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PLE ll - Aula Artigo de opinião

26 agosto 2013
by

Edna Maria Rangel de Sá

on 10 February 2014

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Transcript of PLE ll - Aula Artigo de opinião

Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Escola de Ciências e Tecnologia - Instituto Metrópole Digital
Práticas de Leitura e Escrita II (ECT 1205/ IMD 0026)

Profs. Ada Lima, Edna Rangel de Sá, Geoci da Silva,
Glícia Azevedo Tinoco, José Romerito Silva, Lucélio Aquino, Tamyris Rezende.

Aula 5: 26 de agosto de 2013.
Iniciando nossa conversa...
O que é opinar?
Até o momento, tratamos da argumentação de um modo geral. Vimos a importância desse valioso recurso nas relações sociais, como exercício do livre debate e da negociação de ideias e pontos de vista acerca de um dado tema sobre o qual não se chegou a um consenso.

Tratamos, ainda, da necessidade de se levar em conta a relação entre defesa de opinião e postura ética, a fim de que os argumentos apresentados sejam justos e plausíveis, na busca pelo convencimento do outro, o interlocutor.

Dando continuidade a esse tema, abordaremos, na aula de hoje, o artigo de opinião, um gênero argumentativo da modalidade escrita, bastante explorado e útil em nosso cotidiano social.
No nosso dia a dia, nas mais diversas situações de comunicação, precisamos expressar a nossa opinião sobre fatos e pessoas que nos cercam. Na sociedade em que vivemos, opinar não é somente um direito, mas também um dever do cidadão.

Essa ação pode contribuir para transformar a realidade social, uma vez que, por meio dela, revelamos nosso ponto de vista em relação a um determinado estado de coisas, permitindo nossa intervenção. Nesse sentido, emitir uma opinião é assumir uma posição diante do que existe e/ou de fatos que acontecem no mundo, quer seja para apoiá-los ou para refutá-los.
O conceito de ARTIGO DE OPINIÃO
CONCEITO
O artigo de opinião é um gênero discursivo característico do jornalismo impresso e multimídia, publicado normalmente próximo aos editoriais.

Empiricamente, materializa-se como um texto argumentativo, cujo objetivo é expressar o ponto de vista do autor que o assina sobre acontecimentos e fatos contemporâneos que foram notícias. Geralmente, trata de uma questão polêmica de relevância social.
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS
O artigo de opinião não é produzido, necessariamente, por um jornalista. Em geral, é escrito por pessoas que se destacam em seu campo de atuação. Todavia, nos últimos tempos, os jornais têm aberto mais espaço aos leitores comuns, oportunizando-lhes a veiculação de suas ideias em cartas do leitor ou em artigos de opinião.
FUNÇÃO SOCIAL
do artigo de opinião
ESFERAS DE CIRCULAÇÃO
O espaço de circulação dos artigos de opinião é o das colunas assinadas de jornais diários e de revistas semanais, que, normalmente, contam com um quadro fixo de articulistas. Essas colunas tratam de temas ligados a diferentes setores: política, educação, economia, cultura, esporte.
Com o advento da internet e a criação dos grandes portais de notícias que circulam nesse suporte, observamos a migração das colunas de alguns articulistas para o espaço virtual.
PÚBLICO LEITOR
O perfil do leitor de artigo de opinião, em geral, coincide com o perfil do leitor da publicação em que circula esse gênero (revistas, jornais). Normalmente, esse leitor é uma pessoa de aguçado senso crítico, o qual vê no articulista alguém que pode ou não lhe dar “voz”, isto é, alguém que pode ou não veicular as visões de mundo e as opiniões com as quais ele (o leitor) concorda.
ESTRUTURA COMPOSICIONAL
Os artigos de opinião não apresentam uma estrutura fixa, mas precisam contar com alguns elementos que desempenham importantes funções, tais como:

