Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Nascimento e Morte do Sujeito Moderno

No description
by

Fabio Fernandes

on 11 July 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Nascimento e Morte do Sujeito Moderno

A identidade em questão /
Nascimento e Morte do Sujeito Moderno
Stuart Hall

Identidades contemporâneas - deslocamento/descentração do sujeito.
Identidades em crise: do fixo, coerente e estável à experiência da dúvida e da incerteza.

A “globalização” e seu impacto sobre as identidades culturais.

Sociedades modernas: sociedades de mudança constante, rápida e permanente
Processos de identificação: como o sujeito é interpelado ou representado?

Identidades construídas na diferença

a) Sujeito do Iluminismo/cartesiano
Deslocamento de Deus do centro do universo: colapso da ordem social, econômica e religiosa medieval.

Sujeito racional, pensante, consciente, no centro do conhecimento: sua identidade permanecia a mesma e era contínua.

b) Sujeito sociológico
Relação estável entre o “eu” e o sistema social, entre “interior” e “exterior”.

Emergência do capital: sociedades mais complexas, adquirindo formas coletivas e sociais.

Estabilidade: indivíduo localizado e “definido” dentro dessas grandes
estruturas
modernas: o lugar do oriental, do negro, do pobre, da mulher, do não heterossexual etc.



c) Sujeito pós-moderno / Movimentos de ruptura


Crítica a uma ideia de essência universal do homem.

Essa essência não é mais atributo de cada “indivíduo singular”.

2) Freud /Lacan/ Psicanálise
Identidade como produto de uma fantasia, da relação do sujeito e seu contato com os sistemas simbólicos de representação – língua, cultura, diferença sexual.

Identificação como processo em andamento.

Identidades emergindo da falta de inteireza: precisamos desse prazer da plenitude? Precisamos ser completos?

3) Saussure/ Signo
Arbitrariedade do signo linguístico: não somos os autores do que expressamos, o que expressamos é uma convenção.

Os significados da língua estão embutidos em sistemas culturais.

O signo não é fechado, ele escapole...

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho
Eles passarão...
Eu passarinho!

Mario Quintana


4) Foucault / Poder disciplinar
Regulação, controle, disciplina da espécie humana, das populações e também dos indivíduos, dos corpos, das subjetividades.

Escolas, prisões, hospitais, família, os prazeres, o “normal”.

“A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos “dóceis”. A disciplina aumenta as forças do corpo (em termos econômicos de utilidade) e diminui essas mesmas forças (em termos políticos de obediência)”.

(FOUCAULT, 1987, p.164-165)

O panóptico

Noção difusa de poder

5) Impactos do feminismo e outros movimentos sociais
“Teatro” da revolução.

Suspeitas em relação à máquina burocrática: abertura para a espontaneidade.

Questionamento da rigidez entre o “fora” e o “dentro”, o “público” e o “privado”.

Novas formas de vida social: família, sexualidade, trabalho doméstico, usos do corpo.

Sujeitos generificados: do feminismo às políticas da diversidade sexual e de gênero.


O “sujeito” do Iluminismo visto como tendo uma identidade fixa e estável, foi descentrado, resultando nas identidades abertas, contraditórias, inacabadas, fragmentadas.

Colonialidade do poder, colonialidade do saber: do pós-moderno ao pós-colonial.

“As regiões marcadas historicamente pelas estruturas das plantações escravistas têm processos culturais e etnorraciais que são importantes que os entendamos em sua especificidade histórico-social. Se não queremos cair no ridículo dos colonizadores espanhóis dos séculos XVII, XVIII e XIX, que acreditaram que haviam colonizado os escravos africanos quando os viam adorando aos santos católicos, é fundamental que entendamos os processos de hibridização e mestiçagem como estratégias “das brechas” de subversão político-cultural desenvolvidas do lado subalterno da diferença colonial em contexto como os das plantation. Ali onde a desigualdade nas relações de poder produzidas pelas hierarquias etnorraciais não permitiam a prática aberta e livre da cultura dos escravos.”

