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DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO

Estudo de caso: diagnóstico de uma criança de 10 anos com dificuldade de aprendizagem
by

Eliane Amorim

on 22 August 2016

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Transcript of DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO

ESTUDO DE CASO
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM : DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
Pós-Graduação: Psicopedagogia - Profª Rosa Maria Corrêa - Aluna: Eliane Dutra Amorim
Menino de 10 anos - 5º ano

Queixa: dificuldade de aprendizagem

Escola pública estadual da região oeste de BH

Queixa
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
"Pensar o diagnóstico como um processo através do qual podemos perceber e caracterizar
sintomas, necessidades, habilidades e competências
para, em seguida, definir as estratégias adequadas para intervenção."
"O diagnóstico em dificuldade de aprendizagem mostra-se, na maioria das vezes,
complexo e subjetivo
. Se considerarmos a ótica de apenas um vértice, corremos o risco de sofrer distorções. Quando diferentes ciências e profissionais se articulam na complementação de observações, haverá
maior abrangência de olhares

e, consequentemente, menor risco de distorções
perceptivas com conseqüente aumento da identificação das necessidades do sujeito."
Nívea Maria C. de Fabrício
Psicanalítica
... não existe uma única causa. Nem situações determinantes do problema de aprendizagem. Não o encontraremos nem no orgânico, nem nos quadros psiquiátricos, nem nas etapas de evolução psicossexual, nem na estrutura da inteligência.
O que tentamos encontrar é a relação particular do sujeito com o conhecimento e o significado do conhecer
." (p.39)
... em todo processo de aprendizagem estão implicados os quatro níveis (
organismo, corpo, inteligência, desejo
), e não se poderia falar de aprendizagem excluindo alguns deles. (p.57)
Nívea Maria C. de Fabrício
Lucas - 5º ano - 10 anos
"... entendemos o diagnóstico psicopedagógico como um processo no qual é analisada a situação do aluno com dificuldades dentro do contexto de escola e de sala de aula, com a finalidade de proporcionar aos professores orientações e instrumentos que permitam modificar o conflito manifestado" (pag. 24)
Rosa M. Corrêa
Ana Paula Passos C. Passos
Renato Serbk
Meu filho não pode passar de ano,
ele mal sabe ler!
Eu não sou bom!
LUCAS
Escola Pública Estadual
5º ano - 10 anos
Horário Integral
7:15 às 16:30
ENCAMINHAMENTO
ASPECTOS DE RELACIONAMENTO E COMPORTAMENTO
Colegas:
Muito Bom - “um menino que todos os colegas gostam, carinhoso
e que participa de todas as brincadeiras”

Professor:
"Ele me respeita porque sou muito brava, mas já aprontou muito
com outros professores"

Sala de Aula:
- Dispersa com facilidade, se tiver oportunidade conversa muito
e faz bagunça, às vezes provoca os colegas. Mudou de turma 3
vezes (2011) em virtude de bagunças e confusões .
- "Coloco ele sentado na 1º carteira e fico de olho, todo mundo
na escola pergunta o que eu fiz para ele ficar quieto!
- Aluno frequente, raramente falta

Família:
Presente e participativa (principalmente a mãe)
ASPECTOS DE APRENDIZAGEM

Não consegue aprender nada, é incapaz de acompanhar os outros colegas
Mal sabe ler e escrever
Usa os dedos para fazer as contas de adição e subtração
Não sabe fazer contas de multiplicação e divisão
“Ele praticamente precisa ser alfabetizado”
“Ele é bem burrinho, coitado!“
Busca de solução: reforço escolar e encaminhamento para psicólogo
Participa das aulas, faz todas as atividades
Adora futebol

"Precisa ser repreendido algumas vezes, assim como todas as outras crianças, nem mais, nem menos! "
EDUCAÇÃO FÍSICA
BIBLIOTECÁRIA
“Ele é uma criança tranquila, imatura, que nunca inicia uma bagunça, mas que entra nela por associação, ou seja, se está todo mundo quieto, ele fica quieto, se alguns começam a conversar, levantar, provocar ele entra facilmente no movimento, mas nunca lidera uma confusão”
Criança com sérias dificuldades de aprendizagem

Frequentemente é levada para a diretoria em virtude de problemas disciplinares.
Responsáveis pela disciplina nos corredores
" Menino que não respeita ninguém, está sempre envolvido em confusão"
DIRETORA PROFESSORA FUNCIONÁRIOS

- Bagunceiro
- Sempre envolvido em confusão
- Não aprende nada
- Não sabe ler
BIBLIOTECÁRIA PROFª EDUCAÇÃO FÍSICA

- Participa das atividades
- Comporta-se como as outras
crianças
LUCAS
5º ano
Decisão da maioria
Será aprovado porque nesta escola ninguém aguenta mais este menino
FAMÍLIA
OBSERVAÇÃO: HORA DO RECREIO
- Brincou e conversou bastante com os colegas
- Entrou na brincadeira de empurra - empurra, foi repreendido por uma funcionária e parou de brincar.
Professor / Atividades:
- Nervosa e agressiva com alguns alunos
- “Vocês não copiam as perguntas , tudo preguiça, por isto estão com estas letra horrorosas”!
- "Escutei o que você disse, sua porca! Sua boca porca! Sua dissimulada!"
- Chamou a atenção do Lucas algumas vezes.
- Passou uma atividade de cópia e interpretação de texto e permaneceu sentada todo tempo
OBSERVAÇÃO: SALA DE AULA
Lucas
- Ficou a maior parte do tempo quieto e concentrado, conversou

