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TERAPIA DE APOIO II

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Mauricio Maniglia

on 23 October 2012

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PSICOTERAPIA DE APOIO NO AMBIENTE HOSPITALAR HISTÓRICO PSICOTERAPIA DE APOIO O que é a Psicoterapia Breve

É um tratamento de natureza psicológica, de origem psicanalítica, que busca uma melhora da qualidade de vida do paciente em curto prazo.

Tempo limitado.

É muito adequada ao hospital, pela necessidade imediata de recuperação psicológica.

Já era vista no atendimento de Freud com seus pacientes.

Surgiu da preocupação de alguns psicanalistas de encontrarem formas de abreviar o sofrimento de seus pacientes. Abordagens e teóricos importantes

Cognitiva-comportamental: Bandura, A; Beck, A; Skinner, B; Lotufo, F.

PNL-programação neurolinguística: McDermott, I e Connor, J; Guinder, J. e Bandler, R.

Psicanálise e psicodinâmica: Baier, E.; Fiorini, H. J.; Hegemberg, M.; Lemgueber, V.; Lowenkron, T.; Simon, R.; Yoshida, P.; Gilliéron, E.; Malan, D.; Davanloo, H.; Sifneos, P.

Psicodrama: Ferreira-Santos, E. TIPOS DE PSICOTERAPIA BREVE Psicoterapia Breve Mobilizadora

Tem como objetivo principal a evidenciação da ansiedade contida nos processos de adoecimento apresentados pelo paciente, mas que, devido a diversos fatores, ainda não se encontra apto (ou mobilizado) para se submeter a um processo psicoterápico. Psicoterapia Breve de Apoio

É uma ação terapêutica que tem como objetivo diminuir a ansiedade de um paciente que sofra de dificuldades emocionais, sejam elas de que origem for.
  Psicoterapia Breve Resolutiva

Tem como objetivo a busca da origem intrapsíquica que originou a situação de crise vivida pelo paciente com o objetivo de efetivamente resolver o quadro apresentado, com a resolução do problema. ASPECTOS GERAIS DA TÉCNICA DE PSICOTERAPIA DE APOIO A Psicoterapia de Apoio pode ser realizada por terapeutas de diversas origens teóricas, que utilizam técnicas diferentes. Pretende ser uma terapia pragmática virada para a queixa, sintoma ou sofrimento.

Diferenças entre as Psicoterapias de Orientação Analítica e as PA

NEUTRALIDADE: Na PA normalmente o terapeuta não mantém uma posição neutra.

USO DA REGRA FUNDAMENTAL: É desaconselhada a livre associação, sendo estimulada a descrição detalhada dos fatos diários, nos quais se manifestam as forças e debilidades do ego.

TRANSFERÊNCIA:Usualmente não são feitas interpretações transferenciais. São utilizadas, entretanto em situações em que elas se constituem em resistência. A PSICOTERAPIA DE APOIO AVALIAÇÃO DO PACIENTE A PSICOTERAPIA DE APOIO

É uma forma de terapia que tem por objetivo manter ou restabelecer o nível de funcionamento prévio do paciente, mediante o reforço de mecanismos de defesas adaptativos; o afastamento de pressões ambientais demasiado intensas; a adoção de medidas que visam o alívio dos sintomas. Suas intervenções destinam-se predominantemente ao reforço do ego. Finalidade de melhorar a qualidade de vida. O principal foco são as circunstancias atuais da vida do paciente.

Procura promover o crescimento emocional, estimulando ativamente a ultrapassagem das etapas evolutivas, a aquisição de maturidade emocional mediante a promoção de autonomia, a consolidação de uma identidade própria, mediante o estabelecimento de uma auto-imagem estável e integrada do self, e a melhorar a capacidade de julgamento da realidade. Os pacientes submetidos a psicoterapias de apoio são, via de regra, mais comprometidos e com psicopatologias mais severas. “Conforme Fiorini (1981), a psicoterapia de apoio tem como objetivos a atenuação da ansiedade e de outros sintomas clínicos, como meio de promover um retorno à situação de equilíbrio anterior à descompensação ou crise. Ocasionalmente, procura modificar algumas linhas de comportamento, estimulando tentativas de aquisição de comportamentos novos durante a experiência terapêutica. A estratégia básica desta técnica consiste em estabelecer um vínculo terapêutico encorajador, protetor, orientador.” (FERREIRA, 2010)

