e diretor de fotografia conhecido pelos inovadores efeitos de iluminação e figurino, e pelo erotismo estilizado de alguns de seus filmes. Obcecado pelo aspecto visual de seus trabalhos. O tema de seus filmes geralmente gira em torno da tensão entre ilusão e realidade, entre emoção e razão.

Mário Peixoto (1908- 1982): belga-brasileiro Nasceu na Bélgica e veio para o Brasil aos dois anos de idade. Em 1926, foi para a Inglaterra, voltou ao Brasil no ano seguinte. Participou do grupo Teatro de Brinquedo. Dessa experiência surgiu a vontade de fazer um filme.

Limite - 1931
Por duas vezes foi escolhido em pesquisa nacional (promovidos pela Cinemateca Brasileira em 1988 e pela Folha de São Paulo em 1995) o melhor filme brasileiro de todos os tempos.

Os filmes e a obra teórica de Sergei Eisenstein estabeleceram uma marco na história das artes visuais. Ele percebeu a montagem como característica essencial e única do cinema. Assim como os cineastas Lev Kuleshov, Dziga Vertov e Vsevolod Pudovkin, explorou uma nova abordagem em relação à montagem, valorizando-a em detrimento de outros elementos da linguagem cinematográfica. E a partir de suas obras, podemos compreender aspectos importantes do projeto imagético das vanguardas artísticas do século XX.
Dando continuidade aos trabalhos de Kuleshov, Eisenstein propõe o uso constante da montagem, por ele chamada de “intelectual”, na qual a justaposição de planos busca os estímulos corretos que operam no espectador as reações desejadas.
Em seu livro “O Sentido do Filme”, além de levantar qual seria o objetivo e a função inquestionável da montagem, afirma que a propriedade de justaposição de dois elementos, inevitavelmente geram um terceiro elemento e sentido: “Dois pedaços de filme de qualquer tipo, colocados juntos, inevitavelmente criam um novo conceito, uma nova qualidade, que surge da justaposição”.
(Kamada, Letícia. Mashup: o que você vê é o que você ouve. SP: 2010)
https://monografiacisme.files.wordpress.com/2011/02/monografia_leticia_kamada_mashup1.pdf
“A expressão facial é a mais subjetiva manifestação do homem, mais subjetiva ainda do que a fala, porque o vocabulário e a gramática estão sujeitos a convenções e regras mais ou menos válidas universalmente. Enquanto a representação dos traços do rosto [...] não é governada por regras objetivas, ainda que seja em larga medida uma questão de imitação. O close-up torna objetiva essa que é a mais subjetiva e individual
das manifestações humanas” (Bela Balazs, teórico húngaro)


Na opinião de Béla Balázs, foi em A Paixão de Joana D’arc (La Passion de Jeanne d’Arc, 1928), filme dirigido pelo cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer (1889-1968), que podemos ver essa apoteose do close-up definitivamente consagrado. Muitas centenas de metros de filme mostram apenas close-ups onde são travadas as batalhas de Joana pela vida. De acordo com Balázs, de uma vez por todas, foi através deste filme o cinema mudo apresentou um drama do espírito melhor do que jamais qualquer palco conseguiu. (Roberto Acioli de Oliveira, in http://cinemaeuropeu.blogspot.com.br/)
Influenciou uma enorme equipe de comediantes e cineastas como Federico Fellini, Os Três Patetas, Peter Sellers, Milton Berle, Marcel Marceau, Jacques Tati, Rowan Atkinson e outros diretores e comediantes.

