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O sarau do Teatro da Trindade:

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by

Maria Alves

on 28 February 2015

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Transcript of O sarau do Teatro da Trindade:

Cruges é um
maestro e pianista
amigo de Carlos e íntimo do Ramalhete. É considerado um "diabo adoidado", todavia Eça admite que possui uma "pontinha de génio".
Tem uns "olhinhos piscos", um "nariz bicudo" e "grenha crespa que lhe ondulava até à gola do jaquetão".
Neste sarau, reproduziu uma composição musical de Beethoven, a "Sonata Patética",
representando aqueles que, em Portugal, se distinguiam pelo verdadeiro amor à arte
. No entanto, apesar do seu esforço para captar a atenção dos presentes, não tem grande sucesso, tendo sido ridicularizado. Surge como alvo de graças da plateia, depois da marquesa de Soutal dizer que se tratava da
Sonata Pateta
, pedindo para ele apenas cantar uma música popular. Torna-se, assim,
o "fiasco" da noite
.
O sarau do Teatro da Trindade:
A sociedade lisboeta da segunda metade do século XIX ocupava o seu tempo em atividades culturais e de entretenimento, como o
teatro
, a
ópera
, as
touradas
, o
circo
e, no final do século, o
cinema
.
É um espetáculo noturno, cujo programa integra música, literatura, oratória discursiva (tema querido da sociedade lisboeta da época), etc.
O Sarau do Teatro da Trindade
Objetivo deste espaço social
Marcas da prosa queirosiana
• Uso expressivo do adjetivo;
• Uso expressivo do advérbio;
• Uso do gerúndio;
• Uso do diminutivo com valor pejorativo;
• Uso de empréstimos (galicismos e anglicismos);
• Discurso indireto livre;
• Marcas de oralidade.
espetáculo cultural da Lisboa da época.
O que é um sarau?
Este episódio integra-se no
capítulo XVI
do romance realista/ naturalista "Os Maias", de Eça de Queirós. Pertence à
crónica de costumes
, estando associado ao subtítulo, “Episódios da Vida Romântica”, já que caracteriza a sociedade portuguesa da época, criticando-a por se manter
conservadora
e
retrógrada

relativamente aos outros países europeus.
Neste capítulo, depois de ter terminado o jantar e de Maria Eduarda já estar instalada na Rua de S. Francisco,
Ega insiste com Carlos para irem ao sarau de beneficência no Teatro da Trindade
, que tinha como objetivo angariar fundos para as vítimas das cheias do Ribatejo. Carlos, obstinado de início, acabou por ir, pois era “um dever de honra” assistir à atuação de Cruges.

Verificou-se
grande adesão ao evento
, principalmente por parte das classes mais altas.
Carlos e Ega assistiram à
oratória de Rufino
, que discursou “Tudo sobre a caridade, sobre o progresso!”; ouviram o
recital de Cruges
, que tocou ao piano a "Sonata Patética", de Beethoven, e acabou por ser um “fiasco completo”; presenciaram o triunfo do “lirismo humanitário e sonoro” de
Alencar
, que
recitou um poema
da sua autoria, "A Democracia", tudo intercalado com idas ao botequim, para “espairecer a impaciência”, e encontros com conhecidos.
No botequim, por intermédio de Alencar,
Ega conhece o Sr. Guimarães
, o tio de Dâmaso, que vivia em Paris e terá um papel fulcral na diegese, na fase do Reconhecimento.

Ainda antes da declamação de Alencar,
Carlos
,
tendo visto Eusebiozinho
a sair do sarau, vai atrás dele e
dá-lhe uma tareia
, devido à sua intervenção no caso da Corneta.

Mais tarde, quando
Ega regressava já ao Ramalhete
,
Guimarães encontra-o
e, sabendo que este é muito próximo de Carlos,
pretende entregar-lhe o cofre
que lhe tinha sido confiado pela mãe de Carlos. No meio da conversa,
Ega descobre que Carlos tem uma irmã
e Guimarães diz tê-los visto aos três numa carruagem: Carlos, Ega e a irmã, Maria Eduarda. Guimarães acaba também por contar toda
a história de Maria Monforte
, de quem tinha sido muito amigo, em Paris.
Ega apercebe-se da enormidade da situação: “
Carlos amante da irmã!
”. Carlos envolvera-se com uma mulher casada,
Maria Eduarda Castro Gomes
, que
desconhecia a verdade acerca de seu pai
, pensando ser um fidalgo austríaco, com quem a mãe casara na Madeira. Por sua vez,
a família Maia acreditava que a filha de Maria Monforte que morrera em Londres era Maria Eduarda
.

