Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

O mito individual como estrutura subjetiva básica

No description
by

Guilherme Kirka

on 22 June 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O mito individual como estrutura subjetiva básica

Sincrônica
O Mito: O nada que é tudo
No caso dos mitos, há uma repetição de sequências, as quais recebem o nome de mitemas (partícula essencial de um mito, elemento irredutível e imutável).

Joseph Campbell
and
The Power of Myth
with Bill Moyers
O mito individual como estrutura subjetiva básica
A noção de mito individual surge a partir de uma expressão cunhada por Lévi-Strauss e adotada por Lacan.


Claude Lévi-Strauss
foi um antropólogo, professor e filósofo francês. É considerado fundador da antropologia estruturalista, em meados da década de de 50 e um dos grandes intelectuais do século XX.

Jacques-Marie Émile Lacan
foi um psicanalista francês.
Formado em Medicina, passou
da neurologia à psiquiatria.

A noção de mito, enfatizando a sua abertura à interpretação e à recombinação constante de seus elementos. Tal noção é deslocada para o plano individual com base em uma pequena análise de um caso clínico intitulado por Freud como O Homem dos Ratos.







Lévi-Strauss (1955) define mito como um sistema temporal que se relaciona concomitantemente ao passado, ao presente e ao futuro.




Essas estruturas podem ser:
Diacrônica
A combinação dos mitemas sofre alterações, ainda que mínimas, quando um mito é narrado, o que caracteriza o pensamento mítico como um bricoleur (uma possível imagem para o trabalhar da análise) em pleno trabalho e que funciona através de retomadas interpretativas que desdobram os temas tratados até o infinito.


A substância do mito não se encontra no estilo, nem no modo de narração, nem em sintaxe, mas na história que é relatada. Não é o conteúdo da narrativa que define o mito, mas sim a estrutura mítica que a precede e possibilita.


O mito não só pode, mas deve ser interpretado, ele tem uma estrutura mínima que precisa ser articulada como uma história ou narrativa. E é na combinação das sequências que o mito significa, não em seus elementos isolados, e esta interpretação torna-se, ela mesma, um novo mito. Ou seja, as interpretações não esgotam o mito.
O mito existe na narrativa porque nela significa imaginariamente, ela o organiza e permite que seus elementos possam significar porque estão relacionados em cadeia.

A narrativa não é o mito, pois cada narrativa é apenas uma de suas possibilidades de organização, é apenas um paradigma. O mito tem, no conjunto, um caráter de ficção.

A narrativa mítica parte de uma estrutura simbólica que pode reconstruir uma multiplicidade de experiências reais e passar para a expressão verbal, por ser da ordem do real, pois o mito fala de uma verdade impossível de ser dita de outra maneira que não por esta alusão.

Todo mito é uma procura do tempo perdido.

Lévi-Strauss (1949)
Cada um constrói seu mito individual a partir de elementos retirados de seu próprio passado, os quais irão compor os mitemas.
O mito individual é extremamente particular a cada sujeito, e repetirá como estrutura básica em todas as suas produções, realizando retomadas interpretativas, estas retomadas que estão no cerne da possibilidade de cura na psicanálise pois, pode modificar paulatinamente a estrutura.
O papel do curandeiro é falar, enquanto o do psicanalista, que irá trabalhar com o mito individual, é escutar.

Lévi-Strauss (1949)
Famoso mitólogo norte-americano. Seus estudos independentes levaram-no a uma análise profunda das ideias dos psicólogos Carl Jung e de Sigmund Freud. Altamente influenciado pela psicanálise Jungiana, Campbell escreveu em 1949, o livro "The Hero with a Thousand Faces"(O Herói de Mil Faces).

