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Humor, depressão e vulnerabilidade

Origens evolucionários de fenótipos que concorrem para humor de depressão
by

Ari Bassi Nascimento

on 30 June 2013

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Transcript of Humor, depressão e vulnerabilidade

Humor, depressão e vulnerabilidade
Mecanismos vulneráveis à desregulação requerem ser investigados de uma perspectiva evolucionária.

Explicações proximais descrevem os detalhes mecânicos de um traço (fenótipo) – sua composição e estrutura em todos os níveis, como os mecanismos funcionam e como surgem no curso da ontogenia.

As explicações evolutivas descrevem como um traço surgiu do jeito que ele o é – a sequência histórica dos traços anteriores e as forças evolutivas que modelaram aquele traço.
Origens evolucionárias do humor deprimido e da depressão

Depressão, humor e vulnerabilidade

1. Princípios evolucionários da depressão
2. Mecanismos cerebrais que regulam respostas adaptativas
3. Explicação evolutiva das doenças
4. Ansiedade
5. Depressão maior
6. Depressão como doença do cérebro
7. Evidências gerais de que humor seja adaptativo
8. Origens evolutivas do humor baixo
9. Por que perseguir metas inatingíveis?
10. Por que a evolução nos deixou vulneráveis?

Organização dos tópicos da apresentação

As explicações proximais baseadas em mecanismos cerebrais são insuficientes, já que todo traço (fenótipo) requer uma explicação evolutiva;
As doenças não têm explicações evolutivas, mas a evolução pode explicar por que alguns aspectos corporais ficaram vulneráveis;
Sintomas como tosse, febre, dor e emoções negativas não são normalmente resultantes de defeitos corporais, mas respostas adaptativas modeladas por seleção natural.
Princípios evolucionários que podem alavancar a pesquisa na área de depressão
Mecanismos cerebrais das respostas adaptativas
Explicações evolutivas paras as doenças
A análise evolucionária de uma condição médica implica em determinar se ela surge diretamente de um defeito corporal ou se é uma resposta adaptativa a problemas subjacentes. Paralisia, alucinações, convulsões e câncer são manifestações diretas de defeitos corporais. Elas não têm utilidade. Dor, tosse, febre e ansiedade não são defeitos ou doenças, mas respostas a problemas subjacentes.
Se não são doenças, por que o organismo percebe essas respostas de forma tão aversiva? Imagine se não fosse assim. Pessoas com inabilidade congênita de experenciar a dor morrem no início da idade adulta. A dor é ruim, mas a capacidade de a experenciar é uma adaptação essencial.
Abordagem evolutiva da depressão nega que as desordens depressivas sejam úteis. Tentativas de se achar uma explicação evolucionária direta para uma doença são equivocadas porque a seleção natural não modela doenças.
Ansiedade: um estado que se equipara com adaptação essencial
Comparação com ansiedade – indivíduos excessivamente ansiosos lotam consultórios. Por outro lado, indivíduos hipofóbicos não reclamam, mas se metem em confusões e morrem jovens.
Febre pode resultar em convulsão, diarréia em desidratação e morte. A seleção fez um trabalho pobre na modelagem de mecanismos regulatórios? Como há drogas que bloqueiam febre e diarréia de forma segura, então se sugere que a seleção não deu conta da efetividade de mecanismos regulatórios.
Depressão não é modelada por seleção
Se a depressão for relacionada a uma diminuição normal do humor, então explicar as origens e funções do humor é fundamental para a entender.
As emoções e humores conferem aos organismos vantagem seletiva ao ajustar parâmetros para lidar com contextos que influenciaram a adaptação ao longo do curso da evolução. Emoções positivas parecem mais úteis que as negativas e são eliciadas em situações favoráveis, enquanto as negativas aprecem quando há ameaças ou perdas. Elas ajustam a fisiologia, motivação e comportamento para lidarem com essas situações.
A depressão maior não é um mal modelado por seleção e não é explicada evolutivamente. Mas ainda se requer uma explicação evolutiva do por que a seleção deixou indivíduos tão vulneráveis a um mal, tão comum quanto devastador, como a depressão.
Depressão: uma doença cerebral? Limitação ao progresso científico
Implica que os sintomas de depressão sejam patológicos, distraindo a atenção das tarefas de se descobrir quais sejam as funções normais de humor deprimido
Os critérios de diagnósticos baseados apenas em sintomas encorajam o estudo da depressão maior se ela fosse uma condição com apenas uma etiologia, quando já se sabe que ela possui diferentes etiologias
