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A CULTURA DO DINHEIRO

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Rafaela Guedes

on 22 September 2014

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Transcript of A CULTURA DO DINHEIRO

Globalização e estratégia política
Frederic Jameson
Notas sobre a globalização como questão filosófica
Frederic Jameson
A globalização e os desafios da educação no limiar do novo século
Silvio Sánchez Gamboa
Notas introdutórias sobre globalização e neoliberalismo
Allana Alves
|
Italan Carneiro
|
Marcela de Souza
|
Rafaela Guedes

A educação para além do capital
István Mészáros
definição de globalização: discussões dos efeitos e não do processo
inventário de ambiguidades sobre as fantasias e a realidade
cinco níveis da globalização:
TECNOLÓGICO, POLÍTICO, CULTURAL, ECONÔMICO, SOCIAL
"a fim de demonstrar sua coesão, e de articular uma política de resistência"
nova tecnologia das comunicações e revolução da informática
impacto na produção e organização industriais, assim como na comercialização de produtos
dimensão irreversível da globalização?
NÍVEL TECNOLÓGICO
NÍVEL POLÍTICO
estado-nação como questão predominante
a expansão do poder e a influência da globalização não seria a expansão econômica e militar dos EUA?
o enfraquecimento do estado-nação não seria uma subrdinação aos EUA?
imperialismo
EUA como "polícia do mundo"
programa político de cunho cultural
NÍVEL ECONÔMICO
a globalização não existe
a globalização não é nenhuma novidade
globalização e mercado mundial
globalização intrínseca
à pós-modernidade
lamento e celebração tendo como foco o legado da tecnologia e a comparação ao modernismo
"globalização é um conceito comunicacional que ora mascara ora transmite significados culturais ou econômicos"
o conceito não se restringe apenas à comunicação, tendo espaço também na economia
progresso puramente tecnológico, informação vira publicidade
transferências e investimentos financeiros pelo mundo todo,
comércio globalizado
comunicação
economia
diferença e diferenciação
Cultura
contato entre as culturas
vozes dos grupos e das minorias
identidade
Economia
fim da autossuficiência nacional
nova divisão global do trabalho
GLOBALIZAÇÃO
diferença e diferenciação
Cultura
americanização da cultura
massificação dos povos
identidade
Economia
aumento da produtividade
capitalismo como liberdade
Pensando transversalmente...
Globalização como exportação e importação de cultura
intervenção cultural maior que a colonização, o imperialismo e o turismo
o mundo inteiro está se tornando americanizado?
profunda crença (verdadeira ou falsa?)
na irreversibilidade da inovação tecnológica
possibilidade de separação do global?
(comunidades sem computadores, carros, aviões, etc.)
projeto nacionalista e a inseparabilidade das políticas de modernização
"países que se tornaram independentes de seus antigos senhores coloniais apenas para entrar de imediato no campo de forças da globalização capitalista, sujeitos ao domínio dos mercados financeiros e aos investimentos estrangeiros" p.37
o estado-nação continua sendo o único parâmetro e o único terreno concreto da luta política:
"a luta por leis de proteção trabalhista contra a pressão do mercado livre global, as políticas de resistência de 'proteção' da cultura nacional, ou a defesa da lei de patentes contra o 'universalismo' americano que vai varrer as culturas locais e a indústria farmacêutica" p. 38
resistência nacional ao neoliberalismo
=
resistência ao universalismo americano
no nível cultural, efeitos "intangíveis"
best-sellers internacionais ou americanos
cinema hollywoodiano
importação da programação da televisão nacional
redes de fast-foods
programas ou representações que expressam a coletividade social como ponto crucial da elaboração de uma resposta política verdadeiramente inovadora e progressista à globalização
utópicos, por enquanto
assimetria entre os EUA e as demais culturas
demais idiomas não se igualarão ao inglês em sua função global
indústrias locais de entretenimento não suplantarão Hollywood em alcance mundial
estratégia americana:
incorporação de elementos 'exóticos' do estrangeiro (cultura samurai, música africana, comida tailandesa, etc.)
globalização = unificação e estandardização do
american way of life

