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JOGOS NA SAÚDE MENTAL

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Andréia Catena

on 13 October 2014

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Transcript of JOGOS NA SAÚDE MENTAL

Os jogos são atividades lúdicas, divertidas, desenvolvidas em pacientes psiquiátricos com o intuito de estimular os sentidos, desenvolver habilidades pessoais, interação e inserção social. Segundo Negrine (1997), muitos pensadores pós-modernistas admitem que o terceiro milênio é o da ludicidade, pois esta é uma necessidade realmente humana e que proporciona elevação da saúde mental.
DISCENTES:

ANDRÉIA CATENA
CAROLINA RODRIGUES
ITANA MIRANDA
KARLA RODRIGUES
LAÍZE SOARES
MARIANA BARBOSA

INTRODUÇÃO
As práticas de atividades relacionadas aos jogos e entretenimentos como formas de estimulo a saúde mental, definem-se não apenas como, promoção da saúde, mas também como a produção de conhecimento que relaciona as temáticas jogos/brincar e saúde mental. Possibilitando tanto os usuários quanto os funcionários do ambiente terapêutico participarem e interagirem de forma descontraída e sem preconceitos.
A prática de jogos na saúde mental vem sendo observada e analisada desde a época de Freud...
“Toda criança que joga se comporta como um poeta, enquanto cria um mundo para si, ou, mais exatamente, transpõe as coisas do mundo em que vive para uma ordem nova que lhe convém (…) O poeta faz como a criança que joga; cria um mundo imaginário que leva muito a sério, isto é, que dota de grandes qualidades de afetos, distinguindo-o claramente da realidade. (Freud, 1910)”
HISTÓRIA
Uma das ciências mais antigas no mundo é a matemática, e eis que os jogos surgem através desta.
JOGOS NA SAÚDE MENTAL
DOCENTE:

JAMILLE CAMPOS
Nash...
Neumann...
e Lacan, e que a utilização desta atividade proporciona inúmeros benefícios os quais serão citados ao decorrer do trabalho.
Mas o jogo, como verdadeira teoria, como estratégia, surge com John Von Neumann, a quem Lacan se refere. Neumann encontra, através da matemática, uma solução para os jogos de soma zero, como o jogo do “par ou ímpar”, onde se ganha ou se perde tudo.
John E. Nash, matemático norte-americano, aquele do livro e filme Uma Mente Brilhante, prêmio Nobel de Economia, introduz, em 1951, a noção de equilíbrio no jogo.
Equilíbrio que ocorre quando “cada estratégia é a melhor resposta possível às estratégias dos demais jogadores”. Com este instrumento teórico de Nash foi possível estudar jogos mais amplos que os de soma zero.
Antes destes estudiosos Freud quem descobriu a importância dos jogos lúdicos na análise infantil em Além do Princípio do Prazer (1921), onde um menino fazia aparecer e desaparecer um carretel, tentando, assim, dominar suas angústias frente ao aparecimento e desaparecimento da mãe.
A criança mostrou como, ao brincar, podia separar-se da mãe sem o perigo de perdê-la, já que o carretel voltava quando ele assim o desejasse. Essa atividade permitia ao menino elaborar suas angústias ante as situações de separação impostas pela realidade, inevitáveis para ele.
IMPORTÂNCIA
O brincar foi uma maneira que o ser humano encontrou de buscar o equilíbrio entre a satisfação e não satisfação de seus impulsos mais primitivos, bem como o equilíbrio de sua emoção e de sua afetividade. Jogar e brincar permite que as pessoas se adaptem ao meio, passem a valorizar os demais integrantes e a respeitar regras e valores (ROCHA, 2005).
“O brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde; o brincar conduz aos relacionamentos grupais; o brincar pode ser uma forma de comunicação na psicoterapia; finalmente, a psicanálise foi desenvolvida como forma altamente especializada do brincar, a serviço da comunicação consigo mesmo e com os outros. (Winnicott, 1982)”.
O desempenho com jogos contribui para aprimorar o conhecimento da equipe, além de gerar cooperação, interação, desinibição, socialização. Significa reproduzir de forma mais completa que o indivíduo tem de comunicar-se consigo mesmo e com o mundo, pois no ato de entreter-se, ocorre uma maneira de troca, compartilhamento, confronto e negociação, reproduzindo momentos de desequilíbrio e equilíbrio, assegurando novas conquistas individuais ou coletivas.
No artigo A capacidade de brincar: um desenvolvimento necessário no adulto e na criança Audrey Setton (psicanalista contemporânea) retoma a questão proposta por Winnicott de que tanto no jogo da criança, como no do adulto, a capacidade de brincar é uma prerrogativa para que haja um bom contato com a realidade.
Isso pode, a princípio, soar paradoxal, uma vez que o brincar parece estar na direção oposta da concretude do real. Porém, é somente através do brincar que o indivíduo estabelece contato com a realidade interna e externa, podendo explorá-las e, dessa forma, aprender sobre si e sobre o mundo.
Entende que o jogar possibilita o desenvolvimento da imaginação e da criatividade ressaltando que as idealizações surgem no próprio ato de jogar, sendo esta necessária para o verdadeiro conhecimento da realidade. Ao se envolverem nos jogos, os sujeitos utilizam de linguagem e interagem em atividades importantes de negociação, obtêm experiência, conhecimento e compreendem os hábitos ou costumes culturais.
JOGOS
Freud e o Jogo de Xadrez

