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O Enigma do Tempo

Uma breve história do esforço de pensar o tempo
by

Antonio G Peixoto

on 25 February 2016

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Transcript of O Enigma do Tempo

O ENIGMA DO TEMPO
OS ELEATAS
Parmênides
Melisso
Zenão
(515/10 aC – 460 aC)
(490 aC – 430 aC)
(Jônia, 500 aC - ?)
A impossibilidade lógica
do movimento.
A imobilidade e a perenidade do ser.
O tempo eterno.
Zenão
O primeiro argumento
(paradoxo):
a dicotomia
A
B
C
D
E
1/2
1/4
1/8
“A soma de um número infinito de intervalos finitos de espaço e de tempo deve ser ela mesma infinita” - falácia
Na série divergente é verdadeiro
2
3
4
5
S = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + ...
6
Mas a série é convergente:
S = 1 + 1 + 1 + 1 + ... tende a 1
2
8
4
16
A soma infinita dos intervalos não é finita e pode ser percorrida num tempo finito - até um limite
Segundo argumento
Aquiles e a tartaruga
Duas séries
convergentes
Os argumentos tendem a demonstrar a impossibilidade lógica de descrever um movimento, não o movimento empírico. Impossibilidade lógica e não física.
A
“refutação”
de
Diógenes
O paradoxo de Aquiles
“Supõe que todo e parte
não podem ser
semelhantes”

(B. Russel)
O
todo é
superior a parte.
Não é verdadeiro
para os conjuntos
infinitos
Números transfinitos (Cantor). Conjunto dos números pares é parte dos números inteiros mas são iguais. Tem o mesmo número transfinito
O paradoxo torna-se
“uma metamorfose do impossível encontro sexual entre o homem e a mulher: impossível no sentido de que não há nenhuma garantia de que, nesse encontro, exista uma escrita da identificação masculina e feminina como tal”
Erik Porge, Psicanálise e Tempo. O tempo lógico de Lacan, p. 123.
Aquiles
e
Briseida
O gozo do macho está submetido ao gozo fálico. O homem não chega a gozar o corpo da mulher - o gozo de órgão
O gozo de uma mulher é não-todo função do gozo fálico (não pode ser nomeado de outra
maneira)
O encontro do gozo masculino e feminino só se produz no infinito. Este é o real da relação sexual - sua impossibilidade.
"O gozo, enquanto sexual, é fálico, isto é, não se relaciona ao Outro como tal"
Lacan. Encore. Citado por Erik Porge op. cit.
Platão
(Atenas, 427-347 a.C.)
Cópia imperfeita de
uma idéia perfeita.
Mundo das idéias. Tempo eterno.
Aristóteles
(Estagira, 384 a.C. - Cálcis, 322 a.C.)
Tempo depende do
movimento
A multiplicidade de
movimento
Movimento como deslocamento. Mudança quantitativa: acréscimo e decréscimo;
Mudança qualitativa: alteração de um estado.
O
tempo é
contínuo e
divisível indefinidamente
A
necessidade
de um intervalo
entre dois
instantes
Tempo e
movimento
=
intervalo

Tempo é o número do movimento
O estabelecimento
de um
movimento
padrão
Mundo supra lunar –
movimento perfeito e
corpos eternos. Astros aprisionados ao
movimento circular

Regularidade como padrão para a contagem do tempo O dia é o movimento do sol Padrão para outros movimentos
Objetivação do tempo
= movimento regular
+ inteligência capaz de contar
Tempo
x≠
movimento

Tempo = movimento
quantificado. Artifício para contar o tempo
O
mistério
permanece

Santo
Agostinho

(Tagasta, 354 - Hipona, 430)
O Problema do tempo
tomado como tal.
Percepção e ininteligibilidade
do tempo
Ser
temporal
sem isenção
para pensar
o tempo

A aproximação do problema do tempo. Sentimos o tempo, mas ele nos escapa
Passado
e futuro impensáveis
O domínio
do presente
A não recorrência
à objetivação e a espacialização do
tempo
A
eternidade
divina;
a verdade
eterna
O
presente permanente,
o princípio
eterno