* contextualização do tema e do recorte temático;
* cadeia argumentativa;
* conclusão que ratifique a análise empreendida.
O parágrafo inicial costuma apresentar uma contextualização do tema abordado, situando o leitor para que ele possa recuperar informações de que já dispõe, ativando, assim, o seu conhecimento prévio sobre o assunto.
No desenvolvimento do texto, constrói-se uma cadeia argumentativa. As estratégias argumentativas variam de autor para autor, mas os argumentos devem ser organizados dando sustentação à tese defendida pelo articulista acerca da questão polêmica de que trata o texto.
A conclusão da análise esboçada é necessariamente o fecho do texto. Ela consiste na explicitação ou na retomada da tese do autor, a qual pode ou não já ter sido anunciada em um dos parágrafos iniciais, no título ou no “olho” do texto, em geral, criado pelo editor.
CARACTERÍSTICAS LINGUÍSTICO-ENUNCIATIVAS
Os artigos de opinião admitem a expressão de uma perspectiva mais subjetiva, ainda que “controlada” em função do forte teor argumentativo peculiar ao gênero.

Observam-se, assim, marcas linguísticas da enunciação, reveladoras desse caráter subjetivo do texto pelo uso da primeira pessoa do singular em pronomes e verbos e de expressões modalizadoras, embora os argumentos utilizados não devam ser “pessoais”, pois devem ser suficientemente plausíveis para contribuir com o objetivo do texto, isto é, convencer o leitor.
ANÁLISE DE UM ARTIGO DE OPINIÃO
Tecnologia, leitura e escrita: esse casamento dá certo!

Amanda Costa
Designer educacional, graduanda em Pedagogia pela UFPE.
Disponível em <http://acertodecontas.blog.br/economia>.
Acesso em 08 fev. 2011.

De uns tempos para cá, temos ouvido muitas notícias sobre livros digitais, leitores eletrônicos portáteis. Até a Apple lançou o tal do i-Pad, uma geringonça que quase ninguém está levando muita fé, pois parece ser tudo e, ao mesmo tempo, não é muito adequado para nada. Ninguém conseguiu identificar exatamente qual a demanda que o i-Pad deverá suprir, mas imagina-se que ele pretende abocanhar parte do mercado de livros digitais, dada a portabilidade e o formato parecido com o dos leitores recém-lançados.

Porém, nem só de leituras digitais vive a nova onda de novidades cibernéticas, mas também de muita escrita. E nem estou falando de blogs e microblogs, não. Falo de uma notícia curiosíssima que saiu na coluna de tecnologia de um grande portal brasileiro de conteúdo noticioso: a produção literária da chamada terceira idade.

Isso mesmo. Os nossos velhinhos estão se tornando os novos autores de uma literatura que parece ter tudo para se estabelecer no cibermundo. Quer dizer, “nossos” velhinhos, não. Esse fenômeno, infelizmente, ainda não está se dando no Brasil, mas em alguns dos países que costumam ter ótimos desempenhos no PISA, aquele exame internacional que a cada três anos compara os sistemas de ensino de 41 países, e no qual o Brasil sempre aparece entre os piores.
Os países em questão são os que formam a Grã-Bretanha. Os velhinhos rosados, bem--educados e agasalhados naquele cantinho nublado da Europa estão descobrindo que a terceira idade pode ser mais interessante e produtiva com o auxílio da internet. Segundo estudo feito pela instituição de caridade Booktrust, 93% dos britânicos acima dos 60 anos consideram a internet uma revolução positiva.

É um contraste curioso que pode ser feito com o resultado de nossa última Pnad, cujos dados revelaram que 32% dos brasileiros não acham necessário ou não querem acessar a internet. E esses 32% correspondiam justamente aos brasileiros de idade mais avançada.

Voltando aos dados da pesquisa da Booktrust, 55% dos britânicos acima dos 60 anos declararam que a internet é crucial nas suas vidas, e 31% têm vontade de publicar contos na internet. Vejam que coisa bacana!

Na Grã-Bretanha, existe uma rede social para publicação de obras, chamada HarperCollins Authonomy. Segundo o diretor da rede, Mark Johnson, o número de pessoas com mais de 50 anos vem aumentando. Ele acredita que as pessoas mais velhas têm mais tempo, mais experiência e mais confiança para “compartilhar suas paixões on-line”.
Outros projetos de redes sociais para leitores e escritores acima dos 60 anos já começam a pipocar pela Grã-Bretanha, mostrando que os velhinhos britânicos não apenas estão se apropriando do uso do computador, mas aproveitando-o de forma espetacular.

Sei que estou devendo um post sobre projetos de inclusão digital para terceira idade no Brasil, e ele virá. Porém desconfio que as notícias talvez não sejam tão animadoras quanto as que vêm do outro lado do Atlântico.