Para Chiatonne (2000), “Também é indicada a pacientes que passam por sobrecarga emocional crônica, como processos orgânicos irreversíveis ou incuráveis. Em ambos os casos, a tarefa no hospital objetiva auxiliá-lo a atravessar o período crítico em que se encontra,determinado pelo processo de doença e hospitalização, permitindo-lhe buscar a elaboração e integração subjetiva dos acontecimentos.” (GARCIA, 2005)
CONSIDERAÇÕES DA PSICOLOGA E PROFESSORA

LIGIA PERES TOZATI HABILIDADES DO PSICOLOGO PSICÓLOGO NO CONTEXTO HOSPITALAR

A atuação do psicólogo no contexto hospitalar não se refere apenas à atenção direta ao paciente, refere-se também atenção que é dispensada à família e a equipe multidisciplinar de saúde dentro de sua atuação profissional e esta atuação irá promover mudanças, atividades curativas e de prevenção e diminui o sofrimento que a hospitalização e a doença causam ao sujeito.

O psicólogo deverá também estar alerta, principalmente, para a maneira como o paciente reage frente ao diagnóstico de sua doença, como a sua vida psíquica e sua vida social interfere na dinâmica subjetiva, e também como se estabelecem as relações psicológicas entre o paciente, a família e a equipe de saúde.

Mas, ressaltamos que fica especialmente ao médico o dever de informar ao paciente sobre a sua doença e chances de tratamento e cabe ao psicólogo a tarefa de trabalhar aspectos internos, emocionais que emergem, as fantasias, os medos, as dúvidas, amenizando o sofrimento provocado pela hospitalização, o objetivo principal é minimizar o sofrimento EM QUE CASOS HÁ INDICAÇÃO PARA PSICOTERAPIA BREVE?

Alto grau de motivação para a terapia, para entender a si próprios e para mudar;

Fatores que favorecem o sucesso dessa técnica: a presença de um problema específico;

A capacidade de expressar sentimentos e interagir flexivelmente com o terapeuta;

Disposição em participar ativamente da avaliação do seu problema;

Capacidade de reconhecer que seus sintomas são de origem psicológica;

Curiosidade a respeito de si próprio;

Abertura a novas idéias expectativas realistas em relação aos resultados do tratamento e disposição de fazer um sacrifício razoável, seja de tempo, dinheiro ou disponibilidade interna para lidar com questões muitas vezes desagradáveis. Em termos de enfermidades podemos dizer que essa técnica tem indicação específica para o tratamento de:

Transtorno Depressivo Leve.

Distimia, Fobia Social ( medo de encontrar pessoas novas, de assinar cheques, comer ou falar em público,etc),

Transtorno de Ansiedade Generalizada,

Síndrome do Pânico,

Disturbios de Ajustamento ( separação, mudanças importantes de trabalho, cidade. etc)

Reação a Estresse Grave

Transtornos de Personalidade. Indicação Relativa

Prognóstico menos favorável, mas com possibilidade de grande melhoria para os seguintes casos:

- Transtorno Depressivo Moderado,
- Fobias específicas, TOC,
- Transtornos Alimentares (bulimia, anorexia, comer compulsivo) e outros Transtornos de Personalidade.

É contra indicada para o tratamento de Síndromes Orgânicas, Esquizofrenia, Transtorno Bipolar, Transtorno de Personalidade Anti-Social, Retardo Mental e Autismo. ESTRATÉGIAS DO PSICOLOGO COMO APOIADOR

Estabelecer um vinculo terapêutico encorajador, protetor, a função de coordenação, relacionadas às atividades com os funcionários da instituição.

Auxiliar à adaptação, intervindo na qualidade do processo de adaptação e recuperação do paciente internado.

A função de inter-consulta: auxiliando outros profissionais a lidarem com o paciente.

Enlace, de intervenção, por meio de delineamento e execução de programas com os demais profissionais, para modificar ou instalar comportamentos adequados dos pacientes.

Assistência direta: atua diretamente com o paciente.

