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Til - José de Alencar

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by

Elisa Olimpio

on 16 September 2013

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Transcript of Til - José de Alencar

romance regionalista
registro de costumes
maniqueísmo (Bem X Mal)
técnica folhetinesca: mistério, suspense
3a pessoa onisciente
culto, civilizado
NARRADOR:
TEMÁTICA
AMOROSA
casais de namorados
exacerbação sentimental
figura feminina: idealização, sensualidade
AMBIENTE
sociedade rural, escravocrata
interior de São Paulo (Santa Bárbara)
festas populares: São João, Congada

riqueza: fazenda
pobreza: casa em ruínas, gruta
LINGUAGEM
digressões
falas de personagens: regionalismos
figuras: comparações, personificações
José de Alencar
1829 - 1877
21 romances
7 peças teatrais
Til
regionalista
indianista
urbano e psicológico
histórico
postura crítica
"Chamado, pago e protegido por homens poderosos para
escoltá-los em aventuras e servir às suas paixões, o Bugre recebeu a iniciativa e a animação que iam acostumando seu braço a ferir e a repousar depois do crime, como se tivesse praticado uma honrosa façanha, uma valentia digna de louvor.
Esta é com pouca diferença a história de todos os assassinos
incorrigíveis, que infestam o interior do país. Eles foram educados pelos poderosos como os dogues que se adestravam antigamente para a caça humana, dando-lhes a comer, desde pequeno, carne de índio. "[I, 5, “Fera”]
Linguagem ESCRAVOCRATA
"Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam no cangote das mães, ou se enrolam nas saias das raparigas. Os mais taludos viram cambalhotas e pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um desses corta jaca no espinhaço do pai, negro fornido, que não sabendo mais como desconjuntar-se, atirou consigo ao chão e começou a rabanar como um peixe em seco.
No furor causado pelo remexido infernal, alguns negros arremetiam contra a fogueira e sapateiam em cima do borralho ardente, a escorrer do braseiro."
[II, 20, “O samba”]
Personagens tipicamente românticos:
todos movidos por paixões para o Bem ou para o Mal
VIRTUOSOS
Berta, Miguel, Linda, Afonso,
Luís Galvão, Ermelinda, Nhá Tudinha,
Chico Tinguá
INIMIGOS
Ribeiro, Gonçalo Pinta,
Monjolo, Faustino
ALMAS PURAS TRAVESTIDAS DE "MONSTROS"
Brás, Zana e Jão Fera
LINGUAGEM
exemplos de coloquialismos
"Nisso apontou a mucama à janela.
– Falta muito ainda, Rosa? perguntou o mulato.
– Já está acabando. Não tem tempo de ir
mais à roça, ver Florência, não rapaz.
– Ai, que dor de canela!
– Ixe! Quem conta com pajem!
– Assim, menina! exclamou o camarada. Tem
aqui uma barra para seu pimpão.
– Sai daí! chasqueou o mulato. Jabuticabinha
de sinhá é lá para beiço de caipira? Vá comer sua broa
de milho, homem, e deixe de partes. "[I, 7, “O marmanjo”]
Autor desconhecido - Arquivo Público do Estado de São Paulo
"Semeadeira e arado, São Paulo"
Contexto histórico
Características do movimento literário
Estilo de José de Alencar
José de Alencar nasceu em 1° de maio de 1829, em Mecejana, no Ceará, e faleceu dia 12 de dezembro de 1877, no Rio de Janeiro. Formou-se advogado escreveu para jornais da época. Foi eleito deputado federal pelo Ceará e Ministro da Justiça. Alencar escreveu romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, obras teatrais, poesias, crônicas, romances-poemas de natureza lendária e escritos políticos. Sua principal obra é Iracema. Aos 26 anos publicou sua primeira obra: “Cinco Minutos”.
Desde a infância José apreciava a leitura, a vida sertaneja e a natureza, sob a influência do sentimento nativista que o pai revolucionário lhe passava.
Precursor do romantismo no Brasil dentro das quatro características: indianista, psicológico, regional e histórico.
Faleceu aos 48 anos de idade, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.

No ano de publicação da obra, o Brasil estava às voltas com a aprovação da Lei do Ventre Livre, que garantia a liberdade a filhos de escravos nascidos no Brasil.
O enredo de Til