Ramón Grosfoguel - sociólogo porto-riquenho

Do pós-moderno ao pós-colonial
Subalternidades produzidas no Sul e as suas relações interculturais – elas teriam voz?
Cumpre-se falar do sexo como de uma coisa que não se deve simplesmente condenar ou tolerar mas gerir, inserir em sistemas de utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um padrão ótimo. O sexo não se julga apenas, administra-se. Sobreleva-se ao poder público; exige procedimentos de gestão; deve ser assumido por discursos analíticos. [...] Polícia do sexo: isto é, necessidade de regular o sexo por meio de discursos úteis e públicos e não pelo rigor de uma proibição.

(FOUCAULT, 2011, p. 30-31)
O sentimento de ausência, mudança e insegurança na busca pela identidade na série fotográfica "I'm not there" de PoL Úbeda Hervàs:
1) Marx: “os homens fazem a história, mas apenas sob as condições que lhes são dadas”.
Da identidade única e estável ao
fragmento
, às múltiplas, contraditórias e não resolvidas identidades. Definida histórica e não biologicamente.

"A identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia".

De uma coerente "narrativa do eu" ao deslocamento: multiplicação dos sistemas de significação e representação cultural.

Impacto da globalização sobre as identidades culturais: sociedades de mudança constante, rápida e permanente.

Reflexividade e interconexões: descontinuidade, fragmentação, ruptura, deslocamento.
Milton Santos - da fábula perversa à solidariedade global
Pelo fim das velhas noções de centro e periferia: o centro poderá estar situado a milhares de quilômetros de distância e a periferia poderá abranger o planeta inteiro.

Efeitos perversos da globalização:

Globalização como fábula: demanda “livre e global”.

Globalização econômica (ou globalização como perversidade):

As mudanças no padrão produtivo mantiveram as desigualdades geográficas e a manutenção de lucros imensos por parte das transnacionais, como vem ocorrendo desde o segundo pós-guerra.

Ao olhar para o lugar, para onde as pessoas vivem seu cotidiano, identifica-se o lado perverso e excludente da globalização, em especial quando os lugares ficam nas áreas pobres do mundo.

A globalização é fragmentação ao expressar no lugar os particularismos étnicos, nacionais, religiosos e os excluídos dos processos econômicos com objetivo de acumulação de riqueza ou de fomentar o conflito (Ribeiro, 2001).

Globalização solidária

Milton Santos queria um mundo diferente. Sua visão otimista do futuro é expressa no trecho abaixo:

"Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos (...) bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade. Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização" (Santos, 2002:80).

Deste modo, a mudança tem de vir pela política. Embora expressando otimismo, não perde a visão de geógrafo ao indicar que as mudanças não virão

"dos Estados Unidos ou da Europa. Virá dos pobres, dos ‘primitivos’ e ‘atrasados’, como nós, do Terceiro Mundo, somos considerados. Estas não poder vir das classes obesas. Estas não podem ver muito. São os pobres os detentores do futuro. O problema de todas as épocas é saber como vai se dar a ruptura. E as rupturas se deram antes que todos soubessem como elas iam se dar..." (Santos et al., 2000:66).

Paulo Freire - Educação para a consciência: aprender a "ler o mundo" para poder transformá-lo
Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação.

Prática de sala de aula que desenvolva a criticidade dos alunos:

Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil.

Aprendizado conjunto

Respeito e valorização dos conhecimentos prévios dos alunos: por uma aprendizagem significativa.

O sujeito da cultura não é individual, mas coletivo.

Sujeitos em permanente transformação e interação - ser humano como "histórico e inacabado", sempre pronto a aprender.

A alfabetização é, para o educador, um modo de os desfavorecidos romperem o que chamou de "cultura do silêncio" e transformar a realidade, "como sujeitos da própria história".
Full transcript