Ega, tendo consciência de que a
história
que acabara de ouvir é
verídica
, pois não tem qualquer lacuna,
vai contar tudo a Vilaça
, para que seja este a dar a notícia a Carlos.
É assim que, neste episódio, nos é dada a conhecer a
relação incestuosa
, um dos temas do agrado dos escritores realistas/naturalistas.
Capítulo XVI
CRITICAR
Personagens
Rufino, o orador

Rufino é uma personagem passageira deste sarau, que
representa a orientação mental e a sensibilidade literária daqueles que o ouviam
, bem como o modo como os ricos viam a Monarquia em Portugal. Através da
oratórica oca, balofa e banal
, homenageia a família real, que não se encontrava presente. Tem
falta de originalidade
e recorre a locais comuns. A sua atuação foi considerada, pelos nobres e pelos burgueses, “sublime”, mas os ávidos defensores da Democracia consideraram que "Faz[ia] nojo!", como afirmou Alencar.


"(...) era um deputado, um bacharel, um inspirado..." (pág. 583)
"Este Rufino era um ratão de pêra grande, deputado por Monção, e sublime nessa arte, antigamente nacional e hoje mais particularmente provinciana, de arranjar, numa voz de teatro e de papo, combinações sonoras de palavras..." (pág. 584)
"(...) um vozeirão túmido, garganteado, provinciano, de vogais arrastadas em canto (...)" (pág. 586)
"(...) um bacharel transmontano, muito trigueiro, de pêra (...)" (pág. 587)
"(...) um dos maiores oradores da Europa!" (pág. 589)
Cruges, o pianista
Alencar, o poeta
Tomás de Alencar foi amigo de Pedro da Maia e manteve uma relação de amizade com o seu filho, Carlos da Maia.
É "muito alto, com uma face encaveirada, olhos encovados, e sob o nariz aquilino, longos, espessos, românticos bigodes grisalhos". Em toda a sua pessoa "havia alguma coisa de antiquado, de artificial e de lúgubre".
É considerado
incoerente
e um
falso moralista
, que acha o Naturalismo e o Realismo imorais, sendo um
ultrarromântico
. É tido como
generoso
e pessoa de um grande coração.
Defende a Democracia
e, neste sarau, declarou, inclusivamente, um poema com este nome, aliando poesia e política, numa
encenação exuberante
, carregada de conotações sociais e desfasada da realidade. O poeta ouviou “uma voz saída do fundo dos séculos”, que o levou a querer a República, essa ”aurora” que viria com Deus.
É felicitado mesmo por aqueles que não concordam com este regime, revelando, assim,
o seu valor enquanto poeta e orador
. Provoca uma enorme comoção em todos os presentes.
Discurso indireto livre
Uso expressivo do advérbio
“E da antessala Ega avistou (...) o Cruges, com o nariz bicudo contra o caderno da sonata, martelando
sabiamente
o teclado.” (pág. 596)
“Ao ver Carlos fender assim sobre ele, (…) o Eusébio, encolhido, balbuciou
atarantadamente
(…)” (pág. 606)

Tranquilamente
, os dois recolheram ao sarau.” (pág. 606)
“Pedia desculpa
sinceramente
- e desejava ao sr. João da Ega muitíssimo boas noites.” (pág. 616)

Intimamente
! Já a conhecera em Lisboa (...)” (pág. 617)
Uso expressivo do adjetivo
DUPLA ADJETIVAÇÃO
“Mas Ega,
esguio e magro
, (…)” (pág. 586)
“Um estremecimento
devoto e poético
arrepiava as cuias das senhoras.” (pág. 590)
“E alcançaram-no, no Largo da Abegoaria, àquela hora
deserto, mudo
com dois bicos de gás
mortiços
.” (pág. 606)
“Mas, apenas sentiu na sua mão de forte aquela carne
molenga e trémula
, (…)” (pág. 606)
“O pobre viúvo (…) dançava,
escanifrado e desengonçado
” (pág. 606)
“A sala permanecia
muda e desconfiada
.” (pág. 608)
“Uma rajada
farta e franca
de bravos (…)” (pág. 611)
“Uma aclamação rompeu,
imensa e rouca
, abalando os muros cor de canário.” (pág. 612)
“E o poeta,
trémulo, exausto
, rolou pela escada (…)” (pág. 612)
“(…) com a face toda
contrariada e sombria
.” (pág. 613)

TRIPLA ADJETIVAÇÃO
“Tudo nela era
harmonioso, são, perfeito
…” (pág. 583)
Uso do diminutivo
com valor pejorativo
“E nós, os meridionais, por mais críticos, gostamos do
palavreadinho
mavioso.” (pág. 584)
Uso do gerúndio
“(…) passava a vida
adorando
e adorado (…)” (pág. 583)
“Rufino
estava exaltando
uma princesa que dera seiscentos mil réis (…)” (pág. 587)
“(…) mais longe as negras águas iam juntamente
arrastando
um botão de rosa e um berço!...” (pág. 590)
“E directamente,
largando
o charuto,
passando
a mão pelas barbas, a retocar a majestade da face, (…)” (pág. 592)
“D. José Sequeira, escarlate da azáfama , veio,
furando
, anunciar (…)” (pág. 604)