De toda forma, vamos torcer para que os nossos anciãos estejam também começando a tomar gosto e a ter as possibilidades de acesso à internet que podem fazer essa fase da vida muito mais interessante, divertida e produtiva. Lan houses especializadas no público da terceira idade, com instrutores e uma proposta de inclusão focada nas necessidades dessa clientela, seria uma ideia interessante. Será que isso já existe?
Agora, passemos à análise do texto lido.
1. Observando-se o título do artigo (“Tecnologia, leitura e escrita: esse casamento dá certo!”), podemos afirmar o que segue.

a) O título expressa fielmente o tema do artigo. (Verdadeiro/Falso)

b) O título sintetiza o recorte temático de que trata o artigo. (Verdadeiro/Falso)

c) O título sinaliza parcialmente o tema do artigo. (Verdadeiro/Falso)

d) Não há simetria explícita entre o título e o conteúdo do artigo. (Verdadeiro/Falso)

1. Observando-se o título do artigo (“Tecnologia, leitura e escrita: esse casamento dá certo!”), podemos afirmar o que segue.

a) O título expressa fielmente o tema do artigo. (
FALSO
)

1. Observando-se o título do artigo (“Tecnologia, leitura e escrita: esse casamento dá certo!”), podemos afirmar o que segue.

a) O título expressa fielmente o tema do artigo. (
FALSO
)

b) O título sintetiza o recorte temático de que trata o artigo. (
FALSO
)

1. Observando-se o título do artigo (“Tecnologia, leitura e escrita: esse casamento dá certo!”), podemos afirmar o que segue.

a) O título expressa fielmente o tema do artigo. (
FALSO
)

b) O título sintetiza o recorte temático de que trata o artigo. (
FALSO
)

c) O título sinaliza parcialmente o tema do artigo. (
VERDADEIRO
)

1. Observando-se o título do artigo (“Tecnologia, leitura e escrita: esse casamento dá certo!”), podemos afirmar o que segue.

a) O título expressa fielmente o tema do artigo. (
FALSO
)

b) O título sintetiza o recorte temático de que trata o artigo. (
FALSO
)

c) O título sinaliza parcialmente o tema do artigo. (
VERDADEIRO
)

d) Não há simetria explícita entre o título e o conteúdo do artigo. (
VERDADEIRO
)

2. Quanto à introdução do artigo, apenas uma afirmativa abaixo NÃO condiz com o que se encontra no texto.

a) A introdução é exposta nos dois primeiros parágrafos.

b) Os dois primeiros parágrafos situam o leitor acerca do que será discutido a seguir.

c) O primeiro parágrafo sugere que será abordado o tema “livros digitais”.

d) A tese defendida pela autora pode ser inferida logo no primeiro parágrafo.

2. Quanto à introdução do artigo, apenas uma afirmativa abaixo NÃO condiz com o que se encontra no texto.

a) A introdução é exposta nos dois primeiros parágrafos.

b) A TESE DEFENDIDA PELA AUTORA PODE SER INFERIDA LOGO
NO 1º PARÁGRAFO.

c) O 1º parágrafo sugere que será abordado o tema “livros digitais”.

d) Os dois primeiros parágrafos situam o leitor acerca do que será discutido a seguir.

3. Relacione as colunas de acordo com o que se apresenta no texto.

(1) Recorte temático. ( ) Sugestão de procedimento.

(2) 3º e 4º parágrafos. ( ) Argumento de autoridade

(3) 5º e 6º parágrafos. ( ) Publicação literária digital na terceira idade.

(4) 7º parágrafo. ( ) Argumento pelo confronto.

(5) 10º parágrafo ( ) Explicitação desenvolvida e comentário do recorte temático.

(1) Recorte temático. (
5
) Sugestão de procedimento.

(2) 3º e 4º parágrafos. ( ) Argumento de autoridade

(3) 5º e 6º parágrafos. ( ) Publicação literária digital na terceira idade.

(4) 7º parágrafo. ( ) Argumento pelo confronto.

(5) 10º parágrafo ( ) Explicitação desenvolvida e comentário do recorte temático.

(1) Recorte temático. (
5
) Sugestão de procedimento.

