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A questão epistemológica na filosofia de Foucault

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Barbara Valle

on 17 May 2017

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Transcript of A questão epistemológica na filosofia de Foucault

A questão epistemológica
na filosofia de Foucault. O homem é produto das
práticas discursivas. Há grandes discussões à respeito de Foucault representar ou não a corrente estruturalista. O próprio autor em sua obra, "O nascimento da clínica", usa pela primeira vez o termo estrutura, demonstrando neste texto a intenção de realizar uma análise estrutural. Em 1969, em seu novo texto "Arqueologia do saber", Foucault revela que a análise estrutural não o auxiliou a tratar da problemática que pretendia no texto "O nascimento da clínica". Ao contrário, acredita que a análise estrutural acabou por nublar a problemática em questão. O método mais apropriado, a seu ver, seria o método arqueológico, separando-se e diferenciando-se então da proposta estruturalista. O pensamento de Foucault poderia ser localizado como parte do debate sobre modernidade, onde a razão iluminista ocupa o local de destaque. O homem, para este filósofo, ocupa um papel importante, uma vez que é sujeito e objeto de conhecimento. Considera o homem enquanto resultado de uma produção de sentido, de uma prática discursiva e de intervenções de poder. Foucault discute o homem, enquanto sujeito e objeto do conhecimento, através de três procedimentos em domínios diferentes: a arqueologia, a genealogia e a ética. Estes procedimentos constituem momentos do método. Para este autor o método dá-se diante do objeto à ser estudado e não ao contrário. Forma de poder mediante el
lenguaje y las prácticas Através do método arqueológico, este filósofo aborda os saberes que falam sobre o homem, as práticas discursivas, e não verdades em relação a este homem.
Reivindica uma independência de qualquer ciência, pois acredita não poder localizar o homem através do que ela pode oferecer. Estabelece sim, inter-relações conceituais dos diferentes saberes e não de uma ciência. "Por episteme, entende-se, de fato o conjunto das relações que podem unir, numa dada época, as práticas discursivas que dão lugar às figuras epistemológicas, às ciências, eventualmente a sistemas formalizados (...) A episteme não é uma forma de conhecimento ou um tipo de racionalidade que, atravessando as mais diversas ciências, manifestaria a unidade soberana de um sujeito, de um espírito ou de uma época; é o conjunto das relações que podemos descobrir, para uma época dada, entre as ciências, quando analisamos ao nível das regularidades discursivas." (Arqueologia do Saber) Com o objetivo de prosseguir no empreendimento da arqueologia das ciências humanas Foucault procura isolar e descrever os sistemas de saber subjacentes às três grandes fases do pensamento ocidental. São elas:

A Renascença
A Época Clássica
Modernidade Através da obra “Les Mots et les chose” – Arqueologia das Ciências Humanas. Foucalt apresenta a concepção de um certo agenciamento global das ciências humanas no que chama “o triedro dos saberes”;

Assim, Foucalt prentende definir um espaço epistemológico da constituição das Ciências Humanas de caráter racional e científico, ou seja, o espaço da teoria do conhecimento da formação das Ciências Humanas com base na razão e no método científico. O triedo do "saber", para Foucault. é um espaço epistemológico de três dimensões. Ele se define a partir de três eixos principais da racionalidade organizadora do saber:

1) o eixo das Matemáticas e Psicomatemáticas, ciências exatas e protótipos da cientifidade;

2) O eixo das Ciências da Vida, da Produção e da Linguagem: Biologia, Economia e Ciências da Linguagem (que são ciências humanas);

3) O eixo da Reflexão Filosófica propriamente dita, desenvolvendo-se como "Pensamento do Mesmo" ou como "Analítica da Finitude". A episteme ocidental antes da idade moderna Segundo Foucalt há três momentos da Episteme Ocidental:
- A Época da Renascença – Século XVI;
- A Época Clássica ou da Ciência das Luzes – Séculos XVII e XVIII;
- Inicio do Século XIX até os dias atuais – Segmento aberto que surgem novas diferenças que se instalam e se consolidam.

A emergência e a organização das ciências humanas dependem de formações epistemológicas sucessivas. Episteme Clássica da Representação Para Foucault a representação deve ser entendida a partir da compreensão do signo, e na compreensão deste descobrir a linguagem arbitrária que autorizará a manifestação da natureza em seu espaço, os termos de suas análises e as leis de sua composição. O signo seria a organização binária – De um lado aquilo que é representado, de outro, o quadro representante;

Representatividade clara e distinta – significante e significado funcionando indissociavelmente graças à natureza da representação. A evidenciação do significado nada mais será senão a reflexão sobre os signos que o indicam, e que na idade clássica, vale como o discurso imediato do significado.

