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psicologia ocupacional patologias 2

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Warlley Müller

on 14 March 2015

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Transcript of psicologia ocupacional patologias 2

Esse bloqueio às vivências afetivas costuma fragilizar o equilíbrio psicossomático.

Nos indivíduos que separam seus sentimentos de si mesmo, ocorre uma forte tendência, para que a médio prazo, sobrevenham doenças orgânicas.

A afetividade abafada eclode somaticamente.

A psicanálise interpreta o estado alexitímico como uma forma de defesa, estabelecida para que os indivíduos se protejam.
Incluímos aqui quadros do tipo neurótico em que se desenvolvem fortes sentimentos de insegurança e vivências de ameaça, na qual são identificáveis aspectos e pressões do tipo persecutório.

Novas modalidades de síndrome paranóide vem se configurando, como é o caso da síndrome que vem sido denominada mobbing (psychoterror).
Na Europa o mobbing culmina às vezes em suicídio, ou mesmo em homicídio.

(Seligmann-Silva. E, p. 1167)

Síndromes Paranóides
A neurose profissional apresenta três formas clínicas:

NEUROSE PROFISSIONAL ATUAL: neurose traumática, reativa a um trauma atual;

PSICONEUROSE PROFISSIONAL: quando uma dada situação de trabalho funciona como desencadeante, reativando conflitos infantis que permaneciam no inconsciente;

NEUROSE DE EXCELÊNCIA: desenvolvida a partir de certas situações organizacionais que conduzem a processos de estafa (burn-out *) pessoas que investem intensamente seus esforços e ideais em determinada atividade.

OUTROS TRANSTORNOS NEURÓTICOS ESPECIFICADOS
(Inclui Neurose Profissional) CID-10 F48.8

Humor triste, perda de interesse e prazer nas atividades cotidianas, dificuldade de concentração, baixa auto-estima; desesperança, idéias de culpa e inutilidade;
Visões desoladas e pessimistas do futuro, idéias ou atos suicidas;
Alterações psicomotoras podem variar da lentificação à agitação.
Pode haver lentificação do pensamento.


Síndromes Depressivas
Episódios Depressivos CID – 10 F32.

Rememorações ou revivescências persistentes e recorrentes do evento estressor;

Atitude persistente de evitar circunstâncias semelhantes ou associadas ao evento, estado de prontidão;

Pesadelos cujo conteúdo repete o evento traumático;

Irritação, distúrbios neurovegetativos diversos.

( Doenças Relacionadas ao Trabalho Manual de procedimentos para os serviços de saúde, M.S/OPAS/OMS – p. 169 - 2002)
Quadro clínico
Síndrome que se segue a um episódio traumático agudo ou de gravidade suficiente para determinar afastamento do trabalho, com finalidade de tratamento e recuperação.
Este episódio pode ter sido um acidente do trabalho, uma intoxicação ou outro evento mórbido ocasionado diretamente pelo trabalho.
É um dos maiores desafios com que se defrontam as equipes de reabilitação.
(Seligmann-Silva.E, p. 1165)
Síndromes Pós-Traumática
Tem sido descrito principalmente em profissionais que trabalham na prestação de cuidados a pessoas doentes, grupos sociais carentes e crianças.
Médicos, enfermeiros, professores, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, funcionários de instituições penitenciárias, executivos.
(Pereira, A M T. B, 2002)

Profissões em que é verificada o esgotamento profissional
Chanlat (1990) situa a mesma em uma vertente dos estudos voltados para o estresse. Em síntese, “uma síndrome de esgotamento físico e emocional, no qual ocorrem o desenvolvimento de imagens negativas de si mesmo, de atitudes desfavoráveis referentes ao trabalho e uma perda de interesse em relação aos clientes”.