Joseph John Campbell
(1904-1987)
Mitos nos mostram partes de nós mesmos, são indicadores do funcionamento da dinâmica da mente humana, é a interação entre os diversos aspectos inconscientes e arquétipos da psique humana, ou seja, as forças que operam em nosso mundo interior.
Na visão de Campbell os mitos não devem ser usados por instituições religiosas para manter as pessoas limitadas em um sistema de crenças especifico, devem ser usados como pistas que possam ajudar as pessoas a chegarem na experiência direta do "divino" aquilo que transcende o que é superficial. Como diria
Bruce Lee
, "é como um dedo apontando para o céu, não se concentre no dedo, ou você vai perder toda a glória celestial". As pessoas tem a tendencia de focar nos símbolos em si, e muitas vezes acabam por esquecer que seus significados são o que realmente importam. Por isso que algo que todas culturas que prezam pelo desenvolvimento humano falam sobre ter a coragem de ser um herói na vida cotidiana, enfrentar os monstros de sua mente, de olhar para dentro de si e não ter medo do que você pode encontrar.
Nas próprias palavras de Campbell:
"Deuses reprimidos se transformam em demônios, e geralmente são esses demônios que encontramos primeiro quando voltamos a olhar para dentro."
Alessandra Fernandes Carreira*
Acadêmicos:

Ana Paula Susin Fongaro, Cinara Winter Alves, Cleber Luis dos Santos, Guilherme Meloto, Kevin Pauletti Martins, William Mendes.


Concluímos que a mitologia estará presente nos nossos dias, daqui até a eternidade, pois somos como mitemas (partículas essenciais de um mito), cada indivíduo é o que é pelas estruturas que cria em sua mente e no que acredita que seja, mas não somos o todo-poderoso, fazemos parte do todo com nossas crenças, vivências, fraquezas e limitações, criando nossas próprias interpretações, através destas estruturas que nos são impostas e as quais criamos particularmente, num ciclo sem fim. Como afirma Campbell é tedioso a perfeição, “o ser humano perfeito é desinteressante”, assim sendo, seres imperfeitos, em busca de uma verdade e de grandes evoluções, seguimos cada qual com nossas vidas guiadas pelas nossas próprias histórias derivadas de nossos próprios mitos, criados a partir de outros, clarificando os componentes de nossa experiência individual.

Cunha, T. C. e. (1980). Do Mito Colectivo ao Mito Individual. Em J. Lacan. (1987). O Mito Individual do Neurótico (pp. 09-41). Lisboa: Assírio & Alvim. (2ª ed.). (Originalmente publicado em 1953). (2ª ed.).

Freud, S. (1909c). Notas sobre um Caso de Neurose Obsessiva. Em J. Strachey. (org.). (1975). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (vol. X, pp. 159-325). Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda.

Freud, S. (1920). Além do Princípio do Prazer.. Em J. Strachey. (org.). (1975). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (vol. XVIII, pp. 17-90). Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda.

Lacan, J. (1956-1957). O Seminário de Jacques Lacan, livro 4: As Relações de Objeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

Lacan, J. (1987). O Mito Individual do Neurótico.. Lisboa: Assírio & Alvim. (Originalmente publicado em 1953). (2ª ed.).

Lévi-Strauss, C. (1949). A Eficácia Simbólica. Em C. Lévi-Strauss. (1970). Antropologia Estrutural (pp.104-224). Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro. (2ª ed.).

Lévi-Strauss, C. (1955). A Estrutura dos Mitos.. Em C. Lévi-Strauss. (1970). Antropologia Estrutural (pp. 225-253). Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro. (2ª ed.).

Luccioni, G. (1971). Introdução. Em C. A. R. do Nascimento (trad.). (1977). Atualidade do Mito (pp. 07-10). São Paulo: Livraria Duas Cidades.

Pannof, M. (1971). É Preciso que um Mito seja Aberto ou Fechado. Em C. A. R. do Nascimento (trad.). (1977). Atualidade do Mito (pp. 105-120). São Paulo: Livraria Duas Cidades.

Piaget, J. (1974). O Estruturalismo. São Paulo: Difusão Européia do Livro.

Rabant, C. (1971). O Mito no Porvir (Re)Começa. Em C. A. R. do Nascimento (trad.). (1977). Atualidade do Mito (pp. 29-40). São Paulo: Livraria Duas Cidades.

Ramnoux, C. (1971). Mitológica do Tempo Presente. Em C. A. R. do Nascimento (trad.). (1977). Atualidade do Mito (pp. 17-28). São Paulo: Livraria Duas Cidades.

Rocha, E. (1991). O que é mito. São Paulo: Brasiliense.

Campbell, Joseph, 1904-1987. O poder do mito / Joseph Campbell, com Bill Moyers ; org. por Betty Sue Flowers ;
tradução de Carlos Felipe Moisés. -São Paulo: Palas Athena, 1990
Full transcript