A
eternidade
antecede
ao tempo e
permite
pensá-lo
Pensar um passado que não existe mais e um futuro que ainda não existe.
É a alma que internaliza o tempo e o abriga na memória
Passado: presente do passado registrado na memória.
Futuro: presente do futuro –
“espectância”
.
Presente: o olhar

Tempo
internalizado
não articulado
ao
movimento

Extensão do tempo



distensão da alma.
É uma medida interna
O
tempo é referido ao
espiritual

O tempo
sustentado
na
eternidade
O descarte do que é mais característico do tempo: o fluxo assim como a mudança
HENRI BERGSON
(Paris, 1859-1941)
Tempo objetivo
x
Tempo da experiência vivida
Tempo
subjetivo,
qualitativo, um
atributo da
consciência

"A duração e o tempo vivido. Limites da percepção natural e dos conceitos que se confundem com a realidade porque optamos por pensá-la e não por percebê-la. Erro:
a imutabilidade das coisas é artificial"
O
escamoteamento
do tempo: a intelectualização
A
imobilização
do real e a
paralisação
do devir

O
tempo
da
experiência

Duração:
tempo
qualitativo
e contínuo

A não espacialização do tempo. Impossibilidade de medição
Crítica do reducionismo do tempo ao
espaço

Tempo internalizado
Tempo
subjetivo

Gaston Bachelard
( Bar-sur-Aube, 1884 - Paris, 1962)
O tempo em rupturas
O tempo é descontínuo
Lacunas
da duração Pluralismo
de
durações

“A continuidade psíquica é uma obra, não um dado”
As
lacunas

A eficácia temporal: ritmo; noção temporal fundamental.
A
hierarquia
de
instantes

A
cura pela
desorganização
temporal

O
que
dura?

“Do passado histórico, ensina-nos ainda Gaston Roupnel, o que é que permanece, o que é que dura? Apenas aquilo que tem razões para recomeçar. Assim ao lado da duração pelas coisas, há a duração pela razão”
“Se o que dura mais é aquilo que recomeça melhor, devemos ainda encontrar em nosso caminho a noção de ritmo como noção temporal fundamental”
Crítica da continuidade do fluxo da consciência
A
garantia
do ser

A
necessidade
do risco

A
vontade
de parar

“Um fracasso essencial destroçaria o ser, romperia o seu devir, que é inteiramente solidário ao ser. O fracasso deve então manter-se parcial, superficial, retificável. Não deve impedir o êxito contínuo e profundo do ser. Esse êxito, a bem dizer metafísico, está tão garantido, que o fracasso num aspecto
é plenamente compensado
pelo sucesso no outro”
“Veremos que há uma heterogeneidade fundamental no próprio interior da duração vivida , ativa, criadora, e que, para conhecer bem o tempo ou para utilizá-lo, é preciso ativar o ritmo da criação e da destruição, da obra e do repouso. Só a preguiça é homogênea; só podemos reter algo se o reconquistarmos. Só se pode manter retomando”
“Basta aliás aprofundar a psicologia da hesitação para pôr a nu o tecido dos sim e dos não. A vida se opõe à vida, o corpo se devora a si mesmo e a alma se rói”
“Sentimos como que a sombra da Morte dispersada na Vida, vários pontos sombrios que marcam tudo o que em nós quer morrer. Compreende-se porque a psicanálise tenha dado recentemente um lugar importante ao instinto de morte, à necrofilia, a necessidade de perder que dá um sentido novo, muito dialético, a necessidade de apostar”
Martin Heidegger
(1889 – 1976)
Tempo não natural, não objetivo, não subjetivo
O problema da temporalidade é proveniente de se considerar o ser como possuidor de uma qualidade fixa e acabada
Ser-aí
(Dasein)
em vez do
ser-em-si

Sem
referência
a essência
ou à
ontologia
Ser-aí: poder-ser, aberto e incompleto
Ser
pensado
pela dimensão
temporal

Ser-para-morte: enfrentamento da finitude do ser- aí.
A antecipação de
sua finitude

