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TRO - Teste de Relações Objetais

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by

Luiz Paulo Silvestre

on 11 January 2016

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Transcript of TRO - Teste de Relações Objetais

O teste de Relações Objetais avalia aspectos da personalidade a partir da dinâmica das relações interpessoais;

Pela produção de histórias temos a possibilidade de percepção das relações objetais conscientes através da constatação de fantasias objetais inconscientes;

Teoria do Teste
Hebert Philipson 1911-1992
A projeção é usada para entender:

Identificação

Brincar

Fantasias

Seio bom; ruim

A vivência do complexo de édipo sob a perspectiva da criança
Relações Objetais para M. Klein
Há pouco ou nenhum conteúdo de realidade.

Sombreado leviano, sem composição definida, abrindo um campo vasto para interpretação e surgimento de primitivas necessidades de Relações Objetais e ansiedades.
Série A
Enfatiza o clima de ameaça e indiferença, mobilizando controles egóicos mais maduros, e a capacidade do ego em lidar com a realidade.

Contornos escuros e bem definidos, dando poucas possibilidades à outras interpretações, que não a realidade imposta nas cenas.


Série B
Possibilitam a apreciação do tipo de vínculo que o paciente estabelece com seus objetos.

Pelo fato de inclusão de cor, aumenta a tensão e os sentimentos agressivos entre o indivíduo e o grupo.

Comuns fantasias de perda e elaboração do luto, sentimentos frente ao conflito edipiano que favorecem dissociações.
Série C
TRO - Teste de Relações Objetais
Lâminas
Análise
Considerações Finais
O Material
3 Séries ( A - B - C) de 4 Lâminas com figuras e 1 Branca

Apresentam situações de relações objetais básicas. Situações com uma pessoa, com duas pessoas, com três pessoas e em grupo.


Lâmina A-1 (1)
Indica como é a reação do paciente ao enfrentar uma situação nova e mobiliza o temor ao desconhecido

Reações do sujeito diante da solidão, numa situação regressiva de dependência.

São extraídos elementos relativos à relação transferencial e fantasias de doença e análise.
Lâmina A-2 (2)
Estimula a projeção da imagem interna e um par como projeção da bissexualidade.

Pode ocorrer um acréscimo de um terceiro personagem pela intolerância à situação de par.

Provoca sensações de alívio para os pacientes assustados com as fantasias de doença e solidão que a lâmina A-1 mobiliza.
Lâmina A-3 (8)
Tema que aparece com maior frequência é o da separação.

Mobiliza fantasias sádicas referente a solução do conflito edipiano.
Lâmina A-G (5)
Mobiliza ansiedades depressivas, podendo verificar culpa persecutória ou depressiva.

Análise do luto, pois implica em como o paciente irá renunciar essa fantasia.

Pode aparecer a angústia confusional, traduzida em histórias confusas, cheias de contradição e ambiguidade.

Quando a angústia é muito persecutória, surgem histórias de espiritos, fantasmas, juizo final, céu ou inferno, etc.
Aplicação
Lâmina B-1 (6)
O paciente é convidado a entrar em contato com seus conteúdos internos persecutórios.

Podem aparecer defesas obsessivas relativas à ordem.

Aparecem temas relativos à privação e solidão; a cama pode ser visualizada em desordem ou arrumada, servindo para projeção de fantasias sexuais ou de doenças.
As lâminas são apresentadas numa sequência determinada em seu verso, entre parênteses;

O paciente deve contar uma história, discorrendo sobre o ambiente, personagem(ns), o que aconteceu antes, o que vai acontecer, o que está pensando, sentindo e deve atribuir um título a história;

Depois da aplicação é realizado um inquérito;

Para finalizar é perguntado ao paciente qual lâmina gostou mais e qual gostou menos;
Lâmina B-2 (9)
Frequentemente a árvore é um elemento vivido como protetor e a casa pode mobilizar fantasias de ataque, proibição ou ameaça ao par ou pode excluir as figuras que estão fora dela.

Estimula projeções de futuro e união ou fantasias de separação.

Essa lâmina constitui valioso instrumento prognóstico da relação transferencial.

Lâmina B-3 (4)
Vínculo de olhar e ser olhado e a contraparte agressiva de espiar e ser espiado, invadido ou controlado e a capacidade de enfrentar aspectos sombrios e angustiantes da vida.

Fantasias de exclusão ou inclusão no par.

A negação da terceira pessoa pode revelar desejo de controlar o objeto diante da ansiedade persecutória .
Lâmina B-G (10)
Sentimentos de aceitação, rejeição ou indiferença que o paciente projeta no grupo.

