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Os Lusíadas

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by

Mélissa Catarino

on 14 January 2015

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Transcript of Os Lusíadas

Entre as estâncias 52 – 55, é apresentada a descrição da “Ilha dos Amores”, uma ilha flutuante que Vénus colocou no trajeto da armada.
A “Ilha dos Amores”, trata-se de uma ilha paradisíaca, de uma beleza deslumbrante. A descrição da ligação entre os portugueses e as ninfas está repassada de sensualidade. Os prazeres que lhes são oferecidos são o justo prémio por terem perseguido o seu objetivo sem hesitações.

Canto IX
Estância 52

"De longe a Ilha viram fresca e bela,
Que Vênus pelas ondas lha levava
(Bem como o vento leva branca vela)
Para onde a forte armada se enxergava;Que, por que não passassem, sem que nela
Tomassem porto, como desejava,
Para onde as naus navegam a movia
A Acidália, que tudo enfim podia."

Estância 53

"Mas firme a fez e imóvel, como viuQue era dos Nautas vista e demandada;
Qual ficou Delos
, tanto que pariuLatona
Febo
e a Deusa à caça usada.Para lá logo a proa o mar abriu,
Onde a costa fazia uma enseada
Curva e quieta
, cuja branca areia,Pintou de ruivas conchas Citereia."

Febo
– Chefe / Líder das Musas e das Ninfas

Thank you!
Canto IX – Estancias 52 e 53
Estas estrofes relatam o regresso dos portugueses, para a amada pátria depois de partirem de Calecut.
No entanto, a armada procura abastecer-se de mantimentos para a longa viagem e por isso, a deusa Vénus, que gostava dos Lusitanos, decidiu-lhe presenteá-los com uma ilha maravilhosa habitada por ninfas.
Estas estancias enquadram-se no episódio da “Ilha dos Amores”.

O poema divide-se em 2 partes: a primeira corresponde as duas primeiras estrofes, a segunda diz respeito á última estrofe.

Na 1ª estrofe o poeta descreve o encantamento dos navegadores, quando conseguem ver o concreto para lá do horizonte, que antes era abstrato. Passadas a incertezas, as inseguranças dos navegadores e as dificuldades do caminho, abre-se o conhecimento para sul das naus dos portugueses.

Na 2ª estrofe o poeta reforça que o "Longe" era o maior obstáculo dos portugueses. No entanto a dura espera e o intenso cansaço de nada verem ao longe, vai tornar o abstrato em concreto, como uma revelação do mistério para lá do horizonte.
Os Lusíadas
Canto IX – Estâncias 52 e 53 / Poema Horizonte

Análise do poema
Este poema enquadra-se na 2ª parte da obra "Mensagem".
O título do poema "Horizonte" transmite uma ideia de desconhecido a alcançar, que apesar de longinquo, ja se consegue ver ao longe e, com isso, fica mais fácil o seu alcance, uma vez que é mais acreditar naquilo que se vê, do que naquilo que não se vê, mesmo que longe.
"Horizonte" representa o espaço/desafio do avanço da navegação que fascina e aterorriza ao mesmo tempo.
Figuras de Estilo:
“(Bem como o vento leva branca vela)”
– COMPARAÇÃO

Resumo:
Viram a ilha que Vénus lhe levava sobre as águas, como se fosse um barco arrastado pelo vento. Vénus, a quem nada é impossível movia-a para que os navegantes não passassem sem ali atracar (aportar).

Figuras de Estilo:
“Qual ficou Delos (…)”
; Qual = Como – COMPARAÇÃO

“Curva e quieta, (…)”
– DUPLA ADJETIVAÇÃO

Resumo:
Mas logo que os Nautas demandavam, imobilizou-a, como aconteceu à ilha de Delos quando Latona ali deu à luz Febo e Diana. Os barcos dirigiram-se para uma praia de areias e de conchas

Poema Horizonte
Ó mar anterior a nós, teus medos a
Tinham coral e praias e arvoredos. a
Desvendadas a noite e a cerração, b
As tormentas passadas e o mistério, c
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério c
'Splendia sobre as naus da iniciação. b

Linha severa da longínqua costa -
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,

Onde era só, de longe, a abstracta linha.
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensiveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte-
Os beijos merecidos da Verdade.
Fernando Pessoa, Mensagem
A última estrofe corresponde á segunda parte do poema.
Esta menciona o conceito de sonho e a sua realização. O poeta fala da recompensa que os portugueses tiveram aquando da chegada ao seu destino, sendo esta considerada espiritual e não concreta.
Estrutura Interna
Na primeira estrofe, Pessoa recorre a uma apóstrofe no 1º verso invocando "
Ó mar anterior a nós
" ,isto é ,o mar das trevas (mar da Idade Média), o mar que ainda não foi descoberto, foi desvendado, tirando-lhe a negridão, o mistério que ele conectava. Reforçando a grandiosidade da admiração que o povo português tem pelo mar, utilizando para isso o pernome pessoal "nós".

Esta descoberta, conhecimento do que está para lá do obscuro, dá-se quando iniciam-se as viagens das naus em direção ao sul.
A segunda estrofe é sobretudo descritiva, fazendo uma descrição da sucessiva aproximação do longe para o mais perto como podemos ver nos seguintes versos:
"
Linha severa da longínqua
costa -
Quando a nau se aproxima
ergue-se a encosta
Em árvores onde o
Longe nada tinha;
Mais perto abre-se a terra
(...)".
Aqui, o abstrato transforma-se em concreto.

A "Linha severa da longínqua costa" representa as terras desconhecidas, mas "quando a nau se aproxima ergue-se a encostas em árvores", sendo estas alcançadas pelos portugueses. Esta encosta simboliza todos os lugares, pelos quais os portugueses marcaram presença.
Na última estrofe Pessoa, aproveita o racicocinio anteriro para chegar á conclusão que os sonhos podem ser vistos como as formas "invisiveis da distância imprecisa"; conseguir ver para além do que os nossos olhos conseguem alcançar e "buscar na linha fria do horizonte a árvore, a praia, os beijos merecidos da verdade".
O poema acaba com o verso: "Os beijos merecidos da verdade", que simbolizam que os portugueses foram dignos de receber a verdade, o conhecimento oculto, o designado horizonte.
Estrutura Externa
O poema Horizonte é constituído por 3 estrofes.
O poema é elaborado numa linha evolutiva, ou seja, apresenta uma graduação das ideias.

Quanto ao tipo de estrofes, estas são sextilhas e apresentam um esquema rimático - aabccb.

A linguagem é carregada se simbolismos, este aspeto corresponde á vontade que o autor tem de intemporalizar conceitos.
O lirismo revela emoção do poeta, perante a grandiosidade da pátria.
Camões VS Pessoa
As semelhanças que podemos referir serão o passado glorioso e a história de Portugal. Os heroís portugueses são apresentados de forma fragmentária e verifica-se a exaltação épica a ação humana no domínio dos mares. Tanto uma como a outra têm uma estrutura rigorosamente pensada e evocam o passado com intenção de construir o futuro.
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