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Teoria de rima

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Alana Cunha

on 5 November 2013

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Transcript of Teoria de rima

Cesário Verde
Estudos sobre o autor

Verso
Conjunto de palavras ritmadas segundo a quantidade e distribuição de sílabas longas e breves, como em latim e grego (versos métricos), ou segundo o número de sílabas, como em português e francês (versos silábicos), ou segundo a acentuação, como em alemão e inglês (versos rítmicos). Cada uma das linhas de um poema, independentemente da métrica que em que estão compostas.Também é chamado verso a forma de escrita que não é prosa.
2° parte
Vida e obra do autor
Rima
É a consonância de palavras ou sílabas dando ao ouvido uma impressão agradável.
"Depara-se-nos uma rima (final) quando, em duas ou mais palavras, a última vogal acentuada, com tudo o que se lhe segue, tem idêntica sonoridade"
Em geral a rima é a identidade e/ou semelhança sonora existente entre a palavra final de um verso com a palavra final de outro verso na estrofe. Contudo pode verificar-se também o processo da rima entre o final do verso e palavras que se encontram no interior deste, (rima interna ou encadeada.)

Teoria de rima
Teoria de versos
O que é versificação?
VERSIFICAÇÃO

É o conjunto de normas que ensinam a fazer poemas belos e perfeitos segundo o conceito dos antigos gregos. Para eles, beleza e perfeição são sinônimos de trabalhoso, detalhado, complexo e tudo aquilo que segue a um modelo, a um conjunto de normas. É, assim, a técnica ou a arte de fazer versos.
Verso é cada uma das linhas que compõem um poema, possui número determinado de sílabas poéticas (métrica), agradável movimento rítmico (ritmo ) e musicalidade (rima).
5 poesias de Cesário Verde
Curiosidades sobre Cesário
O poeta português José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa no dia 25 de fevereiro de 1855(onde passou sua infância). Conhecido por seus dois últimos nomes, ele é visto como um dos predecessores e grande influência do estilo poético realizado no século XX em Portugal.Cesário Verde teve uma origem humilde, era filho de um comerciante e agricultor chamado José Anastácio Verde e de Maria da Piedade dos Santos Verde. Em 1873, inicia seus estudos acadêmicos no Curso Superior de Letras, mas frequenta as aulas por apenas alguns meses. Neste período, acaba conhecendo um amigo que levaria para o resto da vida, Silva Pinto, também português e escritor. Naquela época, as atividades de Cesário eram produzir muitas poesias, que acabavam sendo publicadas em periódicos, além de trabalhar no comércio, ofício que herdara de seu pai.

A tuberculose foi uma maldição na vida de Cesário Verde. Após perder a irmã e o pai para esta doença, o poeta começa a ter sintomas da enfermidade em 1877. Apesar da tristeza que tudo isso lhe causava, o mal lhe serviu de inspiração para a produção de um de seus mais belos poemas, “Nós”, de 1884.

“Ora, meu pai, depois das nossas vidas salvas
(Até então nós só tivéramos sarampo),
Tanto nos viu crescer entre uns montões de malvas
Que ele ganhou por isso um grande amor ao campo!”
(trecho da poesia “Nós”)
Cesário Verde não conseguiu escapar da doença e faleceu aos 30 anos, em dezenove de julho de 1886. Silva Pinto, em sua homenagem, organizou uma compilação com a poesia do amigo, que chamou de “O Livro de Cesário Verde”. Em 1901 este livro foi publicado.

Na poesia de Cesário Verde, alguns temas predominantes são o campo e a cidade. Seu estilo era delicado, com emprego de artifícios impressionistas e uma sensibilidade dificilmente vista no meio literário. A forma de expressão utilizada era mais natural, pois o poeta evitava o lirismo clássico.
As características mais importantes encontradas na análise de sua obra são imagens muito visuais que tinham o objetivo de dimensionar a realidade do mundo, a mistura do moral com o físico, a combinação de sensações, comparações, metáforas, sinestesias, versos decassílabos e quadras.
Um tema recorrente nas poesias de Cesário Verde é a mulher. Ele nos apresenta dois tipos femininos, sempre atrelados aos locais em que ambienta seus versos. Na cidade, cria uma mulher calculista, madura, frívola, fria, autodestrutiva e dominadora. Em sua representação do campo, o poeta monta arquétipos de mulheres pobres, feias, doentes, esforçadas e trabalhadoras.
CINISMO
Eu hei de lhe falar lugubremente
Do meu amor enorme e massacrado,
Falar-lhe com a luz e a fé dum crente.

