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Os Lusíadas - Canto VII

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by

Luísa Marques

on 11 March 2015

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Transcript of Os Lusíadas - Canto VII

Os Lusíadas - Canto VII
Outros povos
Apelo aos Cristãos
Exortação aos Cristãos
Conclusão
Enquadramento da ação
Questionário
« Quem foi enaltecido n’
Os Lusíadas
e porquê? »
Vós, Portugueses, poucos quanto fortes,
Que o fraco poder vosso não pesais;
Vós, que à custa de vossas várias mortes
A lei da vida eterna dilatais:
Assim do céu deitadas são as sortes,
Que vós, por muito poucos que sejais,
Muito façais na santa Cristandade:
Que tanto, ó Cristo, exaltas a humildade!
Elogio aos portugueses
Pouco número // Grande valentia
3
Combatem e morrem pela Fé
Vede'los Alemães, soberbo gado,
Que por tão largos campos se apascenta,
Do sucessor de Pedro, rebelado,
Novo pastor, e nova seita inventa:
Vede'lo em feias guerras ocupado,
Que ainda com o cego error se não contenta,
Não contra o superbíssimo Otomano,
Mas por sair do jugo soberano.
Vede'lo duro Inglês, que se nomeia
Rei da velha e santíssima cidade,
Que o torpe Ismaelita senhoreia,
(Quem viu honra tão longe da verdade?)
Entre as Boreais neves se recreia,
Nova maneira faz de Cristandade:
Para os de Cristo tem a espada nua,
Não por tomar a terra que era sua.
4
5
Pois que direi daqueles que em delícias,
Que o vil ócio no mundo traz consigo,
Gastam as vidas, logram as divícias,
Esquecidos de seu valor antigo?
Nascem da tirania inimicícias,
Que o povo forte tem de si inimigo:
Contigo, Itália, falo, já submersa
Em Vícios mil, e de ti mesma adversa.
Fundamentais na divulgação da Fé cristã
Crítica à
Alemanha
Perífrase
Apóstrofe
Apóstrofe
Metáfora
Lutero / Protestantismo
Ia contra os ideais camonianos
Igreja Anglicana
Mas entanto que cegos e sedentos
Andais de vosso sangue, ó gente insana!
Não faltarão Cristãos atrevimentos
Nesta pequena casa Lusitana:
De África tem marítimos assentos,
É na Ásia mais que todas soberana,
Na quarta parte nova os campos ara,
E se mais mundo houvera, lá chegara.

Referência aos Muçulmanos e a Jerusalém
Interrogação retórica
Crítica à
Inglaterra
Ó míseros Cristãos, pela ventura,
Sois os dentes de Cadmo desparzidos,
Que uns aos outros se dão a morte dura,
Sendo todos de um ventre produzidos?
Não vedes a divina sepultura
Possuída de cães, que sempre unidos
Vos vêm tomar a vossa antiga terra,
Fazendo-se famosos pela guerra?
Vedes que têm por uso e por decreto,
Do qual são tão inteiros observantes,
Ajuntarem o exército inquieto
Contra os povos que são de Cristo amantes;
Entre vós nunca deixa a fera Aleto
De semear cizânias repugnantes:
Olhai se estais seguros de perigos,
Que eles e vós sois vossos inimigos.

Se cobiça de grandes senhorios
Vos faz ir conquistar terras alheias,
Não vedes que Pactolo e Hermo, rios,
Ambos volvem auríferas areias?
Em Lídia, Assíria, lavram de ouro os fios;
África esconde em si luzentes veias;
Mova-vos já sequer riqueza tanta,
Pois mover-vos não pode a Casa Santa.
9
10
11
13
Gregos, Traces, Arménios, Georgianos,
Bradando-vos estão que o povo bruto
Lhe obriga os caros filhos aos profanos
Preceptos do Alcorão (duro tributo!)
Em castigar os feitos inumanos
Vos gloriai de peito forte e astuto,
E não queirais louvores arrogantes
De serdes contra os vossos muito possantes.
14
Crítica à
Itália
Guarda-lhe por entanto um falso Rei
A cidade Hierosólima terrestre,
Enquanto ele não guarda a santa lei
Da cidade Hierosólima celeste.
Pois de ti, Galo indigno, que direi?
Que o nome Cristianíssimo quiseste,
Não para defendê-lo, nem guardá-lo,
Mas para ser contra ele, e derrubá-lo!
6
Achas que tens direito em senhorios
De Cristãos, sendo o teu tão largo e tanto,
E não contra o Cinífio e Nilo, rios
Inimigos do antigo nome santo?
Ali se hão de provar da espada os fios
Em quem quer reprovar da Igreja o canto.
De Carlos, de Luís, o nome e a terra
Herdaste, e as causas não da justa guerra?
7
Jerusalém e
Inglaterra
Francisco I de França
Combateu o
Cristianismo
Crítica à
França
Interrogações retóricas
Francisco I era contra o Papa
8
Gastam as suas riquezas e dão as suas vidas por inutilidades
Corrupção / Tirania

Cristãos/Cadmo
Apóstrofe
Chamada de atenção em forma de
Os turcos juntam-se contra os cristãos
interrogação
Interrogação retórica:
Os cristãos são inimigos dos turcos e deles próprios
Interrogação retórica
Menção às riquezas nas terras muçulmanas
Aquelas invenções feras e novas
De instrumentos mortais da artilharia,
Já devem de fazer as duras provas
Nos muros de Bizâncio e de Turquia.
Fazei que torne lá às silvestres covas
Dos Cáspios montes, e da Cítia fria
A Turca geração, que multiplica
Na polícia da vossa Europa rica.
12
Camões incita os cristãos a mobilizar o inimigo
Valor dos portugueses como combatentes de Cristo: elogio do seu espírito de cruzada.
Crítica aos povos pagãos e aos outros povos europeus (alemães, ingleses, franceses, italianos)
Reflexão sobre a conquista e do que ela representa
Chegada de Vasco da Gama à Índia:
Caracterização dos alemães
Caracterização dos ingleses
Aliteração em "s"
Uso do Imperativo
Adjetivação dupla
Apóstrofe
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