poucas vezes com os colegas.
- Pareceu envolvido com a atividade, mas no final da aula apenas
copiou o texto duas vezes porque não sabia o que era para fazer.
A resposta do meio ao sujeito que não aprende é uma imagem sumamente desvalorizada de si mesmo. A sociedade e a instituição não se encarregam desse problema, e o paciente fica marginalizado.
(PAIN, 1982 conforme FERNÁNDEZ, 2001, p. 23)
Vive com os pais e uma irmã (17 anos), a avó e tios moram no mesmo lote.
Menino doce, querido pela família e pelos vizinhos.
Problema: gosta de ficar na rua e apronta na escola
Dificuldade de Aprendizagem - Percebida desde maternal
Busca de solução: vários psicológos
Pai é apaixonado pelo filho por isto ela tenta esconder a dificuldade de aprendizagem do filho
Já apanhou muito do marido, hoje não mais
Problemas na gravidez: ela e o marido são portadores de HIV
MÃE
- Revolta, abandona tratamento e filhos
- Chega a pesar 30 quilos e fica careca - motivo fofoca dos vizinhos
- Lucas 2 anos: retoma o tratamento desde então "está bem"
- Esconde dos filhos e parentes a doença
- Finge que não tem HIV, desliga a tv nos noticiários sobre o assunto
e sai da sala durante as propagandas
- Apesar de estar saudável às vezes há comentários maliciosos dos
vizinhos
Pai
Ex-viciado, "ex-alcoólatra"
Acompanha pouco a vida escolar do filho
Não fala sobre HIV
IRMÃ
- Nunca teve problemas na escola
- Já tentou ajudar o irmão mas ele não aprende
LUCAS
Gosta de videogame no PC
Adora brincar com os amigos na rua
Acha a escola chata
Gosta de sair com o pai, acha a mãe brava
Tem medo que a mãe morra - ela sempre passa mal
Conta histórias do primo (armas, tiros, brigas)
Quer aprender a olhar as horas e decorar a tabuada
Acha o neto um bom menino, mas que gosta de ficar na rua. acredita que ele segue o exemplo dos pais
Cuidou do Lucas até os 2 anos
Vai a reuniões da escola quando é preciso
Leva o neto ao médico, psicólogo, etc.
No diagnóstico psicopedagógico, tratamos de encontrar a funcionalidade do não aprender para a família, funcionalidade que inclui o significado e enuncia para que serve ao sistema familiar a não aprendizagem da criança de um dos seus membros.
( FERNÁNDEZ, 1991)
"A criança pode não aprender, assumindo o medo de conhecer e de saber da família..."
( FERNÁNDEZ, 1991)
( FERNÁNDEZ, 1991)
" A sabe , porque espiou B. B não sabe que A sabe. Se A mostra que sabe, fica em falta por ter espiado. Deve esconder a informação. Ao querer sepultar esta informação, em geral arrasta muito do desejo de conhecer"
TESTES
O PROLEC é uma ferramenta capaz de identificar as dificuldades que interferem no processo de desenvolvimento da leitura. O teste é dividido em quatro partes: identificação de letras, processos léxicos, processos sintáticos e processos semânticos.
O TDE é um instrumento que tem como objetivo avaliar e mensurar o dempenho em escrita, matemática e leitura de alunos do 2º ao 7º ano do ensino fundamental. Ele é composto por 3 substestes: escrita sob forma de ditado, aritmética através da solução oral e escrita de cálculos matemáticos, leitura através do reconhecimento de palavras isoladas do contexto.
PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DA COMPREENSÃO LEITORA DE TEXTOS EXPOSITIVOS
Textos que apresentam diferentes graus de dificuldade.
Utilizados para avaliação de alunos do 2º ano do fundamental ao ensino médio
Não define uma pontuação para classificação de desempenho.
-
O elefante
indicado para o 2º ano ( 92 palavras)
Leitura: poucos erros Interpretação: 100 % acertos

-
A girafa
para o 3º ano (172 palavras)
Leitura: diversos erros Interpretação: 1 resposta incorreta

-
A Lontra
para o 4º ano (157 palavras) – Não quis concluir a leitura
Observações
- Usa o dedo para marcar a linha
- Movimenta a cabeça lateralmente
- Movimenta os lábios durante a leitura silenciosa
- Leitura oral repete algumas palavras, tem dificuldade com a pontuação
- Salta linhas e se perde
HORA DO JOGO
ANÁLISE TESTES
- Desempenho inferior a capacidade demonstrada nos atendimentos
- Refazendo atividades em outro contexto acertou questões que ele havia errado
Fernández rompe com paradigma que considera diagnóstico e intervenção como momentos distintos, não simultaneizáveis
A insistência do esquema de ação em sua aparição vai nos permitir verificar se aquele, como esquema de ação escolhido, é um ponto de entrada importante. Procuraremos, então, em que outras situações e com que outros conteúdos repete-se o esquema de ação. Vamos buscar a repetição na produção do paciente, mas, além disso, na relação entre a produção do paciente e a de sua família.
(FERNÁNDEZ, 1991, p. 133)
INTERPRETAÇÃO HORA DO JOGO
Freud - Jogo fort-da
Lucas apresenta um problema de aprendizagem do tipo sintoma, ou seja, relacionado a fatores internos do sujeito e principalmente da família. Durante todo o diagnóstico foi possível perceber que há rupturas na forma de circulação do conhecimento nesta família. O sintoma manifestado na escola dentro desta família tem a função de desviar o olhar da AIDS e focá-lo no Lucas (defasagem escolar, comportamento, fugas de casa, etc). Mas esta criança não apresenta somente o problema de aprendizagem do tipo sintoma, pois no decorrer do anos o sintoma provocou um problema do tipo reativo, ou seja, relacionado a causas externas ao sujeito, hoje o Lucas é uma criança pela marginalizada pela escola, no ambiente escolar todos querem se ver livres dele.
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