Em um passeio pela fazenda, Berta - jovem pequena, esbelta - e Miguel - alto, ágil e robusto - encontram Jão Fera, com fama de bandido. Após um desentendimento entre eles, Jão vai embora a pedido da menina. Os dois amigos vão ao encontro de Linda e Afonso, irmãos gêmeos e filhos de Luís Galvão, homem inteligente, e de Ermelinda. Linda ama Miguel, mas Berta e Miguel já se amam. Contudo, para não ver o sofrimento da amiga, Berta faz de tudo para que Miguel fique com Linda.
Todos gostavam muito de Berta - apelidada de Til -, pois era alegre e de bom coração. Num outro trecho da obra, ela visita constantemente Zana, uma mulher com problemas mentais. Brás, menino de 15 anos, também com problemas mentais tentar matar Zana por sentir ciúme de Berta, mas não consegue.
A história é marcada por tentativas de assassinatos. Pelo assassinato de Aguiar, seu filho oferecera uma recompensa a quem matar o assassino Jão Fera. Já o personagem Barroso e seu bando planejam provocar um incêndio na casa de Luis Galvão para matá-lo e, depois, apagando o incêndio Barroso pretende oferecer seus serviços à viúva e conquistá-la, vingando assim a traição do passado, pois ficaria com a esposa daquele que manchara a honra de sua esposa Besita.
Ribeiro que trocara seu nome para Barroso tinha agora uma irrupção no rosto, Jão e Ribeiro tinham-se visto poucas vezes na época de Besita, por isso não se reconheceram quando se encontraram.
À noite João, Gonçalo, o pajem Faustino e Monjolo, trancam a senzala e ateiam fogo no canavial, Luis tenta apagar o fogo e é agredido pelas costas por Gonçalo, mas Jão o salva, e mata os três bandidos. Barroso foge e, conforme o combinado, Jão se entrega ao filho de Aguiar, diz que irá pra onde ele quiser desde que ninguém toque nele, pois se isso acontecer este desfeito o acordo e ele estará livre novamente. Os capangas tentam amarrá-lo, ele espanca todos e vai embora. Barroso que ficara sabendo dessa prisão volta para tentar matar Berta, Jão que estava solto novamente consegue pegá-lo e o mata de forma violenta.
Brás que presenciara tudo leva Berta pra ver a cena, mas ela foge horrorizada, enquanto Jão se entrega a policia. Luís resolve contar tudo a esposa, ela chora e decide que ele deve reconhecer Berta como filha. Eles contam tudo a Berta, omitindo, porém as circunstâncias desagradáveis, Berta sente que estão escondendo algo.
Jão foge da prisão e procura Berta, ela o faz prometer que nunca mais matará ninguém. Ele fala de Besita sua mãe e ela lhe implora que conte tudo. Ele assim o faz, revelando que Besita casou-se com Ribeiro que desapareceu logo depois do casamento. Alguns meses depois, Besita é avisada por Zana que seu marido chegara. Como era noite, no escuro ela se entrega às caricias do marido, e depois descobre que não era ele e, sim, Luís Galvão. Jão pensa em matá-lo por isso, mas ela o impede. Meses depois Luís casa-se com D. Ermelinda e nasce Berta, filha de Besita.
Um dia Besita pede a Jão que vá comprar coisas para o bebê. Durante sua ausência, aparece Ribeiro, que a acusa de traição e a estrangula. Neste momento, Jão chega e consegue salvar Berta, mas Ribeiro foge.
Luís quer que Berta vá morar com ele e sua família em São Paulo, mas ela se nega e pede que leve Miguel que ama Linda. Miguel tenta convencê-la a ir junto, mas ela recusa, ficando no interior.

3ª geração — Conhecida também como geração Condoreira, simbolizada pelo Condor, uma ave que costuma construir seu ninho em lugares muito altos e tem visão ampla sobre todas as coisas, ou Hugoniana, referente ao escritor francês Victor Hugo, grande pensador do social e influenciador dessa geração.
1ª geração — (Nacionalista–indianista) era voltada para a natureza, o regresso ao passado histórico e ao medievalismo. Cria um herói nacional na figura do índio, de onde surgiu a denominação de geração indianista. O sentimentalismo e a religiosidade são outras características presentes.
2ª geração — A segunda geração:
Também conhecida como Byroniana e Ultrarromantismo, recebeu a denominação de "mal do século" pela sua característica de abordar temas obscuros como a morte, amores impossíveis e a escuridão.
O período romântico no Brasil inicia em 1836, com a publicação da obra Suspiros Poéticos e Saudades, do poeta Gonçalves de Magalhães e vai até o ano de 1881, com a publicação do romance realista Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis.
Curiosidade

Romance urbano escrito, em 1875 e na última fase a romântico-realista, Senhora eleva o nome de José Martiniano de Alencar à lista de grandes escritores brasileiros de todos os tempos.
Em 1881, nascia o Realismo, com Memória Póstuma de Brás Cubas de Machado de Assis.
O romance Senhora foge ao padrão romântico, apresentando a sociedade da época tal como ela era: sociedade interesseira, na qual o casamento era um jogo de interesse. Por isso, nesse romance, José de Alencar está a um passo do Realismo, que ele não teve a felicidade de participar, porque faleceu um ano antes da inauguração do novo movimento.
Em suas obras, o autor valorizou a língua falada no Brasil, a despeito de escritores da época que usavam a língua de Portugal. Escreveu obras de estilos variados e criou romances que abordam o cotidiano.
Valorização de temas essencialmente Nacionalistas, como o índio e a natureza . Ex. Iracema, Ubirajara.
Sentimentalismo: É expresso em todo o seu romance com lirismo extremo.
Crítico sútil da sociedade da época, cujo dote comandava as relações matrimoniais, retratou uma época em que as pessoas não se casavam por amor, mas sim por dotes. Ex. Senhora.
Soube expressar, na literatura, o perfeito retrato da cultura brasileira, utilizando-se do índio como nosso herói nacional.
Til
Publicação entre
1871 e 1872
Na poesia
Na prosa
Classifica-se o romantismo não mais em gerações, mas sim em tendências:
1ª Indianista = o índio era representante da América, valente e nobre.
2ª Regionalista = registrava hábitos, paisagens e costumes de um povo desconhecido dos urbanos.
3ª Urbano = retratava o cotidiano da sociedade carioca e burguesa.
4ª Histórico = valoriza a identidade nacional e retrata episódios históricos ocorridos no Brasil Colônia.

1808 - Chegada da corte portuguesa ao Brasil
1815 - Criação do Reuno Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
1822 - Independência do Brasil
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