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Projeto Rege

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by

Sayonara Costa

on 26 October 2016

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Transcript of Projeto Rege

Etapa I
Projeto REGE
Descrever os gêneros que organizam as práticas discursivas nas redes sociais Twitter e Facebook, considerando o continuum entre a estandardização e a emergência que caracteriza o fenômeno de reelaboração criadora de gêneros.
1) Qual a natureza dos gêneros mais recorrentes na organização das práticas discursivas das redes sociais Twitter e Facebook?
2) Considerando que são gêneros ainda em estado de emergência, como caracterizá-los quanto aos seus processos de reelaboração?
3) Que metodologias podem dar conta dessa análise?
Critérios para o Estudo de Reelaborações de Gêneros em Redes Sociais
Prof. Dr. Júlio Araújo (UFC)
Quatro etapas
Concluídos - 3 Pibic,
5 dissertações Lima-Neto (2009),
Costa (2010),
Viana (2012),
Costa (2012)
Lima (2012)
1 tese - Lima (2013)
1 pós-doc - Santos (2013)
Em andamento -
5 teses
1 Pibic
REGE - Produtos
Reflexões Iniciais
A análise das práticas discursivas executadas tanto no Twitter quanto no Facebook revelou um esmerado processo de manipulação de padrões genéricos, protagonizado pelos usuários. Dessa manipulação, advém um absortivo movimento de reelaboração criadora, de inclinações, ora emergentes, ora estandardizadas, a depender do grau de intervenção e de interação entre os sujeitos.
Conclusões
Neste exercício interpretativo, pudemos verificar a aplicabilidade da ferramenta metodológica desenvolvida por Costa (2010) para o contexto das redes sociais propriamente ditas e em cujas interações predominam outros modos semióticos que não o audiovisual. As constatações, em ambas as redes, vão desde a migração, que não é contemplada pelo continuum, uma vez que não aponta para a modificação de um gênero, até a reelaboração criadora, seja de inclinação emergente ou estandardizada.
Embora a intervenção menos marcada não gere novos gêneros como subprodutos, sua observação figura-se para nós como relevante, por acreditarmos que este é um estágio que pode ser um começo da reelaboração propriamente dita. Em tentativas que vão de um menor para um maior grau de intervenção, os atores sociais manipulam traços de gêneros no intuito de conseguir a desejada repercussão, ou seja, acúmulo de capital social.
Convém observar ainda que, por estarem ambientadas em redes sociais, essas práticas discursivas colocam-se também a serviço do capital social, valor que rege as interações e, por isso, as intervenções nesse meio. Acreditamos que a sofisticação dessas práticas é resultado do esforço dos usuários no intuito de destacarem-se na rede e, dessa forma, angariarem capital social.
Transmutação/
Reelaboração

Gêneros /Contexto Digital
Redes Sociais
(cc) photo by twicepix on Flickr
Gráfico 2: Padrões genéricos identificados na constituição das postagens do Twitter
Gráfico 1: Padrões genéricos identificados na constituição das postagens do Facebook
- Intervenção
+ Intervenção
Emergente
Estandardizado
Constatamos que para a composição das 70 postagens que fazem parte do nosso corpus referente ao Twitter foram mobilizados 15 diferentes padrões genéricos, sendo o mais recorrente, o modelo de questão de vestibular que pode ou não ocorrer mesclado aos outros padrões listados acima.

Já o Facebook apresentou 17 diferentes padrões genéricos mobilizados na composição de suas postagens, sendo maior a incidência daqueles que se relacionavam à divulgação de características identitárias,
Inclinação estandardizada
Reelaboração criadora - No Twitter
Inclinação estandardizada
Reelaboração Criadora - No Facebook
A análise das práticas discursivas executadas tanto no Twitter quanto no Facebook revelou um esmerado processo de manipulação de padrões genéricos, protagonizado pelos usuários. Dessa manipulação, advém um absortivo movimento de reelaboração criadora, de inclinações, ora emergentes, ora estandartizadas.
Convém observar ainda que, por estarem ambientadas em redes sociais, essas práticas discursivas colocam-se também a serviço do capital social, valor que rege as interações nesse meio. Acreditamos que a sofisticação dessas práticas é resultado do esforço dos usuários no intuito de destacarem-se na rede e, dessa forma, angariarem capital social.
Inclinação emergente
A ocorrência de reelaborações criadoras tanto emergentes quanto estandardizadas observadas no Twitter revela-nos que, apesar da aparente limitação imposta pelo número de 140 caracteres suportados pelas postagens, os usuários seguem encontrando formas de se destacarem dentro dessa rede social, mobilizando, para tanto, diferentes padrões genéricos, que culminam na criação de gêneros, por vezes, inéditos.
Já no Facebook, as possibilidades criadoras são ainda maiores, uma vez que esta rede social, ao contrário do Twitter, possibilita a mobilização de diferentes modos semióticos na constituição das postagens, que vão desde a escrita, passando por imagens, áudio e vídeos. Nesse contexto, a ocorrência de reelaborações criadoras é predominante e seus produtos são largamente diversificados
Inclinação emergente
Reelaboração
Obrigado
Jurídica
Literária
Religiosa
Cotidiana
Publicitária
Acadêmica
Humorística
Científica
Militar
Jornalística
Esferas da comunicação
"Por transmutação criadora, compreendemos o fato de um gênero surgir de outro(s) (como a mala direta e o blog, por exemplo)." (ZAVAM, 2009, p. 56)
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