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A LITERATURA DE AUTORIA FEMININA PARANAENSE

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by

Lúcia Zolin

on 8 July 2018

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Transcript of A LITERATURA DE AUTORIA FEMININA PARANAENSE

Emiliano Perneta (1866-1921);
Paulo Leminski (1944-1989);
Valêncio Xavier (1933-2008);
Dalton Trevisan (1925);
Cristóvão Tezza (1952).
Quem são as/os escritoras/es do Paraná?
Campo literário

Pierre Bourdieu
Existe literatura feminina?
Questões de poder

Questões de gênero

Condições sociais de produção, de circulação e de recepção
Escritoras paranaenses com alguma visibilidade
Júlia da Costa (1844-1911)
Helena Kolody (1912-2004)
Adélia Woellner (1940)
Bebeti do Amaral Gurgel (1954)
Luci Collin (1964)
Karen Debértolis (1969)
Greta Benitez (1971),
A LITERATURA DE AUTORIA FEMININA PARANAENSE
Sofisticada teia de relações e de interrelações múltiplas entre os participantes do "jogo" literário (o escritores, o público leitor, os editores, os agentes literários, o mercado etc.), cuja lógica reside na associação do campo do poder ao campo da produção
Campo literário brasileiro
Estruturação
: a partir do início do século XX;
Características
: assentado em instâncias de classificação e legitimação literárias e artísticas, como a imprensa, o mercado editorial, as revistas culturais, as academias literárias, mas, de modo particular, na dependência em relação ao Estado (até meados dos anos 1930)
Historicamente , a literatura de autoria feminina não consistia no objeto primordial desses embates
As práticas literárias de escritoras paranaense
e as regras da arte
Restrição à circulação correspondente às editoras de pequeno porte;

Edições independentes
O gênero literário da literatura de autoria feminina paranaense

Alavanca com o processo de ruptura com o silenciamento histórico da mulher;
Sua especificidade intimista se transforma na aliada da mulher no processo de expressão da subjetividade feminina emparedada no silêncio
Poesia: gênero menor
A LAF é invisível (mesmo) no panorama literário estadual ou não circula em âmbito nacional
No primeiro caso, trata-se do grande número de edições caseiras/independentes, as quais, não geram efeitos no campo literário, entendido como espaço hierarquizado, que possui um centro, posições intermediárias, uma periferia e um lado de fora
No segundo , há que se considerar a pouca visibilidade de obras que, publicadas por editoras regionais, de pouca expressão nacional, não transcendem efetivamente as fronteiras dos grandes centros e, portanto, não chegam a ser comentadas pela grande imprensa, nem conquistam espaço visível nas prateleiras das livrarias, tampouco são adotadas nas universidades.

"O espaço das tomadas de posição realmente efetuadas tal como ele aparece quando é percebido pelas categorias de percepção constitutivas de certo
habitus
, isto é, como um espaço orientado e prenhe das tomadas de posição que aí se anunciam como potencialidades objetivas, coisas ‘a fazer’, ‘movimentos’ a lançar, revistas a criar, adversários a combater, tomadas de posição estabelecidas a ‘superar’ etc." (p. 265)

O “espaço dos possíveis”
Bourdieu
O espaço
dos possíveis
Abertura de nichos de ruptura
A literatura de autoria feminina paranaense como espaço de resistência
Na academia

Promover a visibilidade e/ou a aceitação da LAF como artefato literário legítimo e, portanto, objeto de estudo
No campo literário
Como equacionar essa produção literária tão marginalizada em relação ao campo?
Revitalização
do
habitus
O contexto
crítico-literário contemporâneo como força aliada
Problematização de critérios de valoração
1) Desconfiança em relação aos discursos oficiais acerca da literariedade e da canonização literária

2) Desnudamento dos interesses do mercado editorial, responsável pela classificação da literatura – separando o que entende por “joio” do que é tomado como “trigo”.
As “regras da arte” na mesa
Ruídos
A força da literatura de autoria feminina está na imposição de novas maneiras de pensar e de se expressar, relacionadas à milenar dominação masculina, tradicionalmente propagada no sistema literário brasileiro e utilizada como instrumento de canonização literária.
Em tempos de feminismo, essas práticas se encontram sob o efeito do desgaste, abrindo possibilidades para o novo, nesse caso, para vozes subversivas que adentram o campo, inscrevendo nele outra perspectiva social.
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