A função de gestão de recursos humanos: aprimora os serviços dos profissionais da instituição, o que contribui de forma significativa para a promoção de saúde.

Ajudar a família conscientizando-a da real situação do doente, da necessidade de tratamento e/ou hospitalização. O psicólogo auxiliaria na informação de detalhes sobre a doença, transmitiria segurança aos familiares, discutiria os medos e dúvidas, estabelecendo um vínculo saudável entre a equipe e a família.

Restabelecimento do estado de saúde do doente ou, ao controle dos sintomas que comprometem bem-estar do paciente.

Intervir em situações de luto e morte. ATENDIMENTO A PACIENTES, FAMILIARES E EQUIPE DE SAÚDE

Com relação ao local, nota-se algumas peculiaridades no setting, tais como a falta de privacidade, interrupções freqüentes, altas inesperadas, etc. Assim cabe ao psicólogo manter uma certa flexibilidade, sensibilidade e capacidade de adaptação. O tempo de duração de um atendimento também não será definido pelo terapeuta, mas sim pelo estado de saúde do paciente e de sua capacidade de manter sua atenção focalizada. Cabe ao terapeuta estar atento ao nível de fadiga e desconforto que o paciente manifesta. É importante ressaltar ainda que são raros os casos em que o paciente procura atendimento espontaneamente (como acontece em consultórios); geralmente são os médicos ou enfermeiros que os encaminham ao serviço de psicologia (PENNA,1997). HABILIDADES DO PSICOLOGO

O psicólogo hospitalar deverá deter de saberes e técnicas para aplicá-las de forma sistemática e coordenada, sempre com o intuito de melhorar a assistência integral do sujeito hospitalizado ter disponibilidade interna para trabalhar com a questão da morte e o morrer , è imprescindível que seja empático, persistente, tolerante a frustração, pois muitas vezes é preciso esperar o tempo do paciente , dos demais profissionais, e da própria instituição até que exista a possibilidade de seus projetos serem postos em práticas. (FIORINI, 1981).

Portanto, para nós psicólogos tratar da vida humana, nos remete a uma grande responsabilidade e nos faz crescer ao compartilhar com as dores de um paciente. O fruto desse esforço pode ser mensurado quando conseguimos observar um sorriso de uma lágrima e a força inabalável da fé em prol da saúde. “Tão importante quanto conhecer a doença que o homem tem,é conhecer o homem que tem a doença.” O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.

Leonardo Boff Diferenças entre as Psicoterapias de Orientação Analítica e as PA

USO DE INTERPRETAÇÕES: Praticamente não é utilizada a interpretação como objetivo de tornar manifesto o conteúdo latente. São utilizadas intervenções com o objetivo de diminuir a ansiedade através do aumento do autoconhecimento.

A IDEALIZAÇÃO DO TERAPEUTA: Na PA o desenvolvimento do self por parte do paciente pode ser facilitado pelo terapeuta, ao passo que o paciente veja a si mesmo. Em Psicoterapia de orientação analítica, os desenvolvimentos de tais atitudes seriam geralmente interpretadas como defesas.

FREQÜÊNCIA E DURAÇÃO DAS SESSÕES: Normalmente são semanais mais podem variar, dependendo da necessidade de apoio.
DESCRIÇÃO DAS INTERVENÇÕES NA PSICOTERAPIA DE APOIO TÉCNICAS DE INTERVENÇÃO Com relação ao emprego da palavra em psicoterapia, pode ser por meio da interpretação (mais raramente), ou de intervenções de natureza diretiva, explicativa, ou mesmo via sugestão. As práticas discursivas na psicoterapia de apoio, são diversas, não existindo um único aporte teórico, pois técnicas psicanalíticas, cognitiva e comportamental se mesclam na construção dessa prática de trabalho no âmbito hospitalar. T.C.C. – TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma intervenção semi-estruturada, objetiva e orientada para metas, que borda fatores cognitivos, emocionais e comportamentais. Alivia os sintomas mediante o aumento da capacidade de controlá-los.