(consumismo)
através das grandes coorporações transnacionais
cultura de hibridização: contatos e empréstimos entendidos como progressistas e saudáveis, impulsionando positivamente a proliferação de novas culturas
entendimento de que as culturas se organizam através de combinações desordenadas, impuras ao invés de situações isoladas e tradições regulamentadas
versão celebratória (utópica) da globalização
García Canclini
Relações culturais, econômicas, sociais intrínsecas à globalização
Dimensão econômica da globalização: controla as novas tecnologias, reforça interesses geopolíticos e dissolve o econômico no cultural
(a produção da mercadoria como um fenômeno cultural).
A propaganda como mediadora entre cultura e economia
A mercadoria consumida esteticamente
NÍVEL SOCIAL
A visão positiva sobre a “liberdade” do mercado (identificação da globalização com o mercado)
A fusão das trocas de mercado com as relações humanas e com a vida cotidiana (nível cultural e econômico)
A falta da livre iniciativa impede a democracia política, que só pode se desenvolver através do mercado livre
As crises do capitalismo ocorrem quando
não há sincronia entre a produção e a distribuição
(superprodução, armazenamento de bens que ninguém pode comprar)
Consumismo inconsistente com a democracia promove hábitos e vícios do consumo pós-moderno que vão de encontro à ação política coletiva
Crítica à celebração dos efeitos libertários da cultura comercial de massa
Música popular; a televisão brasileira; a literatura latino-americana que conquista o mercado norte-americano e europeu (resistência à cultura norte-americana).
A televisão e os shows norte-americanos
Todo o cultural gradualmente se transforma no econômico
O “nacionalismo” como forma de preservar a autonomia cultural e os projetos políticos coletivos em detrimento da multiplicidade democrática e posições de identidade
padronização cultural como aspecto central da globalização
o temor ao modelo americano propaga-se
do cultural para o econômico e social:
indústrias culturais locais sendo fechadas pela competição americana
NÍVEL CULTURAL
o sucesso global da cultura de massas americana não é tao ruim assim...
nacionalismo
Indústria de entretenimento dos EUA (uma das maiores e mais rentáveis)
Com o fim da 2º Guerra Mundial os EUA faz o possível
para assegurar seus filmes no mercado estrangeiro
(assegurado por via política nas cláusulas dos tratados econômicos)
No âmbito cultural, a globalização ameaça a extinção das culturas nacionais
A globalização econômica, os primórdios da cultura do consumo como uma de suas dimensões e a esfera social e as formas alternativas de comportamento
A lógica do consumo e a destruição do “tecido da vida cotidiana”
A contradição essencial da doutrina do livre mercado
(um mercado completamente livre, requer intervenção governamental),
Gray faz referência específica aos experimentos de Thatcher, na Grã-Bretanha
As considerações feitas por Gray em seu livro, são portanto, um poderoso antídoto contra a retórica que celebra a globalização e o livre comércio, neoliberalismo
A tradição cultural e a modernidade
A modernidade ideal, como sendo aquela alcançada pela renovação de suas próprias tradições culturais
A modernidade ideal, como sendo aquela alcançada pela renovação de suas próprias tradições culturais
O que é modernidade?
Teria o termo algo em comum com a ausência de objetivo social do capitalismo?
Qual a função da tecnologia no contexto capitalista?
A maravilhosa lógica apregoada pelo capital e o mascaramento de suas conseqüências.
Os ganhos são realmente ganhos para todos?
A transformação do econômico em cultural e do cultural em econômico
Como é vista a resistência?
Os Desafios para a Educação na Perspectiva do Próximo Milênio
A Globalização do capital, do mercado, a expansão do capitalismo e as crises econômicas nos países periféricos, da América Latina
Uma “perspectiva sombria” para a Educação Pública
A pós-modernidade trás consigo o crescimento da violência, inclusive na escola, e da miséria apontando um aumento global da barbárie humana
A transformação do capitalismo, como sistema global, para o socialismo (conforme perspectiva de Saviane, 1999).
É necessário que a Educação supere a formação apenas para o mercado e comece a trabalhar na construção de um ser humano solidário (perspectiva Comeniana).
“(...) segundo Comenius, a educação deve articular as dimensões do intelecto, a consciência e a vontade, ou o saber, a ética e a virtude para fazer do homem um ser ‘humano’, (...). Essa tríade conceitual exige a construção de práticas educativas, que desenvolvam a relação entre conhecimentos científicos e filosóficos, acumulados pela humanidade, a formação ética de cidadãos solidários (...). De acordo com a perspectiva comeniana, os processos educativos não podem estar desvinculados da subjetividade, da vida, dos valores, da dinâmica social, da cultura, da política e das ideologias. Como consequência, nenhum processo pedagógico pode ser entendido apenas como aplicação de técnicas ou metodologias: ao contrário, esses processos só tem sentido quando estão presentes os conteúdos científico-filosóficos que capacitam o homem para seu desempenho como sujeito social e histórico, que transforma a si próprio, ao mundo e á sociedade; não apenas como indivíduo, mas como ser social e político.” (p. 101-102).
A Revolução Informacional (parcial e limitada, beneficia uma elite restrita) exclui socialmente, pois os “incapacitados”, uma vez que a educação básica não prepara o indivíduo para essa realidade