Hei de expor-lhe o meu peito descarnado,
Chamar-lhe minha cruz e meu Calvário,
E ser menos que um Judas empalhado.

Hei de abrir-lhe o meu íntimo sacrário
E desvendar a vida, o mundo, o gozo,
Como um velho filósofo lendário.


Hei de mostrar, tão triste e tenebroso,
Os pegos abismais da minha vida,
E hei de olhá-la dum modo tão nervoso,

Que ela há de, enfim, sentir-se constrangida,
Cheia de dor, tremente, alucinada,
E há de chorar, chorar enternecida!

E eu hei de, então, soltar uma risada.

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
Tema(s): Amor Cinismo

HEROÍSMO

Eu temo muito o mar, o mar enorme,
Solene, enraivecido, turbulento,
Erguido em vagalhões, rugindo ao vento;
O mar sublime, o mar que nunca dorme.

Eu temo o largo mar, rebelde, informe,
De vítimas famélico, sedento,
E creio ouvir em cada seu lamento
Os ruídos dum túmulo disforme.


Contudo, num barquinho transparente,
No seu dorso feroz vou blasonar,
Tufada a vela e n'água quase assente,

E ouvindo muito ao perto o seu bramar,
Eu rindo, sem cuidados, simplesmente,
Escarro, com desdém, no grande mar!

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
Tema(s): Heroísmo

(EU E ELA)

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;

Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.

Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más idéias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.


Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.

Outras vezes buscando distração,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiro,
Formando unicamente um coração.

Beatos ou apagãos, via à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavaleiro de Faublas...
Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
TEMA(s): Amor

Vaidosa
Dizem que tu és pura como um lírio
E mais fria e insensível que o granito,
E que eu que passo aí por favorito
Vivo louco de dor e de martírio.

Contam que tens um modo altivo e sério,
Que és muito desdenhosa e presumida,
E que o maior prazer da tua vida,
Seria acompanhar-me ao cemitério.

Chamam-te a bela imperatriz das fátuas,
A déspota, a fatal, o figurino,
E afirmam que és um molde alabastrino,
E não tens coração, como as estátuas.

Obras de Cesário
A Débil
A Forca
Ao Diário Ilustrado
Ao Gáz
Arrojos
Ave-Marias
Cadências tristes
Cinismos
Contrariedades
Cristalizações
De tarde
De Verão
Desastre
Deslumbramentos
Em Petiz
E narram o cruel martirológio
Dos que são teus, ó corpo sem defeito,
E julgam que é monótono o teu peito
Como o bater cadente dum relógio.

Porém eu sei que tu, que como um ópio
Me matas, me desvairas e adormeces,
És tão loura e dourada como as messes

E possuis muito amor... muito amor-próprio.

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'

Pró Pudor
Todas as noites ela me cingia
Nos braços, com brandura gasalhosa;
Todas as noites eu adormecia,
Sentindo-a desleixada a langorosa.

Todas as noites uma fantasia
Lhe emanava da fronte imaginosa;
Todas as noites tinha uma mania,
Aquela concepção vertiginosa.

Agora, há quase um mês, modernamente,
Ela tinha um furor dos mais soturnos,
Furor original, impertinente...

Todas as noites ela, ah! sordidez!
Descalçava-me as botas, os coturnos,
E fazia-me cócegas nos pés...