Três intervenções em psicoterapia de apoio destinada a ampliar os aspectos cognitivos e autoconhecimento:

Educação: A educação é uma intervenção na qual o terapeuta dá informações sobre a gênese dos sintomas, e ensina o paciente como controlá-los, suprimi-los ou evitá-los;

Clarificação: Objetivo de aumentar o conhecimento sobre sentimentos e relações entre sintomas, afetos, atitudes e aspectos da realidade externa;

Confrontação: Implica em direcionar a atenção do paciente para elementos da experiência ou comportamento nele observados pelo terapeuta. ACONTECIMENTO PENSAMENTOS SENTIMENTOS COMPORTAMENTO


A.V.C. - Isolamento Acidente Vascular Cerebral Vou ficar inválido Inutilidade Social



Tratamento quimioterápico O tumor esta Tristeza Desistir do
tomando meu Morte tratamento
corpo Erros lógicos do pensamento são evidenciados e podem perfeitamente interferir no comportamento de um indivíduo dependendo do seu estado afetivo:

CATASTROFIZAÇÃO

A pessoa vê o futuro de forma negativa sem considerar outras possibilidades. Assim, a pessoa sempre está esperando que o pior aconteça.

“O pior vai acontecer e não há nada que se possa fazer”

RETIRAR CONCLUSÕES PRECIPITADAS E LER O PENSAMENTO

A pessoa tira conclusões precipitadas e julga adivinhar o que o outro está pensando, sem buscar conhecer a realidade dos fatos.

“Ana não me falou oi, já sei, ela está me evitando”

“Ele acha que eu fiz de propósito, tenho certeza” Nossa serenidade não depende das situações, mas de nossa reação diante delas. Portanto, ao intervirmos no aqui e agora, torna-se possível provocar mudanças em nosso futuro.

(Buda, 563 a.C.) A PSICOTERAPIA DE APOIO NO HOSPITAL DIFERENÇAS DA PA PARA A PSICOTERAPIA DE INSIGHT

Objetivam resultados mais imediatos, práticos e de acesso mais fácil, são mais orientadas para o mundo consciente do paciente, aceitam metas mais limitadas e objetivas.O fortalecimento das defesas existentes, elaboração de novos e melhores mecanismos de defesa e recuperação do equilíbrio homeostático. Não existe um único referencial teórico que a constitui.

O objetivo é o alívio dos sintomas e a mudança do comportamento manifesto, sem ênfase na modificação da personalidade ou na resolução do conflito inconsciente. Delimita-se o foco, ou o conflito focal a ser trabalhado. Trabalha-se os sintomas e o sofrimento do paciente no aqui e agora, sem favorecer regressões profundas. Psicoterapia predominantemente de apoio e predominantemente de insight, e um ponto intermediário as que são de apoio e insight simultaneamente.
INDICAÇÕES DE CONTRA-INDICAÇÕES

As Psicoterapias são usadas isoladamente ou associadas a outras terapias em pacientes com diferentes graus de comprometimentos das funções do ego, tais como: psicoses, transtornos severos de caráter, situações de crise com regressão intensa.
Na PA os casos mais típicos são de pessoas com déficits significativos nas funções do ego, assim descritas por Cardioli; Wagner; Cechin apud Ursano e Silberman (1988):

TESTE DE REALIDADE COMPROMETIDO: inabilidade para separar fatos de fantasias. Neste caso há riscos de desenvolver um quadro psicótico em psicoterapias voltadas para o insight;

CONTROLE DE IMPULSOS DEFICIENTE: dificuldades de conter emoções e examinar sentimentos;
RELAÇÕES INTERPESSOIS POBRES: incapacidade de estabelecer e manter um relacionamento estável;

DIFICULDADE DE TER EMOÇÕES APROPRIADAS: os afetos são experimentados de forma exagerada ou inibidas em relação à situação que os provoca;

POUCA CAPACIDADE DE SUBLIMAÇÃO: dificuldade para canalizar energia para atividades criativas;

POUCA CAPACIDADE DE INTROSPECÇÃO: pouco interesse ou capacidade de compreender-se;

DIFICULDADE EM COMUNICAR SEUS SENTIMENTOS AO TERAPEUTA: nível intelectual baixo.
Para (Cardioli; Wagner; Cechin, 1998, p. 109):