(2) 3º e 4º parágrafos. (
4
) Argumento de autoridade

(3) 5º e 6º parágrafos. ( ) Publicação literária digital na terceira idade.

(4) 7º parágrafo. ( ) Argumento pelo confronto.

(5) 10º parágrafo ( ) Explicitação desenvolvida e comentário do recorte temático.

(1) Recorte temático. (
5
) Sugestão de procedimento.

(2) 3º e 4º parágrafos. (
4
) Argumento de autoridade

(3) 5º e 6º parágrafos. (
1
) Publicação literária digital na terceira idade.

(4) 7º parágrafo. ( ) Argumento pelo confronto.

(5) 10º parágrafo ( ) Explicitação desenvolvida e comentário do recorte temático.

(1) Recorte temático. (
5
) Sugestão de procedimento.

(2) 3º e 4º parágrafos. (
4
) Argumento de autoridade

(3) 5º e 6º parágrafos. (
1
) Publicação literária digital na terceira idade.

(4) 7º parágrafo. (
3
) Argumento pelo confronto.

(5) 10º parágrafo ( ) Explicitação desenvolvida e comentário do recorte temático.

(1) Recorte temático. (
5
) Sugestão de procedimento.

(2) 3º e 4º parágrafos. (
4
) Argumento de autoridade

(3) 5º e 6º parágrafos. (
1
) Publicação literária digital na terceira idade.

(4) 7º parágrafo. (
3
) Argumento pelo confronto.

(5) 10º parágrafo (
2
) Explicitação desenvolvida e comentário do recorte temático.

4. Com relação a determinados aspectos discursivos e linguístico-textuais do artigo, apenas uma das afirmações abaixo pode ser considerada válida.

a) Palavras como “geringonça”, “abocanhar”, no 1º parágrafo, entre outras expressões no texto, deixam toda a linguagem do artigo bastante coloquial e inadequada para esse gênero.

b) Em termos de progressão discursiva, pode-se dizer que o segundo parágrafo representa continuidade temática em relação ao primeiro.

c ) O recurso à voz de Mark Johnson, no final do 7º parágrafo, enfraquece a linha argumentativa construída, uma vez que se baseia em parâmetros subjetivos.

d) Apesar de se relacionar ao tema em questão, o penúltimo parágrafo representa uma breve ruptura na cadeia temática e argumentativa do texto.

4. Com relação a determinados aspectos discursivos e linguístico-textuais do artigo, apenas uma das afirmações abaixo pode ser considerada válida.

a) Palavras como “geringonça”, “abocanhar”, no 1º parágrafo, entre outras expressões no texto, deixam a toda a linguagem do artigo bastante coloquial e inadequada para esse gênero.

b) Em termos de progressão discursiva, pode-se dizer que o 2º parágrafo representa continuidade temática em relação ao primeiro.

c ) O recurso à voz de Mark Johnson, no final do 7º parágrafo, enfraquece a linha argumentativa construída, uma vez que se baseia em parâmetros subjetivos.

d) APESAR DE SE RELACIONAR AO TEMA EM QUESTÃO, O PENÚLTIMO PARÁGRAFO REPRESENTA UMA BREVE RUPTURA NA CADEIA TEMÁTICA E ARGUMENTATIVA DO TEXTO.

Tecnologia, leitura e escrita: esse casamento dá certo!

Amanda Costa
Designer educacional, graduanda em Pedagogia pela UFPE.
Disponível em <http://acertodecontas.blog.br/economia>.
Acesso em 08 fev. 2011.