Em Início de Tratamento (1913) Freud faz uma analogia entre o jogo de xadrez e a estrutura analítica, afirma que o xadrez é um jogo que consiste em relações progressivas de estratégias. No xadrez uma peça nada é, em si só, fora de seu lugar, isolada, nada representa para os jogadores, assim como o significante não se significa a si mesmo.

Freud em 1913 coloca “Todo aquele que espera aprender o nobre jogo de xadrez nos livros, cedo saberá que somente as aberturas e os finais, do jogo, admitem apresentação sistemática, a infinita variedade de jogadas dos jogadores, após a abertura, desafia qualquer descrição”. E Freud então conclui: “como também as regras, que podem ser estabelecidas, para o exercício do tratamento psicanalítico, acham-se sujeitas a limitações semelhantes”.
A prática de jogos na saúde mental desenvolvem habilidades específicas de acordo com a temática realizada em cada atividade terapêutica;

Alguns jogos e suas especificas habilidades:

Dominó
Estimula a motricidade, coordenação bi-manual, habilidade manual, percepção tátil e visual.

Quebra- Cabeça

Estimula o pensamento lógico, composição e decomposição de figuras, discriminação visual, atenção e concentração.

Vai-Vem
Estimula a coordenação viso-motora e noções de alternância e distância.

Passa a Bola
Estimula a motricidade, concentração da atenção e coordenação viso-motora.

Jogo da Memória
Desenvolve raciocínio lógico e a percepção visual, desenvolvendo habilidades de uma maneira lúdica e prazerosa.

Bingo
Desenvolve raciocínio lógico, aperfeiçoa a aprendizagem, memoriza o conceito do conteúdo e estimula a disputa natural.

Forca
Estimula raciocínio lógico e memória, a concentração, a intuição.

Jogo Expressivo com Lápis de Cor
Estimula a imaginação, a criatividade, comunicação, interação.


Jogar é viver e se constitui em uma atividade que permite pensar, comprovar, relaxar, trabalhar, lembrar, ousar, experimentar, criar e absorver. Cunha (1994) diz que brincar oportuniza a expressão de desejos, conflitos, sucessos e insucessos.
CONCLUSÃO
As atividades lúdicas revelam a seriedade deste instrumento como um suporte pedagógico de ensino e de aprendizagem, com possibilidade de aplicação no âmbito terapêutico, ficando evidente que o jogo desperta interesse, motivação e envolvimento do participante com a atividade e interações positivas nas relações interpessoais.


REFERÊNCIAS
LOPES B. L. A; A Teoria do Jogo e a Psicanálise; Escola e letra Fraudiana. < http://escolaletrafreudiana.com.br/UserFiles/110/File/carteis2007/Carteis2007_05.pdf >

GIACOMO G. D; O Brincar e a Psicanálise. Gesto Psicanalise. Out, 2014. < http://gestopsicanalise.com.br/ensaios/o-brincar-e-a-psicanalise >

PACHECO F. P & GARCEZ E. M. S; O jogo e o brincar: uma ação estratégica na promoção da saúde mental. Rev. Saúde Públ. Santa Cat., Florianópolis, v. 5, n. 1, jan./abr. 2012.


Obrigada pela atenção!
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