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Técnicas Criativas - Analogia

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Adriano Lampert

on 13 September 2016

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Transcript of Técnicas Criativas - Analogia

Para Weiner (2010), a analogia é um tipo de
associação
.

Em sua maneira mais simples, a
analogia pode ser definida como algo baseado na similaridade.
Segundo Weiner (2010), o processo analógico acontece em três passos:
1. As semelhanças entre a situação inicial e a situação-alvo são analisadas.

2. A partir das conexões encontradas no item anterior, são buscados subconjuntos de
conexões entre as situações.

3. Os subconjuntos são utilizados para construir um sistema integrado, que pode ser
utilizado como solução do problema.
Diferentemente de outros métodos associativos, como o brainstorming, no qual são geradas ideias espontâneas, na analogia tem-se
um controle

maior das ideias geradas
, por buscar semelhanças entre as situações. Assim, faz-se um mapeamento das semelhanças entre dois ou mais fenômenos.
Um dos modos mais simples de estabelecer analogia se dá por meio de traços físicos, já que a percepção visual acontece quando a pessoa cria analogias com entre objetos.
Técnicas Criativas - Analogia
No design, as analogias podem ser utilizadas para criar
formas originais para a solução de
um problema
, ou para
buscar bases para seu melhoramento em outras áreas.

Para Tschimmel (2003):
A importância da analogia reside no fato de que seu exercício constante permite que o designer
desenvolva uma grande capacidade de encontrar soluções inovadoras para seus projetos
, já que cada técnica aplicada com frequência auxilia no desenvolvimento de habilidades criativas de pensamento
Para Bonsiepe (1984):
Uma técnica para geração de alternativas que serve para
aumentar o repertório de soluções para um problema
, por meio do uso de
casos similares de outras áreas, como a natureza
, ou por meio da transformação de componentes.

Segundo Herstatt
e Kalogerakis (2005):
As novas soluções criativas geralmente vêm de
fusões de conhecimentos que ainda não haviam sido conectados
, podendo gerar inovações úteis a empresas que tem na inovação um diferencial competitivo.

Como exemplo, os autores trazem o barco a vapor, que foi uma combinação de um motor a vapor com um barco à vela
O principal desafio ao trabalhar com analogias é a
necessidade de pensar em outras áreas do conhecimento e combiná-las
, visando a solução de modo relevante para um problema.

As analogias podem ser feitas próximas à area do problema ou distantes dela, como por exemplo no projeto de um amortecedor para um tênis, no qual uma analogia próxima seria buscar soluções em calçados similares já existentes, enquanto que uma analogia remota poderia buscar as soluções no sistema de amortecedores de carros de corrida
Para os autores, há vários métodos que podem ser utilizados para a geração de analogias, sendo eles a
sinética
, o
lead user approach
,
TRIZ
e a
biônica
A
sinética
é uma técnica que ao simular as
fases de incubação, iluminação e verificação de um problema, acaba por levar automaticamente ao processo de pensamento criativo.

Nesse processo, o uso de analogias entra por meio de associações livres feitas pelos participantes, em áreas como a natureza, história, política, mitologia, tecnologia, entre outras.


O
lead user approach
utiliza consumidores selecionados para identificar e sugerir mudanças em um produto. O processo é feito sobretudo por meio de entrevistas.
A
TRIZ
, na sigla russa, ou TIPS, na sigla em inglês (Theory of Inventive Problem Solving), significa “Teoria da Resolução Inventiva de Problemas”.

A ideia principal da TRIZ é que a maioria dos problemas técnicos já foi em algum momento resolvida no passado, com foco no uso de analogias obtidas em um banco de dados, principalmente em informações de patentes.

Na
biônica
, as analogias são feitas a partir de observações da natureza, buscando sistemas que possam ser aplicados na solução de projetos.

A biônica pode ser usada como ferramenta criativa
para o estímulo de ideias, ou ser uma pesquisa longa, que busca princípios naturais que possam ser reproduzidos artificialmente com eficiência e relevância para a solução de problemas.

Plentz (2011) divide as analogias em cinco tipos:

1. Analogia direta: baseada nas semelhanças com campos diferentes de conhecimentos.

2. Analogia simbólica: imagens subjetivas e impessoais.

3. Analogia pessoal, ou empatia: colocar-se na situação do problema para prever comportamentos e adquirir novas perspectivas para o estímulo de soluções.

4. Analogia fantástica: estruturar o problema baseando-se em condições ideais, mesmo que sejam irreais ou inexistentes.

5. Analogia forçada: listagem de analogias com imagens ou palavras, para depois serem combinadas aleatoriamente e verificar sua viabilidade.
Podemos dizer que a analogia ocupa um papel relevante na geração de alternativas em um processo criativo, sendo importante sua abordagem em caráter multidisciplinar, por uma equipe
que compartilhe informações e conhecimentos entre si e saiba tornar as analogias relevantes para o
projeto.
Finalizando...
Adriano Lampert
Leonardo Brockmann
Larissa Taís Naitzel

REFERÊNCIAS

BONSIEPE, Guy. Metodologia Experimental: Desenho Industrial. Brasília: CNPq /
Coordenação Editorial, 1984. Disponível em <
http://centrodememoria.cnpq.br/Desenho%20Industral.pdf>. Acesso em 07 set. 2016.

HERSTATT, Cornelius; KALOGERAKIS, Katharina. How to use analogies for breakthrough
innovations. Hamburg: International Journal of Innovation and Technology Management, 2005.
Disónível em
<https://www.researchgate.net/publication/23751222_How_to_use_analogies_for_breakthrough_in
novations>. Acesso em 07 set. 2016.

PLENTZ, Samuel Sebben. Taxonomia para técnicas criativas aplicadas ao processo de projeto.
Porto Alegre: UFRGS, 2011. Disponível em
<http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/38959/000822735.pdf>. Acesso em 07 set.
2016.

TSCHIMMEL, Katja. O pensamento criativo em design: reflexões acerca da formação do
designer. Lisboa: Congresso Internacional de Design, 2003. Disponível em
<http://www.crearmundos.net/primeros/artigo%20katja%20o_pensamento_criativo_em_design.htm
#_ftn1>. Acesso em 07 set. 2016.

WAINER, Rui Silvestre de Bastos. A criatividade no ensino do design. Porto: Universidade de de
Porto, 2010. Disponível em
<https://sigarra.up.pt/fbaup/pt/pub_geral.show_file?pi_gdoc_id=47660>. Acesso em 07 set. 2016.
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