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METABOLISMO DOS RUMINANTES

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Hanna Bloemer

on 20 May 2014

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Transcript of METABOLISMO DOS RUMINANTES

METABOLISMO DOS RUMINANTES
INTRODUÇÃO
Ruminantes são mamíferos herbívoros (subordem
Ruminantia
);
Poligástricos (rúmen, o retículo, o omaso e o abomaso);
Bovinos, ovinos, caprinos, girafas, veados e outros;
Ruminante = hábito de ruminar; ingerir os alimentos, regurgitar para a boca, mastigar novamente (ruminar) e deglutir.

Ciências Biológicas - FURB
Bioquímica Metabólica
Professora Zelinda Maria Braga Hirano

Ana Carolina Radavelli Kahl
Carina Vieira
Hanna Carolina Bloemer
Thainá Alves Herber
DIETA E SALIVA
Nutrição exigida:
- Carboidratos;
- Proteínas (N proteico e não proteico);
- Lipídeos;
- Minerais, vitaminas, água.


Açúcares e gorduras produção de energia;
Proteínas construção de estruturas orgânicas e produtos de secreção;


Funções da saliva:
- Umedecimento e lubrificação (70 - 90% dos líquidos do rúmen);
- Neutralização da acidez gerada pela produção de ácidos orgânicos;
- Manter o pH entre 5,8 e 7;
- Possui substâncias antiespumantes;
- Neutralização de taninos;
- Reciclagem de N (ureia).

CURIOSIDADE

Um bovino que rumina de 6 a 8 horas por dia produz de 100 a 170 litros de saliva.
ESÔFAGO
O esôfago dos ruminantes é um tubo cilíndrico que se dilata facilmente e que conduz os alimentos da boca até o rúmen, com o qual se comunica por um orifício chamado cárdia.
RETÍCULO
RÚMEN
Pança ou bucho;

Maior dos compartimentos (80% do volume total do estômago);

O objetivo é encher o rúmen de forma rápida = expressão “encher o bucho”;

Os movimentos das paredes do rúmen continuam triturando o alimento mecanicamente.
CURIOSIDADE

Em bovinos adultos pode conter até 200 litros, enquanto em ovinos e caprinos sua capacidade é de aproximadamente 20 a 30 litros.
POR QUE TER RÚMEN E POLIGASTRIA?
Ruminantes não possuem a capacidade de digerir diretamente a celulose;

Somente conseguem graças à ação de microrganismos e da ação mecânica do processo de ruminação;

Assim são capazes de aproveitar os nutrientes contidos em alimentos fibrosos e grosseiros.
FLORA RUMENAL
Rúmen = ambiente propício e fonte alimentar para o crescimento e reprodução dos microrganismos (bactérias e protozoários);

Esses microrganismos conseguem degradar a celulose em glicose;

A quebra se dá por hidrólise catalisada, por enzimas presentes na superfície externa da membrana dos microrganismos;

As bactérias dividem-se em dois grupos principais:

• Celulolíticas: digerem os volumosos (capim, feno, silagem);
• Amilolíticas: digerem os concentrados (ração, milho, farelos).

DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS
...É no rúmen onde ocorre a fermentação da celulose e do amido ingeridos, em ácidos graxos voláteis (AGV: Propionato, Butirato e Acetato ) e lactato. Estes atravessam a parede ruminal e são as principais fontes de energia do bovino.
Também chamado de barrete;

Menor dos pré-estômagos;

Atua como um "marca-passo” da ruminação (movimentos);

Movimentos ruminais + reticulares: eructação;

Gases (metano e carbônico), resultantes da fermentação eliminados pela boca.

Ou folhoso, possui paredes musculosas;

Função: prensar o alimento;

Absorve:
- Excesso de água;
- Sódio;
- Fósforo;
- AGV residuais.
OMASO
ABOMASO
Estômago verdadeiro = digestão química;

Suco gástrico: quimosina (coalho), que provoca a coagulação da caseína do leite, pepsina, lípase, ácido clorídrico, etc;

Digestão:
- Secreção de enzimas e ácidos fortes;
- Alimentos não fermentados no rúmen (algumas proteínas e lipídeos);
- Proteína bacteriana.
INTESTINO DELGADO E GROSSO
DELGADO
Também chamado de “tripa”, é um tubo estreito e longo (20 a 25 metros). É onde ocorre a secreção de enzimas digestivas (fígado e pâncreas); a digestão de carboidratos, proteínas e lipídeos; a absorção de água, minerais e produtos da digestão (como glicose, aminoácidos e ácidos graxos).
GROSSO
Muito mais curto (4 a 8 metros) cuja porção terminal é o cólon, onde ocorre absorção de água final, e formação das fezes pelos músculos ali presentes. Finalmente o cólon se comunica com o reto, onde as fezes se acumulam, e são eliminadas através do ânus.
METABOLISMO
CARBOIDRATOS
Fermentação dos carboidratos = formação dos ácidos acético, propiônico e o butírico no rúmen;
Produz: energia, gases (CH4 e CO2), e calor;