A “revolução das condições de vida e relações de propriedade” que deve perpassar os projetos educacionais e as relações sociais de produção


A falta de projetos políticos transformadores na educação


Revoluções sociais mais profundas e globalizadas
(Sob a visão de Steffan, 1999),
defende um “projeto alternativo no nível latino-americano e mundial”

JAMESON, Fredric.
A cultura do dinheiro: ensaios sobre a globalização.
Trad. de Maria Elisa Cevasco e Marcos César de Paula Soares. Rio de Janeiro: Vozes. 2001.
GAMBOA, Sílvio Sánchez. A globalização e os desafios da Educação no limiar do novo século. In: LOMBARDI, José Claudinei. (Org.).
Globalização, Pós-modernidade e Educação: história, filosofia e temas transversais
. Campinas, SP: Autores Associados: HISTEDBR: Caçador, SC: UnC 2001.
MÉSZÁROS, István.
A educação para além do capital.
Tradução Isa Tavares. 2.ed. São paulo: Boitempo, 2008 [1930]. (Mundo do Trabalho)
Os interesses da globalização derrubando fronteiras nacionas e destruindo formas tradicionais de identidade e cultura
A educação sobrevive, mas é pressionada a assumir novos papeis
A educação na América Latina: entre a pré-modernidade e a pós-modernidade
No ideário da modernidade, a escola deveria ser capacitada para disseminar os conhecimentos acumulados: uma escola pública, obrigatória, universal e laica
" Entretanto, esse ideário modernista, na sua mesma concepção, já discriminava a educação pública mínima, limitada a 'ler, escrever e fazer contas' para a maioria da população, estando a educação integral e mais abrangente destinada aos setores privilegiados" p.82
a educação mínima para todos ainda não foi alcançada
(nem mesmo no país hegemônico do primeiro mundo)
Comenius
:
educação
de qualidade
para todos
reformas na educação contemporânea, em consequência ao desenvolvimento industrial da região.
" Essa política traduz uma nova fase de retomada da expansão do capitalismo e do desenvolvimento industrial e, para isso, necessita de um sistema educativo que forme os recursos humanos necessários a essa expansão. De acordo com essa perspectiva, procura-se formar mão-de-obra tecnifica, abundante e barata, e habilitar ou treinar o homo faber em detrimento do homem integral, idealizado pela paidéia moderna. Semelhante às fabricas que produzem mercadorias, o sistema educativo deve produzir outra mercadoria, denominada 'capital humano'. Sob essa ótica fabril, os métodos pedagógicos têma pretensão de objetivis neutros e científicos, buscando a eficiência instrumental, sendo que a didática se reduz à operacionalização de objetivos de instrução, mecanizando os processos de ensino-aprendizagem." p.85
escola para todos que ensine tudo em que a aprendizagem aconteça de forma satisfatória e competente
na contramão do sentido da globalização,
Comenius pensa num cidadão superior ao
homo faber
, entendimento similar ao de Mészáros
" A educação intitucionalizada, especialmente nos últimos 150 anos, serviu - no seu todo - ao propósito de não só fornecer os conhecimentos e o pessoal necessário à máquina produtiva em expansão do sistema do capital, como também gerar e transmitir um quadro de valores que legitima os interesses domintes, como se não pudesse haver nenhuma alternativa à gestão da sociedade, seja na forma 'internalizada' (isto é, pelos indivíduos devidamente 'educados' e aceitos) ou através de uma dominação estrutural e uma subordinação hierárquica e implacavelmente impostas." (MÉSZÁROS, 2008 [1930], p.35)
"O impacto da incorrigível lógica o capital sob a educação tem sido grande ao longo do desenvolvimento do sitema. [...] É por isso que hoje o sentido da mudança educacional radical não pode ser senão o rasgar da camisa de força da lógica incorrigível do sistema: perseguir de modo planejado e consistente uma estratégia de rompimento do controle exercido pelo capital, com todos os meios disponíveis, bem como com todos os meios ainda a ser inventados, e que tenham o mesmo espírito." (MÉSZÁROS, 2008 [1930], p.35)
apesar do ideário da modernidade ainda não ter sido alcançado, já se proclama a entrada na pós-modernidade, através da tecnologia
