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Dialética dos Grupos

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Paulo R. Fco

on 13 August 2015

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Transcript of Dialética dos Grupos

Dialética dos Grupos
A SÉRIE
A FUSÃO
O JURAMENTO
A ORGANIZAÇÃO
A INSTITUIÇÃO
Uma totalização é uma organização unificadora de uma pluralidade e o cenário humano é uma pluralidade de tais organizações
"O grupo encontra-se em luta constante contra a serialidade e a alienação." (2)
"(…) declaramos que o ajuntamento inerte com sua estrutura de serialidade é o tipo fundamental da sociabilidade." (1.p450)
Num grupo em fusão “(…) cada um reage de uma nova forma. Nem enquanto indivíduo nem enquanto Outro, mas como encarnação singular da pessoa comum" (1.p458)
"Essa nova reação nada tem em si de mágico: traduz simplesmente a
reinteriorização de uma reciprocidade
". (1.p458)
"Desde esse momento, algo é dado que não é o grupo nem a série, mas (…)
o Apocalipse
, ou seja, a dissolução da série no grupo em fusão". (1.p458)
"E esse grupo, ainda não estruturado, ou seja, inteiramente amorfo, caracteriza-se como o contrário imediato da alteridade: com efeito,
na relação serial, a unidade como Razão da série, está sempre
alhures
; no Apocalipse
, embora a serialidade permaneça, no mínimo, como processo em via de liquidação – e embora ela possa sempre reaparecer –, a unidade sintética
está sempre
aqui
;"
(1.p458)
"O grupo não se constituirá, é claro, a não ser na base de
circunstâncias
precisas, direta ou indiretamente
associadas à vida e à morte
dos organismos". (1.p464)
A FRATERNIDADE-TERROR
"(…) para organismos cujo risco e movimento prático, assim como o sofrimento, residem na
necessidade
, o
acontecimento-motor é o perigo (...)"
(1.p451)
"De fato, a unidade só poderá aparecer como realidade onipresente de uma serialidade em via de liquidação total se ela afetar cada um nas relações de terceiro que ele mantém como os Outros, tais relações constituem uma das estruturas de sua existência em liberdade". (1.p467)
"(…) venho ao grupo como sua atividade de grupo e o constituo como atividade na mediada em que o grupo vem a mim como minha atividade de grupo, como minha própria existência de grupo. O que caracteriza a tensão de interioridade entre o grupo (salvo eu) e eu que estou dentro é que, na
reciprocidade
, somos quase objeto e quase sujeito, simultaneamente,
um para o outro e um pelo outro
. (...) Em termos de percepção, apreendo o grupo como minha realidade comum e, simultaneamente, como
mediação
entre eu e cada outro terceiro." (1.p473)
"Série é uma forma de 'coletivo' (conjunto humano) cuja unidade provém do exterior. Cada um sente-se em frente ao outro em solidão, como se nada tivesse em comum com os demais." (2)
"A série representa um tipo de relação que nega a reciprocidade. Coisifica o outro e expressa a alienação do homem na serialidade. (...) Cada um é apenas um número substituível por outro. É apenas quantidade." (2)
"É o ônibus, objeto material e exterior, que determina esta ordem serial. O ônibus, como ser comum e exterior a cada um, produz a série, vinculando indivíduos numa série onde cada um é um número qualquer do conjunto." (2)
"Uma vez constituído o grupo, há o risco constante de nova dispersão (volta à série). Surge então o 'juramento' cuja origem é o temor permanente da dispersão inicial, caracterizando-se como compromisso: a liberdade de cada um comprometida com a permanência no grupo." (2)
"O juramento é a passagem de uma forma imediata do grupo com risco de dissolução à uma outra forma permanente mais reflexiva." (2)
"(...) a origem do juramento é a ansiedade ante uma possível ameaça ou perigo. E uma vez desaparecida a ameaça exterior (pela fusão) há o temor produzido pelo próprio grupo (grupo juramentado). É um temor reflexivo, interior." (2)
"O juramento revela o surgimento de um estatuto de permanência no grupo que faz surgir a organização do grupo como objetivo imediato do grupo organizado." (2)
