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Dussel - 1492 - o encobrimento do outro

DUSSEL, Enrique. 1492: o encobrimento do outro – a origem do mito da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1993.
by

Val Vanessa Souza

on 6 May 2014

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Transcript of Dussel - 1492 - o encobrimento do outro

1492: o encobrimento do outro
Conferência I
Da "invenção" ao "descobrimento" do Novo Mundo
Conferência III
A falácia desenvolvimentista
Para Hegel o desenvolvimento é linear, passa por fases:
Hegel percebe, mesmo dentro da Europa, variações em relação ao desenvolvimento. Norte da Europa, mais precisamente Alemanha e Inglaterra representam o ideal desenvolvimentista

Invenção
Descobrimento
Conquista
Colonização

Interpretações de Colombo
Experiência estética: a Ásia
1ª viagem – 1492
2ª viagem – 1493 – China / Cuba
3ª viagem – 1496 – Leste Quersoneso / AN e AS
4ª viagem – 1502 – Sinus Magnus / Panamá
O’Gorman: reconhecimento de uma matéria ou potência onde o europeu começa a “inventar” sua própria “imagem e semelhança”.
Não é o “aparecimento do Outro”, mas a “projeção do si-mesmo”: ENCOBRIMENTO
Europa como “centro” do Acontecer Humano em Geral: Cultura Ocidental
Outro: si-mesmo a ser colonizado, modernizado, civilizado.
“missionários da civilização em todo o mundo, especialmente com “os povos bárbaros”.
Outras culturas, mundos, pessoas transformados em objetos, o que estava coberto foi descoberto.
O “descobrimento” do “Novo Mundo”
Descobrimento – experiência estética e contemplativa de conhecer o “novo” e mercantilista
Conquista - práxis da dominação
O “conquistador” é o primeiro homem moderno ativo, prático, que impõe sua “individualidade” violenta a outras pessoas, ao Outro.

Fernando Cortês é descrito como o conquistador espanhol responsável pela queda do Império Asteca de Montezuma. São conhecidas 5 cartas escritas por Cortês que chegaram ao Rei Carlos V, informando os avanços de suas investidas.
Além do
ego conquistador,
há também o
ego fálico
Colonização do mundo da vida
América Latina foi a primeira colônia da Europa moderna, já que historicamente foi a primeira “periferia” antes da África ou “Ásia”.

A colonização da vida cotidiana do indo, do escravo africano pouco depois, foi o primeiro processo “europeu” de modernização, de civilização, de “subsumir” ou alienar o Outro como “si-mesmo”. Aqui referido como uma prática pedagógica, cultural, política (modos de vida).
Enrique Dussel
O Eurocentrismo
Conferência II
Da "conquista" à "colonização" do mundo da vida
Palavras preliminares
A Modernidade é um fato europeu, mas relação dialética com o não-europeu.
A Modernidade aparece quando a Europa se define como "centro e por isso a "periferia" é parte de sua definição
(Homenagem à América Latina, pintura a óleo de Iza Costa)
Obra do peruano Santiago Yahuarcani López
Filosofia do Diálogo

comunicação intercultural, afirmação da alteridade
América Latina como primeira periferia da Europa Moderna
Enrique Dussel
Nasceu em 24 de dezembro de 1934, em La Paz, Mendoza, Argentina. Exilado político desde 1975 no México, hoje é cidadão mexicano, é professor na Universidade Autónoma Metropolitana e no Colégio de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Letras da UNAM (ambas no México).
Licenciado em Filosofia
(Universidade Nacional de Cuyo, Argentina),
doutor em Filosofia
pela Universidade Complutense de Madri,
doutor em História
pela Sorbonne de Paris e
licenciado em Teologia
em Paris e Münster. Obteve doutorados 
Honoris Causa
 em Freiburg (Suíça), na Universidade de San Andrés (La Paz, Bolivia) e na Universidade de Buenos Aires (Argentina).
Fundador, com outros, do movimento da
Filosofia da Libertação
. Trabalha especialmente o campo da Ética e da Filosofia Política.

Para Dussel, a ideia de modernidade europeia passa pela conquista da América e pelo “encobrimento do outro” (América, África e Ásia). O surgimento do “ego” europeu passou pela subjugação do outro e da sua desconstituição.
Esse desenvolvimento possui uma direção no espaço:
A história universal representa... o desenvolvimento da consciência que o Espírito tem de sua liberdade e também a evolução da realização que esta obtém por meio de tal consciência. O desenvolvimento implica uma série de fases, uma série de determinações da liberdade, que nascem do conceito da coisa, ou seja, aqui, da natureza da liberdade ao se tomar consciente de si... Esta necessidade e a série necessária das puras determinações abstratas do conceito são estudadas na Lógica.
A história universal vai do Oriente para o Ocidente. A Europa é absolutamente o fim da história universal. A Ásia é o começo.
Europa como modelo, o “Outro” como subdesenvolvido, inferior.
O “Espírito” superior europeu deslegitima o Outro, o direito europeu é, portanto, superior:

América
No que se refere a seus elementos, a América ainda não terminou sua formação... A América (Latina) é, por conseguinte, a terra do futuro. Em tempos futuros se mostrará sua importância histórica... Mas como país do futuro a América não nos interessa , pois o filosófo não faz profecias.
África
A África é em geral uma terra fechada, e conserva esse seu caráter fundamental. Entre os negros é realmente característico o fato de que sua consciência não chegou ainda à intuição de nenhuma objetividade, como, por exemplo, Deus, a lei, na qual o homem esta em relação com sua vontade e tem a intuição de sua essência... É um homem em estado bruto.
Ásia
A Ásia é a parte do mundo onde se verifica o começo enquanto tal... Mas a Europa é absolutamente o Centro e o Fim do mundo antigo e o Ocidente enquanto tal, a Ásia o Oriente absoluto.
Porque a história é a configuração do Espírito em forma de acontecimento, o povo que recebe um tal elemento como principio natural... É o povo dominante nessa época da história mundial... Contra o direito absoluto que ele tem por ser o portador atual do grau de desenvolvimento do Espírito mundial, o espírito dos outros povos não tem direito algum.
O desenvolvimento alemão, o fim da idade média, se a partir de três elementos: o Renascimento, o descobrimento da América e a passagem para a Índia pelo cabo da Boa Esperança no sul da África.
A Modernidade se desenvolve a partir da Reforma Luterana, da Ilustração e com a Revolução Francesa. É, portanto, um processo europeu, sem relação com o Outro, tese contrária à defendida por Dussel.
Guaicaipuro Cuatemoc cobra la deuda a Europa
“Quando e como aparece na América Latina a consciência histórica?”

Figuras históricas
“Experiências existenciais” diferentes

E.O’Gorman, La Invención de América
A invenção do “ser-asiático” do Novo Mundo
“Experiência ontológica”: tal como foi vivida – Documentos Cristóvão Colombo
“Mundo” de Colombo:
Europa ainda não era o centro
Cheio de fantasia renascentista
Cristão ítalo-ibérico defronte ao “mundo” muçulmano do norte da África
 
A Descoberta da América por Cristóvão Colombo
é uma pintura de Salvador Dali.

Foi elaborada entre 1958 e 1959, sob encomenda da Huntington Hartford's Gallery of Modern Art on Columbus Circle, em Nova Iorque.
A invenção do “ser-asiático” do Novo Mundo
Mantém a Santíssima Trindade: Europa, África e Ásia.
Mediterrâneo substituído pelo Atlântico
“[...]para iniciar a “constituição” da experiência existencial de uma Europa ocidental, atlântica, “centro” da história.”.
Invenção da América
– O’Gorman - À imagem e semelhança da Europa
Ser asiático
- O “si-mesmo” já conhecido e só re-conhecido: “em-coberto”.

A quarta parte - Rompimento da representação do mundo Europeu como uma das três partes da terra
Europa passa a ser o centro do mundo: outras culturas passam a ser periféricas.
Américo Vespúcio – O descobridor
Conhecimentos da cultura mediterrânea postos em dúvida
Tomada de conhecimento de ter descoberto algo novo:
a quarta parte da terra [...] habitada por humanos muito primitivos e nus.
“No “ego” concreto daquele “descobridor” se terminou de produzir a passagem da Idade Médica renascentista para a Idade Moderna.”
O “descobrimento” do “Novo Mundo”
O Outro é a “besta” de Oviedo, o “futuro” de Hegel, a “possibilidade” de O’Gorman, a “matéria bruta” para Alberto Caturelli: massa rústica “descoberta” para ser civilizada pelo “ser” europeu da “Cultura Ocidental”, mas “en-coberta” em sua Alteridade.
PARTE I - DESDE O "EGO" EUROPEU: O "EN-COBRIMENTO"
Apresentação:
Arthur Poziomyck
Guilherme Pokorski
Queila Almeida
Vanessa Souza Pereira

Chegando em terras astecas, pela primeira vez Cortês sabe que é um “deus” para aquelas pessoas. Seu ego começa a se posicionar, definitivamente, de outra maneira. Cortês recebeu saudações de Deus e Senhor.

Dois mundos se defrontavam nesse encontro. O encontro do “conquistador” com o Imperador asteca é um momento central e simbólico. Um “Eu-Moderno” livre, violento, guerreiro, hábil político, ante uma função imperial dentro de um “nós” necessário, trágico.
Voluptuosidade sádica, onde a relação erótica é igualmente domínio do Outro (da índia) - sexualidade puramente masculina, opressora.
"colonização" ou domínio do corpo
da índia - sexualidadade
do índio - exploração para produção
"O Descobrimento do Brasil" - Cândido Portinari
Considerações finais
Depois de "descoberto" o espaço e "conquistados" os corpos, era necessário controlar o imaginário a partir de uma nova compreensão religiosa do mundo. Os nativos eram considerados seres infantis e rudes que precisavam de paciência evangelizadora.
"Encontro entre dois mundos"
é um eufemismo, pois esconde a face violenta do processo.
Arciniegas
- não houve encontro, somente realizaçõede europeus em terras americanas. Os indígenas desapareceram ou se transformaram.
A
invenção
do ser asiático
O
descobrimento
geográfico
A
conquista dos corpos
A
conquista espiritual
A América constituiu-se como uma cultura híbrida, não como uma síntese, mas como um trauma.
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