na América Latina, em vez de revolução, o tecnicismo cria novos desafios, com o surgimento de outros tipos de exclusão
as nações democráticas latino americanas não aconteceram e já entramos, de forma impulsiva, na era da globalização.
"As classes dominantes impõem uma educação para o trabalho alienante com o objetivo de manter o homem dominado" (MÉSZÁROS,
2008 [1930]
, p.12)
educação libertadora com função de transformar o trabalhador em um agente político que pensa, age e usa a palavra como arma para a transformação social
(MÉSZÁROS,
2008 [1930]
, p.12)
determinações fundamentais do sistema capitalista são irreformáveis e incorrigíveis. (MÉSZÁROS,
2008 [1930]
, p.12)
"Limitar uma mudança educacional radical às margens corretivas interesseiras do capital significa abandonar de uma só vez, conscientemente ou não, o objetivo de uma transformação social qualitativa"
(MÉSZÁROS,
2008 [1930]
, p.27)
As determinações gerais do capital afetam profundamente
cada âmbito particular
com alguma influência na educação, e de forma nenhuma apenas as instituições educacionais formais. Estas estão estritamente integradas na totalidade dos processos sociais. Não podem funcionar adequadamente exceto se estiverem em sintonia com as
determinações educacionais gerais da sociedade
como um todo (MÉSZÁROS,
2008 [1930]
, p.43)
"contentar-se com a 'reforma gradual' e as mudanças parciais correspondentes é autoderrotista." (MÉSZÁROS,
2008 [1930]
, p.41)
a educação socialista se destina aos indivíduos sociais e não aos indivíduos isolados: não pode ser imaginada sem a relação mais estreita com o seu meio social real e com a situação histórica específica identificável de que seus desafios humanos emergem. (MÉSZÁROS,
2008 [1930]
, p.94)
no novo metabolismo reprodutivo social dos produtores livremente associados, dois conceitos principais devem ser postos em primeiro plano:
universalização da educação
universalização do trabalho
como atividade humana autorrealizadora
I
I
Revolução das máquinas-ferramentas e informacional
Potencialização do trabalho e da comunicação sem alteração das condições sociais (relações de poder)
Novas tecnologias, novas formas de comunicação, caracterizadas essencialmente, como produtos voltados para a geração de lucro
Alterações no perfil do consumidor que precisa estar “sensibilizado, provocado e habilitado” para decodificar as novas “linguagens”
Benefícios da revolução restritos à classe com maior poder aquisitivo, portanto não alteram as condições materiais da vida da maior da população
Quantidade X qualidade das informações distribuídas
informações estão sempre carregadas de estilos de vida, concepções de mundo, ideologias, valores, contravalores, interesses humanos
justificado através do relativismo pós-moderno
distribuição de informações realizada rigorosamente controlada disseminando, quase que exclusivamente, o consumo = diluição do conhecimento “formativo”
A Educação no quadro da globalização
A soberania dos interesses econômicos, cabendo ao Estado apenas a possibilidade de adaptar-se a suas regras
Proto-Estado-Global que representa os interesses da nova divisão de classes da sociedade global
A (im)postura do Estado ante a realidade da globalização
O papel da educação neste contexto e o real interesse dos organismos internacionais
Quem dirige as políticas de formação de “capital humano”?
Qual o papel da América Latina dentro desse jogo de interesses?
Mas afinal, de quem é a responsabilidade educacional?
“As soluções educacionais formais, mesmo algumas das maiores, e mesmo quando são sacramentadas pela lei, podem ser completamente invertidas, desde que a lógica do capital permaneça intacta como quadro de referências orientador da sociedade.” (MÉSZÁROS,
2008 [1930]
, p. 45)
dificuldade de contrabalanceamento do processo de americanização:
museu do passado do modernismo
tentativa frustrada de incorporação da indústria americana de entretenimento
antigos tradicionalismos enfraquecidos
(exceto o fundamentalismo
religioso)
Europa
Japão
países do terceiro mundo
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