Burn- Out
Freudenberger(1987) em sua concepção afirma que “uma pessoa “queimada” é alguém que sofre de fadiga ou de uma frustração aguda causada por sua devoção por uma causa, um modo de vida ou um relacionamento que não produziu o resultado esperado”.
(Seligmann-Silva. E, p. 1163)
Burn-Out

Pesquisas científicas vêm dando atenção a uma síndrome que tem recebido a mesma denominação, e que se desenvolve depois de infecções viróticas.
Na CID-10, a mesma consta como G93.3 – síndrome de fadiga pós-virose.
O grau de astenia e dores musculares parecem ser mais intensos na síndrome pós-virose.
(Seligmann-Silva. E, p. 1162)
Diagnóstico Diferencial

Fadiga patológica – estudada principalmente em trabalhadores industriais

Esgotamento profissional (Burn out) – profissões em que o trabalho é dominantemente mental.

A Fadiga – duas síndromes

Alcoolismo – casos particulares de trabalhadores previamente alcoolistas;

Outros Transtornos Neuróticos especificados – quando as circunstâncias em que o trabalho é realizado poderiam desencadear ou contribuir para a recidiva da doença.
III- Trabalho como provocador de um distúrbio latente
Classificação das doenças segundo sua relação com o trabalho
(Adaptado de Schilling, 1984)
MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA
OS SERVIÇOS DE SAÚDE

DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Parte V

Orientar os familiares do paciente, e colegas de trabalho, patrões, chefes, e gerentes sobre como lidar com a situação da doença do trabalhador.

Importante:
Indicação de afastamento do trabalhador da exposição ao agente tóxico;

Possibilitar o acesso do paciente aos benefícios do SAT;

Suporte emocional para o paciente e sua família;

Tratamento farmacológico;

Manejo da situação de trabalho;

Condutas gerais em caso de suspeita ou confirmada a relação doença com o trabalho

Embotamento afetivo – diminuição das demonstrações de afeto;

Alexitimia – idéia de distanciamento em relação aos próprios sentimentos;

A indiferença afetiva que reveste o indivíduo assume a aparência de uma gélida insensibilidade.

O trabalho continua sendo desempenhado, embora assumindo um caráter mecânico, de trabalho sem prazer.
Síndrome da Insensibilidade
Não existe categorização universalmente adotada.

Pesquisadores de diferentes países e distintas correntes científicas apresentam notáveis concordâncias quanto a vários dos quadros e as evoluções descritas no que se refere às situações laborais e as alterações da personalidade.

Denominador comum: empobrecimento da vida relacional.
A economia psico-orgânica é afetada, com sacrifício da esfera psico-afetiva.

(Seligmann-Silva. E, p. 1168)
Alterações da Personalidade e
Transtornos Psicossomáticos
Marcante perda de interesse ou prazer em atividades agradáveis, insônia ou hipersonia;
Diminuição ou aumento de apetite com perda ou ganho de peso;
Diminuição na capacidade de pensar e de se concentrar;
Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida, tentativa de suicídio.
Quadro Clínico e Diagnóstico

Forte compulsão de consumir álcool em situações de tensão gerada pelo trabalho;
Comprometimento na capacidade de controlar evidenciado pelo uso da substância em quantidades maiores ou por um período mais longo;
Estado fisiológico de abstinência quando o uso é reduzido;
Uso persistente a despeito das consequências nocivas e da consciência do indivíduo a respeito do problema.

Quadro Clínico e Diagnóstico
Modo crônico e continuado de usar bebidas alcoólicas, caracterizado pelo descontrole periódico da ingestão ou por um padrão de consumo de álcool com episódios frequentes de intoxicação e por distorções do pensamento, caracteristicamente a negação, ou seja o bebedor de álcool tende a não reconhecer que faz uso abusivo.


( Doenças Relacionadas ao Trabalho Manual de procedimentos para os serviços de saúde, M.S/OPAS/OMS – p. 169 - 2002)
Alcoolismo crônico relacionado ao trabalho
CID – 10 F10.2
História de grande envolvimento subjetivo com o trabalho assumido, que muitas vezes ganha o caráter de missão;

Sentimentos de desgaste emocional e esvaziamento afetivo

Queixa de reação negativa, insensibilidade ou afastamento excessivo do público que deveria receber os serviços ou cuidados do paciente (despersonalização);

Queixa de diminuição da competência e do sucesso no trabalho

( Doenças Relacionadas ao Trabalho Manual de procedimentos para os serviços de saúde, M.S/OPAS/OMS – p. 169 - 2002)


Quadro Clínico e Diagnóstico
Resposta prolongada a estressores emocionais e interpessoais crônicos no trabalho. O trabalhador que era antes muito envolvido afetivamente com os seus clientes, com os seus pacientes ou com o trabalho em si, desgasta-se.
Instalação de uma verdadeira intolerância ao contato com aqueles que antes eram alvo de dedicação profissional.

