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Os Lusíadas, Luís de Camões - Canto VI

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by

Romila Ismail

on 6 October 2014

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Transcript of Os Lusíadas, Luís de Camões - Canto VI

Canto VI
Estâncias 92, 93, 95, 96, 97
95ª ESTÂNCIA
96ª ESTÂNCIA
Não
cos
manjares novos e esquisitos,
Não
cos
passeios moles e
ouciosos
,
Não
cos
vários deleites e infinitos,
Que afeminam os peitos generosos,
Não
cos
nunca vencidos
appetitos
,
Que a Fortuna tem sempre tão mimosos,
Que não sofre a nenhum que o passo mude
Pera algua
obra heróica de virtude;
92ª ESTÂNCIA
Já a manhã clara dava nos outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da celsa gávea os marinheiros
Enxergaram terra alta, pela proa.
Já fora de tormenta e dos primeiros
Mares o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto Melindano:
«Terra é de
Calecu
, se não me engano;
93ª ESTÂNCIA
os lusíadas, luís de camões
CATARINA GÓIS, MAHITA SACARLAL, ROMILA ISMAIL, SARAH ROSSINI
As estâncias transcritas fazem parte dos seguintes planos:
PLANO FULCRAL:
PLANO DO POETA:
(est. 92-93)
(est. 95-97)
A armada portuguesa chega a Calecute; Ação de Graças a Deus; Personagens: Vasco da Gama e os navegadores
Reflexões do poeta sobre o valor da glória.
~
97ª ESTÂNCIA
Mas com buscar,
co
seu forçoso braço,
As honras que ele chame próprias suas;
Vigiando, e vestindo o forjado aço,
Sofrendo tempestades e ondas cruas,
Vencendo os torpes frios no regaço
Do Sul, e regiões de abrigo nuas,
Engolindo o corrupto mantimento
Temperado com um árduo sofrimento;
- A armada lusitana abandona Melinde e prossegue a sua jornada para a Índia.
- Baco incita, em consílio marinho, os deuses do reino aquático a dificultarem o caminho aos portugueses.
- Estes são atacados pelos ventos que Eolo lança sobre as naus e envolvidos por uma violenta tempestade.
- Vasco da Gama dirige-se a Deus, suplicando-lhe ajuda. Vénus intervém e, através da atuação das ninfas, a agitação termina e o ambiente acalma-se.
O Canto termina com uma reflexão do poeta acerca do valor da fama e da glória e dos meios para as alcançar.
Os marinheiros vislumbram Calecute e Vasco da Gama agradece a Deus.
A Estância 92 desenvolve-se em 2 momentos:
1ºMomento:
2ºMomento:
Os quatro primeiros versos da estância 92, em que os marinheiros, numa manhã luminosa,

do alto da gávea, avistam a Índia;
"Já a manhã clara"
"Quando da celsa gávea... enxergaram terra alta"
Os quatro versos seguintes, em que se enunciam as consequências imediatas do facto referido no primeiro momento: o desaparecimento do medo