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
1855: A 23 de Fevereiro, num prédio da Rua da Padaria (junto à Sé de Lisboa), nasce José Joaquim CESÁRIO VERDE. – 1857: Peste em Lisboa; a família Verde refugia-se na sua quinta de Linda-a-Pastora. – 1865: Os Verde passam a morar na Rua do Salitre (Lisboa). Cesário conclui a instrução primária e começa a estudar inglês e francês. – 1872: Cesário começa a trabalhar na loja de ferragens do pai, na Rua dos Fanqueiros. Com 19 anos, tuberculosa, morre Maria Julia, irmã de Cesário. – 1873: Cesário matricula-se no Curso Superior de Letras, onde conhece e se torna grande amigo do escritor Silva Pinto. Publica os seus primeiros poemas no Diário de Notícias. – 1874: Publica mais poemas no Diário de Notícias (Lisboa) e nos jornais do Porto Diário da Tarde e A Tribuna. Ramalho Ortigão crava-lhe uma Farpa a propósito do poema Esplêndida. Boémia revolucionária no “Martinho”. – 1875: Cesário conhece e faz amizade com Macedo Papança (futuro conde de Monsaraz). Continua a publicar poemas no Mosaico (Coimbra), n’A Tribuna e n’O Porto. Começa a dirigir a loja da Rua dos Fanqueiros e a quinta de Linda-a-Pastora. – 1876: Desenvolve negócios. Frequenta a casa de Papança, na Travessa da Assunção, onde se cruza com Guerra Junqueiro, Gomes Leal e João de Deus. Os Verdes mudam-se para a Rua das Trinas
– 1877: Volta a colaborar no Diário de Notícias. Queixa-se dos primeiros sintomas de tuberculose. – 1878: Passa a viver em Linda-a-Pastora. Nos jornais publica Noitada, Manhãs Brumosas, Em Petiz. – 1879: Publica Cristalizações no primeiro número da Revista de Coimbra. É atacado pela republicana Angelina Vidal n’A Tribuna do Povo e pelo monárquico Diário Ilustrado. – 1880: Publica O Sentimento dum Ocidental no número do Jornal de Viagens (Porto) dedicado ao tricentenário de Camões. Os Verde exportam maçãs para Inglaterra, Alemanha e Brasil. – 1881: Cesário participa no “Grupo do Leão” e convive com Abel Botelho, Alberto de Oliveira, Fialho de Almeida, Gualdino Gomes e com os pintores José Malhoa, Silva Porto, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro.
– 1882: Morre, tuberculoso, Joaquim Tomás, irmão de Cesário. – 1883: Cesário viaja para França, numa tentativa malograda de exportar vinhos portugueses. – 1884: Publica Nós. Deixa de frequentar os meios literários. Activa negócios, produz, compra e exporta frutas. Recolhe-se a Linda-a-Pastora. – 1885: Agrava-se o seu estado de saúde mas regressa a Lisboa e continua a trabalhar na loja da Rua dos Fanqueiros. – 1886: Extremamente doente, instala-se em Caneças. Vai depois para casa de um amigo, no Lumiar (às portas de Lisboa), onde vem a morrer a 19 de Julho. – 1887: Silva Pinto edita O Livro de Cesário Verde.

Fernando Pessoa "Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar só".

Jaime Sabines "A poesia é um acontecimento humano e você pode encontrá-la em qualquer parte, a qualquer hora, surpreendentemente".
três def. diferentes de autores diferentes
Pedro Salinas"A poesia é uma aventura ao absoluto".
1° parte
Arrojos
Se a minha amada um longo olhar me desse
Dos seus olhos que ferem como espadas,
Eu domaria o mar que se enfurece
E escalaria as nuvens rendilhadas.

Se ela deixasse, extático e suspenso
Tomar-lhe as mãos mignonnes e aquecê-las,
Eu com um sopro enorme, um sopro imenso
Apagaria o lume das estrelas.


Poesia do jogral
Se aquela que amo mais que a luz do dia,
Me aniquilasse os males taciturnos,
O brilho dos meus olhos venceria
O clarão dos relâmpagos noturnos.

Se ela quisesse amar, no azul do espaço,
Casando as suas penas com as minhas,
Eu desfaria o Sol como desfaço
As bolas de sabão das criancinhas.

Se a Laura dos meus loucos desvarios
Fosse menos soberba e menos fria,
Eu pararia o curso aos grandes rios
E a terra sob os pés abalaria.


Se aquela por quem já não tenho risos
Me concedesse apenas dois abraços,
Eu subiria aos róseos paraísos
E a Lua afogaria nos meus braços.

Se ela ouvisse os meus cantos moribundos
E os lamentos das cítaras estranhas,
Eu ergueria os vales mais profundos
E abateria as sólidas montanhas.

E se aquela visão da fantasia
Me estreitasse ao peito alvo como arminho,
Eu nunca, nunca mais me sentaria
As mesas espelhentas do Martinho.

