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Hemorragia e ferimentos

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on 15 June 2015

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Transcript of Hemorragia e ferimentos

Enf. Miriam Trombetta Franco
Especialista em UTI, Emergência e Trauma
miriamtrombettafranco@hotmail.com

Hemorragias e ferimentos
HEMORRAGIA
Hemorragia é a perda súbita de sangue, podendo ser externa ou interna.
Hemorragias graves podem ocasionar estado de choque e morte.
Hemorragias lentas e crônicas (por exemplo, através de uma úlcera) podem causar anemia (ou seja, quantidade baixa de glóbulos vermelhos).
Hemorragia Arterial: Hemorragia em que o sangue sai em jato pulsátil com coloração vermelho vivo.
Hemorragia Venosa:
Hemorragia em que o sangue é mais escuro e sai continuamente e lentamente, escorrendo pela ferida.
SINAIS E SINTOMAS
O quadro clínico varia dependendo da quantidade perdida de sangue, velocidade do sangramento, estado prévio de saúde e idade do acidentado.
Quantidade de sangue perdido
Quanto maior a quantidade perdida, mais grave será a hemorragia. Geralmente a perda de sangue não pode ser mensurada, mas pode ser estimada através da avaliação do acidentado (sinais de choque compensado ou descompensado).
Velocidade
Quanto mais rápida a hemorragia, menos eficientes são os mecanismos compensatórios do organismo. Uma pessoaíduo pode suportar uma perda de um litro de sangue, que ocorre em período de horas, mas não tolera esta mesma perda se ela ocorrer em minutos. Não pode ser medida, mas pode ser estimada através de dados clínicos do acidentado.
A hemorragia nem sempre é visível, podendo estar oculta pela roupa ou posição do acidentado, como ocorre no uso de roupas grossas, onde há absorção do sangue pelos tecidos ou hemorragias causadas por ferimentos nas costas quando o acidentado estiver deitado de costas.
O sangue pode ser absorvido pelo solo ou tapetes, levado pela chuva, dificultando a avaliação do socorrista. Por este motivo o acidentado deve ser examinado completamente para averiguar se há sinais de hemorragias.
Os locais de hemorragias internas mais frequentes são tórax e abdome. Deve-se observar presença de lesões perfurantes, de equimoses, ou contusões na pele sobre estruturas vitais. Os órgãos abdominais que mais comumente produzem sangramentos graves são o fígado, e o baço.
Algumas fraturas, especialmente as de bacia e fêmur podem produzir hemorragias internas graves e estado de choque rapidamente. Distensão abdominal com dor após traumatismo deve sugerir hemorragia interna.
Algumas hemorragias internas podem se exteriorizar. Por exemplo, hemorragias do tórax podem produzir hemoptise; O sangramento do esôfago, estômago e duodeno podem se exteriorizar através da hematêmese (vômito com sangue), ou dependendo do volume, através de melena (evacuação de sangue).
Neste caso as condutas do socorrista visarão somente o suporte da vida, principalmente de via aérea e respiração, até o hospital.
PRIMEIROS SOCORROS
Para conter uma hemorragia externa, o método mais indicado é a compressão direta do ferimento com um curativo simples.
Se não for suficiente, deve-se aplicar curativo compressivo a elevação da região atingida acima do nível do coração. Se ainda assim não for possível conter a hemorragia, pode-se aplicar o método do ponto de pressão.
A técnica do ponto de pressão ou compressão indireta, consiste em comprimir a artéria lesada contra o osso mais próximo, para diminuir o fluxo de sangue na região do ferimento.
Atenção:
Não elevar o segmento ferido se isto produzir dor ou se houver suspeita de lesão interna tal como fratura.
Em hemorragia de ferimento ao nível da região temporal e parietal, deve-se comprimir a artéria temporal contra o osso com os dedos indicadores, médios e anular.
No caso de hemorragia no membro superior, o ponto de pressão está na artéria braquial, localizada na face interna do terço médio do braço.
No caso de ferimento com hemorragia
no membro inferior, o ponto de pressão é encontrado na parte interna no terço superior, próximo à região inguinal, que é por onde passa a artéria femoral. Nesta região a artéria passa por trás dos músculos. Usar compressão muito forte para atingi-la e diminuir o fluxo de sangue.
