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Violência no trabalho

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by

vanessa cocco

on 24 August 2017

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Transcript of Violência no trabalho

Definindo violência...
é “o uso intencional de força física ou poder, real ou como ameaça contra si próprio, outra pessoa, um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tem grande probabilidade de resultar em ferimentos, morte, danos psicológicos, desenvolvimento prejudicado ou privação.”

Há muitas outras definições...
fenômeno complexo e multicausal
...foge a uma conceituação precisa

Definições de violencia segundo Minayo (1994)
Transição epidemiológica no Brasil
Doenças infecciosas sedem lugar:
Violência como problema social
• Provoca morte, traumas físicos e inúmeros problemas emocionais

Violência no trabalho
Doenças crônicas e degenerativas
Agravos provocados por violencias
e acidentes
• Diminui a qualidade de vida das pessoas e das coletividades
• Mostra a inadequação da organização tradicional dos serviços de saúde
• Coloca novos problemas para o atendimento medico
Relatório mundial sobre a violência/OMS, 1996
Violência estrutural:
“violência gerada por estruturas organizadas e institucionalizadas,
naturalizada e oculta em estruturas sociais, que se expressa na injustiça e na exploração e
que conduz à opressão dos indivíduos”
Violência de resistência:
ocorre em resposta a uma violência praticada anteriormente, como contestação de grupos, classes, nações e indivíduos oprimidos pela violência estrutural.
Violência de delinquência:
ações fora da lei, contribuem: "desigualdade, a alienação do trabalho e nas relações, o consumismo, o culto a força e o machismo”
Trabalhador da saúde:

ora como sujeito,
ora como objeto da violência
Algumas formas de violência no trabalho:
Assédio moral
Assédio sexual
Violência estrutural
Violência urbana
Assédio moral
O assédio moral é toda e qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento, atitude) que atente, por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou a integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho
Fonte: Ministério da saúde, 2009
Formas/atitudes de assédio:
humilhar...
desqualificar ...
desestabilizar emocionalmente...
põe em risco a saúde, a própria vida da vítima e seu emprego
Assédio sexual
as atitudes podem ser...
claras ou sutis...
falada ou insinuada...
escrita ou explicitada em gestos...
pode vir em forma de coação ou chantagem...
humilhação
"risco invisível"
A lei 10.224 de 16.05.2001 estabeleceu no seu artigo 216-A do Código Penal, a definição legal para assédio sexual:


“Constranger alguém com intuito de levar vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua forma de superior hierárquico, ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função"
barreira:
Culpabilização da vítima...
Violência estrutural
• Longas jornadas de trabalho
Horas extras frequentes
Ambientes insalubres
Condições de trabalho desfavoráveis
Características:
A violência estrutural pode estar explícita tanto:
No ambiente de trabalho e condições materiais do espaço
Na forma de organização e divisão do trabalho na equipe
Violência urbana
urbanização crescente
desigualdade social
Violência urbana como problema social
criminalidade: tráfico de drogas e de armas
efeitos sobre o padrão de morbidade e mortalidade da população
Associação entre exposição à violência comunitária e:
quadros fóbicos e ansiosos
depressão
transtorno de estresse pós-traumático
(Mitchel et al, 2010)
Violência como estressor psicossocial

“a violência urbana é uma espécie de ‘ponta do iceberg’. Considero uma metáfora apropriada ao entendimento da violência como o fenômeno ou a forma de aparecimento de uma sociedade na qual domina a pobreza e a desigualdade, o preconceito e a corrupção, e, ainda por cima, a impunidade.

Eduardo Navarro Stotz
*Pesquisador da escola Nacional de Saúde Pública, Fiocruz
Violência e doenças ocupacionais
O que é?
Síndrome do esgotamento profissional



Distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano.
Diversos sintomas:
Físicos
Psíquicos
Comportamentais
Defensivos
Profissionais da Saúde e Burnout
Trabalham com a dor, sofrimento orgânico, emocional e social das pessoas
Profissionais necessitam de carga adicional de competências interpessoais além das condições estruturais de trabalho
(CARVALHO; MAGALHÃES, 2011)
[...] o PSF descaracterizado, é uma das coisas que está me angustiando muito de uns anos para cá, porque o PSF deixou de fazer o trabalho de educação. [...] eu passei por uma crise de indentidade, eu não estou satisfeita com meu trabalho [...]. Eu acho isso conflituoso, muito desgastante, você quer fazer mas não pode, não é aquilo de verdade que acontece. [...]

Médica, 6 anos de formada, 4 anos e 7 meses na ESF
Síndrome de Burnout é característica deste meio laboral
Pacientes graves X sentimentos de medo, angústia e morte
Suas consequências interferem na vida pessoal, profissional, social e familiar, principalmente entre enfermeiros

Alta exaustão emocional é a principal dimensão do Burnout em profissionais de enfermagem da Atenção Primária
Enfermeiras com maior idade e mais tempo de trabalho apresentam maiores níveis de Burnout em comparação com aquelas com maior salário, alta satisfação profissional e apoio da Instituição.

