Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

TERAPIA INTERPESSOAL: BASES PARA SUA PRÁTICA E RESULTADOS DO

No description
by

Alfredo Ferreira

on 21 September 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of TERAPIA INTERPESSOAL: BASES PARA SUA PRÁTICA E RESULTADOS DO

TERAPIA INTERPESSOAL: BASES PARA SUA PRÁTICA E RESULTADOS DOS PRINCIPAIS ESTUDOS
Psicologia – 8ª Fase.
Disciplina de Psicologia Clínica – Professora Marilda Saccol

Alfredo A. Ferreira. Araceli M. Groth.
Bruna F. Hillesheim. Mirelle A. Casagrande.

Inicialmente desenvolvida para tratar da fase aguda de depressão unipolar não-psicótica.
Criada por Klerman e Weissman, na década de 70, publicada em forma de manual em 1984.
Junto com TCC é considerada eficaz para depressão maior.
Base teórica: escola interpessoal (Adolph Meyer – psiquiatra americano e Harry Stack Sullivan).
Abordagem psicobiológica de Meyer dava ênfase nos aspectos psicossociais, contrapondo à abordagem psicanalítica tradicional (passado e intrapsíquico).

Sullivan – busca de elementos na antropologia, sociologia e psicologia social. Interação dos fenômenos mentais com processos sociais e de relação com o outro.
Popularização do termo interpessoal em contraponto com intrapsíquico, dominante na época.
Psicopatologia influencia e é influenciada pelos relacionamentos sociais.


Depressão – relações interpessoais passadas e presentes relacionadas com a depressão – sem ser possível estabelecer causa e efeito.
Tristeza ou equivalente depressivo em resposta aos problemas interpessoais (disputas perdas por morte ou separação) são universais, independente de cultura.
Teoria do Vínculo de Bowlby – característica inata do ser humano. Primeiro vínculo com a mãe = sobrevivência física e psicológica da criança.

Freud – estudos sobre processos de luto (normal e patológico): importância da perda no desencadear do processo. Qualidade da relação com o objeto perdido = fundamental no desencadeamento normal ou patológico.
Motivos para tristeza normal ou depressão clínica, ou mesmo para reações distintas entre as pessoas, ainda não têm respostas definitivas.

Mas, há evidências de que experiências interpessoais na infância ou condições genéticas interferem na vulnerabilidade para desenvolvimento da depressão.
Paciente adulto tem correlações entre eventos da vida e episódios depressivos (disfunção marital, eventos estressantes, reduzida rede social, etc...)
Rede social diante de tristeza normal ou luto: simpatia, suporte e encorajamento.
Cronificação do episódio: frustação, raiva, rechaço e isolamento.

Weissman, Markowitz e Klerman (2000) consideram 3 níveis para a abordagem da TIP aplicada a depressão:
SINTOMAS:
humor e sintomas neurovegetativos podem ser de origem biológico ou psicológico.
RELAÇÕES SOCIAIS E INTERPESSOAIS:
aprendizado na infância e reforço atual e competência pessoal.
PERSONALIDADE E CARÁTER:
inibição para expressar raiva ou culpa, comunicação pobre com pessoas significativas ou dificuldades com a autoestima.

TIP concentra-se nos dois primeiros processos, por conta de ser tratamento breve e com pouca probabilidade de interferir em características da personalidade do paciente.
Porém, ao ganharem habilidades sociais, alguns pacientes podem compensar dificuldades de personalidade.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS
Terapia desenvolvida pensando nas peculiaridades dos pacientes deprimidos.
Enfatiza as relações do humor do paciente e suas relações interpessoais.
Considera influência de fatores genéticos, bioquímicos, desenvolvimentais e de personalidade.

Assume relação bidirecional: “problemas interpessoais podem levar à depressão, assim como a depressão pode levar a problemas interpessoais”.
Busca ajudar aos pacientes a comunicar necessidades e emoções efetivamente.
Técnicas comuns a psicoterapias de orientação analítica, porém, com diferenças na forma de utilização.

Considera a depressão como transtorno mental dentro do modelo médico, conferindo o papel de “doente” (depressão é considerada doença altamente incapacitante).
Tempo limitado: paciente expõe sentimentos e busca ação para a mudança.