É considerado por alguns críticos o maior artista cinematográfico de todos os tempos, e um dos "pais do cinema".
Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: "Chaplin não foi apenas 'grande', ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam."
Chaplin foi resistente ao cinema falado, mas incorporou o som à sua arte gradativamente.
Seu primeiro filme sonoro foi
Luzes da Cidade (1931)
, porém ainda é um filme mudo com música, que ele mesmo compôs. Já Tempos modernos (1936), O grande ditador (1940) têm quase nenhuma ou poucas falas. Já Monsier Verdoux (1947) e Luzes da Ribalta (1952) são filmes falados. Neste último, Chaplin interpreta um velho palhaço e faz autorreferência à sua obra e vida.
Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos.
Buster Keaton (1895-1966) - fez mais de 80 filmes
Os Irmãos Marx fizeram 16 filmes de 1921 a 1957. Groucho fez 17 filmes solo de 1936 a 1956.
Professor Carlos Rocha
Professor Mário Messagi Jr

“Mas nada revela mais claramente as violentas tensões  do nosso tempo que o fato de que essa dominante tátil prevalece no próprio universo da ótica. É justamente o que acontece no cinema, através do choque de suas sequências de imagens. O cinema se revela assim, também desse ponto de vista, o objeto atualmente mais importante daquela ciência da percepção que os gregos chamavam de estética”
(
WALTER BENJAMIN
, 1996, p. 194).
“O cinema é a sétima arte”.
Música, Dança, Pintura, Escultura, Literatura e Teatro
“O cinema é a indústria
que integra as artes”.
Surrealismo
“Um Cão Andaluz” (1929) foi largamente elogiado por André Breton, tornando-se um pouco a bíblia do cinema surrealista. Mas o filme foi um sucesso comercial, e isso foi mal visto pelo movimento, que não aceitava que as suas ideias pudessem ser facilmente acedidas pelas massas.
Napoleão - Abel Gance (1927)
“O cinema é uma
arte antropofágica”.

1895 - Cinematógrafo – Irmãos Lumière
Sir Charles Spencer Chaplin ou Charlie Chaplin (1889-1977), londrino, é um dos nomes mais importantes da história do cinema. Fez 81 filmes, quase todos de sua autoria.
Além de ator, era diretor, produtor e roteirista.
Sues filmes mais conhecidos são O Garoto,
Em Busca do Ouro
(este considerado por ele seu melhor filme), O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador e Luzes da Ribalta.
Começou sua carreira em 1914, nos primórdios do cinema, influenciado pelo comediante francês Max Linder, Georges Méliès, D. W. Griffith.
Chaplin era contra o surgimento das grandes produtoras e, junto com Douglas Fairbanks, Mary Pickford e Griffith, fundaram, em 1919, a United Arts, produtora que funcionava de forma mais cooperativa e independente. Nos final dos anos 1940, com a ascensão do macartismo, foi acusado de ser comunista e, em 1952, quando foi lançar Luzes da cidade na Europa, teve o visto anulado e não pode voltar aos Estados Unidos. Passou então a morrar na Suíça, até sua morte em 1977.
Cinema Sonoro
Em 1926, a Warner Brothers introduziu o sistema de som Vitaphone (gravação de som sobre um disco). Em 1927, a Warner lançou o filme "The Jazz Singer", um musical que pela primeira vez na história do cinema tinha alguns diálogos e cantorias sincronizados aliados a partes totalmente sem som. Então em 1928 o filme "The Lights of New York", (também da Warner) se tornaria o primeiro filme com som totalmente sincronizado. O som gravado no disco do sistema Vitaphone foi logo sendo substituído por outro sistema como o Movietone da Fox, DeForest Phonofilm e Photophone da RCA com sistema de som no próprio filme.
O Beijo, lançado em 1929 e protagonizado pela atriz sueca Greta Garbo, foi o último filme mudo da MGM e o último da história de Hollywood, com exceção de duas jóias raras de Chaplin: Luzes da Cidade e Tempos Modernos.
O cinema sonoro
Cinema Sonoro
Surgem os musicais e as comédias musicais
Cantando na chuva (1952)
Anos 40 e 50
Filme noir - 1941 a 1958
Estados Unidos

Período da 2ª Guerra Mundial

Produção de baixo orçamento

Temas de romances policiais e
fotografia inspirada no Expressionismo Alemão.
(Fritz Lang e Billy Wilder)

Período do macartismo
Alguns roteiristas e diretores usaram pseudônimos

Elementos Predominantes:
Um estilo visual característico, influenciado pelo Expressionismo

Ponto de vista subjetivo
(narrativa confessional e flashbacks)

Inspirado nos romances policiais da grande depressão de 30.

