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Vida virtual: quem está atrás da tela?

Palestra da Conferência Silver Bullet 2013
by

Ana Luiza Mano

on 24 November 2013

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Transcript of Vida virtual: quem está atrás da tela?

Ana Luiza Moreira Mano
Vida virtual:
Quem está atrás da tela?

Como usamos a internet hoje em dia?

E-mails
Chats (salas de bate-papo)
Educação (presencial e à distância)
Games diversos
Jogos de azar online
Compras
Redes Sociais
Sites de busca
Sites de relacionamento amoroso
Sites com conteúdo erótico
Outros sites com conteúdo específico (notícias, bolsa de valores, previsão do tempo, etc.)
Introdução
A Dependência da Internet manifesta-se como uma inabilidade do indivíduo em controlar o uso e o envolvimento crescente com a Internet e com os assuntos afins, que por sua vez conduzem a uma perda progressiva de controle e aumento do desconforto emocional.

Com efeitos sociais significativamente negativos, os indivíduos que despendem horas excessivas na Internet, tendem a utilizá-la como meios primários de aliviar a tensão e a depressão, apresentam a perda do sono em conseqüência do incitamento causado pela estimulação psicológica e passam a desenvolver problemas em suas relações interpessoais.

Além disso, os dependentes usam a rede como uma ferramenta social e de comunicação, pois têm uma experiência maior de prazer e de satisfação quando estão online, podendo este ser um fator preditor para a dependência. Nesta vertente, alguns estudos consideram a sensação subjetiva de busca e/ou a autoestima rebaixada, timidez, baixa confiança em si mesmo e baixa pró-atividade como outros fatores preditores para o uso abusivo da Internet.
Conceit
"Canguilhem explica que certas questões estão presentes quando se afirma uma teoria, sem levar em consideração fatos, ou o que chama de “intermediários”, como a época em que ela é construída, o momento histórico-cultural no qual é formulada e as várias opiniões a respeito do assunto."

"Canguilhem destaca que na verdade não há uma ciência biológica do normal; existe sim, uma ciência das situações e das condições biológicas consideradas normais, que é chamada de fisiologia."
Critérios
PROAD – Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes


Compreensão mais complexa e aprofundada do fenômeno da dependência;
Auxiliar o paciente a compreender os motivos, sentidos e história envolvidos na relação com determinadas ações;
Ajudá-lo a recuperar a liberdade de escolha que sente que foi perdida.

Psicoterapia grupal e individual, psicodinâmica, comportamental e ocupacional, além de tratamento psiquiátrico de eventuais comorbidades clínicas concomitantes.

População: Adultos e que desejem de espontânea vontade se tratar.
Custo: Gratuito.
Como tratar - Onde buscar ajuda?
• Introdução - Como usamos a Internet hoje em dia?
• Dependência de Internet
1) Conceito
2) O que é normal? O que é saudável?
3) Critérios
4) Questionário da Dra. Kimberly Young
• Como tratar
1) Onde buscar ajuda?
2) Prevenção
• Conclusão
• Referências
• Perguntas
Agenda
Psicóloga – CRP 06/105003
Atuação na área clínica – atendimento em consultório: psicoterapia individual, casal, família e grupos
Fundadora e Coordenadora do projeto Psicólogos da Internet (psicologosdainternet.com.br)
Membro do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP (pucsp.br/nppi)
Psicóloga do Instituto Coaliza de Educação Cidadã e Digital (coaliza.org)
Prevenção
@analuizamano
Ana Luiza Moreira Mano
analuizamano@gmail.com
Assim como outras dependências, tem a ver com a personalidade aditiva do usuário. Pode ser considerada um transtorno do impulso.
Exemplos de transtornos do impulso:
Amor e Ciúme Patológico
Cleptomania
Compras Compulsivas
Impulso Sexual Excessivo
Dependência de Internet
Jogo Patológico
Auto Mutilação
Dependência de Internet
Questionário da pesquisadora e psicóloga
Dra. Kimberly S. Young
Dependência de Internet http://www.dependenciadeinternet.com.br/
FARAH, R. Será que eu sou um ‘viciado’ em computadores?. In FARAH, Rosa Maria; FORTIM, Ivelise. (Org.) Relacionamentos na Era Digital. São Paulo: Giz Editorial, 2007, 184p.
No Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP, aparecem com frequência casos de pessoas que parecem estar sofrendo sérios prejuízos em suas vidas, muito mais em função do tipo de uso feito durante suas navegações, do que pela quantidade do tempo passado em conexão à Internet.
Queixas mais comuns:
Isolamento
Perdas afetivas e/ou em relacionamentos
Prejuízos para a vida escolar ou profissional
CANGUILHEM, Georges. O normal e o patológico. Tradução de Maria de Threza Redig de C. Barrocas e Luiz Octávio F. B. Leite. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002, 307 p.
Características de usuários graves de Internet (ou heavy users):
Critérios de dependência de Internet:

(1) Preocupação excessiva com a Internet;
(2) Necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação;
(3) Exibir esforços repetidos (e fracassados) para diminuir o tempo de uso da Internet;
(4) Apresentar irritabilidade e/ou depressão;
(5) Quando o uso da Internet é restringido, mudança rápida e imotivada do humor (onde então a Internet entraria como forma de regulação emocional);
(6) Permanecer mais conectado do que o programado;
(7) Ter o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo;
(8) Mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas.