O destino dos AGVs é:

- Acetato = maioria vai para o fígado;
- Propianato = tudo vai para o fígado;
- Butirato = maioria é convertido (no rúmen) em corpos cetônicos (b -hidroxibutirato).
Cetonas = fonte de energia para os tecidos do corpo;
No início da lactação, são produzidas na queima de gordura pelo animal.
Propionato vira glicose no fígado;
O fígado utiliza tanto aminoácidos quando lactato para síntese de glicose;
Porém, o lactato só é produzido quando há um excesso de amido na alimentação;
Muito amido = indesejável, pois o ambiente ruminal se torna ácido, e a fermentação das fibras não acontece adequadamente.
LIPÍDEOS
Os lipídeos são hidrolisados no rúmen = 1 glicerol + 3 ácidos graxos (maioria);

O glicerol é rapidamente fermentado em ácidos graxos voláteis (AGV);

Alguns ácidos graxos são utilizados pelas bactérias (síntese de fosfolipídios - necessários para a construção de suas paredes celulares).
Os fosfolipídios microbianos são digeridos e absorvidos no intestino delgado;

Os triglicerideos, alguns AG livres, o colesterol e outras substâncias da família dos lipídeos, são recobertas por proteína para a formação de lipoproteínas que vão para os vasos linfáticos.
Bactérias fazem hidrogenação de AG insaturados;
No processo de hidrogenação, o AG insaturado se torna saturado, pois afetam a fermentação, e a maioria fluem para o abomaso como AG saturados livres.
PROTEÍNAS
Os ruminantes não precisam de aminoácidos pré-formados na sua dieta: habilidade de sintetizar aminoácidos e proteínas usando nitrogênio não proteico;

Dieta com pouco nitrogênio = ureia em excesso (que normalmente é excretada na urina) retorna ao rúmen, onde os microrganismos podem utilizá-la.
As proteínas bacterianas sintetizadas no rúmen são digeridas = principal fonte de aminoácidos para o bovino.
A fermentação de aminoácidos forma iso-ácidos que são utilizados pelas bactérias para seu crescimento.
Bactérias + sintese de aa = utilizam amônia ou ureia como fonte de nitrogênio.
Motivo pelo qual os ruminantes podem usar amônia e a ureia.
PROTEÍNAS
O nitrogênio não proteico presente nos alimentos e na ureia são reciclados no rúmen;

Níveis de amônia muito baixos = restrição de nitrogênio para as bactérias diminuindo a digestibilidade.
Excesso de amônia no rúmen = desperdício e toxidez devido a amônia;
Morte do animal em casos extremos.
60% dos aminoácidos absorvidos no intestino delgado têm origem bacteriana;
40% vem das proteínas não degradadas no rúmen;
Apenas uma pequena parte é excretada nas fezes.
LACTAÇÃO
As glândulas mamárias necessitam de glicose para formar a lactose;

Glicerol - produzir a gordura do leite;

Acetato e o b-hidroxibutirato - formação de ácidos graxos ;

Gordura do leite: glândulas mamárias e lipídeos na dieta;

Combustão das cetonas = energia para a síntese de gordura e lactose;

O acetato e a glicose também podem ser utilizados como fonte de energia;

Início da lactação = mobilização de gordura do tecido adiposo;

Os triglicerídeos de reserva = ácidos graxos liberados na corrente sanguínea;

Os ácidos graxos são capturados pelo fígado, onde eles serão utilizados como fonte de energia ou vão para a glândula mamária.
LACTAÇÃO
Muitos aa são usados na síntese do leite;

Cada kg de leite contém cerca de 30 g de proteína;

A enzima a -Lactalbumina é essencial na síntese de lactose;

Imunoglobulinas têm um importante papel na resistência do bezerro recém-nascido à doenças;

Dieta com 16% de proteína é recomendada para animais produzindo de 20 a 25 kg de leite/dia;

O leite bovino = 3,5% de gordura, 3,5% de proteína e 4,8% de lactose, além de 1% ou menos de outros compostos orgânicos e minerais, o restante é água.
REFERÊNCIAS
BACILA, M.,
Bioquímica Veterinária.
2 ed. São Paulo. Robe. 2003.

KOZLOSKII, G. V., 
Bioquímica dos Ruminantes.
ed. Santa Maria, RS. UFSM. 2002.

GRANDE, P. A.,
Uso do perfil metabólico na nutrição de vacas leiteiras.
Universidade Estadual de Maringá. UEM. 2002.
OBRIGADA
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