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Gêneros textuais como prática social e seu ensino

Olhares e reflexões sobre a prática social e o ensino de GT
by

rosivaldo gomes

on 27 July 2015

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Transcript of Gêneros textuais como prática social e seu ensino

Seminário: Gêneros textuais como prática social e seu ensino

Maria Augusta Reinaldo e Maria Auxiliadora Bezerra UNICAMP/IEL -Doutorado em Linguística Aplicada
Rosivaldo Gomes Quem foi Swales? Nasceu em 1938 – inglês.

Estudou em Cambridge – psicologia. Trabalhou na Itália, na Suécia e na Universidade da Líbia antes de realizar os estudos avançados para obter o diploma em Linguística, na Universidade de Leeds. De 1973 a 1978 permaneceu em diversas universidades no Oriente Médio como professor e retornou à Inglaterra no fim desse período. Em 1985, foi contratado pela Universidade de Michigan, EUA onde se aposentou em 2007. Introdução •No capítulo em questão as autoras Maria Augusta Bezerra e Maria Auxiliadora, inicialmente, apresentam algumas perspectivas/abordagem teóricas sobre os gêneros textuais, mais especificamente três Nessa direção, paras as autoras As perspectivas/correntes Estudo Linguístico/enunciativo SOCIAL Embasamento teórico das perspectivas: Bakhtiniana, socioconstrutivista da escola de Genebra e o interacionismo sociodiscursivo; Escola norte-americana; Sistêmico-funcional, a Escola Australiana de Sidney; Linha teórica assumida pelas autoras no trabalho - Proposição das autoras :
- Verificar o que se propõe ensinar, quando se aborda o gênero como prática social sugerir ainda uma forma de explorá-lo em sala de aula do Ensino Médio Profissional.
- Ressaltam que essa perspectiva (norte-americana) sobre a descrição de usos dos gêneros, sem aproximação, inicialmente, com o ensino explícito de gêneros nas escola (p.74). Descrição de base teórica – gêneros como prática social e suas implicações para o ensino - Destaque no conjunto das teorias sobre gêneros para a natureza social desse objeto, uma vez que essa abordagem considera o imbricamento existente entre os gêneros nas atividades culturais e sociais;
- Assim os gêneros, nessa perspectiva, são vistos/entendidos como formas de ação e artefatos culturais (MILLER, 1994,), já que eles: : Descrição de base teórica – gêneros como prática social e suas implicações para o ensino -- Tais características (flexibilidade e estabilidade), à primeira vista, contraditórias, nos levam a entender que eles estão enraizados em práticas socais, como essas mudam e evoluem, os gêneros também se modificam e se reestruturam para atender às necessidade dos usuários da língua e suas necessidade sociais (Reinado e Bezerra, 2011, p.75) - Comungando como Bezerman (2011), as autoras entendem que os gêneros não estão propriamente nos textos, mas sim na percepção dos produtores e dos receptores, atrelando-se nesse caso a questão cultural (Marcuschi, 2008);
- Mesmo reconhecendo a tipificação como característica, essa abordagem de gênero como prática social enfatiza os aspectos da dinamicidade, da fluidez e da heterogeneidade dos gêneros, pois as pessoas os constroem em situações socais e essas situações produzem gêneros (Reinaldo e Bezerra, 2012, p. 77).
- Observações levantadas pelas autoras sobre as teorias de gênero como prática social, com ênfase nos contextos em que ele circula: - O ENSINO EXPLÍCITO DO GÊNERO pode levar a cristalização, isto é, a “um enfoque rígido, prescritivo e formulado, como foco mais na forma do que seu uso, perdendo-se assim aspectos dinâmicos, sociais e ideológicos’’ (p.77)”. - E NÃO O ENSINAR EXPLICITAMENTE, pode acarretar aos alunos não desenvolvimento de um meta-conhecimento sobre o gênero (expliquem, explorem, analisam e critiquem o gênero) p.77.

- Posicionamento de Freedman (1993) – A escola, quando transporta o gênero para seu espaço, o descaracteriza de seu contexto original, passando assim a ensinar apenas características formais do gênero. O autor assume a posição, portanto, de um ensino não explicito dos gêneros, a imersão dos alunos em situações socais onde os gêneros circulam, como eles funcionam em seus contextos originais (.p78). SURGE O QUESTIONAMENTO -
SERIA POSSÍVEL EFETIVAR UMA PRÁTICA DE ENSINO QUE CONSIDERE OS CONTEXTOS ORIGINAIS DOS GÊNEROS, MESMO NUM ESPAÇO TÃO INSTITUCIONALIZADO COMO A ESCOLA, QUE REQUER SISTEMATIZAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO DOS OBJETOS DE ENSINO? - Posicionamento das autoras – Tal proposta, segundo as autoras, é inviável, já que “ a escola é um lugar de ensino-aprendizagem (formal), a simulação tem nela seu espaço, no entanto essa simulação não dispensa a observação e a análise de gêneros em seus contextos. Por isso, acreditamos numa posição de equilíbrio que contemple as três dimensões do gênero (forma, contextual e social), mesmo que em prática de simulação” (p.78). Modelo didático de Amy Devitt: CG e CCG - Devitt propõe que o trabalho com o ensino de gênero deve partir do desenvolvimento da consciência de que situações diferentes exigem gêneros diferentes. O papel do professor, nesse ensino, é proporcionar aos alunos o contato com várias amostras de gêneros, para que observem seu contexto e sua situação, estabelecendo conexões entre padrões textuais, participantes e situações (p. 79).

