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Revoltas árabes: Tunísia, Egito, Líbia, Iêmen e além

Aulas 01 (Novas Mídias: potenciais e limites) e 02 (Revoltas Árabes) de Atualidades do curso de Jornalismo do Colégio Stockler para o 2o Ano - Prof. Ivan Paganotti
by

Ivan Paganotti

on 3 February 2015

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Transcript of Revoltas árabes: Tunísia, Egito, Líbia, Iêmen e além

- um comerciante não consegue renovar sua licença para operar uma banca de frutas na Tunísia

- despachos de diplomatas norte-americanos vazam em site na internet

- o acesso à educação cresce nos países árabes em um dos ritmos mais acelerado do mundo na última década

- um australiano é preso, acusado de estuprar duas suecas

- casos de auto-imolação se repetem no ano de 2011

- todo o Egito e parte da Líbia ficam sem sinal de internet e celular durante longas horas

- um jovem se joga de uma ponte em Nova Iorque

- uma garota desconhecida recebe 21 mil confirmações para sua festa de 15 anos
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C o n e x õ e s
Novas Mídias: acesso e controle
Revoltas árabes: Tunísia, Egito e além
Aulas 01 e 02
Colégio Stockler / Segundo Ano - Jornalismo / Prof. Ivan Paganotti
Tunísia
Egito
Celulares e computadores podem ser usados como armas
Ideias, pontos de vista e histórias são suas munições



Qual é o alvo? O que queremos publicar?
Quais devem ser os limites éticos para evitar abusos?
- Desemprego, inflação, pobreza e desigualdade
- Wikileaks: p/ EUA, corrupção e incompetência
- Falta de liberdades políticas: ditador Zine El Abidine Ben Ali há quase 24 anos no poder

-Dezembro/2010: Por não ter licença, polícia impede Mohamed Bouazizi (um desempregado de 26 anos com formação escolar) de vender frutas em barraca para sobrevivência da família. Desesperado, jovem se suicida por auto-imolação - seu gesto engatilha série de protestos e greve geral em Túnis; ditador foge e novas eleições são realizadas.
Governo tenta reconquistar apoio da população oferecendo corte no preço do pão, leite e açúcar e mais liberdade de expressão (libera YouTube). Mas revolta da população derruba governo e contagia nações árabes vizinhas que também têm ditaduras há décadas no poder e passam por dificuldades econômicas
- População jovem e educada enfrenta dificuldade para conseguir emprego e ascensão social. Protestos foram saída para manifestar seu descontentamento em regime sem democracia. Interino promete eleições em 6 meses.
- Apesar da censura e do controle da imprensa, organização de manifestações foi possível por celulares e mídias alternativas (Facebook, Twitter e Youtube eram bloqueados até início dos protestos)
Origem da crise na Tunísia
Folha de S. Paulo, 29 de janeiro de 2011
Hannibal Hanshke/EFE
Khaled Desouki/AFP
Mohammed Abed/AFP
Fantasma do fundamentalismo islâmico: Irmandade Muçulmana é forte em oposição dividida.

Mas maioria dos revoltosos são estudantes, jovens desempregados, operários, intelectuais, torcedores de futebol e mulheres, conectados por redes sociais como Twitter e Facebook.
Desafiam a proibição de manifestação pública imposta há décadas por Mubarak.

Após renúncia de Mubarak, demora em garantir novas eleições e maiores liberdades políticas continuam a trazer insatisfação e protestos em governo de transição militar, acusado de acuar minorias e continuar as práticas repressivas de antes.
Origens da crise no Egito
Ditador Hosni Mubarak governa Egito há 30 anos. Aos 82 anos e doente, preparava transição para seu filho.