Tremendo, arquejando
, de bruços, Eusebiozinho (…)” (pág. 606)
“O lago permanecia deserto, com o gás
adormecendo
nos candeeiros baços.” (pág. 606)
“No peristilo, (…) cruzaram-se com o patriota de barbas em bico, (…)
limpando
ao lenço o pescoço e a face,
exclamando
com o cansaço radiante de um triunfador: (…)” (pág. 607)
“E o Alencar, com as mãos
tremendo
no ar, (…)” (pág. 608)
“Ega torcia-se,
fungando
dentro do lenço,
jurando
que rebentava.” (pág. 608)
“(…) Alencar sorria, (…)
anunciando
uma a uma, (…) todas as dádivas (…)” (pág. 610)
“(…) foi um enternecimento
banhand
o as almas (…)” (pág. 611)
“Alencar no entanto via-a descer,
espalhando
um perfume.” (pág. 611)
“Quando Ega correu do fundo, com Carlos,
gritando
: (…)” (pág. 612)
Uso de empréstimos
(galicismos e anglicismos)
GALICISMOS ANGLICISMOS
cache-nez
(pág. 586)
sport
(pág. 587)
blague
(pág. 598)
gentleman
(pág. 598)
coupé
(pág. 613)
“O gás sufocava,
vibrando cruamente
naquela sala clara, (…)” (pág. 587)

gerúndio + advérbio
“(…) D. José Sequeira, ergueu-se logo nos degraus do tablado, (…)
dardejando severamente
os olhos vesgos para o recante indisciplinado, (…)” (pág. 588)
“E das cadeiras da frente surgiu a face ministerial do Gouvarinho, (…) com as lunetas
brilhando duramente
…” (pág. 588)

“E o sr. Guimarães ergueu mais a face, ajuntou
infinitamente grave
:” (pág. 600)


advérbio + adjetivo
“E Alencar,
inteiramente perdido
, (…) (pág. 612)

“Depois,
respeitosamente
, voltou-se para as cadeiras reais,
solenes e vazias
…” (pág. 590)


advérbio dupla adjetivação
“(…) o poeta derramou
pensativamente
pelas cadeiras , pela galeria, um olhar
encovado e lento
(…)” (pág. 607)


dupla adjetivação advérbio
“Mas um silêncio caiu, mais
comovido e grave
, quando o Alencar (que
inspiradamente
previra a intolerância burguesa) (…)” (pág. 610)

advérbio dupla adjetivação

“Ele teve apenas tempo de rosnar ainda,
surdamente
,
apertando
a mão ao Ega: (…)” (pág. 613)
advérbio

gerúndio

“O ministro mergulhou também
furiosamente
na sombra do
coupé
. Junto às rodas passou
choutando
(…)” (pág. 613)

gerúndio advérbio empréstimo (galicismo)

“E em torno de Carlos e do Ega, sujeitos voltavam-se
apaixonadamente
uns para os outros, com um brilho na face,
comungando
no mesmo entusiasmo: «Que rajadas!...
Caramba!...
Sublime!...»” (pág. 590)


marcas da oralidade (interjeição) gerúndio advérbio

"Quem havia agora aí, que, agarrando numa das mãos a espada e na outra a cruz, saltasse para o convés de uma caravela a ir levar o nome português através dos mares desconhecidos? Quem havia aí, heróico bastante, para imitar o grande João de Castro, que na sua quinta de Sintra arrancara todas as árvores de fruto, tal era a isenção da sua alma de poeta?..." (pág. 605)

"E o poeta, sacudindo os cabelos para trás, perguntava porque havia ainda esfomeados neste orgulhoso século XIX? De que servira então, desde Espártaco, o esforço desesperado dos homens para a Justiça e para a Igualdade?" (pág. 607, 608)

"(...) quando o Alencar (...) perguntou em estrofes iradas o que detestavam, o que receavam eles, no advento sublime da República? Era o pão carinhoso dado à criança? Era a mão justa estendida ao proletário? Era a esperança? Era a aurora?" (pág. 610)

"Bem, via que tinha feito uma tolice! A gente nunca se devia intrometer nos negócios alheios! Mas acabou-se! Imaginasse o sr. Ega que aquilo fora um pesadelo, depois da versalhada do sarau! Pedia desculpa sinceramente - e desejava ao sr. João da Ega muitíssimo boas noites." (pág. 616)