“As contra-indicações da PA são para pacientes com incapacidade de estabelecer aliança terapêutica ou uma relação honesta com o terapeuta. As PA não devem ser a opção preferencial para pacientes com condições para uma psicoterapia de orientação analítica, ou com problemas clínicos com condições para os quais as técnicas comportamentais, ou mesmo outras técnicas sejam mais efetivas.” Técnicas de Relaxamento

Schultz, desenvolveu um método de relaxamento progressivo, denominado de autógeno, que também chamou de auto-hipnose, onde o sujeito se auto-induz estados mentais de relaxamento muscular, usando metáfora que relacionam a percepção sinestésica a sensações de peso e calor, entre outras. Por ter formação psicanalítica, Schultz também explora a realidade interna do paciente. Após o momento de respiração calma e profunda o paciente deve pensar em frases como: “Estou calmo e tranquilo”. As sugestões de relaxamento devem ser feitas pelo terapeuta, em voz baixa e ritmada, para induzir um estado semi-hipnótico. O método de relaxamento progressivo de Jacobson, prevê que a vivência emocional está relacionado ao grau de tensão muscular. Este método visa um relaxamento muscular de região em região, pois pode colocar em repouso, do ponto de vista mental, territórios do cérebro correspondentes às partes do corpo assim relaxadas. Dessa forma a pessoa consegue um estado de tranqüilidade mental e emocional. HIPNOSE

Lembramos de Charcot nesta técnica, porém ela remonta de 1734-1815 e deve-se ao médico francês Franz A. Mesmer. Depois seguiram outros trabalhos com relação a esta técnica. Este tratamento não está entre os mais utilizados. As principais indicações da hipnose são: - Na psicoterapia para recordar eventos traumáticos ou para facilitar a apreensão ea retenção de sugestões em caso de psicoterapia sugestiva. - mudanças de comportamento indesejáveis (Ex:Hábito de fumar), sempre integrando a hipnose a psicoterapia. - Diminuição ou supressão da dor, onde é indicada para obstetrícia, em que a diminuição da quantidade de anestésico é recomendada em função da saúde do bebê. - Transtornos de ansiedade e fobias. Técnicas de Relaxamento, como a auto-hipnose ou o relaxamento progressivo, são muito utilizadas com pacientes oncológicos, já que estas técnicas permitem que o mesmo consiga ter um maior controle sobre suas emoções e sintomas, como por exemplo, saber controlar o pânico, a dor, náusea e vômitos. (SILVA, LOUREIRO, SOUSA, 2004, p. 26) CLASSIFICAÇÃO

PA de longa duração: para pacientes com importantes incapacidades do ego, como psicóticos, portadores de transtornos caracterológicos graves, atrasos evolutivos acentuados, e que não apresentam as condições para um tratamento dirigido ao insight.

“Visa proporcionar ao paciente uma superação dos sintomas e de sua problemática atual com a finalidade de oferecer-lhe condições para que possa enfrentar mais satisfatoriamente certas situações conflitivas. Há uma condição de dinamismo, de atividade focalizada, mais objetiva. Busca recuperar a auto-estima do paciente, não favorecendo o estabelecimento de uma neurose de transferência e sendo necessário o estabelecimento de uma aliança terapêutica.” (CARVALHO,2003,p.15) PA de curta duração: destinadas a controlar crises agudas e reestabelecer o nível de funcionamento prévio do paciente. Na crise a necessidade de ação imediata previne a instalação de um distúrbio provocado pela ruptura do equilíbrio. A ansiedade do indivíduo que está em crise, em busca de resolução desta situação, é um motor que alavanca uma ajuda através da PA, com potencial para promover mudanças que resultem em um certo alívio.

A PA de curta duração tem como objetivo reduzir a ansiedade do indivíduo que sofre dificuldades emocionais, qualquer que seja a sua origem; é bastante eficiente no acompanhamento de paciente da área hospitalar. (CARVALHO, 2003)
A PSICOTERAPIA DE APOIO NO HOSPITAL

No hospital, são necessárias técnicas mais rápidas, mais diretivas, de duração curta, com metas mais definidas e estratégias específicas, como no caso de certas defesas, que por estarem protegendo a integridade fragilizada do self, são consideradas adaptativas e não passíveis de interpretação. Livrar-se da obsessão de encontrar explicações psicológicas para os sintomas. Devem se procurar as fontes de estresse mais imediatas, às quais o paciente está reagindo, e as preocupações conscientes em relação a elas.