CID -10 Z73.0
Pessoas particularmente dinâmicas e propensas a assumir papéis de liderança ou de grande responsabilidade;
Idealistas que colocam grande empenho em alcançar metas frequentemente impossíveis de serem atingidas;
Pessoas que exigem muito de si mesmo.
Características pessoais
indicativas de Riscos

Outros sintomas com variações de presença e intensidade: dores de cabeça, dores no corpo, perda de apetite e mal-estar geral. Graus variáveis de ansiedade.
Síndrome da Fadiga Crônica
(Fadiga Patológica, Fadiga Industrial)
Neurastenia CID-10 F48.0
Transtorno do Ciclo Vigília-Sono – em casos particulares de trabalhadores previamente lábeis ou hipersuscetíveis que poderiam eventualmente desencadear, agravar ou contribuir para a recidiva da doença.
III- Trabalho como provocador
de um distúrbio latente

Alcoolismo – havendo evidências epidemiológicas de excesso de prevalência de alcoolismo crônico em determinados grupos ocupacionais.

Outros Transtornos Neuróticos especificados – em que o trabalho pode ser considerado como fator de risco.

II – Trabalho como fator contributivo mas não necessário
Transtorno do Ciclo Vigília-sono devido a fatores não orgânicos – em trabalhadores que exercem suas atividades em turnos alternados e/ou em trabalho noturno, com dificuldade de adaptação, excluídas outras causas não ocupacionais.
I – Trabalho como causa necessária
Demência;
Deliriun;
Transtorno Cognitivo Leve;
Orgânico da Personalidade;
Mental Orgânico ou Sintomático não-especificado;
Episódio depressivo;
Estado de Stresse Pós-traumático;
Neurastenia;

I – Trabalho como causa necessária
Dr. Leonardo Barros
Bronquite crônica
Dermatite de contato alérgica
Asma
Doenças mentais

I – Trabalho como causa necessária
II – Trabalho como fator contributivo mas não necessário
III – Trabalho como provocador de um distúrbio latente, ou agravador de doença já estabelecida
Categorias
Intoxicação por chumbo
Silicose
Doenças profissionais legalmente reconhecidas
Doenças coronárias
Doenças do aparelho locomotor
Câncer
Varizes dos membros inferiores
Exemplos
trabalhadores expostos a substâncias químicas neurotóxicas, excluída outras causas não-ocupacionais.
Duração variável – meses ou anos
Característica marcante – presença de fadiga constante, o indivíduo acorda cansado. Essa fadiga é mental e física.
Distúrbio de sono, irritabilidade,e desânimo.
(Síndrome de BURN-OUT ou Síndrome do Esgotamento Profissional)
Sensação de estar acabado
( Doenças Relacionadas ao Trabalho Manual de procedimentos para os serviços de saúde, M.S/OPAS/OMS – p. 169 - 2002)
( Doenças Relacionadas ao Trabalho Manual de procedimentos para os serviços de saúde, M.S/OPAS/OMS – p. 169 - 2002)
( Doenças Relacionadas ao Trabalho Manual de procedimentos para os serviços de saúde, M.S/OPAS/OMS – p. 169 - 2002)
( Doenças Relacionadas ao Trabalho - Manual de procedimentos para os serviços de saúde, M.S/OPAS/OMS – p. 186 - 2002)
O médico do trabalho deverá avaliar cuidadosamente a indicação de afastamento, deve envolver o paciente nessa decisão;
Justificar cada uma de suas recomendações, perante a organização onde o paciente trabalha;
Auxiliar o paciente a lidar com as dificuldades envolvidas em um processo de afastamento e retorno ao trabalho;
ESTADO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO CID-10 F43.1
OBRIGADO!!!
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