Deve-se inclinar para frente,
com o acidentado deitado e pressionar com força o punho contra a região inguinal. É importante procurar manter o braço esticado para evitar cansaço excessivo e estar preparado para insistir no ponto de pressão no caso de a hemorragia recomeçar.
Em caso de amputação, esmagamento de membro e hemorragia em vaso de grande calibre, deve-se proceder a combinação das técnicas.
Manter o acidentado agasalhado com cobertores ou roupas, evitando contato direto com chão frio ou úmido.
Não dar líquidos quando estiver inconsciente ou houver suspeita de lesão abdominal.
Para a profilaxia do estado de choque é importante a contenção da hemorragia. O acidentado deve ser protegido contra frio, coberto com peças de roupa, mobilizado o mínimo possível e mantido em decúbito.
Para a profilaxia do estado de choque é importante a contenção da hemorragia. O acidentado deve ser protegido contra frio, coberto com peças de roupa, mobilizado o mínimo possível e mantido em decúbito.
Considere situação extrema um caso de hemorragia intensa, que não pôde ser contida pelos métodos de compressão direta, e indireta, curativo e elevação de membro e o socorro qualificado está muito distante.
O torniquete é o último recurso de primeiros socorros, devido aos perigos que podem surgir por sua má utilização, pois com este método impede-se totalmente a passagem de sangue para alguma região do corpo.
Como fazer um torniquete:
- Elevar o membro ferido acima do nível do coração.
- Usar uma faixa de tecido largo, com aproximadamente sete centímetros ou mais, longo o suficiente para dar duas voltas, com pontas para amarração.
- Aplicar o torniquete logo acima da ferida.
- Passar a tira ao redor do membro ferido, duas vezes.
- Dar meio nó.
- Aplicar o torniquete logo acima da ferida.
- Passar a tira ao redor do membro ferido, duas vezes. Dar meio nó.
- Colocar um pequeno pedaço de madeira (vareta, caneta ou qualquer objeto semelhante) no meio do nó. Dar um nó completo no pano sobre a vareta.
- Apertar o torniquete, girando a vareta.
- Fixar as varetas com as pontas do pano.
- Afrouxar o torniquete, girando a vareta no sentido contrário, a cada 10 ou 15 minutos.
A fixação do torniquete também pode ser feita com o uso de uma outra faixa de tecido amarrada sobre a vareta, em volta do membro ferido.
É importante não esquecer de afrouxar o torniquete gradual e lentamente a cada 10 ou 15 minutos, ou quando ocorrer cianose da extremidade, para que o sangue volte a circular um pouco, evitando assim maior sofrimento da parte sã do membro afetado.
Então deve-se ficar atento ao tempo e aos sinais que a vítima apresenta.
Se a hemorragia for contida, deve-se deixar o torniquete frouxo, mas no lugar, de modo que ele possa ser reapertado caso necessário.
Devemos estar conscientes dos perigos decorrentes da má utilização do torniquete. A má utilização (tempo muito demorado) pode resultar em deficiência circulatória de extremidade. É absolutamente contra indicado a utilização de fios de arame, corda, barbante, material fino ou sintético na técnica do torniquete.
HEMORRAGIA INTERNA
Os casos de hemorragia interna são também de muita gravidade.
Suspeitar de hemorragia interna se o acidentado estiver envolvido em:
- Acidente violento, sem lesão externa aparente
- Queda de altura
- Contusão contra volante ou objetos rígidos
- Queda de objetos pesados sobre o corpo
Mesmo que, a princípio, o acidentado não reclame de nada e tente dispensar socorro, é importante observar os seguintes sintomas:
- Pulso fraco e rápido
- Pele fria
- Sudorese (transpiração abundante)
- Palidez intensa e mucosas descoradas
- Sede acentuada
- Apreensão e medo
- Vertigens
- Náuseas
- Vômito de sangue
- Calafrios
- Estado de choque
- Confusão mental e agitação
- "Abdômen em tábua" (duro não compressível)
- Dispneia (rápida e superficial)
- Desmaio
Nos casos de suspeita de fratura de crânio, lesão cerebral ou quando houver dispneia, a cabeça deve ser mantida elevada.
Aplicar compressas frias ou saco de gelo onde houver suspeita de hemorragia interna. Se não for possível, usar compressas úmidas.