"Intimamente!" - até ao final da página 617

"Mas, dizia o sr. Guimarães, que podia também fazer a Monforte? Que diabo, era duro confessar à filha: «Olha que eu fugi a teu pai, e ele por causa disso matou-se!» Não tanto pela questão de pudor; a rapariga devia perceber que a mãe tinha amantes, ela mesma aos dezoito anos, coitadinha, já tinha um: mas por causa do tiro, do cadáver, do sangue..." (pág. 618)
Discurso indireto livre
Marcas de oralidade
“Ele porém, filósofo, antevia já (...) um resultado bem profundo e formoso...
O quê, meus senhores?
O renascimento da Fé!»" (pág. 588)
“Outros cavalheiros, indignados, gritavam: «
Chut!
» silêncio, fora!»” (pág. 588)

REPETIÇÕES VOCABULARES
“Vozes sufocadas de gozo mal podiam murmurar: «
Muito bem, muito bem…
»” (pág. 589)
“D. Maria da Cunha puxou-lhe pela manga quando ele passou, para murmurar, encantada, que achara «
lindíssimo, lindíssimo
».” (pág. 612)

INTERJEIÇÕES
“(...) sujeitos voltavam-se apaixonadamente uns para os outros (...) comungando no mesmo intusiasmo: «
Caramba!...
Sublime!...»” (pág. 590)

Oh!
decerto que não! Ega vira vem que o sr. Guimarães não tinha pelo Dâmaso nenhum entusiasmo de família.”(pág. 593)
“O sr. Guimarães atirou logo a mão num grande gesto.
Ah,
bem! Então era jogo com ele?” (pág. 617)

FRASES INACABADAS
“Agora o colega da Fazenda com as febres do Aterro…” (pág. 603)
Concluindo:
Associado ao "Sarau da Trindade", surge a tragédia. Eça quis, com isto, provocar um grande impacto, contrastando o clima de festa com a desgraça.
(sátira)
Bibliografia/ Webografia
QUEIROZ, E. (s/d).
OS MAIAS
. Lisboa: Livros do Brasil;
FERREIRA, J. T. (1989).
APONTAMENTOS EUROPA AMÉRICA EXPLICAM EÇA DE QUEIRÓS- OS MAIAS
, 4.ª edição. Portugal: Publicações Europa-América;
RAMOS, A.; BRAGA, Z. (2013).
OS MAIAS- EÇA DE QUEIRÓS
, Coleção Resumos. Maia: Ideias de Ler;
FERREIRA, I.; SILVANO, P.; RODRIGUES, S. V. (2011).
PORTUGUÊS + 11
. Porto: Areal Editores;
http://www.slideshare.net/AnaFPinto/teatro-da-trindade;
http://auladaproflis.blogspot.pt/2012/04/os-maias-o-sarau-do-teatro-da-trindade.html;
http://portugues-fcr.blogspot.pt/2012/05/episodio-do-sarau-da-trindade.html;
http://geramovel.wirenode.mobi/page/356;
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/o-Sarau-Da-Trindade-Critica/856803.html;
http://auladeliteraturaportuguesa.blogspot.pt/2007/11/o-sarau-do-teatro-da-trindade.html;
http://www.slideshare.net/cameloburro/vida-quotidiana-cidade-sculo-xix;
http://ciberjornal.files.wordpress.com/2009/01/os-maias-resumo-e-analise.pdf;
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/o-Sarau-Da-Trindade-Critica/856803.html;
http://aturmadocontra11l3.blogspot.pt/2012/04/resumo-do-capito-xvi-dos-maias.html;
http://osmaias.blogs.sapo.pt/;
http://www.slideshare.net/Inaframboesa/os-maias-18126590.
http://www.propor.esccb.pt/outros/EQ_Maias_persOutras.htm
crítica social à oratória oca, à ignorância musical e à poesia ultrarromântica
A crítica social é maioritariamente dirigida ao provincianismo do país e ao atraso cultural latente em todas as classes sociais portuguesas;
Quando Cruges toca a “Sonata Patética” e ninguém reconhece o seu valor, verifica-se uma crítica à ignorância e à insensibilidade artística do público;
As ovações calorosas dadas a Rufino traduzem o gosto público por aspetos fúteis, típicos do Ultrarromantismo, uma das críticas de Eça;
Critica-se o gosto caduco dos portugueses, que demonstram um sentimentalismo patriótico e social já ultrapassado;
Há uma crítica ao facto do público se desinteressar pela arte musical de Cruges, preferindo a retórica exacerbada de Rufino e a teatralidade de Alencar;
A ausência da família real no espetáculo de beneficência estabelece uma crítica à Monarquia e à sociedade da época;
Critica-se a ausência de espírito crítico, a falta de cultura e a superficialidade dos temas de conversa;
Trabalho realizado por:
Ana Pinto, n.º4
Carla Monteiro, n.º9
José Guedes, n.º19
Maria Inês Alves, n.º22

11.ºB

Português
abril de 2014
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