Se 5 ou mais respostas foram “sim”, você provavelmente precisa procurar ajuda de um especialista.
Saudável, ou normal, é aquilo que cabe como aceitável dentro das ideias da sociedade de uma determinada época.

Uso saudável seria uso produtivo e criativo, enquanto uso patológico seria uso excessivo e indiscriminado.
Dependência de Internet http://www.dependenciadeinternet.com.br/
O que é normal?
O que é saudável?
1. Com que frequência você acha que passa mais tempo online do que pretendia?

2. Com que frequência você negligencia suas tarefas para passar mais tempo online?

3. Com que frequência você prefere a emoção da Internet à intimidade com seu/sua parceiro(a)?

4. Com que frequência você constrói novos relacionamentos online com outros usuários?

5. Com que frequência outras pessoas em sua vida se queixam a você sobre a quantidade de tempo que você passa online?
11. Com que frequência você se pega pensando em quando você vai estar online novamente?

12. Com que frequência você teme que a vida sem a Internet seria chata, vazia e sem graça?

13. Com que frequência você estoura, grita ou se mostra irritado(a) se alguém lhe incomoda enquanto você está online?

14. Com que frequência você dorme pouco por ficar logado(a) até tarde da noite?

15. Com que frequência você se sente preocupado(a) com a Internet quando está offline, ou fantasia que está online?
Resultados:
20-39 usuário médio que tem controle sobre seu uso
40-69 problemas frequentes devido ao uso da Internet
70-100 problemas significativos devido ao uso da Internet

Site da Dra. Kimberly S. Young
http://www.netaddiction.com/
Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP


Modalidade de orientação psicológica via e-mail especialmente dirigida às pessoas que apresentam dificuldades geradas pelos usos compulsivos ou excêntricos dos computadores, caracterizadas como dependência (popularmente conhecidas como ‘vício’).

Orientação realizada via e-mail;
Focada no problema apresentado;
Aproximadamente 8 trocas de e-mail (cada troca é semanal e o processo dura em torno de 2 meses).

População: Qualquer idade e que desejem de espontânea vontade se tratar.
Custo: Gratuito.
PRO-AMITI – Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso

Pré-triagem para averiguar o quadro de sintomas;
Psiquiatra realiza uma consulta para avaliação;
É oferecido ao paciente um plano terapêutico em grupo e/ou individual que constitui de acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

I. Tratamento semanal de Psicoterapia de Grupo para adolescentes e adultos de 1:30hs com a duração total de 18 semanas e realizado às quartas feiras pela manhã.
II. Tratamento psiquiátrico.
III. Psicoterapia Individual, quando necessário.
IV. Grupo Psicoterapêutico para Pais de Adolescentes.
V. Programa de Educação Continuada aberto ao público: "Saúde Mental e Internet"

População: Adultos e de Adolescentes.
Custo: Gratuito.
http://www.unifesp.br/dpsiq/novo/d/proad/
Dependências de comportamentos
http://amiti.com.br/
http://www.pucsp.br/nppi/
Independentemente do tempo que alguém passe diante do seu computador:
Reflexão sincera e cuidadosa sobre a forma e a qualidade com que a Internet está sendo utilizada;
Identificar se a máquina está a seu serviço, ou se você está se deixando escravizar pelo fascínio e sedução emanados das ferramentas geradas pelas novas tecnologias.
Conclusão
FARAH, R. Será que eu sou um ‘viciado’ em computadores?. In FARAH, Rosa Maria; FORTIM, Ivelise. (Org.) Relacionamentos na Era Digital. São Paulo: Giz Editorial, 2007, 184p.
Perguntas importantes a se fazer:

1) A presença da informática em minha vida está sendo um fator que a enriquece ou que a restringe?
2) O uso que eu faço está acrescentando qualidade e criatividade à minha vida?
3) O uso que eu faço está servindo como um recurso que facilita minha busca por novos conhecimentos? 4) O uso que eu faço está ampliando meus contatos sociais, profissionais e afetivos?
5) Ou o uso que eu faço está, na verdade, levando-me a restringir meus relacionamentos?
6) O uso que eu faço está levando-me a, por exemplo, preferir os contatos virtuais aos encontros presenciais com as pessoas com quem convivo?
7) Minha saúde, meu sono ou minha produtividade (profissional ou escolar) estão sendo prejudicados?
Essa avaliação nem sempre é fácil de ser feita de modo isento, apenas pelo seu usuário.
Muitas vezes uma ajuda profissional externa é necessária, especialmente quando os aspectos sedutores do mundo virtual estão se prestando a servir como ‘escudos protetores’ diante das nossas reais dificuldades e conflitos.
Ao avaliar cuidadosamente sua forma de uso da Internet, logo isso dá lugar a uma percepção mais ampla sobre suas demais inquietações e conflitos, que acabam por se revelar como sendo as reais questões que parecem estar na base dos problemas expressos por meio do seu contato com a Internet.

Nesse sentido o uso compulsivo da Internet e dos computadores não parece ser tão diferente dos outros tipos de comportamentos compulsivos (seja a busca abusiva da bebida, comida, jogos, compras, sexo, trabalho, etc.).

Mais do que um problema em si mesmo, estes comportamentos parecem ser, na verdade, sinais ou ‘sintomas’ de que algum outro aspecto da vida dessa pessoa clama por atenção, conscientização e possíveis reorganizações.

Quando esta primeira tomada de consciência acontece, um passo importante já foi dado na direção da real solução da sua dificuldade.
FARAH, R. Será que eu sou um ‘viciado’ em computadores?. In FARAH, Rosa Maria; FORTIM, Ivelise. (Org.) Relacionamentos na Era Digital. São Paulo: Giz Editorial, 2007, 184p.
Educação digital é fundamental.
Se você sabe o que a ferramenta tem a oferecer, pode discernir sobre o uso que escolhe fazer, e admitir que um mau uso será, entre outras questões, também a consequência de uma má escolha a partir dali.
Instituto Coaliza de Educação Cidadã e Digital: http://coaliza.org/
Um uso saudável acontece quando se tem conhecimento sobre o que a ferramenta pode oferecer, somado ao autoconhecimento e habilidade de discernimento do usuário.
CANGUILHEM, Georges. O normal e o patológico. Tradução de Maria de Threza Redig de C. Barrocas e Luiz Octávio F. B. Leite. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002, 307 p.

Dependência de Internet: http://www.dependenciadeinternet.com.br/

FARAH, R. Será que eu sou um ‘viciado’ em computadores?. In FARAH, Rosa Maria; FORTIM, Ivelise. (Org.) Relacionamentos na Era Digital. São Paulo: Giz Editorial, 2007, 184p.

Instituto Coaliza de Educação Cidadã e Digital: http://coaliza.org/

Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP: http://www.pucsp.br/nppi/
PROAD – Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes: http://www.unifesp.br/dpsiq/novo/d/proad/

PRO-AMITI – Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso: http://amiti.com.br/

Site da Dra. Kimberly S. Young: http://www.netaddiction.com/

Tratamentos para vício em Internet: http://www.tecmundo.com.br/internet/3970-tratamentos-para-vicio-em-internet.htm#ixzz29FmNZ3zG

Vício e Dependência de computador e Internet: http://www.tecmundo.com.br/gmail/2224-vicio-e-dependencia-de-computador-e-internet.htm
Referências
Obrigada!
6. Com que frequência suas notas ou tarefas da escola sofrem por causa da quantidade de tempo que você passa online?

7. Com que frequência você checa seu e-mail antes de qualquer outra coisa que você precise fazer?

8. Com que frequência seu desempenho ou produtividade no trabalho sofre por causa da Internet?

9. Com que frequência você fica na defensiva ou guarda segredo quando alguém lhe pergunta o que você faz online?

10. Com que frequência você bloqueia pensamentos perturbadores sobre sua vida com pensamentos leves da Internet?
16. Com que frequência você se pega dizendo "só mais alguns minutos" quando está online?

17. Com que frequência você tenta diminuir a quantidade de tempo que fica online e não consegue?

18. Com que frequência você tenta esconder quanto tempo você está online?

19. Com que frequência você opta por passar mais tempo online em vez de sair com outras pessoas?

20. Com que frequência você se sente deprimido(a), mal-humorado(a) ou nervoso(a) quando está offline e esse sentimento vai embora assim que você volta a estar online?
- Pessoas inteligentes e mentalmente muito ágeis;
- Passam o “dia todo” conectados;
- Todas as faixas etárias;
- Sinais de depressão e/ou ansiedade;
- Preferem as interações virtuais às reais;
- Utilizam a internet como uma forma de expressão daquilo que realmente são e pensam (refúgio);
- Ciclo de amizades e de relacionamentos muito empobrecido;
- Desenvolvem idiossincrasias na rede, (ou seja, desenvolvem maneiras próprias de interpretar as situações na rede, de acordo com sua cultura e formação).
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