De uns tempos para cá, temos ouvido muitas notícias sobre livros digitais, leitores eletrônicos portáteis. Até a Apple lançou o tal do i-Pad, uma geringonça que quase ninguém está levando muita fé, pois parece ser tudo e, ao mesmo tempo, não é muito adequado para nada. Ninguém conseguiu identificar exatamente qual a demanda que o i-Pad deverá suprir, mas imagina-se que ele pretende abocanhar parte do mercado de livros digitais, dada a portabilidade e o formato parecido com o dos leitores recém-lançados.
Porém, nem só de leituras digitais vive a nova onda de novidades cibernéticas, mas também de muita escrita. E nem estou falando de blogs e microblogs, não. Falo de uma notícia curiosíssima que saiu na coluna de tecnologia de um grande portal brasileiro de conteúdo noticioso: a produção literária da chamada terceira idade.
Isso mesmo. Os nossos velhinhos estão se tornando os novos autores de uma literatura que parece ter tudo para se estabelecer no cibermundo. Quer dizer, “nossos” velhinhos, não. Esse fenômeno, infelizmente, ainda não está se dando no Brasil, mas em alguns dos países que costumam ter ótimos desempenhos no PISA, aquele exame internacional que a cada três anos compara os sistemas de ensino de 41 países, e no qual o Brasil sempre aparece entre os piores.
Os países em questão são os que formam a Grã-Bretanha. Os velhinhos rosados, bem--educados e agasalhados naquele cantinho nublado da Europa estão descobrindo que a terceira idade pode ser mais interessante e produtiva com o auxílio da internet. Segundo estudo feito pela instituição de caridade Booktrust, 93% dos britânicos acima dos 60 anos consideram a internet uma revolução positiva.
É um contraste curioso que pode ser feito com o resultado de nossa última Pnad, cujos dados revelaram que 32% dos brasileiros não acham necessário ou não querem acessar a internet. E esses 32% correspondiam justamente aos brasileiros de idade mais avançada.
Voltando aos dados da pesquisa da Booktrust, 55% dos britânicos acima dos 60 anos declararam que a internet é crucial nas suas vidas, e 31% têm vontade de publicar contos na internet. Vejam que coisa bacana!
Na Grã-Bretanha, existe uma rede social para publicação de obras, chamada HarperCollins Authonomy. Segundo o diretor da rede, Mark Johnson, o número de pessoas com mais de 50 anos vem aumentando. Ele acredita que as pessoas mais velhas têm mais tempo, mais experiência e mais confiança para “compartilhar suas paixões on-line”.
Outros projetos de redes sociais para leitores e escritores acima dos 60 anos já começam a pipocar pela Grã-Bretanha, mostrando que os velhinhos britânicos não apenas estão se apropriando do uso do computador, mas aproveitando-o de forma espetacular.
Sei que estou devendo um post sobre projetos de inclusão digital para terceira idade no Brasil, e ele virá. Porém desconfio que as notícias talvez não sejam tão animadoras quanto as que vêm do outro lado do Atlântico.
De toda forma, vamos torcer para que os nossos anciãos estejam também começando a tomar gosto e a ter as possibilidades de acesso à internet que podem fazer essa fase da vida muito mais interessante, divertida e produtiva. Lan houses especializadas no público da terceira idade, com instrutores e uma proposta de inclusão focada nas necessidades dessa clientela, seria uma ideia interessante. Será que isso já existe?

O artigo de opinião tem seu caráter argumentativo evidenciado pelas justificativas apresentadas pelo autor para convencer os leitores quanto à validade da análise que faz.

Em geral, ocupa-se em discutir acontecimentos noticiados na mídia, analisando suas causas, apontando suas consequências e defendendo uma posição a esse respeito.

Vamos ler um artigo de opinião e pensar sobre ele?
O artigo de opinião é produzido com o objetivo de convencer o leitor de que a perspectiva analítica assumida pelo autor sobre um determinado tema ou recorte temático é a melhor.
Artigo de opinião
I Maratona Potiguar de Contação de Histórias

