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"O dia em que eu nasci moura e pereça" Luís de Camões

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by

Iryna H

on 16 February 2014

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Transcript of "O dia em que eu nasci moura e pereça" Luís de Camões

"O dia em que eu nasci moura e pereça" Luís de Camões
"O dia em que eu nasci moura e pedeça
Não o queira jamais o tempo dar,
Não torne mais ao mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o sol padeça."
"A luz lhe falte, o céu se lhe escureça,
Mostre o mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar
A mãe ao próprio filho não conheça."
Este poema pertence à
corrente renascentrista
e tem como tema "
A maldição da existência"
.
Amaldiçoa o dia em que nasceu.

Cenário mostruoso caso esse dia se repetisse.

"As pessoas, pasmadas de ignorantes,
As lágrimas no rostro, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu."
Prevê a reação das pessoas.

"Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao mundo a vida
Mais desaventurada que se viu!"
Lança o repto final.

Sentimentos
Tristeza;
Desespero.
Recursos Estilísticos
Hipérbole:
"Mais desaventurada que se viu!";
Enumeração:
"A luz lhe falte, o céu escureça,..., ao próprio filho não conheça.";
Metáfora:
"Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar";
Adjetivação:
"Pasmadas", "Perdida" e "Temerosa".
"O dia em que eu nasci
moura
e
pereça
,
Não o queira jamais o tempo dar,
Não torne mais ao mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o sol padeça.

A luz lhe falte, o céu se lhe escureça,
Mostre o mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas, pasmadas de ignorantes,
As lágrimas no
rostro
, a cor perdida,
Cuidem
que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao mundo a vida
Mais
desaventurada
que se viu!"
Análise Formal
Soneto;
Duas quadras e dois tercetos;
Versos decassilábicos;
Esquema rimático: abba e cde (interpolada e emparelhada)
Vocabulário
Moura- morra
Pereça/padeça- desapareça
Rostro- rosto
Cuidem- saibam/pensem
Desaventurada- infeliz
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