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O triste fim de Policarpo Quaresma

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by

Ka Pellani

on 7 May 2014

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Transcript of O triste fim de Policarpo Quaresma

Regionalismo
Policarpo sai da cidade e passa a viver no campo.

Literatura-denúncia
A obra apresenta a vida de Policarpo no campo e sua dificuldade para sobreviver.

Contemporaneidade
Apesar das denúncias, Policarpo nunca foi ouvido pelas autoridades.
Relação com o movimento
Autor: Lima Barreto
Lima Barreto foi o mais importante romantismo da fase pré-modernista.
antiparnasianista
antiacademista

Suas principais obras são:

Recordações do Escrivão Caminha
Triste fim de Policarpo Quaresma
Vida e morte de M.J Gonzaga de Sá
Pré-modernismo 1902-22
Surgiu em uma época de transição de tendências e estilos literários. Não é tido como uma “escola literária”, pois apresenta características individuais marcantes.

RUPTURA COM O PASSADO
Os autores adotaram inovações que feriam o academicismo.

REGIONALISMO
A realidade rural brasileira é exposta sem os traços idealizadores do Romantismo. A miséria do homem do campo é apresentada de forma chocante.

LITERATURA-DENÚNCIA
Os livros são escritos em tom de denúncia da realidade brasileira. O Brasil oficial (cidades da Região Sul, belezas do litoral, aspectos positivos da civilização urbana) é substituído por um Brasil não-oficial (sertão nordestino, caboclos interioranos, realidade dos subúrbios).

COMTEMPORANEIDADE
A literatura retrata fatos políticos, situação econômica e social contemporâneos, diminuindo a distância entre realidade e ficção.
Autor: Lima Barreto
Afonso Henrique de Lima Barreto (mulato) nasceu no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881.
Era filho de João Henriques de Lima Barreto e de Amália Augusta Barreto.
Frequentou escola publica, passando depois para o Ginásio Nacional, terminando no Colégio Paula Freitas e fez o curso superior na Escola Politecnica do Rio de Janeiro. Foi obrigado a abandoná-la para assumir o sustento dos irmãos, já que seu pai enlouquecera. Trabalhou de amanuense na Secretaria da Guerra. O emprego garantia-lhe sustento financeiro.
Airam Sonnenberg
Bianca Miyazaki
João Batista
Karina Pellani
Paloma Pinheiro
Vanessa Vieira

Triste fim de Policarpo Quaresma
A história
O livro é dividido em três partes:
Inicia-se no Rio de Janeiro, onde Policarpo (Major Quaresma) trabalhava no Arsenal de Guerra, vivia com a irmã, Adelaide, e dedica seu enorme tempo livre estudando o Brasil.
Policarpo decidiu aprender a tocar violão, esse costume era visto com maus olhos pela sociedade, pois era sinônimo de boêmia e vadiagem. Porém Policarpo descobre que o violão não era de origem nacional e dessinteressa-se.


Depois disso ele passa a dedicar-se a língua Tupi. Pediu à Câmara um requerimento para a adoção do tupi-guarani como idioma oficial do Brasil. Sendo ridicularizado e submetido a pressão, acaba redigindo um ofício em tupi ao ministro do Exército, resultando em sua dispensa do trabalho. Sofre um colapso mental e é internado num hospício.
Segunda Parte
Passa-se no município de Curuzu, onde Policarpo compra um sítio. A ida para Curuzu é parte de um projeto de salvação da pátria.
Com o convívio social naquela cidade, sofre alguns abalos.
Líderes políticos corruptos tentam envolver Policarpo em suas negociatas. Policarpo expõe-se contra, adquirindo inimigos.
Os líderes políticos obrigam-o a pagar multas por seus estudos de tupi e do folclore nacional.
Policarpo acha necessário reformas e um governo mais forte e sério.
Surgindo, no Rio de Janeiro, a revolta da Marinha, Policarpo acaba oferecendo apoio ao presidente Floriano Peixoto, e segue para a capital.



Terceira parte
Policarpo torna-se major envolvendo-se em batalhas. Depois do fim da guerra é mandado para a Ilha das Cobras, onde descobre que o juiz distribui as condenações aleatoriamente, sem qualquer tipo de análise. Indignado, escreveu uma carta para o presidente.
Porém Policarpo foi reprimido sendo preso, acabando assim a sua história.
Primeira Parte
“O roçado tinha por fim ganhar terreno ao mato, no lado do norte do sítio, que o capão invadira. Obtido ele, o major plantaria obra de meio alqueire ou pouco mais de milho, e nos intervalos batatas inglesas, cultura nova em que depositava grandes esperanças. Já se fizera a derrubada e o aceiro estava aberto; Quaresma, porém, não lhe quisera atear fogo. Evitava assim calcinar o terreno, eliminando dele os princípios voláteis ao fogo. Agora o seu trabalho era separar os paus mais grossos, para aproveitar como lenha; os galhos miúdos e folhas, ele removia para longe, onde então queimaria em coivaras.”
A temática da terra é abordada na Segunda Parte do livro, quando Policarpo vai para o sítio e passa a viver e a se preocupar com o latifúndio. Uma das questões expostas foi a queimada (prática de coivara), como mostra o trecho acima.
É abordado também na obra o aspecto burocrático, pedante do funcionalismo público, onde, fincado nesse ambiente, será enviado pelo Major Quaresma um ofício para que seja introduzido o tupi-guarani como língua oficial brasileira. Ambiente esse que servirá também de cenário para a crítica, a política da época – a República, onde o autor busca desmistificar esse Rio/Brasil europeizado.
“Havia um ano a esta parte que se dedicava ao tupi-guarani. Todas as manhãs, antes que a Aurora, com seus dedos rosados abrisse caminho ao louro Febo”, ele se atracava até ao almoço com o Montoya, Arte y diccionario de la lengua guaraní ó más bien tupí, e estudava o jargão caboclo com afinco e paixão. Na repartição, os pequenos empregados, amanuenses e escreventes, tendo notícia desse seu estudo do idioma tupiniquim, deram não se sabe por que em chamá-lo — Ubirajara.”
"O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções.
A pátria que quisera ter era um mito; um fantasma criado por ele no silêncio de seu gabinete."
“Dona Adelaide obtemperou então:

—Cante uma de outro.

—Oh! Por Deus, minha senhora! Eu só canto as minhas. O Bilac — conhecem? — quis fazer-me uma modinha, eu não aceitei; você não entende de violão, “Seu” Bilac. A questão não está em escrever uns versos certos que digam coisas bonitas; o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja.”
Mais uma característica pré-modernista na obra de Lima Barreto está presente no trecho abaixo, feita por Lima Barreto através de sua criatura, Ricardo Coração dos Outros, quando este despreza os versos de Olavo Bilac – poeta parnasiano e elitista, mostrando o repúdio a estética anterior, o parnasianismo, e desse modo, evidenciando a busca pelo novo
O personagem do romance Triste fim de Policarpo Quaresma ao pôr em prática suas ações patrióticas torna claro que a construção de uma pátria a partir de elementos míticos - cordialidade do povo, a riqueza do solo e a pureza linguística, conduz a uma frustração ideológica.
A obra
Triste Fim de Policarpo Quaresma
enriquece ainda mais a nossa cultura, mostrando-a de forma peculiar, crítica, e, principalmente, deixando registrado um pouco do nosso passado, ideal de Lima Barreto com sua Literatura Militante.
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