A arte milenar de contar histórias será o centro das atenções da
I Maratona Potiguar de Contação de Histórias
, de 23 a 25 de março, no Solar Bela Vista.
Serão 48 horas seguidas com narrações imaginadas e da vida real, contadas para o público, o qual terá acesso gratuito ao evento.
Dito isso, o próximo passo a ser tomado é fazer uma leitura crítica, isto é, "reconhecer a pertinência dos conteúdos apresentados, tendo como base o ponto de vista do autor e a relação entre este e as sentenças-tópico" (FAULSTICH, 2002, p.19)
Escrever não é essencial apenas a intelectuais, escritores, jornalistas, advogados ou professores de português. A escrita como meio de comunicação é para todos e é questão bem definida e planejada em vários concursos públicos e vestibulares de maneira geral. “Escrever é uma prática social que consiste, em boa medida, em escrever contra, sobre, a favor, ou, mais simplesmente, a partir de outros textos. Não há escrita sem polêmica, retomada, citação, alusão etc. Ninguém escreve a partir do nada, ou a partir de si mesmo.” (UNICAMP, 2001). Na verdade, escreve mal aquele que não tem o que dizer porque não aprendeu a organizar seu pensamento. Àquele que não tem o que dizer, de nada adianta o domínio das regras gramaticais, muito menos saber selecionar as palavras para cada ocasião. Faltará a esse sempre o conteúdo, o recheio.
Dessa forma, antes de escrever é preciso refletir, e o melhor estímulo para a reflexão é a leitura, é ler o que outros já escreveram a respeito do que leram de outros e assim sucessivamente, pois a escrita está sempre impregnada de outras escritas, ou seja, a leitura é diálogo direto ou indireto com outras leituras. A leitura é um diálogo velado com o outro.
Para Harold Bloom, o sujeito que pretende desenvolver a capacidade de formar opiniões críticas e chegar a avaliações pessoais necessita ler por iniciativa própria. Não ler apenas por conveniência. Não ler apenas livros técnicos, pertinentes ao seu campo de atuação, ou ler por indicação de outrem, mas, acima de tudo, ler por prazer, por desejo próprio de se divertir ou de conhecer algo.

Atividade prática

EM TRIO
Tema: visita do Papa Francisco ao Brasil
Recorte temático: encontro da presidenta Dilma com o Papa Francisco.
Portanto, há de se reforçar o que Othon Moacyr Garcia disse: "aprender a escrever é aprender a pensar". Pode-se completar essa afirmativa com a ideia de que para se pensar, ou melhor, refletir a respeito de algo, é preciso conhecer a temática a ser abordada e, para se ter conhecimento, nada melhor que ler o que outros já disseram sobre o assunto.
Uma das funções da leitura é nos preparar para uma transformação, e a transformação final tem caráter universal. Considero aqui a leitura como hábito pessoal, e não como prática educativa. A maneira como lemos hoje, quando o fazemos sozinhos, manifesta uma relação contínua com o passado, a despeito da leitura atualmente praticada nas academias.
A leitura deve ser útil, deve aproximar aquele que lê daquele que escreve e deve propiciar, antes de qualquer coisa, a reflexão.
Na universidade, o educando será, geralmente, chamado a escrever um texto dissertativo, argumentando sobre um assunto. "argumentar é, em última análise, convencer ou tentar convencer mediante apresentação de razões, em face da evidência das provas e à luz de um raciocínio coerente e consistente". (GARCIA, 1992, p.370)
Para expor as ideias ou para convencer alguém, é preciso conhecer o assunto tratado, uma vez que, ninguém consegue escrever bem, se não conhece o que vai escrever. É preciso, antes de qualquer movimento, conhecer profundamente o objeto de reflexão. Para escrever, assim, a respeito de qualquer assunto, é necessário, antes, ler e refletir, procurando argumentos que serão apresentados como elementos de sustentação temático-textual.
Vamos refletir um pouco sobre esse artigo?
Qual o tema desse texto? E o recorte temático?
Você conseguiu perceber qual a tese da autora?
Que estratégias de argumentação estão sendo utilizadas?
Você percebeu algum defeito de argumentação?
Pense um pouco sobre todas essas questões.
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA AQUELE QUE ESCREVE

Texto adaptado de Cíntia Barreto. Disponível em: http://www.cintiabarreto.com.br/artigos/aimportanciadoatodeescrever_02.shtml. Acesso em 11/08/13


Não é de hoje que encontramos pessoas com dificuldade de passar para o papel as suas ideias a respeito de algo, porque não têm informação suficiente sobre aquele assunto específico. Por outro lado, também é raro encontrar essas mesmas pessoas lendo uma obra poética, de ficção, um jornal, uma revista, etc. O que todos têm que entender é que a leitura é a base para a boa escrita e não só se deve ler para escrever algo, mas se deve ler para enriquecer-se culturalmente.
Todos sabem que a pessoa que lê muito não tem problema nenhum com a escrita. No entanto, antes de se buscar a leitura, faz-se mister escolher bem o texto a ser lido, pois para que "o leitor se informe é necessário que haja entendimento daquilo que ele lê" (FAULSTICH, 2002, p. 13). Assim, a inteligibilidade textual é imprescindível ao leitor; caso contrário, ele não conseguirá absorver as informações necessárias à elaboração do seu próprio texto.
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