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Copy of A primeira fase do Modernismo

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Juliana Scoss

on 11 November 2013

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Transcript of Copy of A primeira fase do Modernismo

... De modo geral, os escritores de maior destaque desta fase defendiam a reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais, eram portanto, de-fensores de uma visão nacionalista, porém, crítica da realidade brasileira.
A orgia intelectual
Mario de Andrade
Mario de Andrade (1893-1945)
Nasceu em São Paulo, cidade que amou muito e que retratou em várias de suas obras. Com apenas 20 anos e com o pseudônimo de Mario Sobral, publicou seu primeiro livro "Há uma gota de sangue em cada poema".
O autor teve um papel decisivo na implantação do Modernismo no Brasil.
O movimento modernista no Brasil, teve duas fases:
A primeira que foi de 1922 à 1930 e a segunda de 1930 à 1945...

Foi um período rico em publicações
de obras literárias, revistas e manifestos...
Pau-Brasil: poesia de exportação
Em 1924, Oswald de Andrade lançou o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, dando
início ao movimento Pau-Brasil.
Fragmento: Pau-Brasil
Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de jóquei. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.
Verde-Amarelismo e Anta: a reação
O Verde-Amarelismo foi um movimento que defendia um nacionalismo ufanista, com evidente inclinação para o nazifascismo. Constituído por
Menotti del Picchia, Plínio Salgado, Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo.
A Antropofagia: a deglutição cultural
Em 1928, criaram a Antropofagia, o movimento mais radical de todo
o período, inspirado no quadro "Abaporu" ("antropófago" em tupi). Quadro de Tarsila do Amaral
Fragmentos: Manifesto Antropófago
Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupi, or not tupi that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.

Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.

Em Piratininga, ano 374 da Deglutição do bispo Sardinha.
Oswald de Andrade
Oswald de Andrade
Paulista, de família rica, Oswaldo cursou direito e ingressou na carreira jornalística. Em 1911, fundou a revista semanal "O pirralho", a revista teve fim no ano de 1917. Em 1926, casou-se com Tarsila do Amaral.
Fragmento: bucólica
Agora vamos correr o pomar antigo
Bicos aéreos de patos selvagen
Tetas verdes entre folhas
E umas passarinhada nos vaia
Num tamarindo
Que decola para o anil
Árvores sentadas
Quitandas vivas de laranjas maduras
Vespas
Pau-Brasil
Fragmento: cidade
maturidade
Foguetes o céu quando em quando
Há uma moça magra que entrou no cinema
Vestida pela última fita
Conversas no jardim onde crescem bancos
Sapos
Olha
A iluminação é de hulha branca
Mamães estão chamando
A orquestra rabecoa na mata
Oswald e os tropicalistas
O tropicalismo, na década de 1960, retomou a concepção oswaldiana de um Brasil contraditório, em que se mesclam o primitivo e o moderno.
As relíquias do Brasil:
Doce mulata malvada,
Um elepê do Sinatra
Maracujá, mês de abril,
Santo barroco-baiano,
Superpoder de paisano,
Formiplac e céu de anil
Oswald de Andrade
Mario de Andrade
Sr. e Sra. Amadeu
Participam a V. Exa.
O feliz nascimento
De sua filha
Gilberta
Oswald de Andrade
pronominais
A prosa e o teatro
Dê- me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
(Pau-Brasil)
O romance foi o gênero em prosa que mais despertou o interesse de Oswald de Andrade. O autor estreou na prosa em 1922, com o romance "Os condenados".
A poesia: um canto de amor a São Paulo e ao país
Após haver publicado "Há uma gota de sangue em cada poema", Mário publica em 1922 Pauliceia desvairada, sua primeira obra de fato modernista.
Pauliceia na época agradou ao grupo modernista, pois destruiu padrões literários vigentes e propôs uma nova linguagem poética baseada no verso livre, nas rupturas sintáticas, os flashes cinematográficos, nos neologismos, na elisão e na fragmentação.
Os cortejos
Monotonias das minhas retinas...
Serpentinas de entes frementes a se desenrolar...
Todos os sempres das minhas visões! "Bon Giorno, caro."

Horríveis as cidades!
Vaidades e mais vaidades...
Nada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria!
Oh! os tumultuários das ausências!
Paulicéia - a grande boca de mil dentes;
e os jorros dentre a língua trissulca
de pus e de mais pus de distinção...
Giram homens fracos, baixos, magros...
Serpentinas de entes frementes a se desenrolar...

Estes homens de São Paulo,
toso iguais e desiguais,
quando vivem dentro dos meus olhos tão ricos,
parecem-me uns macacos, uns macacos.
A prosa: experimentalismo e crítica social
A atividade literária em prosa de Mário de Andrade foi ampla, o escritor cultivou o conto com "Primeiro andar"
(1926) e "Contos novos"(1946); a crônica, com "Os filhos da Candinha"(1945);
o romance com "Amar, verbo intransitivo"
(1927); arapsódia, com"Macunaíma"(1928).

Macunaíma
Na prosa, Macunaíma é a obra-prima do autor e a mais importante realização da primeira fase do Modernismo. A obra representa não apenas o resultado das pesquisas e das qualidades do autor como poeta, prosador, músico e folclorista, mas também a plena realização do projeto nacionalista dos escritores de sua geração.
Agradecemos a atenção.
Perguntas?
Equipe:
Nayara Marques
Paloma Maia
Priscilla Camboim
Renata Alves
A primeira geração do Modernismo brasileiro
Oswald de Andrade
Mario de Andrade
Manuel Bandeira
Alcântara Machado
Menotti Del Picchia
Raul Bopp
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