A episteme clássica congrega e assumem fisionomia de antigos esboços de conhecimento, como: - histórias naturais da Antiguidade, da Idade Média e da Renascença; - rudimentos da economia; - gramáticas particulares e as primeiras reflexões filosóficas sobre a linguagem. Não se tratando dos saberes modernos da Vida, do Trabalho (e da produção), da Linguagem e da Cultura. Novos Segmentos da Organização do Conhecimento O Início da Era da Positividade Conclusões Epistemologia arqueológica El examen normaliza los sujetos y a las interacciones sociales en escuelas, ejércitos, hospitales, talleres. Bibliografia:

Ossa, Fernando, Subjetividad e interacción social.
R
osero K. y Venegas A. Subjetividad e interacción social. A arqueologia pode ser encontrada principalmente em duas de suas obras: "A História da Loucura" e "As palavras e as Coisas". Neste último livro, surge a possibilidade de explicitação das condições da possibilidade para que os conhecimentos possam se dar de uma determinada forma, em uma determinada época, que é o que o autor chama de episteme. A genealogia, segundo este autor, possibilita pensar na questão do poder como uma rede onde o homem é visto como objeto e sujeito das práticas do poder. Mais tarde, Foucault irá desenvolver a noção do bipoder. A genealogia não se opõe à história e sim aos desdobramentos meta-históricos das significações ideais e das indefinidas teleologias. Opõe-se apenas à pesquisa de origem. Este método, encontra-se principalmente em sua obra "Vigiar e Punir". A questão epistemológica Para Foucault não podemos compreender a formação epistemológica representada pelas Ciências Humanas em buscar um estatuto de positividade e cientificidade, sem compreender sua relação com o conhecimento e a cultura do saber pré-científico, opinião ou episteme. As principais obras de reflexão epistemológica são "A palavra e as coisas" (1966), "Arqueologia do Saber (1969) e também o texto da sua aula inaugural no College de France, "A ordem do discurso" (1971). No ocidente a palavra "episteme" é a simples transliteração do termo grego que quer dizer saber ou ciência. No sentido epistemológico antigo, a "episteme" não passa da simples "opinião" ou do mero "saber" pré-científico.
No Sentido antigo episteme significa opinião, saber pré-científico.
Conceito advindo do Século XVII, fruto do pensamento filosófico e científico cartesiano –
pensamento do homem culto, honesto;
A fisionomia da episteme – a cara da ciência - vai depender do estado de suas emergências científicas – demandas - e racionais – utilidade/razão/atitude - cuja linguagem todo mundo fala ou pretende falar. A representação clássica da ciência, ou formas da ciência clássica, caracteriza este conhecimento científico com o termo Representação;
Foucalt afirma que é preciso situar e caracterizar a representação, não só como um fato mental, mas como um registro epistemológico específico – conhecimento específico. Sendo necessário para compreensão uma atitude cientifica ou racional de todo um período do pensamento e da cultura.
Corroborando com o pensamento de Descartes – Regulae ad Directionem Ingenii – formas clássicas de constituição da matemática e da física matematizada do século XVII, com o pensamento de Newton – Philosophia Naturalis Principia Mathematica.
Foucault afirma que as identidades e diferenças são substituídas pelas similitudes, ou seja pensamento por semelhança; Privilegia-se os esquemas da ordem e da medida como princípios organizadores do conhecimento científico – mathesis universalis; Foucalt destaca o surgimento de novos segmentos e organização do conhecimento como a taxionomia – Mathesis como disciplina das representações complexas, e a análise das Gênesis – Estudo da ordem das produções e dos desenvolvimentos constitutivos no tempo (Renascença até o início do século XIX). A era da positividade surge com o séc. XIX e vem até nós, surgindo em uma época de transição, a Revolução Francesa. Novos campos de estudo se instauram. Emerge com muita força a consciência da história: o sentido da historicidade do homem, bem como de suas obras e de sua cultura. A palavra-de-ordem do novo saber, não é mais a procura da representação simples e imediata, mas a busca da última positividade do real, o esgotamento fenomenológico da coisa em si.
Há uma transmutação do núcleo epistemológico clássico: o advento de um novo regime do saber. A história natural torna-se biologia (saber da vida). A Teoria das riquezas e valor torna-se conhecimento científico do homem trabalhador, produtor e consumidor. A Gramática geral converte-se em ciência da linguagem. A partir desses núcleos transformados epistemologicamente (do classicismo à época do século XIX e de nossa contemporaneidade) que surgem as diversas ciências humanas atuais. Superação dos três núcleos da idade clássica (saberes da positividade da Vida, do Trabalho e do Falar Humano), equivale à superação do obstáculo epistemológico (Bachelard), opondo-se, no interior do Espírito pré-científico, à constituição de uma ciência verdadeira. Uma vez eliminado o obstáculo epistemológico de certo desconhecimento da positividade na doutrina clássica da representação, as ciências humanas podem constituir-se e aparecer em estado livre no espaço do saber.