Negligencia o papel de eventos da vida e de outros eventos causais que interagem com as variações cerebrais para provocar mais depressão
Implica que variações genéticas e do cérebro que predisponham à depressão sejam anormalidades, mas elas podem ser neutras ou até vantajosas em certos ambientes
Implica que mudanças cerebrais associadas com a depressão sejam anormalidades, embora elas possam refletir os mecanismos que medeiam o humor
Evidências gerais de que o humor seja adaptativo
Hipótese de que humor seja normal é baseada em sua universalidade; alucinações e convulsões quase nunca são experenciados pela maioria das pessoas. Contextos em que há recursos poderosos evocam humor positivo, mas ausência desses recursos dá origem a humor negativo.
A seleção pode modelar sistemas de regulação apenas para fenótipos importantes para a adaptação, como respiração e ansiedade.
Os eventos que influenciam humor são menos tangíveis ou salientes que aqueles que regulam a respiração, mas é certo que o humor seja regulado. Indivíduos com hipomania (inabilidade para experenciar o humor baixo) enfrentam complicações socias, tomam decisões impulsivas e iniciam muitos projetos simultaneamente.
Origens evolutivas do humor baixo
Desafio: prever os tipos de situações evolutivas que apareceram repetidamente no curso da evolução e permitiram que indivíduos com baixo humor conseguissem vantagens adaptativas.
Parece que situações de pessimismo, falta de iniciativa e fadiga são desvantajosas. Porém, naquelas situações em que todas as ações possíveis resultaram em custos muito maiores que benefícios, a melhor coisa a fazer é ... nada.
Se os esforços para se atingir uma meta falham, baixo humor força uma retirada para conservar recursos e reconsiderar opções. Se o indivíduo persiste na perseguição de uma meta inalcançavel, efeitos negativos podem escalar até a depressão patológica.
Por que pessoas perseguiriam metas inatingíveis?
Indivíduos diferem em suas habilidades de desengajamento de metas inatingíveis. Aqueles mais capazes de desistir são menos propensos a humor baixo, assim como aqueles que reengajam mais rapidamente após uma perda. Esses dados desafiam a sabedoria comum de que a persistência seja sempre mais sensata
Ambição extrema pode deixar uma pessoa insatisfeita, mesmo com realizações excepcionais. O desejo de agradar todos é uma meta inatingível, assim como o é converter parceiro que abusa de drogas ou álcool a um estilo diferente.
Por que pessoas perseguiriam metas inatingíveis?
O humor baixo pode ter sido modelado pela habilidade em aumentar a adaptação em circunstâncias particulares.
Humor regula padrões de recursos de investimentos como uma função de oportunidades (situações propícias). Em um ambiente oposto, quando custos e riscos são maiores que benefícios, humor baixo e ansiedade aumentam a adaptação.
Humor baixo não é induzido por estresse ou por perdas, mas pela inabilidade em fazer progresso na direção de uma meta importante.
Quando a perda é iminente, ansiedade é útil. O fracasso de esforços para preservar um bem importante da vida, como casamento ou trabalho, pode ativar estado de ansiedade. A comorbidade entre ansiedade e depressão surge dos riscos de deixar um emprego ou casamento intolerável.
Por que a evolução nos deixou tão vulneráveis?
Depressão é útil em situações que envolvam riscos de exclusão do grupo social para sinalizar submissão e motivar ações que levem a aceitaçao de alguém por um grupo de referência.
Nos EUA, 10% da população experienciam depressão séria, muitos durante a fase adulta quando doenças crônicas são raras.
Por que a seleção deixou o sistema de regulaçao tão vulnerável ao fracasso? O ambiente moderno pode ser depressogênico porque a vida moderna exige metas muito mais amplas e de duração mais longa que aquelas para as quais os sistemas regulatórios foram modelados. Fatores físicos tais como a luz artificial, mudanças nos exercícios físicos e dietas podem influenciar os mecanismos cerebrais que afetam os sistemas regulatórios.
Por que a evolução nos deixou tão vulneráveis?
O corpo é equipado com faculdades adaptativas e se ajusta ao seu ambiente. A exposição prévia ao calor aumenta o número de glândulas sudoríparas. Igualmente, cada episódio de depressão para reduzir o limiar de episódios futuros.
Humor baixo tem custo, como a perda de oportunidades. Mas humor inapropriadamente alto resulta em assumir riscos e desperdício de energia, ainda mais custoso. E a vulnerabilidade a depressão pode resultar também de indivíduos que lutam arduamente para evitar o fracasso. Eles podem ser bem sucedidos.
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