A
morte
antecipada
no presente
O ser-aí que se projeta para o futuro retorna para apropriar-se de si
Passado
presente
futuro
O
ser-aí e a
finitude
A
morte
necessária
ao ser-aí
A intuição do presente entre o futuro aberto e o passado fixo e a divergente conceituação do tempo.
As
equaçõs não
discriminam
os eventos
“São como um mapa, mas sem a marca 'você está aqui'”
Não
existe o
fluxo do
tempo
O
tempo é
contínuo ou
discreto?
É um fluxo ou
composto por
unidades?
É
objetivo
ou subjetivo?
Existe independente
de nós ou é inerente ao nosso pensamento?
O tempo não é uma grandeza nem tem um significado objetivo
A necessidade da reflexão filosófica no âmbito da física
O despojamento crescente das características constituintes do tempo
Isac Newton
(1642 – 1727)
O tempo absoluto, contínuo e independente do observador
A física clássica
A descrição
objetiva
A
duração
O
relógio
universal
A
seta do
tempo
A simultaneidade absoluta: a concordância entre
os observadores
A
duração não
depende do
observador
Tempo
e
espaço
Tempo
absoluto
“Newton propôs que o mundo veio equipado com um relógio mestre, que o divide única e objetivamente em instantes de tempo. A física newtoniana apenas ouve a batida desse relógio. Newton sentiu, adicionalmente, que o tempo fluía e esse fluxo nos dava uma seta apontando a direção do futuro, embora essas características extras não sejam demandadas, estritamente, pelas suas leis”
Ludwig
Boltzmann
(1844 – 1906)
Não
há uma seta intrínseca do
tempo
A diferença entre passado e futuro não é intrínseca ao tempo
As leis newtonianas funcionam do mesmo modo para frente e para trás. Equações atemporais
Albert Einstein
(1879 – 1955)
O espaço-tempo
O problema da sicroninização
dos relógios
A relatividade da simultaneidade
O desmonte da simultaneidade absoluta
Na velocidade da luz o tempo para e a massa é infinita
A gravidade distorce o tempo e espaço
Os cálculos levam à
expanção do universo
Inclusão de uma constante
“Foi a maior estupidez da minha vida”
"Newton, perdoe-me; você encontrou o que na sua época era praticamente o único caminho possível para um homem com os mais elevados poderes de pensamento e criatividade. Os conceitos que você criou estão guiando nosso pensamento em física até hoje, embora saibamos agora que terão de ser substituídos por outros ainda mais afastados da esfera da experiência imediata, se pretendermos uma compreensão mais profunda das relações”
(A. Einstein)
A
relativização
do antes e
do depois
O
tempo como
mais um
eixo
“Em um sentido muito preciso, o tempo é a direção do espaço-tempo na qual uma boa previsão é possível — a direção na qual podemos contar as histórias mais informativas. A narrativa do Universo não se desenrola no espaço. Ela se desenrola no tempo”.
A
dificuldade
de pensar
o tempo
A idéia perturbadora de uma realidade atemporal
“Uma teoria atemporal encara o desafio de explicar como vemos mudança se o mundo não está, realmente, mudando”
“Pesquisas recentes tentam realizar essa façanha. Embora o tempo talvez não exista em um nível fundamental, pode surgir em níveis mais altos — assim como uma mesa parece sólida mesmo sendo um conjunto de partículas constituídas, em grande parte, por espaço vazio. Solidez é uma propriedade coletiva, ou emergente, das partículas”
C.G.
C.G.
A negação do tempo. O tempo não existiria. Os relógios não mediriam o tempo.
A
escolha de
um padrão
para contar
o tempo