"A existência (...) do medo e do temor como condição de permanência no grupo é necessária. O perigo remoto pode não ser suficiente para manter o grupo reunido. E no âmago do juramento substitui-se o medo da pressão exterior por outra pressão interior. E 'esse medo, livre produto do grupo e ação corretiva da liberdade contra a dissolução da série é o Terror'". (2)
alienação
unidade dada de fora
alteridade
solidão
brusca ressurreição da liberdade
unidade interna
reciprocidade
mediação
"(...) no desenvolvimento dialético do grupo estatutário e em sua passagem para o grupo organizado, pode-se ver claramente que a função do juramento (exercer o terror sobre o Outro ...) consiste em fundamentar a reintrodução da alteridade."
(1.p556)
"(…) na medida em que, segundo parece, as reciprocidades secundárias ameaçam a práxis com a paralisia (ou o grupo com a dissolução serial), é nessa medida que o Terror, com a liquidação das diferenças interiorizadas, prossegue a exclusão dos terceiros ou a liquidação das pseudofunções." (1.p569)
"A ideia do homem, em um grupo organizado, não é senão a ideia do grupo, ou seja, do indivíduo comum, e a fraternidade-terror, enquanto ela se expressa por meio de normas específicas, retira essa coloração singular do objetivo real, ou seja, das necessidades e perigos. A organização material do grupo forma uma só coisa com a organização de seus pensamentos (…) a ideia do grupo, como determinação estrutural do indeterminado, deve ser inventada e permanece indefinidamente variável entre certos limites. (...)" (1.p589)
"A organização se dá quando
o grupo se toma como objetivo, a partir do juramento
. Com o estatuto de permanência produzido pelo juramento, a questão da organização torna-se o objetivo imediato do grupo estabelecido." (2)
"(...) como membro de uma organização viva, compreendo que o Outro é uma invenção prática e significante de nós-os-mesmos." (1.p557)
"Agir e compreender formam uma só coisa. Ao compreender meu fim, compreendo o do outro e compreendo a ambos – e os de todos os Outros – a partir do objetivo comum." (1.p557)
"(...) no estágio da organização o poder se define para cada um no quadro de distribuição de tarefas. É a função." (2)
"É o ressurgimento, mais uma vez, da serialidade no âmago da unidade em outro nível. A organização torna-se instituição, o indivíduo organizado torna-se indivíduo institucionalizado, as reciprocidades mediadas do grupo organizado tornam-se elos seriais de terceiros." (2)
"A prática torna-se instituição quando o grupo, como unidade abalada pela alteridade, não consegue mudá-la sem transformar-se inteiramente." (2)
"O grupo institucional surge através de transformações, transformando a função (característica da organização) em obrigação." (2)
"Mas, ao mesmo tempo, o grupo regressa à serialidade original. E com isso as instituições perdem a ação vivificante dos grupos em fusão e instala-se a rigidez das regras. Surge a burocracia, tornando as regras um fim em si, adquirindo um caráter imperativo" (2)
"Assim essa impotência fundamenta a existência do soberano, pois a autoridade repousa na inércia e na serialidade." (2)
"A instituição, como ressurgimento da serialidade e da impotência, necessita consagrar o poder para garantir sua permanência pela lei." (2)
"Impotência porque a instituição, como algo fundamentalmente imutável, torna minha práxis no grupo institucionalizado como incapaz de modificá-lo. Isso porque esta prática se isola, enquanto se produz no meio comum e é definida por novas relações humanas. Relações estas baseadas na impotência serial." (2)

Fontes:
(1). Sartre, J.P.

Crítica da Razão Dialética
. 2002, Tomo II
(2). Rubini, C.

Contribuições de Sartre à Compreensão dos Grupos.
1999. http://www.existencialismo.org.br/jornalexistencial/rubinidialetica.htm
"(...) a transformação opera-se quando (...) o acontecimento sintético revela a impossibilidade de mudar como impossibilidade de viver. Isso tem como efeito direto fazer da impossibilidade de mudar o próprio objeto a ser mudado para continuar a vida." (1.p451)
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