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Fernando Pessoa

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Transcript of Fernando Pessoa

Fernando Pessoa
Análise Do Poema: "Nada Sou

Esse poema apresenta Rimas, Sequência AABB, exceto o último verso com rimas AAA.
No 1º trecho desse poema: “Nada sou, nada posso, nada sigo”, mostra o descontentamento do EU LÍRICO sobre a vida dele, sobre sua personalidade, pois no próximo verso já fala: “Trago, por ilusão, meu ser comigo”, então justifica que ele leva a vida dele por ilusão, e sozinho sem nínguem.
No começo da 2ª estrofe ele já fala sobre o não acreditar em coisas além do céu, pois fala: “Fora disto, que é NADA, sob o azul.”

Por fim, na 3ª estrofe ele finaliza o poema com um trecho: “Incerto coração”, mostra então que ele não tinha um coração certo, e sim, um coração indeciso, sem decisão própria.

Análise do Poema: "Leve, Breve, Suave
Esse poema gira em torno do canto de uma ave, por isso o título: Leve, Breve e Suave, que caracteriza o canto de uma ave, o primeiro verso é feito com ritmo lento, caracterizado pelas vírgulas, ou seja, uma gradação. Quando ele escreve: “Escuto, e passou”, o Eu Lírico mostra seu problema com consciência e inconsciência, pois quando ele passa a escutar (Ato Voluntário), se torna menos prazeroso, pois antes ele só estava ouvindo (Ato Involuntário), no momento que ele passa a escutar, o canto para de Soar (Verbo Inplícito na frase: Leve, breve e suave), pois quando o Eu Lírico passa do lado dos sentidose sentimentos para o lado da razão, a felicidade e a alegria que o canto proporciona acabam.
Alberto Caeiro
Alberto Caeiro é considerado o mestre dos demais heterônimos e do próprio Fernando Pessoa. Ele possui a mansidão, sabedoria que os outros invejam. Para Caeiro o importante é ver e ouvir. Busca o objetivismo absoluto, eliminando todos os vestígios da subjetividade. Se volta para a natureza, tem posição materialista, anti-intelectualista, adota uma linguagem simples, direta e é o menos culto dos heterônimos, pois conhece pouco a Gramática e a Literatura. Nasceu em 16 de abril de 1889 e morreu em 1915, viveu a maior parte da sua vida no campo.
Análise do poema: Não importo com as rimas
No verso: “Raras vezes há duas árvores iguais uma do lado da outra”, com isso, Caeiro quis expressar mostrando que nada é igual a nada, nem mesmo uma árvore. Caeiro também cota as flores (remetendo a sua vida passada no campo e a natureza). Quando ele comenta da cor das flores é algo que já nasce com elas e é tudo o que elas são. Caeiro também fala que tem inocência e facilidade de pensar e escrever como as ditas flores, mas que lhe falta à simplicidade no seu modo de se exprimir. No final deste poema, Caeiro mostra-se comovido pelo fato da sua poesia ser tão natural como o levantar do vento.
Análise do poema: O meu olhar azul
No início do poema, Caeiro faz uma comparação, compara o seu olhar “azul” e “calmo” com o “céu” e a “água ao sol” para montar a pureza, perfeição e tranquilidade quando ele está em contato com a natureza.
“Mesmo se nascessem flores novas no prado e se o sol mudasse para mais belo”, Caeiro sempre iria preferir as flores e o sol antigo porque tudo deve ser aceito como é, isso que ele quer mostrar ao leitor. A atitude de pensar na natureza para Caeiro é errada, pois para ele a natureza não tem que ser entendida, apenas admirada.

Fernando Pessoa
E seus Heterônimos
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, no dia 13 de junho de 1888, filho de Joaquim de Seabra Pessoa e Maria Madalena Nogueira Pessoa, porém em 1893 seu pai falece de tuberculose e no mesmo ano, seu irmão também vem a falecer, fazendo com que Pessoa vá morar em Durban, na África do Sul, com seu padastro e o restante da sua família, lá ele aprende inglês fluente. Namorou com Ofélia de Queiróz, porém como foi namoro por carta, o romance dos dois logo acabou, foi reatado e novamente não deu em nada. Em 1925, morre a mãe de Pessoa. Durante sua vida, cria mais de 70 heterônimos, e morre em 1935, por conta do alcoolismo.
Poema Nada Sou
Nada sou, nada posso, nada sigo.
Trago, por ilusão, meu ser comigo.
Não compreendo compreender, nem sei.
Se hei de ser, sendo nada, o que serei.

Fora disto, que é nada, sob o azul.
Do lato céu um vento vão do sul
Acorda-me e estremece no verdor.
Ter razão, ter vitória, ter amor.

Murcharam na haste morta da ilusão.
Sonhar é nada e não saber é vão.
Dorme na sombra, incerto coração.

Poema: Leve, Breve, Suave
Leve, breve, suave,
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
O dia.
Escuto, e passou...
Parece que foi só porque escutei
Que parou.

Nunca, nunca em nada,
Raie a madrugada,
Ou 'splenda o dia, ou doure no declive,
Tive
Prazer a durar
Mais do que o nada, a perda, antes de eu o ir
Gozar.

Poema: Não importo com as rimas
Não importo com as rimas
Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior
Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural corno o levantar-se vento...

