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Análise do poema

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by

maria cortes

on 25 May 2014

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Transcript of Análise do poema

Objetivo da apresentação
De nome completo Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões, nasceu em Lisboa (embora fosse descendente de Irlandeses) no dia 19 de Dezembro de 1924. Desde pequeno se fascinava pelos livros de tal maneira que aos dezassete anos publicou os primeiros versos num jornal de Amarante, terra natal da mãe, onde passava as férias. Viveu sempre da escrita ou de trabalhos a ela associados, apesar de nunca ter sido um escritor profissional.
Alexandre O'Neill
Índice
Alexandre O'Neill e sua biografia completa.
Poema "Autorretrato" de Alexandre O'Neill: leitura e visionamento de um video.
Vocabulário existente no poema.
Ideias que o poema transmite.
Aspetos formais do poema: estrutura estrófica, estrutura métrica, estrutura rimática, tipo de rima.
Curiosidade sobre o poema.
Bibliografia.
"Autorretrato" de Alexandre O'Neill
Análise do poema
Esta apresentação tem como objetivo aprender como analisar poemas, ficar a conhecer um pouco mais sobre o autor Alexandre O'Neill e também dar a conhecer aos nossos colegas o poema "Autorretrato", as suas principais ideias e por último os aspetos formais do mesmo.
Alexandre O'Neill
Alexandre O'Neill
Alexandre O'Neill
Era um autodidata e foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa. É neste grupo que publica a sua primeira obra, "A Ampola Miraculosa" mas o grupo a que pertencia rapidamente acaba. As influências surrealistas permanecem visíveis nas suas obras, que além dos livros de poesia incluem prosa, discos de poesia, traduções e antologias. Também foi autor de algumas publicidades. Foi várias vezes preso pela polícia política, a PIDE. Alexandre O’Neill morreu a 21 de Agosto de 1986, vítima de um acidente vascular cerebral.
Autorretrato
O'Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
(omita-se o olho triste e a testa iluminada)
o retrato moral também tem os seus quês
(aqui, uma pequena frase censurada...)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse...
Autorretrato
Vocabulário existente no poema
Nariguete v. 3
Sobrepuja v.3
De través v.3
Desdenhosa v.4
Visagem v.5
Veleidade v.12
Semovente v.12
Ideias que o poema transmite
Este poema foi feito pelo autor com o objetivo de se dar a conhecer aos seus leitores.
Este poema é um soneto.
Neste poema a relação do sujeito poético com o amor é vivida intensamente.
Nos dois últimos versos, o sujeito poético apresenta característas da sua vida que acentuam a sua humanidade.
Esquema rimático do poema
O'Neill (Alexandre), moreno português,
A
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
B
nariguete que sobrepuja de través
A
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
C
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
A
(omita-se o olho triste e a testa iluminada)
C
o retrato moral também tem os seus quês
A
(aqui, uma pequena frase censurada...)
C
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!)
D
e tem a veleidade de o saber fazer
E
(pois amor não há feito) das maneiras mil
D
que são a semovente estátua do prazer.
E
Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se
F
do que neste soneto sobre si mesmo disse...
F

Estrutura estrófica
Este poema é um soneto (naquela altura os poetas escreviam sonetos mesmo sem obedecer ás regras tradicionais, embora seja constituido por apenas um verso, ou seja, é um poema monóstico.
Classificação da rima quanto á correspondencia de sons
Em A- toante
Em C- consoante
Em D- toante
Em E- consoante
Em F- toante
Esquema rimático do poema
Em A- rima cruzada
Em C-rima cruzada
Em E-rima cruzada
Em D- rima cruzada
Em F- rima emparelhada
O'Neill (Alexandre), moreno português,
A
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
B
nariguete que sobrepuja de través
A
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
C
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
A
(omita-se o olho triste e a testa iluminada)
C
o retrato moral também tem os seus quês
A
(aqui, uma pequena frase censurada...)
C
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!)
D
e tem a veleidade de o saber fazer
E
(pois amor não há feito) das maneiras mil
D
que são a semovente estátua do prazer.
E
Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se
F
do que neste soneto sobre si mesmo disse..
.F
O'Neill (Alexandre), moreno português, A
cabelo asa de corvo; da angústia da cara, B
nariguete que sobrepuja de través A
a ferida desdenhosa e não cicatrizada. C
Se a visagem de tal sujeito é o que vês A
(omita-se o olho triste e a testa iluminada) C
o retrato moral também tem os seus quês A
(aqui, uma pequena frase censurada...) C
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!)D
e tem a veleidade de o saber fazer E
(pois amor não há feito) das maneiras mil D
que são a semovente estátua do prazer. E
Mas sofre de ternura, bebe de mais e ri-se F
do que neste soneto sobre si mesmo disse...F
Estrutura métrica
O'/Neill/ (A/le/xan/dre/), mo/re/no/ por/tu/guês
ca/be/lo a/sa/ de/ cor/vo/; da an/gús/tia/ da/ ca/ra,
na/ri/gue/te/ que/ so/bre/pu/ja/ de /tra/vés
a/ fe/ri/da/ des/de/nho/sa e/ não/ ci/ca/tri/za/da.
Se a/ vi/sa/gem/ de/ tal /su/jei/to é o/ que/ vês
(o/mi/ta/-se o/ o/lho/ tris/te e a/ tes/ta i/lu/mi/na/da)
o/ re/tra/to/ mo/ral/ tam/bém/ tem/ os s/eus/ quês
(a/qui, u/ma/ pe/que/na/ fra/se/ cen/su/ra/da...)
No a/mor/? No a/mor /crê/ (ou/ não/ fo/sse e/le O/'Neill!)
e/ tem/ a/ ve/lei/da/de/ de o /sa/ber/ fa/zer
(pois a/mor/ não/ há/ fei/to/) das/ ma/nei/ras/ mil
que/ são a/ se/mo/ven/te e/stá/tua /do/ pra/zer.
Ma/s so/fre/ de/ ter/nu/ra/, be/be/de/ mais e/ ri/-se
do/ que/ nes/te/ so/ne/to/ so/bre/ si /mes/mo/ di/sse...

Classificação dos versos quanto ás silabas métricas
v.1 - hendecassílabo (11 sílabas métricas)
v.2 - Alexandrino (12 silabas métricas)
v.3 - hendecassílabo (11 sílabas métricas)
v.4 - treze sílabas métricas (não há classificação)
v.5 - decassílabo (10 sílabas métricas)
v.6 - quinze sílabas métricas (não há classificação)
v.7 - hendecassílabo (11 sílabas métricas)
v.9 - decassílabo (10 sílabas métricas)
v.10 - hendecassílabo (11 sílabas métricas)
v.11 - decassílabo (10 sílabas métricas)
v.12 - eneassílabo (9 sílabas métricas)
v.13 - Alexandrino (12 silabas métricas)
v.14 - Alexandrino (12 silabas métricas)
Curiosidade sobre o poema
Este poema foi publicado em 1962 no livro Poemas com endreço. Nesse tempo, Portugal encontrava-se debaixo de um regime politico ditatorial, o Estado Novo, e a censura era exercida sobre o que se publicava. O verso 8 constitui uma referencia a esse facto. Sobre o último verso: nos séculos XX e XXI, em Portugal, muitos poetas escreveram ou escrevem sonetos, sem que estejam divididos nas tradicionais duas quadras e dois trecetos.
Bibliografia
Trabalho realizado por:
Maria Helena 7ºD nº10
Gabriela Silva 7ºD nº4
Fim!!!
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