FASES DO TRATAMENTO
FASE INICIAL: de 1 a 3 sessões.
Diagnóstico, eventual aplicação de instrumentos para identificação da intensidade da depressão.
História minuciosa do indivíduo – “inventário interpessoal” – revisão das relações interpessoais do passado e atuais, para estruturação do contexto social e interpessoal que desencadeou e manteve os sintomas e definição do foco de tratamento.
Avaliação de medicação antidepressiva e investigação de comorbidades clínicas.

Elementos psicoativos ao paciente: o que é depressão, alternativas de tratamento e como psicoterapia pode auxiliar na melhoria dos sintomas.
Formulação interpessoal - 4 grandes áreas problema:
Luto.
Disputa de papéis.
Transição de papéis.
Déficit interpessoal.

DÉFICIT INTERPESSOAL: falta de habilidades sociais para iniciar e manter relações interpessoais, resultando em isolamento.

FASE INTERMEDIÁRIA
Composta pelas 10 a 12 sessões seguintes.
Procura aplicar as estratégias especificas para atingir os objetivos definidos para cada uma das áreas-problema.
As sessões têm um foco nos eventos atuais relacionados com a área-problema e o terapeuta procura conectá-los com o humor atual do paciente.

FASE FINAL
Consiste nas últimas duas ou três sessões
Tem por objetivo consolidar os ganhos terapêuticos e desenvolver formas de identificar e lidar com os sintomas depressivos que possam surgir no futuro.

TÉCNICAS ESPECÍFICAS
As técnicas não são propriamente específicas, sendo familiares a psicoterapeutas de diferentes orientações.
O que é específico na TIP são as suas estratégias, isto é, a forma com que são utilizadas essas técnicas a fim de atingir os objetivos.

TÉCNICAS EXPLORATÓRIAS
EXPLORAÇÃO NÃO-DIRETIVA
Tem como finalidade estimular o paciente a falar livremente usando perguntas gerais abertas.
Muito utilizada no início das sessões ou quando a discussão está produtiva e a intenção é justamente auxiliar o paciente a continuar falando, por meio de expressões receptivas ou silêncio receptivo.
Uso ideal com pacientes com boa capacidade verbal e compreensão de suas dificuldades.

BUSCA DIRETA DE MATERIAL
Essa técnica usa a busca intencional por parte do terapeuta de novos tópicos em uma determinada área.
ENCORAJAMENTO DA EXPRESSÃO DO AFETO
É um conjunto de técnicas que visam a ajudar o paciente a expressar, entender e manejar os afetos.
Técnicas utilizadas:
ACEITAÇÃO DE AFETOS DOLOROSOS
Muitos pacientes apresentam uma culpa excessiva por sentir raiva intensa ou atração sexual por pessoas significativas.
Nessas técnicas o Papel do terapeuta é encorajar a clara expressão desses sentimentos não-reconhecidos ou suprimidos.

USO DOS AFETOS NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS
Diferentemente de outras técnicas psicoterápicas, a TI considera que a expressão de afetos intensos nas sessões é de grande valor terapêutico, mas fora dela não deve ser necessariamente um objetivo.

AJUDA AO PACIENTE PARA “GERAR” AFETOS SUPRIMIDOS
Alguns pacientes são contritos e apresentam uma falta de expressão de afetos em situações em que normalmente eles deveriam manifestar-se.
É importante que o terapeuta possa explicitamente dizer-lhes que eles estão sendo abusados ou desrespeitados frente a essas situações.

CLARIFICAÇÃO
O objetivo central é o de reestruturar o material trazido pelo paciente com a finalidade de deixá-lo mais explícito ou “mais claro”, tornando o paciente mais ciente do que ele está de fato comunicando.
É uma técnica particularmente utilizada quando o terapeuta tem uma hipótese em mente e o paciente está falando sobre um tema próximo, e é necessário ter certeza de que o paciente compreendeu o que está sendo examinado.

ANÁLISE DA COMUNICAÇÃO
É uma das técnicas centrais da TIP. É usada para examinar e identificar as possíveis falhas de comunicação do paciente, especialmente com suas pessoas significativas.