e o discurso de confirmação do piloto Melindano;
"o temor vão do peito voa"
"Terra é de Calecu, se não me engano;"
prenuncia esperança
prenuncia algo de bom
PERÍFRASE
= Índia
ADJETIVAÇÃO
ADJETIVAÇÃO
ALITERAÇÃO EM "V" (vão e voa)
ADJVETIVAÇÃO EXPRESSIVA
SINÉDOQUE
METÁFORA
A ESTÂNCIA 93 DESENVOLVE-SE TAMBÉM EM DOIS MOMENTOS:
2ºMomento:
1ºMomento:
Composto pelos primeiros quatro versos: (continuação do 2ºMomento da Estância 92) Discurso de Confirmação do piloto Melindano
"Esta é, por certo, a terra que buscais"
Nos quatro últimos versos, Gama ajoelha-se e agradece a Deus a enorme graça concedida.
"A mercê grande a Deus
agradeceo."
Esta é, por certo, a terra que buscais
Da verdadeira Índia, que aparece;
E, se do mundo mais não desejais,
Vosso trabalho longo aqui fenece.»
Sofrer aqui não pode o Gama mais,
De ledo em ver que a terra se conhece;
Os
geolhos
no chão, as mãos ao Céu,
A mercê grande a Deus
agardeceo
.
sugere
POSITIVIDADE
sugere
POSITIVIDADE
HIPÉRBOLE
ANTÍTESES
ANTÍTESES
AS ESTÂNCIAS 95 E 96 DESENVOLVEM-SE EM 2 MOMENTOS DISTINTOS:
Primeiros quatro versos da Estância 95
Últimos quatro versos da Estância 95 + toda a Estância 96
O poeta refere, genericamente, como se alcança a imortalidade
e as maiores distinções – a fama e a glória: através da coragem, da capacidade de luta e sofrimento demonstradas em situações de perigo.
"honras imortais"
"hórridos perigos" "trabalhos graves e temores"
Um segundo momento do texto localiza-se entre o verso 5 da estância 95 e o fim da estância 96. Aí, são identificados os obstáculos à obtenção da fama e da glória, isto é, o poeta põe em evidência aquilo que NÃO são os meios de as atingir (logo atos a evitar);
ADJETIVAÇÃO
HIPÉRBATO
OBSTÁCULOS/RENÚNCIAS
VIVER À CUSTA DOS ANTEPASSADOS
A GLÓRIA NÃO É HERDADA
Não encostados sempre nos antigos
Troncos nobres de seus antecessores;
Versos 5 e 6
OBSTÁCULOS/RENÚNCIAS
"Não nos leitos dourados..."
Verso 7
VIVER só RODEADO de CONFORTO e facilidades
OBSTÁCULOS/RENÚNCIAS
"entre os finos/ Animais de Moscóvia zebellinos"
Versos 7 e 8
viver rodeado de luxo e de
requintes supérfluos
ANÁFORAS E ENUMERAÇÃO
ADJETIVAÇÃO DUPLA
ADJETIVAÇÃO DUPLA
ADJETIVAÇÃO DUPLA
ADJETIVAÇÃO
Reitera ideia de que esses caminhos devem ser evitados
enumera diferentes caminhos que não conduzem à verdadeira fama e glória
OBSTÁCULOS/RENÚNCIAS
MANJARES, PASSEIOS OCIOSOS, PRAZERES QUE ENFRAQUECEM OS FIDALGOS, VIVER PARA SACIAR APETITES
OBSTÁCULOS/RENÚNCIAS
ficar indiferente face a uma “obra heroica de virtude”
"Que não sofre a nenhum que o passo mude
Pera algua
obra heróica de virtude;"
Versos 7 e 8
A partir do verso 1 da estância 97, introduzido pela conjunção coordenativa adversativa «mas», sinónima de ideia oposta, Camões vai enumerar as ações que fazem o verdadeiro herói e que permitem alcançar a fama e a glória. Ou seja, vai apresentar as alternativas aos comportamentos anteriormente descritos, salientando, no entanto, a força e sacrifício necessárias, através do recurso ao adjetivo
ESTÂNCIA 97
“forçoso”, “forjado”, “cruas”, “frios”, “nuas”, “corrupto”, “árduo”
CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADVERSATIVA
(ou seja, o Poeta irá apresentar as alternativas aos comportamentos anteriormente descritos)
TRANSMITE UMA IDEIA DE CONTRASTE
ADJETIVAÇÃO
MEIOS/ATOS PARA OBTER VERDADEIRA GLÓRIA
"Mas com buscar, co seu forçoso braço,
As honras que ele chame próprias suas;"
Versos 1 e 2
ações a que possa chamar suas
obtenção das honras pelos seus atos!
MEIOS/ATOS PARA OBTER VERDADEIRA GLÓRIA
MEIOS/ATOS PARA OBTER VERDADEIRA GLÓRIA
"Vigiando, e vestindo o forjado aço,"
Verso 3
ESTAR disponÍVEL para a guerra
"Sofrendo tempestades e ondas cruas,
Vencendo os torpes frios no regaço
Do Sul, e regiões de abrigo nuas,
Engolindo o corrupto mantimento
Temperado com um árduo sofrimento;"
Versos 4 a 8
ter força para passar por situações de grande sofrimento
CONCLUSÃO
Sintetizando, o povo lusitano graças ao esforço árduo e preserverança avista a Índia no dia 20 de Maio de 1498 e, sentindo-se eufórico, Gama agradece a Deus por lhes ter concedido esta glória.
O poeta critica todos os que desejam ser reconhecidos na vida, apreciados apenas na genealogia, nos luxos, nos prazeres e numa vida ociosa, sem praticarem qualquer “obra heróica de virtude”.
Em suma, é digno de louvor e merecedor de glória aquele que se dignifica através do seu esforço, da sua capacidade de sofrimento, perseverança e humildade, bem como através do desprezo das honras e do dinheiro conquistado graças à sorte e não ao mérito pessoal.
REFLEXÕES DO POETA
Por outro, indiretamente, pode ver-se neste passo da obra a crítica camoniana à elite do seu tempo, “acusando” os nobres de serem passivos, fracos, privilegiados, caprichosos e alienados da realidade.
As reflexões feitas pelo poeta nestas estâncias sugerem o perfil do herói épico, que se resigna à dureza da vida e enfrenta com convicção, abnegação, espírito de sacrifício e coragem as dificuldades que se lhe apresentam. Só deste modo é possível alcançar um estatuto honroso, destacando-se dos restantes seres humanos pelo seu carácter grandioso.
.
PERSONIFICAÇÃO
Por meio destes hórridos perigos,
Destes trabalhos graves e temores,
Alcançam os que são de fama amigos
As honras imortais e graus maiores:
Não encostados sempre nos antigos
Troncos nobres de seus antecessores;
Não nos leitos dourados, entre os finos
Animais de Moscóvia
zebellinos
HIPÉRBATO
SINÉDOQUE
Gula, vida sem objetivos, ambição ou rumo, gostos inúteis, ideais corrompidos, ganância
Crítica à comunidade nobre portuguesa:
"Que a Fortuna tem sempre tão mimosos"
Aqueles que nascem nas famílias privilegiadas não têm que se esforçar para ter a Fortuna do seu lado
Tiveram sorte
Destinados a serem mimados
sem intervenção na mudança;

Agir
Fazer sacrifícios
Ser independente
Lutar por causas nobres
Lutar pelos nossos sonhos
Ter capacidade de adaptação
Não desistir perante as adversidades
Arcar com as consequências dos nossos atos
SEM cultura;
Verso 6
RENÚNCIAS/OBSTÁCULOS
A VIAGEM
Momentos de
ANGÚSTIA
Passagem por lugares
INÓSPITOS
Quase
SEM
mantimento
Alimento
APODRECIDO
Água
POLUÍDA
DOENÇAS E MORTES
GLORIFICAÇÃO DOS NAUTAS
A TAREFA DOS HERÓIS PORTUGUESES
NÃO FOI FACILITADA
MERECEM TODO O MÉRITO
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