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Lúbrica

Apresentação do poema "Lúbrica", de Cesário Verde, para a disciplina de Português. 11º ano
by

Joana Pinto

on 18 May 2014

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Transcript of Lúbrica

"Lúbrica"
de Cesário Verde

FONTS
Mandaste-me dizer,
No teu bilhete ardente,
Que hás de por mim morrer,
Morrer muito contente.

Lançaste no papel
As mais lascivas frases;
A carta era um painel
De cenas de rapazes!

Ó cálida mulher,
Teus dedos delicados
Traçaram do prazer
Os quadros depravados!

Contudo, um teu olhar
É muito mais fogoso,
Que a febre epistolar
Do teu bilhete ansioso:
Do teu rostinho oval
Os teus olhos nefandos
Traduzem menos mal
Os vícios execrandos.

Teus olhos sensuais
Libidosa Marta,
Teus olhos dizem mais
Que a tua própria carta.

As grandes comoções
Tu, neles, sempre espelhas;
São lúbricas paixões
As vívidas centelhas...

Teus olhos imorais,
Mulher, que me dissecas,
Teus olhos dizem mais,
Que muitas bibliotecas!
Estrutura externa
8 estrofes (todas elas quadras);
Nº de sílabas métricas varia:

Man/das/te/-me/ di// zer – verso com cinco sílabas tónicas (pentassílabo ou redondilha menor)

Tu,/ ne/les,/ sem/pre es/pe// lhas – verso com seis sílabas tónicas (hexassílabo)

Do/ teu/ bi/lhe/te an/si/o// so – verso com 7 sílabas tónicas (heptassílabo ou redondilha maior)

Esquema rimático ABAB (rima cruzada)
Rima toda toante
Lúbrica
Mandaste-me dizer,
No teu bilhete ardente,
Que hás de por mim morrer,
Morrer muito contente.

Lançaste no papel
As mais lascivas frases;
A carta era um painel
De cenas de rapazes!

Ó cálida mulher,
Teus dedos delicados
Traçaram do prazer
Os quadros depravados!

Contudo, um teu olhar
É muito mais fogoso,
Que a febre epistolar
Do teu bilhete ansioso:
Do teu rostinho oval
Os teus olhos nefandos
Traduzem menos mal
Os vícios execrandos.

Teus olhos sensuais
Libidosa Marta,
Teus olhos dizem mais
Que a tua própria carta.

As grandes comoções
Tu, neles, sempre espelhas;
São lúbricas paixões
As vívidas centelhas...

Teus olhos imorais,
Mulher, que me dissecas,
Teus olhos dizem mais,
Que muitas bibliotecas!

Interpretação do Poema
Lúbrica
Mandaste-me dizer,
No teu bilhete ardente,
Que hás de por mim morrer,
Morrer muito contente.

Lançaste no papel
As mais lascivas frases;
A carta era um painel
De cenas de rapazes!

Ó cálida mulher,
Teus dedos delicados
Traçaram do prazer
Os quadros depravados!

Contudo, um teu olhar
É muito mais fogoso,
Que a febre epistolar
Do teu bilhete ansioso:
Do teu rostinho oval
Os teus olhos nefandos
Traduzem menos mal
Os vícios execrandos.

Teus olhos sensuais
Libidosa Marta,
Teus olhos dizem mais
Que a tua própria carta.

As grandes comoções
Tu, neles, sempre espelhas;
São lúbricas paixões
As vívidas centelhas...

Teus olhos imorais,
Mulher, que me dissecas,
Teus olhos dizem mais,
Que muitas bibliotecas!

Relação com Quadros Escolhidos
Interpretação do Poema e Estrutura interna
Mandaste-me dizer,
No teu bilhete ardente,
Que hás de por mim morrer,
Morrer muito contente.

Lançaste no papel
As mais lascivas frases;
A carta era um painel
De cenas de rapazes!

Ó cálida mulher,
Teus dedos delicados
Traçaram do prazer
Os quadros depravados!

Contudo, um teu olhar
É muito mais fogoso,
Que a febre epistolar
Do teu bilhete ansioso:
Do teu rostinho oval
Os teus olhos nefandos
Traduzem menos mal
Os vícios execrandos.

Teus olhos sensuais
Libidosa Marta,
Teus olhos dizem mais
Que a tua própria carta.

As grandes comoções
Tu, neles, sempre espelhas;
São lúbricas paixões
As vívidas centelhas...

Teus olhos imorais,
Mulher, que me dissecas,
Teus olhos dizem mais,
Que muitas bibliotecas!
Justificação da Escolha
das Músicas
"A Carta" de Toranja
“A carta era um painel
De cenas de rapazes!”
“Lançaste no papel
As mais lascivas frases;”
“Que hás de por mim morrer,
Morrer muito contente”
“Ó cálida mulher, teus dedos delicados traçam do prazer os quadros depravados!"
“Do teu rostinho oval
Os olhos tão nefandos
Traduzem menos mal
Os vícios execrandos.”
"She" de Elvis Costello
"Alice" de Bernardo Sassetti
Justificação da Escolha
dos Quadros
Eu poético recebe uma carta de uma mulher, dirigindo-se a ela no poema.

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