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Lygia Clark e Hélio Oiticica: a arte em nova relação com o e

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Carla Wolf

on 27 September 2014

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Transcript of Lygia Clark e Hélio Oiticica: a arte em nova relação com o e

Lygia Clark e Hélio Oiticica: a arte em nova relação com o espectador.
“[...] Nós somos os propositores: nossa proposição é o diálogo. Sós, não existimos. Estamos à sua mercê
Nós somos os propositores: enterramos a obra de arte como tal e chamamos você para que o pensamento viva através de sua ação
Nós somos os propositores: não lhe propomos nem o passado nem o futuro, mas o agora.”

Nós somos os propositores - 1968


Em 1950, Clark viaja a Paris para estudar com Arpad Szènes, Dobrinsky e Fernand Léger.
No início, ela dedica-se a estudos e óleos com escadas e desenhos de seus filhos como temas.

Lygia Clark é uma das fundadoras do Grupo Frente, em 1954: dedicando-se ao estudo do espaço e da materialidade do ritmo.


“Superfícies Moduladas, 1955-57” e “Planos em Superfície Modulada, 1957-58”



- pintura para longe do espaço claustrofóbico da moldura, além dos limites do suporte, ampliando a extensão de suas áreas
- moldura e “espaço pictórico” se confundem, um invadindo o outro. Tela e moldura da mesma cor.


Lygia Clark (Belo Horizonte, 1920 – Rio de Janeiro, 1988) inicia seus estudos artísticos em 1947, no Rio de Janeiro, sob a orientação de Roberto Burle Marx e Zélia Salgado.
Participantes do grupo: por exemplo, Décio Vieira e Rubem Ludolf.
- a linha permite o
“A linha orgânica, ao longo da trajetória da artista, assume formas variadas e aspectos diversos: do elemento plástico definidor da composição vira linha-luz, que se transmuda em linha-espaço e linha-tempo, migra em direção à “dobra”, para em seguida, em foram de dobradiça, converter-se em “espinha dorsal”, depois, pelo corte, em “trajeto” que dará origem a outras metáforas. O percurso artístico de Lygia Clark é o percurso da linha orgânica e vice-versa.”

Risonete A. P. de Andrade - mestrado em Artes pela UNICAMP

- a linha permite o dobramento do plano, fazendo com que a obra, tenha um espaço interno e também tridimensionalidade, o que exige uma ocupação do espaço do ambiente. Extrai tridimensional do bidimensional.
- fim da “condição inanimada” da linha: recupera vitalidade e transforma o espaço; “o plano recupera sua pulsação poética”
- quebra da moldura: fim da “zona neutra”, que ao separar o quadro do resto do mundo
- Ferreira Gullar, sobre a quebra da moldura: “cumpre uma função amortecedora do poder disruptivo da arte”.

“A Casa é o corpo” (1968, no MAM-RJ)

- sensação de penetração, ovulação, germinação e expulsão do ser vivo
1972 - vira professora de comunicação gestual da Sorbonne, em Paris.

“experiências coletivas apoiadas na manipulação dos sentidos, transformando os pacientes em objetos de suas próprias sensações”

Quando volta ao Rio, Lygia conta com os fins terapêuticos. Ela trabalha o “arquivo de memórias” individuais de seus pacientes, os seus medos e fragilidades, através do sensorial.

“Se a pessoa, depois de fizer essa série de coisas que eu dou, se ela consegue viver de uma maneira mais livre, usar o corpo de uma maneira mais sensual, se expressar melhor, amar melhor, comer melhor, isso no fundo me interessa muito mais como resultado do que a própria coisa em si que eu proponho a vocês”

(O Mundo de Lygia Clark,1973, filme dirigido por Eduardo Clark, PLUG Produções)

"'Superfície Modulada nº 4', obra de arte mais cara de um artista brasileiro vendida em leilão na Bolsa de Arte de São Paulo. Arrematada por 5,3 milhões."
Meios de comunicação e artes
Belas Artes
Meios de comunicação
Meios de comunicação
"meios de massa" e "cultura de massa" denotam os sistemas industriais de comunicação, fortemente dominados pela proliferação de imagens.
Ex: fotografia, cinema, a televisão, a publicidade, os jornais, as revistas, os quadrinhos, os livros de bolso, as fitas e os CDs.
Comunicação identifica-se exclusivamente com comunicação de massas, enquanto as artes se restringem ao universo das "belas artes".


As tecnologias foram tomando a linha de frente do experimentalismo nas artes.
Muitos curadores abandonaram as formas tradicionais de arte, pintura e escultura, por não considerá-las contemporâneas.
Até o início dos anos 1960, ainda mantinha-se relativamente intacto o pensamento sobre as obras.
Todos os movimentos desse ano desafiaram as concepções modernistas de artes.


Cultura no Brasil
Apreciado pela elite: bossa nova, MPB, música clássica.

TROPICÁLIA
Movimento que surgiu em 1967.
Festival de MPB da Record: Caetano Veloso fez show e chocou o público.
Mas o objetivo era exatamente esse: “arejar a elitista e nacionalista cena cultural brasileira, tornando nossa música mais universal e próxima dos jovens.” – Revista Mundo Estranho.

De onde veio o nome?
O nome surgiu em um texto do crítico Nelson Motta, que se inspirou na obra Tropicália, do artista plástico Hélio Oiticica.
“Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de músicas.”

Rock + bossa nova + samba + rumba + baião.
Sua atuação quebrou as rígidas barreiras que permaneciam no País.

