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"O enfermeiro"

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by

Ana Luiza Lima

on 19 November 2013

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Transcript of "O enfermeiro"

"O enfermeiro"
Machado de Assis

Dados da obra
Conto: O Enfermeiro
Autor: Machado de Assis

Foco narrativo
É narrado em primeira pessoa, com foco na descrição de fatos do próprio personagem principal Procópio em sua vida como enfermeiro do coronel.
Notam-se dois núcleos que se desenrolam no decorrer da narrativa, um é a cidade de Niterói, onde Procópio trabalha como copista em uma igreja e a vila do interior, para onde o protagonista se desloca para ser enfermeiro do coronel Felisberto.
Contexto histórico
No final do Romantismo brasileiro, a partir de 1860, as transformações econômicas, políticas e sociais levam a uma literatura mais próxima da realidade; a poesia reflete as grandes agitações, como a luta abolicionista, a Guerra do Paraguai, o ideal de República. É a decadência do regime monárquico e o aparecimento da poesia social de Castro Alves. No fundo, uma transição para o Realismo. Contexto esse que é evidenciado no conto “O enfermeiro” com a apresentação do tempo cronológico: “Parece-lhe então que o que se deu comigo em 1860” ou “Mandei também levantar um túmulo ao coronel, todo de mármore, obra de um napolitano, que aqui esteve até 1866, e foi morrer, creio eu, no Paraguai.” Com este último trecho faz referência à guerra do Paraguai que foi de 1860 – 1869, evidenciando mais uma característica realista e machadiana que é apresentar em seus textos uma junção de fatos e conceitos históricos, filosóficos e sociológicos.
Ano da primeira edição: 1896
Enredo
O conto narra a história de Procópio José Gomes Valongo, um homem de quarenta e dois anos que tinha como ocupação copiar estudos de teologia de um padre, até o momento que esse padre recebe uma carta de um vigário do interior perguntando se esse conhecia alguém que lhe servisse como enfermeiro. O padre pede que o protagonista se torne esse enfermeiro e a partir dalí sua vida mudaria.
Tempo
O narrador-protagonista omite quase tudo anterior aos seus 42 anos, agosto de 1859. O referencial cronológico é apresentado por três meses convividos com o coronel; a noite do assassinato até o amanhecer; o dia do enterro; passagem dos dias; duração do inventário; e mais alguns meses (sem especificar a quantidade) .
Espaço
Personagens
Características realistas
Encontramos uma das características marcantes de toda a obra de Machado de Assis : o mistério da essência humana de interesses.
O personagem principal do conto pode ser descrito como sendo um típico homem, com suas várias faces: bom, furioso, crédulo, generoso, dissimulado. O conto demonstra que os conceitos de bom ou mau são relevantes e que momentos, atos impensados, não podem definir a essência do ser humano.
O indivíduo pode ser bom em determinada situação, mas pode ser tomado pela fúria em outras, pode ser frio e emotivo, cometer erros e não confessá-los, dissimulando perante o próximo, mas sentindo remorso dentro de si.
Então, analisando todos esses aspectos, conclui-se que Machado de Assis não define a personalidade de nenhum dos personagens, não define sua essência; mostra os personagens com noção de valores, sim, mas personagens emotivos, impulsivos, e até frágeis no que diz respeito a lidar com situações tensas, misturado à dissimulação, frieza para defender-se na sociedade, e ser aceito.

Grupo
Ana Luiza Lima
Danilo de Castro
Larissa Ferreira
Lucas Santos
Marcos Gúbio
2º ano
Protagonista : Procópio José Gomes Valongo
Padre de Niterói
Coronel Felisberto
Vigário
Resumo
O conto nos relata a história do narrador Procópio, que fazia trabalhos de copista para uma paróquia da sua região, quando o vigário lhe pediu que prestasse serviços de enfermeiro a um Coronel, um riquíssimo senhor de nome Felisberto. Era tão rico quanto rabugento, o que havia motivado vários pedidos de demissão de enfermeiros anteriores.

Corre a favor do narrador o fato de o velho estar muito doente à beira da morte. Com isso o prontagonista se mostra como o mais paciente e gentil que já havia trabalhado para o senhor Felisberto, o que ganharia alguma simpatia do mesmo. Mas isso durou pouco tempo e logo o doente mostrou seu gênio e começou a tratar grosseiramente o enfermeiro que inicialmente até suportou o velho mas sucedeu-se que ele atingiu seu limite e pediu demissão. No entanto algo surpreendente acontece, o velho pede desculpas ao enfermeiro o confessando que esperava a tolerância dele para seu gênio forte e modo de ser. Neste instante a paz voltaria, mas não duraria muito.
O velho volta a ser
rabugento e atira uma vasilha
na cabeça de Procópio, que atordoado com a
dor e sem pensar revida e voa para cima do velho matando-o esganado.
A partir desse ponto o narrador remói-se de culpa e remorso tentando criar desculpas em sua mente para amenizar sua consciência. Quando ele descobre que no testamento que o velho
havia escrito, tudo havia sido deixado pra Procópio. Entra então em
conflito interior pensando em doar a fortuna para caridade e
arranjar sua consciência. Mas começa a receber vários elogios
dos moradores da pequena vila por ter tido muita paciêcia com o
falecido. O enfermeiro acaba se auto enganando, resolvendo ficar
com a herança do velho e fazer poucas doações à caridade .
No fim acaba se esquecendo de sua culpa interna e acreditando
naquela máscara feita pelas pessoas e assume os bens de
Felisberto sem a menor culpa .
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