O paciente manifestará pouco interesse em explorar suas fantasias inconscientes, ao passo que ficará feliz se tiver alguns de seus sintomas e preocupações conscientes solucionados ou minimizados. A indicação geral para uma psicoterapia de apoio relaciona-se à presença de sofrimento psíquico. No âmbito do hospital geral, a psicoterapia de apoio é aplicável quando há quadros reativos agudos, acompanhados de ansiedade e de depressão, em pacientes que precisam se submeter a cirurgias ou procedimentos diagnósticos provocadores de medo e ansiedade, entre outros.

“A forma de terapia mais utilizada em hospitais gerais é a psicoterapia de apoio, descrita como uma atividade de ser contingente para o paciente em seu sofrimento e medo, para que possa tolerar melhor a hospitalização ou a doença, ou as conseqüências desta, sem onerá-lo com um trabalho psicoterápico de resolução de conflitos psicológicos.” (FERREIRA, 2010)
TÉCNICAS DA PSICOTERAPIA DE APOIO: AVALIAÇÃO DO PACIENTE

A partir da avaliação diagnóstica e prognóstica do paciente é que será definida a indicação ou contra-indicação clínica dessa terapia, o planejamento das intervenções de apoio (CORDIOLI, 1998).

-Estabelecer os diagnósticos:

Clínico: história do paciente, nosografia;

Personalidade: funcionamento do ego, mecanismos de desefa mais utilizados e org. da personalidade;

Dinâmico: controle dos impulsos, aspectos sadios do ego, autonomia, capacidade de avaliar a realidade...

Obs.: Avaliação do grau de motivação para o tratamento e as atitudes para o insight (GODDOY, 2006 – FAG) AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES EGÓICAS (GODDOY, 2006 – Faculdade Assis Gurgacz - PR)

- Quais os aspectos sadios e as fragilidades?
Funções egóicas básicas:- Consciência, Percepção, atenção, memória, pensamento, orientação.

Estas funções devem se apresentar em condições mínimas para tornar possível a psicoterapia.

Relações objetais; Controle dos impulsos (+ ou -) Tolerância à ansiedade e à frustração; Regulação da auto-estima e mecanismos defensivos. Tipos de Intervenção (reforçar as funções do ego)

Sugestão: propor idéias, sugerir alternativas sobre como conduzir-se em diferentes situações, deixando o paciente responsável pela escolha. Ampliar as possibilidades, devido a dificuldade do paciente atual.

Características: temporariamente, psic. ativo, dependência e retardando a autonomia. Controle ativo: o terapeuta assume funções de ego- auxiliar, decidindo e atuando pelo paciente ou designando outras pessoas para isso, devido a incapacidade do paciente (pacientes psicóticos, e situações de descontrole emocional).

Características: Temporariamente, psic. ativo, conhecer e colher muitos dados sobre o paciente. REASSEGURAMENTO:

O terapeuta demonstra aprovação e elogios quando o paciente toma as decisões de forma a estimulá-lo a acreditar nas suas capacidades.

Características: terapeuta menos ativo, sinceridade, e opiniões embasadas em fatos reais. Cuidado para não se tornar uma rotina (apoio infantil ou críticas.)


Ex: FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO – HEMOPE, 2003)

Pacientes com doenças hematológicas (anemia falciforme, leucemia...) , vários exames e retiradas de sangue causando ansiedade e medo.

A presença do psicólogo diminuiu a ansiedade, e reforçou o controle dos exames, pacientes aprovação e a equipe passou a solicitar o apoio pois aprovou os resultados positivos na retirada de sangue dos pacientes com doenças crônicas. ACONSELHAMENTO

Nessa técnica o terapeuta de forma explícita, recomenda e sugere atitudes, decisões, com a finalidade de reforçar os aspectos sadios da personalidade, ou para reduzir sintomas provocadores de stress. Deve guiar-se não pelos seus próprios valores, mas pelos seus conhecimento da necessidade efetiva e capacidades do paciente.Nessa técnica junto com o conselho é oferecida uma explicação racional das vantagens ou desvantagens da atitude aconselhada, elemento que deve pesar na decisão do paciente. (Cardioli; Wagner; Cechin, 1998) VENTILAÇÃO (DESABAFO)