Pop x folclore.
Alta cultura x cultura de massas.
Tradição x vanguarda.

Essa ruptura estratégica aprofundou o contato com formas populares ao mesmo tempo em que assumiu atitudes experimentais para a época.

Tropicália no cinema
"Super frente super-oito”, escrita por Waly Salomão no suplemento Plug, do Correio da Manhã durante 1971.
Artistas plásticos como Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Hélio Oiticica e Lygia Pape, compositores como Galvão, Capinan, Jorge Mautner e Jards Macalé, além de Waly Salomão e do próprio Oiticica, passavam a fazer filmes em super-oito (e outras bitolas) e a emitir suas opiniões e considerações sobre a produção cinematográfica brasileira.
Cinema Novo
Câmera super-oito
Cinema Marginal
Renascimento (séc XX): a arquitetura, a pintura e a escultura eram as três principais artes visuais da Europa.
Mudanças trazidas pela Revolução Industrial, desenvolvimento do sistema capitalista e pela emergência de uma cultura urbana alteraram o texto social no qual as belas artes operavam
As comunicações e as artes estão convergindo? – de acordo com o texto, é uma questão complexa e polêmica.
“Convergir: tomar rumos que dirijam-se para a ocupação de territórios comuns, nos quais as diferenças se roçam sem perder seus contornos próprios”.

Teatro
Hélio Oiticica (1937 - 1980, Rio de Janeiro)
Estudou artes com Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), com ênfase em livre criação e experimentação.
Fundou,juntamente com Lygia Clark e Ferreira Gullar, o Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro em 1959
“caíram, como casulos de verdade, da parede ao chão.”
Manuscrito do Arquivo de Lygia Clark

O espectador, agora transformando em participador, é convidado a descobrir as inúmeras formas que esta estrutura aberta oferece, manipulando as suas peças de metal.

arte participativa
versus
arte interativa
"as interativas se utilizam da relação homem-máquina, com a comunicação com a obra pela tecnologia, que responde diferentemente para cada pessoa"
Oiticica no processo de transição da arte estética para a política

 1967, Hélio Oiticica divulga no catálogo da exposição “Nova objetividade”, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, um texto que seria seminal para a arte contemporânea.
 
Público- motor da obra.
QUEM FEZ PARTE DO MOVIMENTO:
Nara Leão
Gilberto Gil
Caetano Veloso
Tom Zé
Gal Costa
Outros

É PROIBIDO PROIBIR
O grupo faz uma apresentação no TUCA no Festival Internacional da Canção, promovido pela Globo.

Caetano, acompanhado pelos Mutantes, defendeu “É proibido proibir” e Gilberto Gil, com os Beat Boys, “Questão de Ordem”.

Tropicália



Primeira obra que serve como tentativa de impor a arte brasileira no contexto das vanguardas.

Tropicália -
Hélio Oiticica,
Mega-exposição
"Museu é o mundo"
1964- Parangolé de Oiticica (experiência com o samba, com a descoberta dos morros, da arquitetura orgânica das favelas cariocas e principalmente das construções espontâneas, anônimas nos grandes centros urbanos – a arte das ruas, das coisas inacabadas, dos terrenos baldios, etc).



Concretismo X Neoconcretismo (este último retomava valores e expressões nacionais; envolvimento do espectador na criação da obra).
1967- Exposição NOVA OBJETIVIDADE BRASILEIRA, no Museu de arte Moderna do Rio de Janeiro.

Tropicália:
a obra era um labirinto construído com uma arquitetura improvisada, semelhante às favelas, um cenário tropical com plantas características e araras. O público caminhava descalço, pisando em areia, brita, água, experimentando sensações, no fim do percurso se defronta com um aparelho de TV ligado, um símbolo moderno. A nova imagem do Brasil, os meios de comunicação de massa contrastando com a miséria nacional. Polarizações e impasses da sociedade, da cultura, da estética e da política da arte nos anos de 1960. Radicalidade e experimentação que impulsionou as artes plásticas para o exercício da contemporaneidade
.

Sem abandonar procedimentos construtivos recorreu à experiência plurisensorial para formatar um pensamento articulando o precário, o prazer e a razão, num deslumbrante espetáculo.


Oiticica, quando pensou o conceito da tropicália como uma coisa ampla, não contava com a repercussão ao se transformar num movimento artístico cultural que contagiou o cenário brasileiro. Pregava uma integração entre as linguagens artísticas: artes plásticas, dança, música. Era uma posição crítica diante de problemas e impasses na arte, na cultura e na política advindos do sentimento de culpa da vanguarda com a linguagem nacional e do regime político implantado no País a partir de 1964. Tinha uma pretensão explícita de objetivar uma linguagem brasileira de vanguarda que fizesse frente à imagética pop e op internacionais.
A Tropicália era uma posição ética diante da sociedade. Oiticica falava em derrubar todas as morais, romper as estruturas estabelecidas e todo tipo de conformismo.
A incrementação sensorial que caracterizou o neoconcretismo de Hélio Oiticica tinha a intenção de envolver a participação do espectador na criação da obra de arte. Ou seja, o artista convida - ou oferece - ao público a possibilidade de experimentar a criação.
A arte sai do museu para o espaço das trocas coletivas
Noção de antiarte
Para Oiticica, a arte já estava muito relacionada à produção artística para o consumo de mercado. Por isso, se preocupava mais em desenvolver estruturas de pensamento do que obras de arte em si, para eventos.
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