Mundo atemporal
x
experiência sensível
Mudança só
é percebida
no tempo
Sem
tempo só
veríamos
imobilidade
“Ação fantasmagórica a distância”
Requeriria um relógio mestre
Dificuldade da unificação A importância do problema do tempo na construção teórica
2
perspectivas:
a) tempo de
“linhagem pura”
b) tempo com importância secundária – realidade atemporal
A
exclusão
do tempo
“Em essência, a relatividade faz isso ao relacionar sistemas físicos diretamente uns aos outros, em vez de relacioná-los a alguma noção abstrata de tempo global”
(C. G.)
Descrição de movimento sem referência ao tempo
Objetos referidos uns aos outros sem a intermediação do tempo
“O tempo é redundante. Mudanças podem ser descritas sem ele”
(C. C.)
O
surgimento
da
temporalidade
O
tempo
emergente
Uma teoria atemporal terá que explicar porque o mundo parece temporal
“Desse modo, mesmo que o sistema como um todo seja atemporal, seus pedaços individuais não são. Escondido na equação atemporal do sistema total está um tempo para os subsistemas”
O
nível micro
atemporal
O tempo no nível macro
“O Universo pode ser atemporal, mas, se você imaginá-lo em pedaços, alguns deles podem servir como relógios para os outros. O tempo emerge da atemporalidade. Percebemos o tempo porque somos, por nossa própria natureza, um desses pedaços”
(C. G.)
A insuficiência da idéia. Nem sempre é possível parcelar o Universo. É preciso uma nova concepção do tempo
“Historicamente, os físicos começaram com o altamente estruturado tempo de experiência, o tempo de um passado fixo, presente e futuro aberto. Gradualmente, eles desmantelaram essa estrutura, e pouco, se tanto, dela ainda permanece. Pesquisadores, agora precisam reverter essa linha de pensamentos e reconstruir o tempo da experiência a partir do tempo da física não fundamental, que pode precisar, ele mesmo, ser reconstruído de uma rede de correlações entre pedaços de um mundo estático fundamental”
(C. G.)
Maurice Merleau-Ponty
(14/03/1908 – 3/05/1961)
“O tempo não flui realmente"
O fluxo aparente depende da medida de
"colocar secretamente dentro de um rio uma testemunha de seu curso"
(Merleau-Ponty. citado por C. G.)
A
articulação
das partes
O tempo objetivo como resultado
de conexões
“O tempo pode existir apenas ao quebrar o mundo em subsistemas e olhando para o que os une. Nesse cenário, o tempo físico surge pelo mérito de pensarmos sobre nós mesmos como separados de
todo o resto”
(C. C.)
Conexões
Simbólico
Duas
possibilidades
Substantivalismo
"O espaço e o tempo existem de forma independente das galáxias, estrelas e seus conteúdos"
Relacionalismo
Espaço e tempo são instrumentos artificiais criados para descrever a relação entre os objetos físicos
“Serão eles como a tela na qual o pintor faz seu quadro, existindo sem que o pintor trabalhe ou não, ou são como a paternidade, que não existe sem pais e filhos?”
(John D. Norton, professor do Departamento de História e Filosofia da Ciência - University of Pittsburgh. Citado por George Musser in op. cit.)
As
pesquisas se
desenvolvem
nas duas linhas
A contribuição dos filósofos quanto à flecha do tempo
A entropia - segunda lei da termondinâmica - produziria a assimetria entre passado e futuro
A desordem aumenta com o tempo Hipótese não confiável
“Boltzmann reconheceu que a única maneira de garantir um aumento da entropia no futuro é começar com um valor pequeno no passado”
George Musser, op. cit.
“Teorias da flexa do tempo são incompletas”
(Op cit.)
Trabalho do filósofo como
“a consciência intelectual do físico praticante”
(Richard Healey, filósofo da Universidade do Arizona. Citado por G. Musser, op. cit.)
“Especialmente treinados
no rigor da lógica, os filósofos são peritos em encontrar preconceitos e posições prévias, mesmo sutis”
George
Musser
“Um buraco no coração da física. In Scientific American Brasil, Edição especial no 21.
(1965 - )
Craig
Callender
(1986 - )
A filosofia
necessária
(G. Callender. Op. Cit.)
(G. Callender. Op. cit.)
G. Musser
O tempo vazio, contínuo e independente do observador

Escritório
de Patentes
da Suiça
Tempos diferentes em
cidades diferentes
Não existe
um tempo, mas tempos
O Tempo
não é
absoluto
O tempo
depende do
observador
A conexão entre espaço e temp
o
Espaço
Tempo
O Tempo
muda com o movimento
O Tempo
muda com
o espaço
Berna
O tempo escorre mais lentamente com o movimento
O artifício
da contagem
do tempo
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