- O ensino de gênero a partir da consciência do gênero (CG), pode aproximar-se da perspectiva de ensino do ISD, porém são perspectivas que apresentam fins diferentes (Devitt, 2004);

- Ensinar a partir da CG é levar os estudantes a compreenderem as relações imbricadas entre contextos e formas, a perceberem os possíveis efeitos ideológicos dos gêneros e distinguirem as restrições e as escolhas permitidas por esses gêneros (p.80);

- Primeiro passo para o ensino da CG é não desconsiderar/eliminar a conexão que há entre a forma e o contexto, de modo que não se estude o gênero desligado de seus ambientes sociais, partindo-se assim da linguagem e suas diferentes maneiras de se apresentar situações diversas (Devitt, 2004, p. 198); - Em 2009, Devitt vai além de sua proposta inicial de CG, ao propor o ensino da Consciência Crítica do Gênero (CCG), que amplia a perspectiva da primeira proposta da autora.

- O objetivo maior da CCG é uma pedagogia que possibilite aos alunos distanciar-se das práticas cotidianas dos gêneros que os circundam e poderem agir, participar, de forma esclarecida, desses gêneros; (p. 81);

- Devitt aponta que para tal ação, o requisito mais importante para essa pedagogia é ser o professor consciente das decisões que toma acerca do gênero a ser ensinado, evitando, assim, práticas baseadas em fórmulas ou modelos fixos, ou seja, a consciência de gênero do professor é o ponto de partida para o ensino desse objeto (gênero) (p.81); PROPOSTA DAS TRÊS PEDAGOGIAS PARA O ENSINO DE GÊNERO DE DEVITT (2009)
- A proposta considera a materialidade do gênero: (observando o gênero enquanto linguagem e forma: a partícula);

- Seu processo de construção (partindo de conhecimentos prévios dos alunos sobre gêneros: o processo);
- A capacidade do aluno de criticar e modificar esse gênero (desenvolvendo a consciência crítica de gênero: o contexto): REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DA PROPOSTA DE DEVITT Gêneros Prática Social Ensino Parte introdutória – constando as perspectivas teóricas sobre os gêneros textuais, filiação teórica das autoras; objetivos do trabalho.
Descrição de base teórica – gêneros como prática social;
Modelo didático Amy Devitt - consciência crítica do gênero;
Modelo didático aplicado em turmas de Ensino Médio Profissionalizante a partir da CCG. TEXTUAL E CONTEXTUAL Descrição etnográfica - Gêneros
Bezerman (2005) FATO SOCIAL ;

Miller (2011) PREOCUPAÇAO MAIOR COM A PRODUÇÃO DO QUE COM A RECEPÇAO DOS GÊNEROS, MAS AMBAS SÃO IMPORTANTE PARA COMPRENSAO DOS GÊNEROS COMO AÇÃO SOCIAL;

MILLER (2011, P. 12) AÇÃO RETÓRICA TIPIFICADA BASEADA NUMA SITUAÇÃO RETÓRICA RECORRENTE . -
Esse modo de trabalho com gêneros tem sido desenvolvido por Devitt em contexto de ensino superior norte-americano;

A autora reconhece que ainda são parcas as pesquisa sobre vantagens e desvantagens dessa proposta;

Propõem que esse modelo pode ser desenvolvido no Ensino Médio brasileiro, em especial, no profissionalizante, considerando o que propõe as diretrizes e currículos do ensino médio, no contexto atual, já que:


“ o ensino de Língua Portuguesa pode ser redirecionado, a partir dessas três pedagogias, de modo a contribuir para a formação não só do aluno interessado em prosseguir seus estudos, mas também daquele que escolhe entrar no mercado de trabalho, como é o caso dos alunos que seguem cursos de formação profissional de nível médio” (p.86). Por fim, as autoras destacam que: “O que tem esse termo [gênero] e área de estudos que ele representa para atrair tanta atenção? O que lhe permite agrupar sobre o mesmo guarda-chuva terminológico críticos literários, retóricos, sociólogos, cientistas cognitivistas, especialistas em tradução automática, lingüístas computacionais e analista do discurso, especialistas em Inglês para Fins Específicos e professores de língua? O que é isso.. que nos permite reunir sob o mesmo rótulo publicitários, especialistas em comunicação empresarial e defensores do inglês Simplificado?” Candlin (1993). Obrigado !
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