Personagens moralmente ambíguo (corruptos)

Femme Fatale

Falsa acusação (Bode expiatório)

Ambiente urbano
Principais diretores do
Cinema Noir
:

Samuel Fuller (Baionetas Caladas - 1951 - estreia Jeames Dean)
Alfred Hitchcock
John Huston
Fritz Lang
Robert Siodmak (The Dark Mirror - 1946 - Gêmeas, Ruth Collins)
Orson Welles
Billy Wilder
Robert Wise (Entre dois juramentos - 1950)
Edgar G. Ulmer (Magia negra (1934)
Jacques Tourneur: Filmes de terror Noir (A pantera, 1942 e Zombie, 1943).
Robert Siodmack (Baixesa, 1949)
Anthony Mann
Nicholas Ray (Matar ou não matar, 1950)
1º filme

(1940)
:
O Homem Dos Olhos Esbugalhados
(Stranger on the Third Floor), de Boris Ingster

Último filme
(1958)
:
A marca da maldade
(Touch of Evil), de Orson Welles
Principais FILMES:

Obsesão - Luchino Visconti

Roma, cidade aberta - Rossellini

Alemanha, ano zero - Rossellini

A terra treme - Luchino Visconti

Ladrões de bicicleta - Vitorio DeSica

Europa 51 - Vitorio DeSica

Umberto D. - DeSica e Cesare Zavattini
Cineasta Franco-suíço
reconhecido vanguar-dista e polêmico
, abordou temas do século XX e buscou inovar a forma cinematográfica, de maneira ágil, original, mas
sempre provocadora
.
Estudou etnologia na Sorbonne e colaborou na revista
Cahiers du Cinéma
(1952).
Seu primeiro longa (
Acossado
- 1960) foi con-siderado
um dos primeiros do movimento da Nouvelle Vague.
Jean-Luc Godard.
Adotou inovações narrativas e
rompeu regras
filmando com a câmera na mão, longos Planos Sequência e montagem fragmentada.
Após 1968, abordou questões políticas em seus filmes. Em 1984 filmou "
vous salue Marie
", que provocou polêmica nos
valores cristãos
e esteve
proibido no Brasil e em outros países.
Sua filmografia é extensa, dividida em fases.

Nasceu em 1930.
François Truffaut
Um dos fundadores do movimento
Nouvelle Vague
e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX.
O filme "
Os incompreendidos
" (1958) inaugurou a Nouvelle Vague.
Trabalhou 6 anos como crítico na revista
Cahiers du cinéma
e entrevistou Hitchcock.
desenvolveu o conceito de
"Obra autoral"
. A obra depende exclusivamente do diretor. Segundo ele,
Alfred Hitchcock
é grande representante de sua teoria.
1932-1984
Alain Resnais
1922 - 2014
Foi um cineasta da
ficção poética
.
Seu filme "
O Ano passado em Marienbad
" (1961) causaou muita estranhesa ao público e a alguns críticos, pois é um
exemplo de obra hermética
(incompreensível).
Em 1955, fez um dos melhores
documentários
sobre
campos de extermínio nazistas
"Noite e nevoeiro" (Nuit et brouillard).
Hiroshima Mon Amour
é um dos mais famosos da
Nouvelle Vague
.