OUTRAS HEMORRAGIAS
Epistaxe
É a perda de sangue pelo nariz. A hemorragia nasal pode ocorrer por traumatismo craniano. Neste caso, especialmente quando o sangue sai em pequena quantidade acompanhada de líquor, o corrimento não deve ser contido e o acidentado precisa de atendimento especializado com urgência.
A hemorragia do nariz é uma emergência comum que geralmente resulta de um distúrbio local, mas pode decorrer de uma grave desordem sistêmica.
Em muitos casos a epistaxe não tem causa aparente. Pode ocorrer devido à manipulação excessiva no plexo vascular com rompimento dos vasos através das unhas; diminuição da pressão atmosférica; locais altos; viagem de avião; saída de câmara pneumática de imersão; contusão; corpo estranho; fratura da base do crânio; altas temperaturas; dentre outras.
Às vezes pode ocorrer como sintoma de um grave transtorno no organismo que requer investigação imediata, como por exemplo crise hipertensiva.
Dependendo da causa que se suspeite, deve-se procurar atendimento qualificado imediatamente.
Primeiros Socorros
- Tranquilizar o acidentado.
- Afrouxar a roupa que aperte o pescoço e o tórax.
- Sentar o acidentado em local fresco e arejado com tórax recostado e a cabeça levantada.
- Verifique o pulso, se estiver forte, cheio e apresentar sinais de hipertensão, deixe que seja eliminada certa quantidade de sangue.
- Comprimir a narina de onde flui o sangue, por 5 ou 10 minutos, para que as paredes se toquem e, por compressão direta o sangramento seja contido.
- Inclinar a cabeça do acidentado para trás e manter a boca aberta. (Observar, se náusea, inclinar a cabeça para frente). Sempre observar nível de consciência.
- Se possível aplicar compressas frias sobre a testa e nuca.
- Caso a pressão externa não tenha contido a hemorragia, introduzir um pedaço de gaze ou pano limpo torcido na narina que sangra. Pressionar o local.
- Encaminhar a vítima para local onde possa receber assistência adequada.
- Em caso de contenção do sangramento, avisar a vítima para evitar assoar o nariz durante pelo menos duas horas para evitar novo episódio de sangramento.
A hemorragia nasal que ocorre com relativa frequência, sem causa evidente, deve ser ionvestigada por profissional qualificado.
Toda hemorragia nasal que se segue a contusões na cabeça requer avaliação profissional imediata.
Hemoptise
Hemoptise é a perda de sangue que vem dos pulmões, através das vias respiratórias. O sangue flui pela boca, precedido de tosse, em pequena ou grande quantidade, de cor vermelho vivo e espumoso.
A hemoptise pode representar um dos mais alarmantes sinais de emergência.
Ao contrário da hemorragia externa, a fonte e a causa exatas da hemorragia pulmonar são muitas vezes desconhecidas das vítimas dessa condição, e a sua natureza desconhecida contribui para acentuar o medo.
a) Bronquiectasia (dilatação anormal e
permanente dos brônquios e bronquíolos)
b) Tuberculose
c) Abscesso pulmonar
d) Tumor pulmonar
As causas mais frequentes de hemoptise são:
Primeiros Socorros
e) Estenose da válvula mitral
f) Embolia pulmonar
g) Traumatismo
h) Alergia (poeiras, vapores, gases, etc).
- Tranquilizar o acidentado e lhe amenizar o medo.
- Deitá-lo de lado para prevenir sufocamento pelo refluxo de sangue.
- Deixá-lo em repouso.
- Recomendar que não fale e nem faça esforço.
- Não demonstrar apreensão.
- Providenciar transporte urgente para local onde possa receber atendimento especializado.
Hematêmese
É a perda de sangue através de vômito de origem gástrica. O sangue pode sair acompanhado de alimentos. A coloração do apresenta-se mais escura (ao contrário da hemoptise em que o sangue é vivo).
A hematêmese é comum em enfermidades como varizes do esôfago, úlcera, cirrose e esquistossomose.
Podendo também ter causas mecânicas ou inflamatórias ou tóxicas (arsênico, sulfureto de carbono, mercúrio).
A hemorragia interna que demora a se exteriorizar pode ser identificada pelos seguintes sinais: palidez intensa, distensão abdominal, extremidades frias e úmidas, pulso rápido e fraco.
Quando se exterioriza o sangramento, os sinais são os mesmos, acrescidos dos sintomas: fraqueza, tontura, enjôo, náusea antes da perda de sangue, vômitos com sangue escuro e desmaio.