36,3% dos trabalhadores apresentavam sintomas depressivos intermediários
16% apresentavam provável depressão
Tipos de violência no trabalho : insultos (44,9%), ameaças (24,8%), agressões físicas (2,3%), e testemunhar violência (29,5%).

Naturalização dos comportamentos agressivos dos usuários procedentes de ambientes violentos
Realidade é perversa para profissionais e usuários
Violência na integração individuo-organização
Falta de preparo dos profissionais para lidar com as questões de violência
A violência interfere no trabalho do ACS, enfraquece o elo que deveria ser entre a ESF e a comunidade
A maioria dos entrevistados foi vítima de violência ocupacional (76,7%)
Os principais causadores foram os acompanhantes (87,0%), seguidos dos pacientes (52,2%)
A forma de violência mais observada: agressão verbal (100,0%)
Descrença pelos trabalhadores na melhoria destas situações

Como frear as diferentes formas de violência no trabalho?
Referências Bibliográficas
PREVENÇÃO
TRABALHO INTERDISCIPLINAR MULTIPROFISSIONAL, INTERSETORIAL
(Costa, 2005)
(Costa, 2005)
(Peres; Ruotti, 2015)
(Peres, Ruotti, 2015)
(PÊGO; PÊGO, 2016)
(PÊGO; PÊGO, 2016)
(PÊGO; PÊGO, 2016)
(PÊGO; PÊGO, 2016)
• BENEVIDES-PEREIRA, A. M. T. Burnout: quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2002.
• BRASIL. Lei N.10.224, de 15 de maio de 2001. Altera o Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para dispor sobre o crime de assédio sexual e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10224.htm
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Subsecretaria de Assuntos Administrativos. Assédio : violência e sofrimento no ambiente de trabalho: assédio moral / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Subsecretaria de Assuntos Administrativos. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009. 36 p. – (Série F. Comunicação e Educação em Saúde)
• BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Assédio moral e sexual no trabalho. Brasília: MTE, ASCOM, 2009.
• CARVALHO, C. G., MAGALHÃES, S. R. Síndrome de Burnout e suas consequências nos profissionais de enfermagem. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três Corações. 2011;9(1):200-10.
• COSTA, A. L. R. C da. As múltiplas formas de violência no trabalho da Enfermagem: o cotidiano de trabalho no setor de emergencia e urgência clínica em um hospital público. Tese de Doutorado (Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP). Ribeirão Preto, SP, 2005.
• FELICIANO, K. V. de O.; KOVACS, M. H.; SARINHO, S. W. Burnout entre médicos da Saúde da Família: os desafios da transformação do trabalho. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v.16, n.8, p.3373-3382, 2011.
• GÓMEZ-URQUIZA, J. L., et al. Factores de riesgo y niveles de burnout en enfermeras de atención primaria: una revisión sistemática. Aten Primaria. 2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.aprim.2016.05.004
• MINAYO, M. C. S. (Org.) et al. Pesquisa social: teoria método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1994.
• MITCHELL, S. J. et al. “How Does Violence Exposure Affect the Psychological Health and Parenting of Young African-American Mothers?”, in Social Science & Medicine, 70, 2010, pp. 526-33.
• PÊGO; F. P. L. PÊGO, D. R. Síndrome de Burnout. Rev Bras Med Trab. 2016;14(2):171-6.
• PERES, M. F. T.; RUOTTI, C. Violencia urbana e saúde. Revistausp, n. 107, 2015. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/115114
• SILVA, V.T. C. da; et al. Violence at Work and depressive symptons in primary health care teams: a cross-sectional study in Brazil. Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol. 2015 Sep;50(9):1347-55. doi: 10.1007/s00127-015-1039-9.
• STOTZ, E. N. Violência urbana – um risco à saúde de todos: uma reflexão pautada no desassossego. Comunicação à Ia Mostra de Saúde da Família do Município do Rio de Janeiro, realizado no Riocentro em 10/12/2004. Escola Nacional de Saúde Pública – Fiocruz. Disponível em: http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_710070263.pdf
• VASCONCELLOS, I. R. R. de; ABREU, A. M. M.; MAIA, E. L. Violência ocupacional sofrida pelos profissionais de enfermagem do serviço de pronto atendimento hospitalar
• VELLOSO, I. S. C.; ARAUJO, M. T.; ALVES, M. Trabalhadores de uma Unidade Básica de Saúde na interface com a violência. Acta paul. enferm., São Paulo, v. 24,n.4, p. 466-471, 2011. Ver. Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS) 2012 jun;33(2):167-175.
• VIANNA, V. K. R. et al. Síndrome de Burnout: implicações para os profissionais de enfermagem que atuam em unidade de terapia intensiva. Nursing, 18(215): 966-1000, out. 2015.
• WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global consultation on violence and health.Violence: a public health priority. Geneva: WHO; 1996 (document WHO/EHA/ SPI.POA.2).

Ft. Vanessa Michelon Cocco
Mestranda em Ciências da Reabilitação pela UFCSPA
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