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fernando pessoa A Mensagem

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by

Helena Carvalho

on 14 December 2012

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Transcript of fernando pessoa A Mensagem

Fernando Pessoa "Antemanhã" em Mensagem "Antemanhã"
Mensagem
Fernando Pessoa Poema: "Antemanhã" Fernando António Nogueira Pessoa nasce em Lisboa a 13 de junho de 1888. Teve uma educação muito rígida que lhe proporcionou um futuro brilhante na sua formação como escritor. Publica na revista A Águia. Dois anos mais tarde, inicia a publicação de obras singulares, onde estão presentes os seus inúmeros heterónimos. Amante do Modernismo (séc XX), cria a revista Orpheu com mais alguns seus contemporâneos .
Morre no dia 30 de novembro de 1935, vítima de uma crise hepática, deixando uma vasta coleção de textos inéditos. Já vimos anteriormente (n'Os Lusíadas) que o Mostrengo é o símbolo dos terrores oceânicos. É também o símbolo da iniciação.
Agora que o objetivo é procurar uma "Índia Nova, em que as naus que são construídas daquilo de que os sonhos são feitos", o Mostrengo chama o seu senhor das trevas para o alvorecer do Novo dia. Este Mostrengo representa tudo aquilo que se opõe à nossa missão de fundadores do Império no passado. Atualmente representa o servo de Portugal que o chama à razão. Trabalho realizado por:
Elisabete Pinho nº10
Helena Carvalho nº14 Análise do poema quanto ao tema/conteúdo O mostrengo que está no fim do mar
Veio das trevas a procurar
A madrugada do novo dia,
Do novo dia sem acabar;
E disse, «Quem é que dorme a lembrar
Que desvendou o Segundo Mundo
Nem o Terceiro quer desvendar?» Análise do poema quanto à forma 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
AO/ mos/tren/go/ que es/tá/ no/ fim/ do/ mar
AVeio das trevas a procurar
B A madrugada do novo dia,
ADo novo dia sem acabar;
AE disse, «Quem é que dorme a lembrar
CQue desvendou o Segundo Mundo
ANem/ o /Ter/cei/ro/ quer/ des/ven/dar?»
1 2 3 4 5 6 7 8 9
AE o som na treva de ele rodar
AFaz mau o sono, triste o sonhar,
DRodou e foi-se o mostrengo servo
AQue seu senhor veio aqui buscar.
AQue veio aqui seu senhor chamar-
EChamar Aquele que está dormindo
AE/ foi ou/tro/ra/ Se/nhor/ do/ Mar.
1 2 3 4 5 6 7 8 O mostrengo que está no fim do mar
Veio das trevas a procurar
A madrugada do novo dia,
Do novo dia sem acabar;
E disse, «Quem é que dorme a lembrar
Que desvendou o Segundo Mundo
Nem o Terceiro quer desvendar?»

E o som na treva de ele rodar
Faz mau o sono, triste o sonhar,
Rodou e foi-se o mostrengo servo
Que seu senhor veio aqui buscar.
Que veio aqui seu senhor chamar-
Chamar Aquele que está dormindo
E foi outrora Senhor do Mar. Mensagem Mensagem, obra de caráter profético épico-lírico, foi publicada a 1 de dezembro de 1934, sendo a única obra de Pessoa divulgada em vida. Apresenta uma mensagem destinada aos portugueses no sentido de libertar a pátria de um passado glorioso, que se desmoronou, e exaltar um novo heroísmo, que exige grandeza de alma e capacidade de sonhar. Levará à criação do Quinto Império (harmonia entre o mundo pagão, o mundo cristão e o mundo esotérico). A obra contém 44 poemas divididos em três partes: "Brasão", "Mar Português" e "O Encoberto". E o som na treva de ele rodar
Faz mau o sono, triste o sonhar,
Rodou e foi-se o mostrengo servo
Que seu senhor veio aqui buscar.
Que veio aqui seu senhor chamar-
Chamar Aquele que está dormindo
E foi outrora Senhor do Mar.
Face a "O Mostrengo", de Mar Português, conclui-se que Pessoa quer de novo simbolizar o medo do desconhecido, agora não do mar ignoto, mas da vida para o Quinto Império, na qual Portugal ainda não se lançara.
No entanto, o Mostrengo que um dia foi soberano, é agora servo de Portugal. Métrica Esquema rimático Variedade estrófica Presença de recursos expressivos O mostrengo que está no fim do mar
Veio das trevas a procurar
A madrugada do novo dia,
Do novo dia sem acabar;
E disse, «Quem é que dorme a lembrar
Que desvendou o Segundo Mundo
Nem o Terceiro quer desvendar?»

E o som na treva de ele rodar
Faz mau o sono, triste o sonhar,
Rodou e foi-se o mostrengo servo
Que seu senhor veio aqui buscar.
Que veio aqui seu senhor chamar-
Chamar Aquele que está dormindo
E foi outrora Senhor do Mar. - está a chegar a hora: a alvorada do Quinto Império (que será eterno) - referência à 2ª Epístola de São Pedro, onde o apóstolo divide os tempos em 3:
1º mundo (Criação-Dilúvio);
2º mundo (vivemos nele, e durará até à 2ª vinda de Cristo);
3º mundo (durará eternamente - é uma alegoria com o Quinto Império); - D. Sebastião ou Portugal, que nesta aceção se confundem 8-7-1933 - o monstro de rocha nos limites do mar conhecido, veio da noite à procura - o som do mostrengo a rodar, perturba o sono e traz tristeza aos sonhos - foi-se o mostrengo que servia um propósito mais alto, levado pela mesma razão que o trouxera, o seu senhor o chamara do seu sono interrogação retórica e quiasmo anáfora perífrase e conjunção perifrástica anadiplose hipérbole assíndeto Antemanhã - anúncio da manhã; princípio de qualquer coisa nova Mar Português Encoberto
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