Primeiros socorros
- Manter o acidentado em repouso em decúbito dorsal (ou lateral se estiver inconsciente), não utilizar travesseiros.
- Suspender a ingestão de líquidos e alimentos.
- Aplicar bolsa de gelo ou compressas frias na área do estômago.
- Encaminhar o acidentado para atendimento especializado.
FERIMENTOS
Os ferimentos são lesões que provocam o rompimento da pele e, conforme seu tipo e profundidade, rompimento das camadas de gordura e de músculo.
Tipos de ferimentos:
Os ferimentos incisos são provocados por objetos cortantes, têm bordas regulares e causam sangramentos de variados graus, devido ao seccionamento dos vasos sanguíneos e danos a tendões, músculos e nervos.
Os ferimentos corto-contusos, chamados de lacerações, são lesões teciduais de bordas irregulares, provocados por objetos rombudos, através de trauma fechado sob superfícies ósseas, com o esmagamento dos tecidos. O sangramento deve ser controlado por compressão direta e aplicação de curativo e bandagens
Os ferimentos perfurantes são lesões causadas por perfurações da pele e dos tecidos subjacentes por um objeto.
Os ferimentos transfixantes atravessam de lado a lado uma parte do corpo.
Os ferimentos puntiformes geralmente sangram pouco para o exterior.
As escoriações são lesões simples da camada superficial da pele ou mucosas, apresentando solução de continuidade do tecido, sem perda ou destruição do mesmo, com sangramento discreto.
As avulsões são lesões onde ocorrem descolamentos da pele em relação ao tecido subjacente, que pode se manter ligado ao tecido sadio ou não.
As contusões são lesões provocadas por pancadas, sem a presença de ferimentos abertos, isto é, sem rompimento da pele.
As lesões contusas podem ser tratadas de maneira simples, desde que não apresentem gravidade. Normalmente, bolsa de gelo ou compressa de água gelada nas primeiras 24 horas e repouso da parte lesada são suficientes.
Apresentam graus variados de sangramento, geralmente de difícil controle. A localização mais comum ocorre em mãos e pés.
Recomenda-se colocar o retalho em sua posição normal e efetuar a compressão direta da área, para controlar o sangramento.
O tratamento inicial deve ser rápido pela gravidade da lesão, que pode causar a morte por hemorragia, e pela possibilidade de reimplante do membro amputado.
O controle da hemorragia é crucial na primeira fase do atendimento de primeiros socorros.
Caso a avulsão seja completa, transportar o retalho ao hospital. A preparação do retalho consiste em lavá-lo com solução salina, evitando o uso de gelo direto sobre o tecido (mais a seguir).
Não tocar no ferimento diretamente com os dedos. Ter em mente a necessidade de cobrir o ferimento com compressa limpa, estancar hemorragia e encaminhar o acidentado para atendimento especializado.
Casos de esmagamento, (lesão comum em acidentes automobilísticos, desabamentos, e acidentes de trabalho), podem resultar em ferimentos abertos e fechados.
Existe dano tecidual extenso das estruturas subjacentes.
Os esmagamentos de tórax e abdome causam graves distúrbios circulatórios e respiratórios.
Primeiros socorros:
1. Abrir vias aéreas e prestar assistência ventilatória, caso necessário.
2. Controlar a hemorragia.
3. Tratar o estado de choque, caso este esteja presente.
4. Cuidados com o segmento amputado:
- Limpeza com solução salina, sem imersão em líquido.
- Envolvê-lo em gaze estéril, seca ou compressa limpa.
- Cobrir a área ferida com compressa úmida em solução salina.
- Proteger o membro amputado com dois sacos plásticos.
-Colocar o saco plástico em recipiente de isopor com gelo ou água gelada.
- Jamais colocar a extremidade em contato direto com o gelo.
Lesão por objetos perfurantes, a pele e tecidos mais profundos ficam parcialmente exteriorizados. Proceder da seguinte forma:
- Expor a lesão.
- Nunca remover objetos encravados. Existe o risco significativo de precipitar hemorragia, devido ao destamponamento de vasos sanguíneos.
- Estabilizar o objeto com curativo apropriado.
- Não tentar partir ou mobilizar o objeto, exceto nos casos em que isto seja essencial para possibilitar o transporte.
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