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DEZ DESAFIOS PARA OS FORMADORES DE PROFESSORES

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Gabriela Baraneki

on 5 November 2013

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Transcript of DEZ DESAFIOS PARA OS FORMADORES DE PROFESSORES

DEZ DESAFIOS PARA OS FORMADORES DE PROFESSORES
Philippe Perrenoud
"Não é possível formar profissionais reflexivos sem inserir essa intenção no plano de formação e sem mobilizar formadores de professores com as competências adequadas."
Para que o corpo de formadores, em seu conjunto, contribua com a formação de professores reflexivos, deve superar alguns desafios. Apresentaremos uma dezena deles, formulados como contradições dificilmente superáveis:
1. Trabalhar o sentido e as finalidades da escola sem transformar isso em missão
Nenhum formador de professores pode ignorar o problema das finalidades da escola e de seu sentido.
Os formadores podem se sentir impelidos a reperesentar o superego ou a consciência moral do sistema educacional.
3. Trabalhar as dimensões não- reflexivas da ação e as rotinas sem desqualificá-las
Visando a ação não podemos pensar constantemente em tudo. Isso talvez nos conduzisse a paralisia, pensamos em uma centopéia, que ficaria imóvel se tomasse consciência de tudo o que tem de fazer para se movimentar.

5. Trabalhar os não-ditos e as contradições da profissão e da escola sem decepcionar a todos
Alguns não-ditos que deveriam ser discutidos pelos professores:
deles são:
- do período de trabalho, das ausências, dos atrasos, da importância real do trabalho de preparação;
- dos alunos que não apreciamos e dos quais no livraríamos com prazer;
- das etapas da depressão em que atuamos lentamente, como se estivéssemos ‘’rodeados de neblina’’.
ADRIANA BORGES
FRANCIELE MACHADO
GABRIELA BARANEKI
JAQUELINE OTTO
RENATA FERES
2. Trabalhar a identidade sem personificar um modelo de excelência
Será que vou morrer de pé, com um giz na mão, diante de uma lousa?" "Quem sou eu? O que faço nessa profissão? Será que tudo isso tudo é valido? Sou capaz de ensinar sem perder minha alma?"

Em uma profssão humanista que faz quem a exerce e aqueles a quem ela de destina correr riscos, a busca de identidade é legítima.

"É importante exercitar-se para não julgar. Um professor precipitador, em início de carreira, em uma escola onde deve lidar sem auxílio, com turmas difíceis, pode legitimamente se sentir compelido."
Philippe Perrenoud
Por que na etapa de formação é preciso tomar consciência do que fazemos além desses momentos de ajuste?
Não se trata de uma questão de princípios. Naõ é necessário e nem é possível explicitar tudo em uma profissão complexa.


Qual o motivo?
A tomada de consciencia espontânea é muito egocêntrica e esta associada aos obstáculos percebidos.

4. Trabalhar a pessoa do professor e sua relação com os outros sem pretender assumir o papel de terapeuta
Mesmo que a formação esteja centrada nos saberes, na didática, na avaliação, na gestão de classe e nas tecnologias, nunca deve esquecer a pessoa do professor.
Não tem como deixar de lado o que já vem com o professor. Existem vários componentes do habitus, que vem da história pessoal do professor.
Algumas disposições construídas, formadas por conhecimentos e valores são da relação:
Ele intervém especialmente na relação:

Com o saber, com o erro, com a ignorância;
Com o risco, com a incerteza;
Com a ordem, com o imprevisto, com a regra;
Com o tempo, com o planejamento, com a obediência a ele, com a improvisação;
Com a ausência ou com o atraso dos outros, com suas emoções e com seus estados anímicos, com suas expectativas;
Com as diferenças entre as pessoas, com a distância intercultural ou interpessoal;
Com a escrita, com a palavra, com o silêncio, com a comunicação.
A rotina libera a mente. O ser humano só toma realmente consciência do que faz quando a realidade resiste a ele e leva-o ao fracasso.
Será que um professor sabe como lidar com as perguntas de seus alunos?
No ambiente acadêmico, o desafio a ser enfrentado não tem nada a ver com a denúncia das falhas, com a desvalorização dos profissionais e com lavagem de roupa suja. Mas, não se deve deixar de abordar esses temas, pois assim abrimos mão de fala sobre alguns assuntos, alguns deles são:

Do período de trabalho, das ausências, dos atrasos, da importância real do trabalho de preparação;

Dos alunos que não apreciamos e dos quais no livraríamos com prazer;

Das etapas da depressão em que atuamos lentamente, como se estivéssemos ‘’rodeados de neblina’’.

Essas questões fazem parte do domínio dos não-ditos (Perrenoud 1996), apesar de quase ninguém gostar de admiti-los são importantes partes da representações e das competências do professor, não sendo falta de ética ou de coerência.
7. Ajudar a construir as competências e exercer a mobilização dos saberes
Hoje em dia, fala-se muito de competências tanto no campo do trabalho quanto no campo da formação sem que essa expressão tenha um significado estavel e compartilhado;
Informações e saberes: saberes pessoais, privadas de saberes publicar compartilhar, saberes acadêmicos, saberes profissionais, saberes de senso comum, saberes provenientes da experiência, de um troca, de saberes adquiridos na etapa de formação, saberes de ação, pouca formalizada, e saberes teóricos, baseadas nas pesquisas.
Uma competência não é um saber procedimental codificado que pode ser aplicado literalmente.
FORMAÇÃO
9. Trabalhar as dinâmicas coletivas e as instituições sem esquecer as pessoas.
Os professores estão inseridos em um ambiente que controla seus desejos de mudança, e por isso acabam não se sentindo capazes de ‘’mudarem sozinhos’’. Em contradição a isso, quanto mais eficiente for à formação continua, mais facilmente fará com que os formandos entre em conflito com seus colegas.
8. Combater as resistências á mudança e a formação sem desprezá-las
"Não compreender porque não são compreendidos"

"Olhe, é fácil, faça como eu"

Os adultos não gostam de confessar que não sabem.
10. Articular enfoques transversais e didático e manter um olhar sistêmico.
PARA VOCÊ:

O QUE É SER FORMADOR?

O QUE É SER PROFESSOR?
Professor Orientador:
Débora Pereira

Elas orientam, com alguma estabilidade, nossas reações nas situações da existência.

Ter as competências e a identidade necessária para não se perturbar.

Não brincar de terapeuta, para não julgar, e sim para autorizar e facilitar uma conexão entre esses aspectos e os problemas profissionais.
6. Partir das Práticas e da Experiência sem nos limitarmos a elas, a fim de comparar, explicar e teorizar.
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