USO DA RELAÇÃO TERAPÊUTICA
Nessa técnica, o centro da discussão recai sobre os sentimentos do paciente em relação ao terapeuta ou à terapia. A partir do pressuposto de que existe um “padrão de relacionamento interpessoal”, o exame desse padrão com o terapeuta permite que o paciente aprenda sobre suas outras relações interpessoais.
A relação paciente/terapeuta não é o foco primário do tratamento e o uso de sua análise é apenas esporádico. Ele é realizado quando os sentimentos em ralação ao terapeuta são intensos e parecem estar interferindo (negativamente) no andamento do trabalho.

TÉCNICAS DE MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
A TIP tem como objetivo modificar forma de comportamento fora do tratamento.

TÉCNICAS DIRETAS
Incluem intervenções como educação, alerta de eventualmente ajuda direta ao paciente para resolver problemas práticos simples.
Na medida em que um dos objetivos do tratamento é ajudar o paciente a agir de forma independente, essa técnica deve ser, a principio, limitada.
Muitas vezes ela é de grande valia no início do tratamento, momento em que a aliança terapêutica está sendo estabelecida e o paciente deprimido está mais sintomático, necessitando de algumas intervenções práticas e objetivas que, naturalmente, com sua melhora clinica se tornam desnecessárias.

ANÁLISE DE TOMADA DE DECISÕES
Essa técnica consiste em ajudar o paciente no levantamento e na avaliação das alternativas possíveis e de suas consequências na solução de um problema.
A técnica de análise de tomada de decisões, em geral, é utilizada depois que o terapeuta já conhece o paciente e seu contexto interpessoal para poder ajudá-lo a ponderar as alternativas de forma realista.

ROLE-PLAYING
Consiste em o terapeuta assumir o papel de uma pessoa significativa, encenando um diálogo durante a sessão.
Essa técnica permite o exame dos sentimentos e do estilo de comunicação do paciente, bem como ajuda o paciente a desenvolver formas de comportamento e comunicação alternativas nos seus relacionamentos interpessoais.

A TIP NA MANUTENÇÃO (TIP-M)
A TIP de manutenção (TIP-M) é uma forma de tratamento de manutenção que parte da ideia de que o paciente deprimido, além de ter vulnerabilidades biológicas e de personalidade, possui um contexto psicossocial e interpessoal que lhe predispões à recorrências.
Foi desenvolvida para manter a recuperação e reduzir a vulnerabilidade em futuros episódios, focando o contexto interpessoal da depressão.
Procura reforçar o contexto psicossocial do estado remissão, procurando atuar com os pressupostos da “medicina preventiva”, ajudando o paciente nos problemas interpessoais que persistem após a recuperação ou, muitas vezes, na resolução daquele que surgem com a recuperação.

APLICAÇÃO DA TIP NA DEPRESSÃO: RESULTADOS DOS PRINCIPAIS ESTUDOS
Mello e colaboradores (2005) realizaram uma revisão dos estudos controlados que avaliaram a eficácia da TIP no tratamento dos transtornos do aspectro depressivo, usando uma abordagem metanalítica. Fizeram uma busca desde 1974 a 2002, tendo encontrado 13 estudos que preencheram os critérios da metanálise.
A TIP foi superior em nove dos 13 estudos. A combinação de TIP com medicação não mostrou um efeito aditivo no tratamento agudo, no de manutenção,nem teve um efeito profilático quando comparado com a medicação ou TIP isolados.A TIP foi significamente superior à TCC.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A TIP é atualmente uma importante alternativa para o tratamento dos episódios agudos de depressão maior,e, provavelmente, uma estratégia útil na manutenção da eutimia por meio de seu formato de TIP-M.
Seu uso vem crescendo na literatura e na prática clinica, tendo sido desenvolvidas adaptações para aplicação em outros transtornos psiquiátricos.
A TIP não se propõe a ser a “melhor forma de tratamento para depressão”, mas a ser mais um recurso eficaz, disponível para que os clínicos à utilizem na tentativa de aliviar o sofrimento de pessoas com depressão.

LUTO: processo mental que segue-se à morte de pessoa significativa para o paciente.
DISPUTA DE PAPEIS: conflito com pessoas importantes para o paciente (cônjuge, filho, colega de trabalho, etc...).
TRANSIÇÃO DE PAPEIS: mudança de papel social. (tanto negativo como positivo, bem como desenvolvimental).
Full transcript