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Manias de Cesario Verde

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by

diana moreira

on 2 June 2015

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Transcript of Manias de Cesario Verde

O poema...
Este poema tem como temas o amor e a mulher. Neste poema o sujeito poético critica a humilhação sentimental.

O sujeito poético conta a história de um rapaz que era amante de uma mulher que, apesar de possuir mau aspecto, era prepotente e exercia sobre ele uma grande influência.

Neste poema é evidente, visto que existe não só a presença da cidade como elemento negativo, mas também da mulher como causa de humilhação.

Neste poema temos a presença da "mulher da cidade". uma mulher fria, perversa, altiva, poderosa (visto que só deve explicaçoes a Deus "o livro com que a amante ia ouvir a missa", vaidosa, egocêntrica ("cheia de jactâncias quixotescas") e talvez de aparência velha ("a deia já rugosa")

O facto dela já ser uma mulher de idade acentua a humilhação do rapaz.


Trabalho realizado por: Diana moreira
Manias
Manias

O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.

Eu sei um bom rapaz, – hoje uma ossada, –
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.

Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,

Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
Notas
O poema...
Podemos dividir o poema em 3 partes lógicas:

1º. Parte :
o sujeito poético faz uma introdução dando a sua opinião sobre a vida e o mundo.
Ele faz um contraste entre a tragédia e a comédia que envolve a sociedade. Se por um lado existem pessoas que a encaram como um desgraça "o mundo é velha cena ensaguentada" ; por outro, existem aqueles que a levam ridiculamente descontraída " a vida é chula farsa assobiada".

2º. Parte : Inicia o relato da história de um falecido rapaz "hoje uma ossada".
É a história de do amor deste rapaz para com uma mulher que exercia uma grande influência sobre o mesmo que se mostrava receosamente obediente "o dengue, em atitude receosa".

3º. Parte : O sujeito poético critica a submissão do rapaz perante a mulher. Realçando a devoção dela ao ouvir a missa "que a amante ia ouvir a missa" e a devoção dele perante a mulher "sujeição canina mais submissa".
Figuras de Retórica
Análise Formal

O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.

Eu sei um bom rapaz, – hoje uma ossada, –
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.

Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,

Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
Picaresca - Burlesco, cómico.

Esquálida - Sujo, imundo

Jactânias - Bazófia; vanglória; soberba; ufania; arrogância; amor-próprio.

Deia - Deusa

Dengue - Presumido; afectado. = DENGOSO


A
B
A
B

A
B
A
B

C
D
C

D
C
D
O poema é uma soneto italiano, constuído por duas quadras e dois tercetos.

rimas são cruzadas
Os versos são decassílabicos
exemplo:
O/ mun/do é/ ve/lha/ ce/na en/sa/guen/ta/da

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Co/ber/ta/ de /re/men/dos/ pi/ca/res/ca

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

x
x
O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.

Eu sei um bom rapaz, – hoje uma ossada, –
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.

Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,

Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
Adjetivação e enumeração
Metafóra
Hipálage
Ironia
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