Segundo Truffaut: "
Uma vez que você viu Hiroshima mon amour, se torna impossível fazer filmes da mesma maneira que você costumava fazer
"
1961
1955
1974
Cinema Novo
Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça,
...mas nem tanto assim...
HOLLYWOOD BRASILEIRA
CINÉDIA (RJ) – Fundada em 1930, produz dramas populares e comédias musicais (denominação genérica das Chanchadas).
ATLÂNTIDA (RJ) - Fundada em 1941, predomina a Chanchada (cinema de “povão”), com baixo custo e com grande apelo popular. Projetou os nomes de Oscarito, Zé Trindade, Grande Otelo, Dercy Gonçalves e Anselmo Duarte.
Cinema Brasileiro
Cinema Brasileiro
Chanchada (comédia). Esse gênero dominou o mercado até meados de 1950.
1908 - O filme "Os estranguladores" (40min.), de Francisco Marzullo e Antônio Leal, é considerado o primeiro filme brasileiro de ficção. A história policial é baseada em fatos reais.
Em 1909, no Rio de Janeiro, o filme “Os estranguladores” (1908), inspirado em um crime famoso que havia ocorrido dois anos antes, teve sua exibição proibida pela Polícia. Os realizadores tiveram que recorrer à Justiça para poderem lançar o filme, que se tornou um dos primeiros sucessos do cinema brasileiro.
Simões, I. (1999). Roteiro da intolerância: a censura cinematográfica no Brasil. São Paulo: Editora Senac, p. 21.
https://meucinediario.wordpress.com/2012/07/
1949 - VERA CRUZ
(SP, São Bernardo do Campo) - Empreendimento grandioso. Renega a chanchada, contrata técnicos estrangeiros e pretende fazer produções aprimoradas.

O filme “
O cangaceiro
” (1953), de Lima Barreto, faz sucesso internacional, iniciando o ciclo de filmes sobre cangaço.
1953
, "
O cangaceiro
" foi dirigido pelo cineasta

Lima Barreto
, que também escreveu o roteiro, e teve como base
diálogos criados por Rachel de Queiroz
.
"O cangaceiro" foi inspirado na figura lendária de
Lampião

e foi o primeiro filme brasileiro a conquistar as telas do mundo.

Considerado
o melhor filme produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz
, "O cangaceiro" ganhou o prêmio de

melhor filme de aventura

e de

melhor trilha sonora

com a música "Olê muié rendeira", no Festival Internacional de Cannes. O sucesso em
Cannes

levou "O Cangaceiro" para mais de 80 países. Só na França, ficou cinco anos em cartaz.
Projetou o nome de Amácio Mazzaropi, um dos grandes salários da companhia, vivendo o personagem caipira mais bem-sucedido do cinema nacional.
Cinedistri (1955 até 1979) associou-se em diversas ocasiões a realizadores oriundos da Atlântida e também contou com nomes como Ankito, Costinha, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Mazzaropi, Odete Lara, entre outras estrelas nacionais.
Depois de 1972, inicia fase de declínio com gravações de apelo popular as pornochanchadas.
Títulos engraçados e paródias, mas sempre com apelo sexual.
Grandes estrelas
Coração Satânico
Alan Parker
1987
Neo-realismo Italiano
Bordwell esclarece que os filmes neo-realistas são comumente tratados como filmes feitos em locação e rodados com pessoas do povo e não atores profissionais. Na verdade, poucos filmes neo-realistas possuem essas características.
1945 - 1951
Segundo David Bordwell, em seu livro Film History: “Enquanto companhias domésticas debatiam-se, o cinema Neo-realista emergiu como uma força de renovação cultural e mudança social”.
Os italianos, em sua maioria, são atraídos pelos filmes hollywoodianos. Podemos ver esta constatação e crítica no filme "Ladrões de Bicicleta", que o personagem Ricci consegue emprego para colar cartazes de filmes americanos.
Inicialmente este estilo de filmes não eram bem vistos pelos críticos e nem mesmo pelos grandes estúdios. Eram tachados de filmes
classe B
, com algumas exceções (Relíquia Macabra - 1941, Laura - 1941 e Pacto de Sangue - 1944).
Contexto
: dos anos 30 a 40 o existencialismo e a
psicologia freudiana
invadiram a literatura norte americana. Cada vez mais pessoas da classe média alta eram adeptas da
psicanalise
.
A ênfase do absurdo da existência juntamente com o a importância do passado individual são determinantes para as ações de cada um.
Cinema Noir é uma escola de estilo e de conteúdo.
Arquétipos
:
O que