Motivação (como ocorreu na Tunísia, Argélia, Iêmen, Jordânia e outros): pobreza, corrupção, desemprego e incompetência de regime repressor com apoio ocidental. Onda de greves, manifestações e autoimolações lideradas por jovens sem perspectiva.
http://www.elpais.com/especial/revueltas-en-el-mundo-arabe
Fonte: Folha de S. Paulo, 20/02/2011
- Petróleo: maiores produtores, exportadores (e oleodutos)
- Religião: locais sagrados do judaísmo, catolicismo e islamismo
"fanatismo" religioso e teocracias
- Guerra ao Terror e grupos terroristas
- Migração: África->Europa (ilha italiana de Lampedusa)
Interesses na região:
Interpretação de atualidades
- Reconhecimento
- Contextualização
- Conexão
Líbia
A cidade de Surt, na Líbia - Mauricio Lima (NYT)
EMAD HAJJAJ / POLITICAL CARTOONS
PATRICK CHAPPATTE / POLITICAL CARTOONS
EMAD HAJJAJ / POLITICAL CARTOONS
Iêmen
Um dos maiores produtores de petróleo do mundo (atualmente abertos à investimentos de multinacionais), Líbia oscila no radar Ocidental entre apoiadora e combatente do terrorismo. Gaddafi controlava radicais islâmicos e reprimia população no processo de manter controle do governo.
Deu abrigo aos terroristas responsáveis pelo atentado contra um avião de Pan Am em Lockerbie (Escócia) em 1988, no qual morreram 270 pessoas.
Capturou membros da Al Qaeda acusados por atentado de 11/09/2001

Estima-se que protestos e guerra civil deixaram mais de 10 mil mortos

- OTAN interfere com bombardeios para "defender rebeldes" em março

- Ditador Muammar Gaddafi é morto em 20/10/2011, após 42 anos como ditador da Líbia. Fugia da sua cidade Natal (Sirtre), quando seu comboio foi bombardeado por caças dos EUA e França. Encontrado por rebeldes, aparentemente foi executado.

-> Líderes rebeldes defendem adoção da sharia (lei religiosa islâmica)
Síria...
Origens da crise no Iêmen
Miséria: apesar da riqueza dos vizinhos e da elite, o país está entre os mais pobres do mundo: sua renda per capita é de US$ 2.700 (a 172a do mundo) e está tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano do Mundo (IDH) do mundo, na 154a posição.

Posição geográfica estratégica: passagem do Mar Vermelho para o golfo do Áden e Oceano Índico, rota importante para navios petroleiros.

Presença de terroristas da Al Qaeda aumenta instabilidade na região.
Depois de três meses em exílio na Arábia Saudita após atentado que queimou 40% de seu corpo, ditador Ali Abdullah Saleh (há 33 anos no poder) renunciou em novembro.
Apesar de aceitar deixar governo em breve, rejeita transição pedida pela oposição.
Manifestantes reclamam que acordo de transição não garante abertura democrática e ainda garante imunidade para líderes da ditadura.
Hani Mohammed/AP
Hani Mohammed/AP
60 mil mortos (até fevereiro/2013): repressão violenta da ditadura de Bashar al Assad contra rebeldes, que pedem nova Constituição.
guerra civil continua a dividir país
ONU e Liga Árabe já condenaram regime.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/93397-suco-em-tunis.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/93265-dias-de-euforia-arabe-parecem-parte-de-um-passado-distante.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/93266-pobre-siria.shtml
Para saber mais:
Primavera árabe... ou inverno islâmico?
- No Egito, Irmandade Islâmica domina eleições e aprova Constituição. Porém salafistas aumentam influência do Islã na sociedade egípcia, atraindo novos protestos.
- Na Líbia, governo que tomou o poder caminha para radicalismo religioso, sem ampliar direitos fundamentais e democracia.
- Na Tunísia, assassinato de líder da oposição ao partido Nahda, vitorioso nas últimas eleições, traz novos protestos contra predominância de grupos islâmicos no poder, desconsiderando práticas culturais de outros grupos.
Grupos islâmicos (mais organizados) dominam cenário político, mas atraem novas revoltas
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