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A marretada humanitária

Matéria: Andrei Andrade. Arte: Marcelo Aramis. Prezi: Carol De Barba. Leia mais em: http://ocaxiense.com.br/?p=111266
by

OCaxiense Revista

on 26 March 2013

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Transcript of A marretada humanitária

Background photo by t.shigesa Nos 3 dias que antecedem a Sexta-Feira Santa, a praça Dante Alighieri irá se transformar em uma grande peixaria. Ocorre a 17ª Feira do Peixe Vivo, ocasião em que 15 mil caxienses devem levar para suas casas cerca de 50 toneladas de bagres, carpas e jundiás, se forem repetidos os números do ano passado. E como anuncia o nome da feira, ninguém leva peixe morto para casa. Mesmo parecendo mortos ao serem colocados nas sacolas, eles estão vivos. As crianças e os mais sensíveis se assustam com a marretada nas cabeças dos peixinhos. Além disso, é comum – e compreensível – confundir a marretada com o abate propriamente dito. A médica veterinária Daniela Jacobus, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, explica por que essa é a melhor forma de “abate humanitário” (como é definida a preocupação com a insensibilização antes da morte do peixe) e alternativas de abate. A marretada humanitária Marretada O golpe no crânio do animal, em um ponto específico acima dos olhos, provoca a insensibilização imediata. Ao contrário do que pode parecer, a marretada não mata o peixe, que apenas perde a consciência. É como uma morte cerebral. O animal só irá morrer quando o consumidor abrir sua barriga ou cortar a cabeça na hora de limpá-lo. A prática é considerada ideal porque, além de indolor, mantém o efeito anestésico por mais tempo. Ainda assim, a orientação é que a limpeza seja feita tão logo o consumidor chegue em casa, antes que o peixe retome a consciência. Sim, ele voltará a se debater até morrer por asfixia. O tempo de uma hora é seguro para o processo. Secção da medula Consiste em um corte atrás da medula do peixe. É considerado o menos doloroso para o animal, por ser instantâneo, se aplicado corretamente, e indolor. Não é adotado por ser pouco higiênico para ser feito a céu aberto, uma vez que há sangramento do peixe e sua carne fica exposta a contaminações. Choque Elétrico Apesar de também ser uma forma de insensibilização rápida e causadora de pouco sofrimento para o peixe, o choque também provoca uma perda de consciência de poucos minutos. Além disso, é uma aplicação arriscada, que pode oferecer riscos para quem manipula e para quem assiste. Por isso não é adotado. Asfixia Simplesmente tirar o peixe da água. A morte que parece mais natural, é a mais dolorosa para o animal, que fora d’água pode agonizar por horas. Imagina se eles gritassem. Choque térmico O resfriamento em um tanque de gelo é uma das formas mais dolorosas para o peixe ser insensibilizado. O método é o mais utilizado na indústria da pesca. Além disso, o efeito é mais curto e rapidamente o animal recupera a consciência. Além disso, os peixes mais comuns consumidos na região, como o bagre e a carpa, são mais resistentes ao frio, o que dificulta ainda mais a adoção desse método. Carne O fato de não fazer o animal sofrer durante o abate interfere diretamente na qualidade da carne. O estresse libera substâncias que aceleram a decomposição da carne e provocam o desenvolvimento de bactérias. A morte mais comum, simplesmente deixar que o peixe morra por estar fora d’água, é a mais estressante. Peixes não são plantas, afinal. Opinião do consumidor Em 2011, uma pesquisa realizada pela Secretaria da Agricultura mediu a satisfação do consumidor com a Feira do Peixe Vivo. Abordou, entre outras questões, a forma como o público preferia levar o peixe para casa. A maioria dos 183 entrevistados (79%) achou melhor que o animal não se debatesse durante a viagem. Apenas 20% ainda preferiam levar o animal consciente, na sacola, para a morte mais demorada e menos traumática para quem compra. A forma de imobilização adotada pela Secretaria, o golpe na cabeça, foi aprovada por 60%, enquanto que 6% responderam ser uma forma cruel e triste de preparar o animal para a morte. Outros 4% concordam com a marretada, mas em local escondido, bem longe da consciência.
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