O meu olhar azul
O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol...
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)

Álvaro de Campos
Álvaro de Campos (1890 - 1935) é um dos mais conhecidos heterônimos de Fernando Pessoa. Foi descrito biograficamente por Pessoa: Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval.
Ele reflete nos poemas em que exalta, em tom futurista, a civilização moderna e os valores do progresso. Apresenta um estilo torrencial, amplo, delirante e até violento, a civilização industrial e mecânica, como expressa o desencanto do quotidiano citadino, adotando sempre o ponto de vista do homem da cidade.

Pecado Original
Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?
Será essa, se alguém a escrever,
A verdadeira história da humanidade.

O que há é só o mundo verdadeiro, não é nós, só o mundo;
O que não há somos nós, e a verdade está aí.

Sou quem falhei ser.
Somos todos quem nos supusemos.
A nossa realidade é o que não conseguimos nunca.

Que é daquela nossa verdade — o sonho à janela da infância?
Que é daquela nossa certeza — o propósito a mesa de depois?

Medito, a cabeça curvada contra as mãos sobrepostas
Sobre o parapeito alto da janela de sacada,
Sentado de lado numa cadeira, depois de jantar.

Que é da minha realidade, que só tenho a vida?
Que é de mim, que sou só quem existo?

Quantos Césares fui!

Na alma, e com alguma verdade;
Na imaginação, e com alguma justiça;
Na inteligência, e com alguma razão
Meu Deus! meu Deus! meu Deus!
Quantos Césares fui!
Quantos Césares fui!
Quantos Césares fui!

Análise do Poema: Pecado Original
Esse poema foi dividido em três partes;
• 1ª parte: Ele fala sobre um fato: “Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?”.
• 2ª parte: Ele apresenta o pessimismo: “A nossa realidade é oque não conseguimos nunca”
• 3ª parte: Ele conclui o pensamento e o completa falando.
Tanto que nesse poema ele usa a repetição para concluir seu poema:
Na inteligência, e com alguma razão
Meu Deus! meu Deus! meu Deus!
Quantos Césares fui!
Quantos Césares fui!
Quantos Césares fui!
Mostra claramente esse poema que, ele já estava cansado da vida corriqueira da cidade, mostra que vivia inteiramente do trabalho e também mostra ser um homem solitário, depressivo da cidade, que não acreditava na vida e sempre pensava que nada daria certo.

Reticências
Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura...
Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
Vendedeira da rua cantando o teu pregão como um hino inconsciente,
Rodinha dentada na relojoaria da economia política,
Mãe, presente ou futura, de mortos no descascar dos Impérios,
A tua voz chega-me como uma chamada a parte nenhuma, como o silêncio da vida...
Olho dos papéis que estou pensando em arrumar para a janela,
Por onde não vi a vendedeira que ouvi por ela,
E o meu sorriso, que ainda não acabara, inclui uma crítica metafisica.
Descri de todos os deuses diante de uma secretária por arrumar,
Fitei de frente todos os destinos pela distração de ouvir apregoando,
E o meu cansaço é um barco velho que apodrece na praia deserta,
E com esta imagem de qualquer outro poeta fecho a secretária e o poema...
Como um deus, não arrumei nem uma coisa nem outra...

Análise de Reticências
No poema reticências, o autor demonstra como a vida não vale a pena e que ele viveu por viver.
Em um dos versos diz: “Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma serei”, ou seja, para ele nada foi sentido, tudo é em vão. Em outro verso ele diz “ Descri de todos os deuses diante de uma secretária por arrumar”, com isso, ele nos mostra como em sua cabeça está tudo desorganizado, e como ele não tem sentimentos e se tivesse não os sentiria.

Ricardo Reis
Ricardo Reis (19 de setembro de 1887) é um dos quatro heterónimos mais conhecidos de Fernando Pessoa, tendo sido imaginado pelo poeta em 1913 quando lhe veio à ideia escrever uns poemas de índole pagã. Nasceu no Porto, estudou num colégio de jesuítas, formou-se em medicina e, por ser monárquico, quando Portugal proclamou a república, Reis veio para o Brasil (Pois o país ainda adotava a monarquia)
Ninguém a outro ama
Ninguém a outro ama, senão que ama
O que de si há nele, ou é suposto.
Nada te pese que não te amem. Sentem-te
Quem és, e és estrangeiro.
Cura de ser quem és, amam-te ou nunca.
Firme contigo, sofrerás avaro
De penas.

Análise do Poema: Nínguem à outro ama
O poeta afirma que, ninguém ama outra pessoa e sim o que vê de si mesmo na pessoa, e que você deve ser você, mesmo apesar que seja estranho perante a sociedade.
Tudo que cessa é morte
Tudo que cessa é morte, e a morte é nossa
Se é para nós que cessa. Aquele arbusto
Fenece, e vai com ele
Parte da minha vida.
Em tudo quanto olhei fiquei em parte.
Com tudo quanto vi, se passa, passo,
Nem distingue a memória
Do que vi do que fui.

Reis fala que tudo o que acaba morre e a morte é dos seres vivos já que é a nossa vida que ela cessa. Tudo aquilo que faz parte da nossa vida leva uma parte nossa quando morre, assim como deixamos uma parte nossa em tudo com oque convivemos quando morremos. Ele termina dizendo que tudo oque vivemos, nos acompanha para sempre dificultando distinguir o que vemos do que somos.
Análise Poema: Tudo que cessa é morte
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