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Artistas negros do século XIX

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by

Monique Calais

on 15 September 2015

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Transcript of Artistas negros do século XIX

Artistas negros do século XIX
Capítulo 7 do Livro:
Culturas Africanas e Afro-Brasileiras em sala de aula
Org. Renata Felinto
Editora Fino Trato
Em 1808, com a vinda da Família Real para o Rio de Janeiro, surge a Academia Imperial de Belas Artes.
Funciona até hoje na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O artista passa ter mais importância na sociedade. Não é mais um mero artesão. Torna-se um estudioso da história da arte e das formas do desenho e da pintura.
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a segunda maior do planeta. A Nigéria, com uma população estimada de 85 milhões, é o único país do mundo com uma população negra maior que a brasileira.
No Brasil, o período de escravidão durou mais de trezentos anos, do século XVI até o final do século XIX. O escravo não era considerado um ser totalmente humano. As práticas culturais, religiosas e a visão de mundo dos negros foram desqualificadas. Seu corpo era para o trabalho e sua força utilizada como a dos animais. A participação nas artes, muito importante no século XVIII, pouco ampliou os seus direitos ou lhes assegurou o exercício da cidadania.
Com a expansão marítima europeia, no século XV, os indígenas eram escravizados. Porém essa escravidão foi proibida pela Igreja Católica. Dessa forma, os portugueses tiveram que retornar ao continente africano e negociar a compra de escravos.
No Brasil, nos séculos XVIII e XIX, várias pessoas se especializaram e investiram na compra de escravos na África. Muitos traficantes de escravos eram cariocas e mantinham as embarcações que traziam os escravos.
As Academias de Belas Artes surgiram na Europa no século XVI estabelecendo um ensino rígido da teoria e prática artística. Era bem diferente das Corporações de Ofício, que acreditavam na vocação do artista e onde o mestre ensinava o ofício artístico ao jovem aprendiz.
Os gêneros de pintura (paisagem, natureza-morta e pintura histórica) ocupavam nichos diferenciados de respeito. A pintura histórica tem sua importância na missão de afirmar os “heróis” nacionais para um público leigo e analfabeto.
A arte no Brasil no século XIX foi marcada pela participação relevante de diversos artistas negros e livres.
Estevão Roberto da Silva (1844 – 1891)
Se destacou na modalidade de natureza-morta, no domínio da técnica de linhas bem definidas e cores fortes, própria da influência Neoclássica. O fato de Estevão ser negro, ocasionou problemas para a Academia e para o artista, até mesmo em posicionamento de premiações. Por ser uma afronta ao sistema escravista no Brasil neste período, o direito do negro em relação ao do branco era secundário.
Artur Timóteo da Costa (1882-1922)
Foi um artista que fez a interface entre a arte acadêmica do século XIX com as tendências mais inovadoras do Impressionismo. Este movimento se interessava no fenômeno da influência de luz nas cores e formas, observado diretamente na natureza. Artur “pode ser considerado um dos precursores das experiências estéticas do modernismo no Brasil” (SOUZA, p. 78) por representar uma estética atualizada com as novas vertentes europeias, entretanto, não se tornou referência reconhecida pelos modernistas, que preconizavam temas nacionais.
Antônio Rafael Pinto Bandeira
(1863-1896)
Foi um dos principais alunos da Academia onde iniciou com apenas 16 anos de idade. Seu trabalho apresentava pintura naturalista e detalhista de paisagens e retratos. Foi professor de paisagem no Liceu de Artes e Ofícios de Salvador, na Bahia. Seu histórico de vida foi marcado pela precariedade de recursos financeiros, o que o levou a cometer suicídio.
Após o processo de admissão na Academia de Belas Artes, o estudante aprovado não recebia qualquer apoio para continuar seus estudos. O contexto social do artista negro sem recursos era de um esforço cotidiano de superação das suas condições materiais. O que contribuía para sua manutenção era quando seu trabalho era requisitado por personalidades importantes ou por instituições públicas no Brasil ou exterior para execução de obras ou decoração. Mas, havia precariedade de público apreciador de arte.
A técnica de pintura da Academia era marcada por uma diversidade de estilos, demonstrando a heterogeneidade de experiências desses pintores. O modo de representação da Academia era comprometido com o Neoclassicismo e Romantismo e os artistas negros operavam para uma visualidade do Brasil como nação nova. No entanto, o interesse desses artistas ultrapassava essas limitações numa sociedade que negava a condição étnico-racial com a escravização.
João Timóteo da Costa (1879-1932)
Manoel Querino (1851-1923)
Horácio Hora (1853-1890)
Firmino Monteiro (1855-1888)
Crispim do Amaral (1858-1911)
Habitação de negros, Rugendas
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