Isso não se deu sem uma reação exercida sobre os símbolos filosóficos das Luzes: o homem. Vivemos o desfecho da antropologia, a desintegração do homem, dois fenômenos conexos à emergência atual de certas disciplinas (psicanálise e etnologia, que Foucault chama de contra-ciências);
Etnologia: Estudo das etnias para estabelecer as linhas gerais da estrutura e da evolução das sociedades. Arqueologia positiva: busca a origem do homem e sua história;

Arqueologia ontológica: remonta ao fundamento, buscando a origem do homem no ser como origem;

Arqueologia fenomenológica: busca a origem, no homem, e a origem do homem, na natureza;

Arqueologia proposta por Foucault: não visa a descoberta da origem do homem, mas o fundamento das ciências humanas. 1) Apesar de seu enorme interesse e importância para o estudo das ciências humanas, em que se mostram insatisfatórias as análises de Foucault? Toda sua abordagem propõe ao leitor uma representação, um quadro do saber;
O campo epistemológico fica reduzido ao estudo de três positividades: vida, trabalho e linguagem;
Será que a física e a matemática não exprimiriam também a experiência da ordem?

2) Para ele as ciências humanas não falam do homem (analisam normas, regras e conjuntos significantes);

3) Quanto à existência ou inexistência do homem, estes apenas aparecem e não existem, tais como se fizeram pela cultura. Assim, o homem estudado pela ciência não passa de um fenômeno humano, que se tornou presa de uma linguagem.
Para Foucault, “o homem é uma invenção cuja data recente a arqueologia de nosso pensamento mostra facilmente. E talvez o fim próximo”.
O homem não é o mais antigo nem o mais constante dos problemas do saber humano, mas a onipotência do saber.
Segundo Foucault, os homens atuais estão esmagados pela cultura e por seus resultados.

4) Significado da ciência: Parece mais um acervo de acontecimentos acumulados nos livros do que conhecimentos que de fato possuímos entre nós e que possamos compreender.
Para a lingüística e etnologia, estamos submetidos a leis que nos escapam, enquanto que a psicanálise mostra que somos aquilo que ignoramos ser.

5) O homem não passa do conceito de homem, de uma figura devanescente num sistema temporário de conceitos.
A estrutura teórica (sistema), é anônima, sem sujeito e sem identidade, que dirige em todas as épocas a maneira como as pessoas refletem, escrevem, julgam, falam e experimentam as coisas.

6) Assim, o homem é rechaçado ao mesmo tempo como sujeito e objeto do sistema.
Para Foucault, o homem não é o objeto difícil, eis que é um objeto inexistente.
Há seres humanos, mas não passam de mitos.
As propriedades e privilégios que os humanistas atribuírem ao homem (um fantasma) são ilusórios.

7) Aqui reside a grande ambiguidade da epistemologia de Foucault, se é que ela não pode ser definida como uma filosofia ambígua. Pois na medida em que ela exclui totalmente o homem real, considerando-o apenas um conceito, reduzindo-o a um elemento do sistema, ela ignora por completo que o homem é um se de necessidade e o sujeito da história. Nesse sentido, poderíamos dizer com Sartre: "O essencial não éo que se fez do homem, mas o que ele faz daquilo que fizeram dele". O que fizeram do homem, continua Sartre, "são as estruturas, os conjuntos significantes que as ciências humanas estudam. O que ele faz é a própria história, a superação real dessas estruturas numa praxis totalizadora."
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