A análise das histórias é valiosa para a compreensão da dinâmica dos sentimentos do paciente em relação ao uma possível cura.
Lâmina C -1 (12)
Mobiliza sensações de calor humano ou sentimentos agressivos, devido aos elementos de cor.

Fantasias em diferentes níveis da evolução psicossexual: Orais, Anais e Genitais.

O paciente projeta no personagem os sentimentos que vivenciou na relação com terapeuta, aceitando ou não ser olhado.
Lâmina C-2 (11)
Fantasias de perda e elaboração de luto. Relação do par frente a fantasias de separação, doença e morte.

Capacidade de reparação dos objetos atacados e danificados.


Lâmina C-3 (3)
Cores de forma intrusa e difusa, convidando o paciente ao envolvimento afetivo ou ao ataque deste.

Há projeção dos sentimentos frente à cena primária, onde se inferem partes adultas da personalidade.

A negação do conflito pode se manifestar com omissão ou acréscimo de personagens e sua intensidade assosiada ao medo de exclusão ou inclusão diante do par unido.
Lâmina C-G (7)
Permitem inferir as reações do paciente frente à autoridade externa ou interna.

As cores despertam sentimentos agressivos e competitivos, que determinam os níveis de aspirações e desejos de progresso do paciente.
Lâmina Branca (13)
O sujeito poderá não só mostrar a relação transferencial como poderá resumir seus problemas atuais, tal qual o sente e os metódos de solução mais acessíveis a ele.


Na análise são levados em conta tanto os conteúdos manifestos (temática, título, história) como o conteúdo latente (sistema tensional inconsciente dominante).

O sistema tensional inconsciente é explorado pela interpretação das respostas do teste. Ele compreende os principais desejos e as conseqüências temidas como resultado desses desejos, assim como os esforços defensivos que o sujeito realiza para evitar essas conseqüências, de acordo com a fundamentação teórica de Melanie Klein.
Estudo de caso
Márcia; 44 anos. casada há 25 anos;

Queixa: infelicidade no casamento; insegurança; confusão

Lâmina A1:
"Tenho pouco pra falar do que vejo. Meu pai de costas, triste. Na volta são pessoas. Ele está olhando para o lado, parece um caixão de defuntos"

Inquérito: " Ele está triste, machucado pela família; pensa nos filhos, na família que tinha, que explorou, nas pessoas, na mulher, em tudo que teve e não valeu a pena. É família (mais a minha). Um caixão, é dele mesmo que o futuro é curto.

Síntese da interpretação: O medo da destrutividade a fazia sentir o objeto como morto, atacado. Os impulsos sádicos carregados de morte afastavam o ego do objeto de dependência. Desejava manter a distância ego-objeto para controlá-los. Angústia paranóide.
O teste de relações objetais tem uma aplicabilidade vasta. Pode ser usado em pacientes de todas as idades, com doenças terminais, pessoas que tiveram membros superiores amputados, diabéticos, hipocondríacos e etc.

Os pacientes envolvidos no teste apresentam boa recepção à participação do mesmo. Isso se deve ao fato de se tratar de um teste projetivo, em contrapartida ao psicométrico onde há respostas pré-definidas, o que pode gerar frustração.
Henry Murray

Tavistock Clinic - 1974

TRO - 1955

Bibliografia
Klein, M. (1960). Sobre a saúde mental. In Klein, M (1991). Inveja e gratidão e outros trabalhos. Rio de Janeiro: Imago

Phillipson, H. (1965). Test de relaciones objetales. Buenos Aires: Paidos.

Relações Objetais de Phillipson
In: Rosa, J.T. & Silva, J.C.V.V.V. (org). Atualizações Clínicas do Teste de Relações Objetais de Phillipson.Edição revisada. São Paulo clínicas

Projeção
• Origem; neurofisiologia; meio externo; meio interno

• Psicologia: resposta comportamental da relação objeto sujeito

• Psicanálise: meio interno; meio externo

• Transferência: projeção surgida na relação terapeuta/paciente

• Função egoíca: mecanismo de defesa. “AZINIMIGA”

• Expulsão: desejos, afetos, objetos que se recusa a aceitar

• Reviver relações: primitivas, edípicas

Testes Projetivos
Devem ser utilizados:
Como prognóstico
Dentro de um contexto
Para compreender melhor a origem de algum sintoma

Crítica:
Não reaplicabilidade
Não obtenção dos mesmos resultados
Psiquismo em constante construção
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