procura a verdade
.
O perseguido
(existencialismo combinado com fatalismo e com grande fonte do expressionismo alemão).
A Femme Fatale
(mulheres fortes, presas ao universo masculino e dominado pelo homem, dispostas a equilibrar o jogo, usando as armas que têm nas mãos, mesmo que a sua própria sexualidade).
Paisagem urbana
em grandes cidades. Os efeitos visuais e sons urbanos acabam sendo utilizados de forma a criar uma atmosfera de suspense.
Iconografia visual:


Iluminação
- Luz e sombras contrastantes, em ambientes externos e internos. Preferência por luz lateral, fria e sem filtros. Contornos bem demarcados, sem mostrar os rostos por completo, para evidenciar uma tensão dramática.
Ângulos peculiares:


O
contra-plongée
era o preferido, pois eleva o personagem no solo, inspirado no expressionismo, dando uma aura dramática. Ainda, permite se ver o teto e os cantos, criando uma atmosfera claustrofóbica e paranóica.
Outro ângulo pouco usual, mas explorado o cinema noir é o
plano holandês
, que simbolicamente é utilizado para mostrar desvio moral ou perturbação física, dificuldade ao caminhar etc.
Os demais ângulos também foram utilizados com a intenção de mostrar perturbação. Exemplo: O Plongée usado na beira de uma janela ou no topo de uma escada (evidencia da fragilidade humana).




Câmera em movimento associada a takes longos, para evidenciar a aura de suspense.
Flashback e câmera subjetiva:




Ver o passado nos revela uma realidade imutável, que vai de encontro ao universo fatalista. O ponto de vista pessoal e subjetivo nos força a ver a história sob o ponto de vista de um personagem.
Texto e fala:

O texto é curto, simples e
objetivo
, muitas vezes irônico para um efeito realista, sentimental e mesmo poético. Não raro o uso de
duplo sentido
ou conceitos poéticos.
Narrativa em Off, primeira pessoa.

Força o espectador a ver a história pelo ponto de vista do protagonista. Ajuda na identificação com o personagem.
A busca pelo crime perfeito
.

Matar por
amor
e matar por
dinheiro,
em algumas vezes estas duas coisas ao mesmo tempo, faz de alguns filmes Noir um exemplo de perfeição na estrutura narrativa.
O Pesadelo fatalista
O mundo Noir é cheio de estranhos sincronismos, acontecimentos inexplicáveis e encontros e desencontros do acaso, que criam uma corrente narrativa de tensão que arrastam o protagonista para o fim prenunciado.

O peso do Passado
Personagens dos Noir muitas vezes são obstinados com o passado.
Docu-Noir
Característica de Noir pós Segunda Guerra. Filmes que se autoinfluenciaram: Noir americano com o Neorealismo Italiano.

A medida que o Noir misturara cenas filmadas em estúdio, com cenas externas (locais reais), baseando as narrativas em
histórias reais
, em fontes como jornais, revistas e registros públicos) aprimora seu estilo.
Incorpora o Neorealismo italiano aliado ao expressionismo alemão e ao poético francês.
Corrupção
O Noir via a sociedade de uma perspectiva inferior,
do ponto de vista do perdedor
, do criminoso, a pessoa sem sorte ou o homem banal trabalhador, de quem sente o efeito da corrupção
e não do ponto de vista do glamour
. Por isso era natural que envolvesse uma crítica social.
O detetive particular
Se Relíquia Macabra (1941) é o ponto de partida do ciclo Noir, então o detetive particular é um ícone desde o primeiro momento.
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