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A Revelação nos Padres da Igreja

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Jean Arcari

on 24 June 2015

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Transcript of A Revelação nos Padres da Igreja

A Revelação na Patrística
Não é fácil apresentar as ideias patrísticas sobre a revelação.
Não era um problema a aprofundar.
As primeiras comunidades estão sob o efeito da grande epifania de Deus em Jesus Cristo.
A revelação é algo óbvio.
Os Padres apostólicos estão nesta perspectiva.
Só Inácio que considera o conteúdo do evangelho superior aos da Bíblia hebraíca. E que o conhecimento de Deus é Jesus Cristo.
É com os Padres Apologistas que a reflexão sobre a revelação entra nas discussões.
Ela está diretamente ligada às exigências da comunidade e em relação com as objeções judaícas, gnostícas e o diálogo com a filosofia.
O primeiro a abordar a revelação nesta dinâmica é Justino. Ele chama a atenção para função mediadora de Cristo. O Jesus da história se identifica com o Logos, o Verbo de Deus, que apareceu primeiro a Moisés e aos profetas, e fez-se carne.
E antes de Cristo no mundo pagão havia germes deste conhecimento, que só Cristo, Logos encarnado, dará a perfeição.
Tendo o Logos como centro da perspectiva, Justino coloca a revelaçao sob signo do conhecimento.
Clemente de Alexandria tem o seu pensamento fundado na teologia do Logos salvador e revelador. Optando por um logos fonte de luz e verdade, Clemente propõe a revelação como gnose cristã.
"O rosto do Pai é o Logos em que Deus é iluminado e revelado."
O Logos é um conhecimento oferecido por Deus em plenitude, e que proporciona a salvação, constituindo o contexto da revelação.
O Logos encarnado que ensina o homem a tornar-se filho de Deus. É o Pedagogo universal.
Não existe verdadeira gnose a não ser no cristianismo.
Jesus-Logos é a verdadeira gnose.
Orígenes também elabora uma reflexão através do Logos.
"Vemos no Verbo, que é Deus e imagem do Deus invisível, o Pai que o gerou. "
A revelação se realiza porque o Verbo se encarna na carne do corpo e na escritura.
O Logos é um mediador de uma revelação que vai da criação até a lei, os profetas e os evangelhos.
E a encarnação do Logos inaugura um conhecimento-processo que segue o trio: sombras-imagem-verdade.

Irineu aborda a questão da revelação no contexto antignóstico.
Com o seu conceito de economia, Ireneu propõe a encarnação como clímax desta economia iniciada no AT.
A encarnação é uma teofania de Deus.
"O Pai aparecia no Verbo, tornado visível e palpável."
O Filho encarnado não proporciona somente um conhecimento abstrato do Pai: ele é sua manifestação viva.
Assim, a revelação para Irineu é epifania de Deus no Verbo encarnado.

Atanásio tem sua reflexão no mesmo caminho.
"O Verbo tornou visíveis a si mesmo e a seu corpo para que nos fizéssemos uma ideia do Pai invisível."
E acresenta que além de dar-se a ver, Deus, na encarnação de Jesus, faz o homem conhecer a doutrina da salvação.
Eusébio dá uma orientação política para revelação, subliando o seu triunfo alcançado por Constantino, vigário de terrestre do verbo, na vitória sobre o paganismo.
Os Padres capadócios contribuem com novos elementos para a reflexão.
Primeiramente contraponto Eunômio que afirma que a essência divina, uma vez revelada, não representa nenhum mistério.
Frente a isso, Basílio, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa professam que Deus permanece inefável, inacessível, mesmo depois de ter-se revelado: ele é a Treva misteriosa que ninguém é capaz de penetrar por inteiro.
João Crisóstomo insiste no fato de que Deus, embora revelado, permanece invisível, imperscrutável, inacessível, impossível de ser circunscrito, irrepresentável: ele permanece sempre o Abismo, a Treva. O que sabemos de Deus foi nos revelado por Cristo e por seu Espírito.
Este último ponto é a novidade dos Padres da Capadócia.
Os capadócios dispensaram particular atenção à apropriação subjetiva da verdade e a seu frutificar na alma mediante a fé e o Espírito.
Sob a ação iluminadora do Espírito, a alma penetra sempre mais nos mistérios do Filho e do Pai.
São Basílio observa que só o Espírito "conhece a profundidade de Deus e dele a criatura recebe a revelação de seus mistérios. "
Agostinho irá ilustrar bem esta temática.
Agostinho desenvolve seu pensamento a partir de João 6, 44 e em oposição a Pelágio.
Ninguém pode "vir" a Cristo se não for atraído pelo Pai. Esta atração é um dom.
Cristo faz ouvir sua palavra, mas é o Pai que concede o homem acolhê-la.
Agostinho diz que ninguém pode aderir ao ensinamento do evangelho e fazer um ato salvífico se "uma iluminação e uma inspiração do Espírito Santo, que dá a todos a suavidade da adesão e da crença da verdade.
Agostinho afirma que o ser humano recebe de Deus dois dons: o do evangelho e o da graça, para aderir-lhe na fé.
Ele também exalta o valor absoluto da manifestação de Deus em Cristo, que como Verbo de Deus, é a única luz do homem, o princípio de todo o conhecimento, quer natural quer sobrenatural.
Conclusão:
A reflexão sobre a revelação é centrada em Cristo (Cristo-Logos).

Ele é o ápice, a consumação da história da salvação. A verdadeira gnose, conhecimento. A verdadeira filosofia.
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