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
Tema(s): Amor
Classificação de rima
a) de acordo com a acentuação: quando a aproximação sonora se dá entre palavras proparoxítonas, como amoníaco / zodíaco, a rima é chamada esdrúxula; quando entre palavras paroxítonas, como agreste / veste, é chamada rima grave; entre oxítonas, como fez / inglês, chama-se rima aguda;

b) de acordo com a extensão: quando a similaridade sonora é total a partir das última vogais tônicas, como nos três exemplos acima, a rima chama-se consoante; caso a semelhança seja parcial, como em bela / fera ou luta / dura, a rima chama-se toante;


c) de acordo com o vocabulário: quando a rima se dá entre palavras de mesma classe gramatical, como amoníaco / zodíaco (substantivos), ela é denominada rima pobre; chama-se rima rica quando as palavras são de classes gramaticais diferentes, como em agreste / veste (substantivo e verbo).

d) de acordo com a disposição:
1- rima interna (ou interior): quando a paridade sonora está contida em palavras que se encontram no mesmo verso, ou quando a palavra final de um verso rima com a expressão inicial do verso seguinte, ou, ainda, entre palavras dispostas no meio de versos diferentes.
Exemplos de rima
De tudo que é nêgo
torto
Do mangue, do cais do
porto
Ela já foi
namorada
O seu corpo é dos
errantes
Dos cegos, dos
retirantes
É de quem não tem mais
nada

(Geni e o Zepelim – Chico)
Jardim Cesário Verde em Lisboa
casa onde o autor morreu
Cesário Verde foi o principal poeta do século XIX em Portugal. Ele nasceu em 25 de fevereiro de 1855 (o dia da festa de São Cesário), e morreu de tuberculose em 19 de julho de 1886. Ele viveu toda a sua vida em Lisboa, embora parte de cada ano foi gasto na propriedade de sua família em Linda-a-Pastora, alguns 15 km de distância, a oeste. Parte das terras da família Verde foram adquiridos a partir deles pelo Estado para a construção do Forte do Alto de Caxias.
Em 1887, o amigo íntimo de Cesário, António José da Silva Pinto, publicou uma edição limitada de duas centenas de cópias da poesia de Verde, sob o título O Livro de Cesário Verde , (Lisboa: Typographia Elzeveriana). Esta compilação inclui apenas vinte e duas das quarenta obras conhecidas do poeta. A edição também incluiu uma série de alterações textuais, exclusões, acréscimos e mudanças de título. Os poemas também foram dispostos em uma seqüência não-cronológica, dividido em duas seções intituladas Crise Romanesca e Naturais , composto por seis e dezesseis poemas, respectivamente. Por décadas, o Livro foi aceito como as obras autorizadas e completa de Cesário Verde. Trabalho por Luís Amaro de Oliveira, Pedro da Silveira e, mais tarde, Joel Serrão localizado a uma série de outros poemas existentes e variantes daqueles publicado no Livro . Estes apareceu em várias edições do do Serrão Obra completa de Cesário Verde .


O pai de Cesário também era dono de uma empresa de ferragens com instalações em números 2 a 8 da Rua dos Fanqueiros, na esquina dessa rua ea Rua da Alfândega, a poucos metros da Praça do Comércio, no centro de Lisboa. Cesário, como o filho mais velho da família, passou o negócio para um número de anos antes de sua morte precoce. Sua produção poética foi limitado por suas responsabilidades comerciais e durante sua vida ele ganhou pouco aclamação para sua poesia. Em sua morte, Paços do Lumiar, nos subúrbios do norte da cidade de Lisboa, em 19 de julho 1886, sua poesia permaneceu disperso entre vários jornais de Lisboa e Porto, e em uma série de revistas literárias.
Os outros endereços de Lisboa em que Cesário viveu incluído:

Rua dos Fanqueiros, 9, terceiro andar.
Rua do Salitre, 107 (já renumerado como no.5).
Rua das Trinas do Mocambo, 50 (hoje no.36).
Cesário morreu no Largo de S. Sebastião, 64, Paços do Lumiar, no norte de Lisboa.
Referências
http://www.infoescola.com/biografias/cesario-verde/

http://www.prof2000.pt/users/jsafonso/port/verde.htm

http://www.citador.pt/poemas/a/cesario-verde

https://www.google.com.br/search?q=cesario+verde+vida+e+obra&newwindow=1&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=ljB4UqCFAbO64AOCzICYBA&ved=0CC0QsAQ

http://www.nicoladavid.com/literatura/cesrio-verde
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