O desabafo é a comunicação por parte do paciente das emoções ou sentimentos reprimidos, revivendo de forma emocionalmente carregada, conflitos ou situações traumáticas, superando dessa forma a repressão a que estavam submetidos. Para que ocorra é necessário que exista um clima de confiança entre paciente-terapeuta. (Cardioli; Wagner; Cechin, 1998) “ ...pode-se esperar que de um momento para o outro, a consciência da comunidade despertará e reconhecerá que o indivíduo tem tanto direito a auxílios para a sua mente, quanto tem agora no que se refere aos meios cirúrgicos para salvar-lhe a vida; ...as neuroses ameaçam tanto a saúde do povo, quanto a tuberculose; ...nossa tarefa será então a de adaptar nossa técnica às novas condições...”

(Freud sobre o surgimento das Psicoterapias Breves (1918)
REFERÊNCIAS

FIORINI, Hector. Teoria e Técnicas de Psicoterapias Rio de Janeiro: Ed. Francisco Alves,1981.

PENNA, Therezinha M. Psicoterapia no hospital geral. Saúde mental no hospital geral. Instituto de psiquiatria, UFRJ, nº6 1997.

Fonte: http://artigos.psicologado.com/atuacao/psicologia-hospitalar/a-atuacao-do-psicologo-no-contexto hospitalar
Romano, B.W. (1999). Princípios para a prática da psicologia clínica em hospitais. São Paulo: Casa do Psicólogo.

http://www.psicoterapiabreve.xpg.com.br/index6.htm

Comportamental-cognitiva: BANDURA, A. 1979. Modificação do Comportamento. Rio de Janeiro: Interamericana.
BECK, A. T. & ALFORD, B. A. 2000. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas.

FREUD, S. Vol. XVII. (1918) Ed. Standart Brasileira - Obras Completas.

NASIO, J. D. O Livro da Dor e do Amor. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.

Psicoterapias cognitivo-comportamental: um diálogo com a psiquiatria / Bernard Rangé...[et al.]. – 2. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2011.

CARVALHO,G. G. P.; SILVA, M. A. S.; ALMEIDA, R. P. A influência do apoio psicológico durante a coleta de sangue a portadores de doenças hematológicas. Centro de Psicologia Hospitalar e Domiciliar do Nordeste: Recife, 2003.Disponível em:
http://www.cphd.com.br/trabalhos/cphd_13022006103924.doc. Acesso em: 13 de out. 2012.

CORDIOLI, A.V.; WAGNER, C.J.P.; CECHIN, E.M. Psicoterapia de apoio. In: Cordioli, A.V. Psicoterapias abordagens atuais. Porto Alegre: Artmed,1998. Cap.09, p. 105-117.

SILVA, Sandra; LOUREIRO, Joana; SOUSA, Gisela. Psicoterapia de grupo com mulheres mastectomizadas.
ELIAS, Ana Catarina de A. Re-significação da Dor Simbólica da Morte – Relaxamento Mental, Imagens mentais e Espiritualidade. Revista Ciência e Profissão, 2003.

CARVALHO, B. e cols. A influência do apoio psicológico durante a coleta de sangue a portadores de doenças hematológicas. Recife: Fundação de hematologia e hemoterapia de Pernambuco – HEMOPE, 2003.

CORDIOLI, A. V. Psicoterapias: Aborda-gens Atuais. Porto Alegre: Artmed, 2008;

Psicologado - Artigos de Psicologia ACESSADO 21/10/2012 às 21:58hs.
Fonte: www.fag.edu.br/.../AULA%204%20-...
Angelica Pereira
Bruna Alves Rezende
Caroline de Oliveira Felix
Jordana Cristina Rezende Funchal
José Mauricio Maniglia
Luíza Carvalho Melo Siqueira
Maria Fernanda Lourenço Eloy Cintra
Mayra Maio Ribeiro
Renata Claudia Castro Barbosa Ferreira
Tatiana Mara da Silva
“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas uma alma humana.”

Jung
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